"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 20 de junho de 2011

A chave do sucesso

“...antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Fp 2.7). Este versículo é uma referência à obediência vicária de Jesus Cristo ao seu Pai, e sendo assim, uma atitude a qual somos conclamados à participar (Fp 2.5). Tenhamos isto em mente, precisamente em nossos dias, quando nos deparamos com um sistema econômico onde a essência é a competição, com prevalência do mais forte. O neo-liberalismo é uma doutrina econômica que se propõe a fazer uma justiça social pelo resultado não pelos princípios e valores solidários para com as necessidades e dignidade humana. Como cristãos, devemos saber que o reino de Deus nos apresenta um caminho invertido, de acordo com a nova ordem messiânica mediante Jesus Cristo e sua comunidade. Se não é assim, leiamos o cântico de Maria (Lc 1.46-53): “...minha alma engrandece ao Senhor, e meu espírito se alegrou em Deus meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois desde agora todas as gerações me considerarão bem aventurada, porque o Poderoso me fez grandes cousas, Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com seu braço valorosamente; dispersou os que no coração alimentavam pensamentos soberbos. Derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.” Jesus assumiu a forma de servo, porém diferente dos regimes escravocratas, Jesus realizou sua servidão ao Pai de modo ativo (obediência) e proposital (para que o Pai recebesse toda a glória) daí a expressão assumindo. Em razão de seu espírito servil, foi exaltado (Fp 2.8-11). Recebeu um nome que está acima de todo Nome. Em síntese, a chave do sucesso não é prevalecer pela competição, mas sim, ter um coração de servo.