"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 30 de outubro de 2010

As aceitações de um discípulo!

“...se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).



Negar-se a si mesmo não significa eliminar a vontade. Isto fica claro na expressão “se alguém quer.” Todavia, significa colocá-la a serviço de Deus e do próximo. Decorre disso aceitar certas formas de direção e disciplina que o velho homem (natureza carnal) rejeita, como segue: Aceitar repreensões fortes (como Jesus repreendeu a Pedro), aceitar instruções (os discípulos aceitam as instruções de Jesus quanto à estratégia de evangelização), aceitar lições práticas de humildade (Jesus apresenta uma criança como modelo de humildade, apresenta a vida de serviço como padrão d’Ele mesmo), aceitar que opiniões pessoais sejam contrariadas (os discípulos repreenderam as crianças que queriam se aproximar de Jesus, e foram contrariados pelo Senhor), aceitar a censura de seus atos (os discípulos foram censurados por Jesus porque queriam impor que certos homens não expulsassem demônios, pois estes não seguiam com eles), aceitar o questionamento das motivações (Jesus questionou a motivação de seus discípulos quando estes queriam destruir os samaritanos).

Estas aceitações, dentre outras, são para muitos a grande dificuldade para aceitarem o discipulado bíblico, porque atingem em cheio o espírito independente do homem natural. Entretanto, são nestas situações que se reconhece o verdadeiro discípulo, aquele que aceita não somente o que Jesus fez (Sua obra redentora), mas também quem Ele é (Senhor) e Suas palavras (Instruções e mandamentos).