"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 16 de abril de 2011

Sede por avivamento

“...Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo” (Is 43.19). Historicamente, a passagem é uma referencia profética da libertação de Israel do jugo de babilônia. Deserto hoje, fala da separação da igreja do sistema do mundo para servir à Deus com exclusividade (Is 43.21). Vivemos dias de intensa reflexão. As instituições humanas oriundas do mover de Deus no passado, não impactam o meio cristão, nem a sociedade. As denominações, associações, seminários, organizações missionárias, etc., são uma caricatura, uma distorção da dinâmica da igreja conforme a vermos no primeiro século. Ai, temos a “restauração”, por um mover profético de volta, não ao passado, mas aos princípios que tornaram a igreja uma expressão dinâmica do testemunho de Deus na terra. Todavia, princípios em si, não produzem avivamentos. As ênfases teológicas corretas sobre o Senhorio de Jesus Cristo, o discipulado, a vida em comunidade, valores éticos do reino de Deus, a unidade da igreja, guerra espiritual, governo plural, louvor profético, grupos nos lares, etc. São verdades profundas que Deus tem restaurado nos últimos anos. Isto tudo, pode ser um caminho no deserto, falta-nos entretanto “rios no ermo”, isto é, avivamento. Um dos nossos problemas, acerca do avivamento é a mistificação em demasia. Logo nos ocorre a idéia de temores, quedas, sinais e outras manifestações legitimas do Espírito Santo, e nos damos por satisfeitos. Porém, isto ainda não é avivamento. Uma das características marcantes de um avivamento total, é uma sede intensa de relacionamento intimo com Deus. Quando isto ocorre, e ouvimos a sua voz, temos então avivamento. Esta experiência entretanto, se dá no deserto, em nossa total separação do sistema: “portanto, eis que atrairei ao deserto, e lhe falarei ao coração” (Os 2.14). O deserto não é lugar de euforia, de triunfalismo ou jactância. Antes é um lugar de quebrantamento, de dependência de Deus. Ali seremos alimentados e protegidos contra a contaminação do sistema (Conferir Ap 12.13-15). Façamos pois coro com a exclamação do salmista: “a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...” (Sl 42.2).