"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Transparência e Espiritualidade.

Para a grande maioria de cristãos, na prática transparência e espiritualidade são um paradoxo ou uma contradição porque não podem andar juntas. Daí, vive-se a hipocrisia e o isolamento que não possui conhecimento das necessidades básicas do ser humano. Deus criou o homem para ser suprido espiritual, psíquica e fisicamente de maneira correta. E dessa forma também estabeleceu meios apropriados para alcançarmos a integridade (1ª Ts 5.23). A distorção dos meios adequados ou a não realização de sua instrumentabilidade, resulta naquilo que é comumente conhecido como carência. Inevitavelmente a resposta dos mecanismos que compõe a personalidade humana será compensação ou gratificação como elemento de substituição. Aqui, penetramos num terreno onde torna-se impossível aferir a verdadeira espiritualidade. Um individuo pode ter unção e poder em alguma esfera de sua vida e ministério e não obstante, ter falhas irreparáveis de caráter. Neste caso, o poder espiritual pode ser usado como mascara (falta de transparência), que objetiva escolher as fraquezas do caráter. Deus quer operar a sanidade. Precisamos de relacionamento transparentes com Deus e uns com os outros. Afinal, espiritualidade não pode ser aferida pela imagem que eu possa ter de minha pessoa. Este é o caminho do orgulho, da presunção ou da baixa estima. A verdadeira espiritualidade pode ser vista na medida em que somos realmente supridos por Deus em nosso relacionamento com Ele e uns com os outros pelo relacionamento de irmãos. Precisamos, portanto, de abertura, de confissão de pecados, de transparência, de humildade, se quisermos alcançar a verdadeira ou genuína espiritualidade.