"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um cântico de amor!


“E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (1ª João 4.16-18).
Desde Genesis podemos ver Deus demonstrando sua longa história de amor por nós e de seu desejo que amemos a Ele e uns aos outros. Logo em Êxodo 15.13 podemos ver Moisés e o povo cantando: “Com a tua beneficência guiaste o povo que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.” Sem imaginar eles cantaram com alegria um relato resumido da historia bíblica. Desde a criação até a eternidade, Deus conduziria e resgataria seu povo, trazendo-o, enfim, para sua verdadeira habitação.
Deus sempre teve a intenção de demonstrar este amor para seu povo. Em Êxodo 34.6-7 o Senhor declara o seu amor a Moisés: “E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” Muitos que desfrutaram deste amor celestial se rebelaram contra Deus, vivendo para si mesmo e não mais servindo ao Senhor, e mesmo assim, Deus perdoaria de novo e de novo, jamais perdendo o Seu amor por aqueles que criou.
O povo hebreu muitas vezes no deserto se rebelou contra Moisés, apesar de ver com seus olhos tantos milagres. Mais tarde, Davi assassinou e cometeu adultério apesar da potente mão de Deus a lhe poupar a vida e torná-lo rei. Salomão, em toda sua sabedoria, acabou a vida se fartando em suas riquezas e mulheres, esquecendo-se de Deus. E assim vemos a história de Israel dividido e afastado do Senhor. Em Oséias Deus expressa sua dor e seu amor pelos filhos desobedientes. E infelizmente este padrão de desobediência se dá até a vinda de Cristo.
O filho de Deus veio a terra interromper o ciclo de pecado e castigo. Levando uma vida de amor e depois morrendo por amor, Jesus assim redimiu o povo que Deus amava tanto. Jesus ressuscitou para continuar sua vida em nós por intermédio do Espírito Santo. Assim sendo depois de muitas cartas de instrução e ensino ao povo, João nos conduz outra vez a este amor declarando seu cântico: “O perfeito amor lança fora todo medo...” (1ª Jo 4.18). Ele sabia que amor e medo são dois dos maiores motivadores do espírito humano. Orientaram muitas vidas no Antigo Testamento e são a raiz do relacionamento inconstante da humanidade com o Senhor. O medo, muitas vezes, provoca incerteza e rebelião, mas o amor de Deus tem o poder de vencer o medo.
Um escritor e estudioso (Henri Nouwen), declarou que todas as pessoas vivem ou na “casa do medo” ou na “casa do amor.” Ele explicou melhor: Quando João diz que o medo é expulso pelo perfeito amor, refere-se ao amor que vem de Deus, um amor celestial... O local de habitação, o local de intimidade, não é feito por mãos humanas. Ele é criado por Deus para nós habitarmos. O Senhor quer armar sua tenda entre nós, convidar-nos para entrar em sua casa. Podemos depositar nossa confiança no amor que Deus tem por nós. Ele deseja que vivamos nesse amor, fazendo habitação n’Ele e agindo com as pessoas baseados neste conforto de amor que temos aprendido com Ele. Para isso podemos contar com a Bíblia, o livro que nos ensina sobre a casa do medo e a casa do amor. A escolha é nossa. Cada vez que aperta o coração podemos abrir nossa Bíblia e ouvir a canção de amor que Deus tem para nós.