"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ser focado em Jesus

Uma característica de viver em uma cultura que oferece tantas possibilidades é perder o foco, não saber o que realmente importa. Vivemos de forma dispersa, seduzidos por uma infinidade de ofertas, criando uma ciranda de opções que mudam constantemente nosso olhar de direção. A perda do foco em Jesus nos conduz a uma dificuldade em lidar com as dificuldades do nosso dia a dia. Ficamos indiferentes, distraídos, ansiosos e inquietos. A obsessão pela auto-realização, auto-segurança e auto-imagem surge da necessidade de dar nitidez a um cenário sem foco. Temos a tendência de pensar que nossos problemas são externos. Porém, se nosso coração não tem o foco em Jesus, seguiremos à deriva. Perdidos em um mar de crises e frustrações. As distrações externas apenas refletem a falta de um coração centrado em Jesus. Tiago em sua carta (Tiago 4.13-17) nos adverte sobre o perigo de perdermos o foco em Jesus, caindo na sedução da presunção de acharmos que podemos dirigir nossa vida e nossas escolhas. A presunção vem de um entendimento errado de nós mesmos e de nossas ambições. A Presunção é fazer os nossos planos como se estivéssemos no total controle do futuro. É viver como se nossa vida não dependesse de Deus. A presunção é um sério pecado. Ela envolve tomar em nossas próprias mãos a decisão de planejar e comandar a vida à parte de Deus. A presunção olha para a vida como um contínuo direito e não como uma misericórdia diária. A presunção atinge várias áreas de nossa vida: Toca a vida hoje, amanhã, um ano. 1) Toca as escolhas: “...hoje ou amanhã iremos... Passaremos um ano.” 2) Toca a habilidade: “...negociaremos e ganharemos.” Obviamente Tiago não está combatendo o planejamento sem levar Deus em conta. É claro que a vida é feita de nossas escolhas. Por isso, precisamos ter alvos, planos, sonhos, mas não presunção. Diante de todo este quadro como lidar então com tantas escolhas?
Tendo consciência de nossa condição espiritual
4.13 “Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
4.14 Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã.
Pense em tudo o que envolve a vida: Hoje, amanhã, comprar, vender, ter lucros, perder, estar aqui, ali. A vida é feita de pessoas e lugares, atividades e alvos, dias e anos. Todos nós tomamos decisões cruciais dia após dia. Esta expressão é baseada em Provérbios 27.1: “Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia.” Tiago diz que esses negociantes estavam fazendo planos seguros para um ano, enquanto não podiam ter garantia de um dia sequer. Eles diziam: Nós iremos, nós permaneceremos, nós compraremos e teremos lucros. Essa postura é a mesma que Jesus reprovou na parábola do rico insensato em Lucas 12.16-21. Aquele que pensa que pode administrar o seu futuro é tolo. A vida não é incerta para Deus, mas é incerta para nós. Somente quando estamos dentro da vontade de Deus é que podemos ter confiança no futuro. Moisés diz: “...acabam-se os nossos anos como um suspiro... Pois passa rapidamente, e nós voamos” (Sl 90.9-10). Porque a vida é breve não podemos desperdiçá-la nem vivê-la na contra-mão da vontade de Deus.
Tendo consciência de nossa fragilidade
14. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
16. Mas agora vos gloriais em vossas presunções...
A presunção do homem apenas tenta esconder a sua fragilidade. O homem não pode controlar os eventos futuros. Ele não tem sabedoria para ver o futuro nem poder para controlar o futuro. Portanto, a presunção é pecado, é fazer-se de Deus. Em suma, qualquer tentativa para achar segurança longe de Deus é uma ilusão. Podemos afirmar que a vida humana está em certo aspecto sob o nosso controle. Precisamos tomar decisões e somos produto de nossas escolhas. Ai encontramos nossa condição, pois nossa vida na verdade não esta no nosso controle. Pois não conhecemos nosso futuro e não sabemos qual é o melhor para nós. Devemos procurar saber quais são os sonhos de Deus para a nossa vida. A verdade incontroversa é que a vida humana está sob o controle divino. Se Deus quiser iremos, compraremos e ganharemos (Vs. 15).
Tendo consciência de nossa total dependência de Deus
Conhecimento implica em responsabilidade. As pessoas conhecem a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedecem. Nosso pecado torna-se mais grave, mais hipócrita e mais danoso do que o pecado de um incrédulo ou ateu. Mais grave porque pecamos contra um maior conhecimento. Mais hipócrita porque declaramos que cremos, mas desobedecemos. Mais danoso porque os nossos pecados são mestres do pecado dos outros. O apóstolo Pedro diz: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2ª Pe 2.21). Porque as pessoas que conhecem a vontade de Deus, deliberadamente a desobedecem? 1. Por orgulho. O homem gosta de considerar-se o dono do seu próprio destino, o capitão da sua própria alma. 2. Por não conhecer a natureza da vontade de Deus. Muitas pessoas têm medo da vontade de Deus. Pensam que Deus vai fazê-las miseráveis e infelizes. Mas a infelicidade reina onde o homem está fora da vontade de Deus. O lugar mais seguro para uma pessoa estar é no centro da vontade de Deus.
Sendo assim, viver em uma cultura que oferece tantas possibilidades a chave é manter o foco centrado em Jesus, ficando atentos e sensíveis ao mover que Jesus tem para nossas vidas.