"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Desperta-me Senhor!

De todas as cartas às igrejas da Ásia, a endereçada a igreja em Laodicéia foi a mais sevara. Jesus não fez nenhum elogio à esta igreja. A cidade de Laodicéia foi fundada em 250 a.C., por Antíoco da Síria. A cidade era importante pela sua localização. Ficava no meio das grandes rotas comerciais. Era uma cidade rica e opulenta, de muitas oportunidades e transações comerciais. A igreja tinha a cara da cidade. Em vez de transformar a cidade, a igreja tinha se conformado à ela. Os cristãos estavam sem entusiasmo, sem fervor espiritual, falhos no caráter e sempre prontos a se comprometerem com o mundo, descuidados, vivendo sem discernir o tempo e o modo em que viviam. Eles estavam satisfeitos com sua vida espiritual, com sua prosperidade, orgulhosa de seus membros importantes e influentes.
Diante deste quadro fiquei pensativo sobre que tipo de influência temos exercido em nossa cidade como corpo de Cristo, temos transformado vidas? Qual tem sido o nosso testemunho, será que temos impactado vidas com a mensagem de Cristo que está em nós? Ou vivemos despreocupadamente como os irmãos de Laodicéia?
Algo no texto de apocalipse 3 alegra meu coração. A forma como Cristo faz um apelo à igreja de Laodicéia. Em primeiro lugar, Cristo prefere dar conselhos em vez de ordens, tendo o direito de emitir ordens para que Lhe obedeçamos, prefere dar conselhos. Ele poderia ordenar, mas prefere aconselhar. Não podemos esquecer que Cristo é a fonte de toda suficiência. A igreja julgava-se auto-suficiente, mas os cristãos deveriam encontrar sua suficiência em Cristo: “Aconselho-te que compres de mim...” (Ap 3.18). Cristo se apresenta como um mercador, seus produtos são essenciais e seu preço é de graça! Somos pobres, mas Cristo tem ouro. Estamos nus, mas Cristo tem roupas. Estamos cegos, mas Cristo tem colírio para nossos olhos. Cristo nos exorta a adquirir ouro celestial para nossa pobreza espiritual, vestimentas brancas para nossa nudez diante do pecado, e colírio para a nossa cegueira espiritual! A roupa que Cristo oferece são as vestes de justiça e de santidade. O colírio que Cristo tem abre os olhos para o discernimento. O Senhor Jesus nos tem atraído a Ele. Só Cristo pode enriquecer nossa pobreza, vestir nossa nudez e curar a nossa cegueira.
Em segundo lugar, Cristo chama a igreja a uma mudança de vida: “Eu disciplino e repreendo a quantos amo. Sê, pois zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19). Desgosto e amor andam juntos. Cristo não desiste de nós. Ele nos ama. Antes de decretar juízo (vomitar da sua boca). Ele demonstra a Sua misericórdia (repreendo e disciplino aqueles que amo). Disciplina é um ato de amor. A base da disciplina é o amor. Porque ama chama ao arrependimento. Porque ama nos dá oportunidade de recomeçar. Porque ama está disposto a perdoar-nos. Arrepender-se é parar de viver uma vida de aparências, de faz de conta, de mornidão. A piedade superficial não nos salva. Devemos trocar os anos de mornidão pelos anos de zelo.
Em terceiro lugar, Cristo convida a igreja para a ceia, uma profunda comunhão com Ele. Cristo faz um apelo pessoal. A salvação é uma questão totalmente pessoal, Ele vem nos visitar. Coloca-se em frente da porta de nosso coração. Ele bate. Ele deseja entrar. É uma visita do Amado de nossa alma. Cristo mostra a necessidade de uma decisão pessoal: “Estou à porta e bato, se alguém abrir a porta entrarei...” (Ap 3.20). De que maneira Ele bate? Através da palavra, de uma mensagem, de um cântico, de uma necessidade ou enfermidade. É preciso estar atento a voz do Senhor. Ele nos convida a um relacionamento pessoal, de intimidade com Ele, entrar em nossa casa, sentar-se a mesa.
Concluindo, cada uma das sete cartas as igrejas terminou com uma promessa aos vencedores. Por isso, somos mais que vencedores quando Cristo entra em nossa casa, pois recebemos as riquezas do Reino. Recebemos vestes brancas de justiça. Nossos olhos são abertos. Temos a alegria da comunhão de Cristo: O FILHO DO DEUS VIVO! Temos a promessa de sentarmos com Ele em seu trono. Reinaremos com Ele para sempre. Aleluia!