"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fomos separados para ser luz entre as trevas

"Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti" (Is 60.1-2).
A palavra "luz" é destacada pelo profeta Isaías. O que é a "luz"? Todos sabem que a luz é a ausência de trevas, mas devemos entender que a questão aqui é a separação entre a luz e as trevas. Lemos já no início da Bíblia: "...e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas" (Gn 1.4b). Deus não eliminou as trevas, Ele as separou da luz. Portanto, uma segunda palavra-chave que devemos lembrar é "separação". A vinda de Jesus significa exatamente isso: separação! Ou você crê e aceita que Jesus Cristo veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas.
O versículo inicial não diz apenas "eis que as trevas cobrem a terra", mas prossegue: "e a escuridão, os povos". Essa é a realidade em nosso mundo. Por exemplo, podemos ficar perplexos diante de crimes como temos visto em noticiários, maridos e noivos descontentes com o fim do relacionamento matam suas parceiras, alguém que num ato insano aposta corrida com seu carro e tira a vida de um inocente, e vai embora sem nem prestar socorro a vitima. O caso Mércia ou o caso Eliza Samudio, e tantos outros anônimos, dificilmente podemos imaginar a terrível escuridão em que viviam os assassinos. Por que eles fizeram isso? Sem dúvida, eles estavam convencidos de que seu ato era justificado; para eles, essa era a coisa certa a fazer. Entretanto, tal convicção não é baseada na verdade; ela tem seu fundamento na imaginação do coração maligno dos homens seduzidos pelas "trevas".
As Escrituras, entretanto, não dizem que apenas as pessoas que cometem tais crimes horrendos vivem nas trevas, pois lemos: "...a escuridão [cobre] os povos". Isso significa que todos os povos do mundo vivem em trevas. A escuridão é algo terrível, porque ela impede que vejamos qualquer coisa. Por exemplo, se você entrar no porão de uma casa ou em outro lugar escuro durante a noite, sem dispor de uma luz, correrá sério perigo de se machucar. É isso que a Bíblia nos comunica: todas as pessoas na terra estão em sério perigo, não apenas em sua vida presente, mas também quanto à eternidade. Portanto, é extremamente importante que você se chegue à luz.
Quando Jesus, a luz do mundo, o Verbo (a Palavra) de Deus, fez-se carne e habitou entre nós, Ele ofereceu a luz a todos, dizendo: "Eu sou a luz do mundo" (Jo 8.12). João, porém, declarou: "E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam" (Jo 1.5, Ed. Revista e Corrigida). Por que as trevas não a compreendem? Encontramos a resposta para essa importante questão em João 3.19-20: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras".
Jesus nos chama para sermos luz entre as trevas, mas esta verdade só pode tornar-se real em sua vida, se você sair das trevas e vier para a luz. As palavras de Isaías 60.1-2 são dirigidas a nós hoje. A luz era e é Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Messias de Israel e Salvador do mundo. A oferta da luz e da separação foi feita inicialmente aos judeus. Ela era destinada a Israel, que, entretanto, rejeitou a Jesus. Assim, Ele voltou-se para os gentios. Isso se torna bem evidente no versículo 3: "As nações (os gentios) se encaminham para a tua luz..."
Esse tipo de realidade continua inimaginável nos dias em que vivemos, porque o mundo inteiro jaz nas trevas. Entretanto, existe uma exceção: o Senhor Jesus nos deixou uma comissão, “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mt 28.19). Mesmo nestes tempos turbulentos, o Senhor Jesus não nos chamou para sermos juízes e ficarmos indiferentes, alarmados e abatidos, mas como despenseiros de sua multiforme graça, nos chamou para pregarmos o evangelho do Reino a toda a criatura. Ministrarmos a sua paz, e essa paz que "excede todo o entendimento" (veja Fp 4.7) está disponível para você. Para podermos ser luz entre as trevas! Jesus disse: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.16).