"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Senhor, eis aqui minha vida!

Sacrifício é uma oferta aceitável a Deus. Viver sacrificialmente é oferecer sua vida a Deus. Tal sacrifício só é aceitável a Deus por causa da obra de Cristo em nós. Jesus é o sacrifício supremo e completo.


“O SENHOR já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.” (Miquéias 6.8 NTLH).
No contexto do livro de Miquéias podemos ver que o povo estava praticando, religiosamente, sacrifícios ao Senhor na ilusão de que isso bastaria para satisfazer suas exigências. Deus ensina o povo corretamente através do profeta, exigindo justiça, não ofertas queimadas; misericórdia, não bezerros e azeite; obediência humilde, não sacrifícios. Justiça, misericórdia e obediência eram exatamente as qualidades que faltavam em Judá (Será que não tem faltado em nossos dias também?). Podemos entender, que na verdade, estes versos de Miquéias resumem as mensagens dos profetas do Antigo Testamento: Amós pediu justiça (Amós 5); Oséias enfatizou a misericórdia (Oséias 6.6) e Isaías exortou o povo a obedecer ou a andar humildemente com o Senhor Deus (Isaías 58).
Miquéias sabia que ofertas excessivas não agradavam ao Senhor. Davi e Isaías sabiam que um “coração contrito” era aceito por Deus (Salmo 51.17 e Isaías 66.2). Paulo descreveu esse acordo como um “sacrifício vivo” (Romanos 12.1-2). Embora nada possamos fazer comparável à morte sacrificial de Cristo, nossa entrega tem de ser completa e sincera. Ser um sacrifício vivo significa obedecer aos maiores mandamentos de Deus, dar a Ele todo o nosso amor, vontade, mente e corpo (Marcos 12.29-31), confirmando isso por meio de serviço prático e diário ao próximo (Mateus 25.34-40). Este é o nosso desafio. Expressar justiça, misericórdia e humilde obediência ao Senhor através de nossos atos e ações diárias. Lembre-se, nenhuma expressão de amor, por mais custosa que seja, equipara-se ao preço pago por Cristo!