"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011, valeu a pena, foi bom demais!

“Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé...” (2ª Tm 4.7).

Estamos prestes a começar um novo ano, janeiro é um mês para meditarmos, rever ações e fazer planos para um novo tempo. E é exatamente neste momento que busco no testemunho de Paulo algo para minha vida. Esse gigante do cristianismo que num momento de solidão, abandono, perseguição e principalmente privações, ergue sua voz para glorificar a Deus em vez de lamentar suas frustrações. Ele praticou o que ensinou e morreu pelos mesmos ideais pelos quais viveu. Paulo não termina sua carreira como um fracassado. Ao contrário, ele olha para o passado, para o presente e para o futuro com o coração cheio de amor e doçura para que o propósito de Deus se cumpra em sua vida!
Para ajudar-nos a pensar nossas agendas e compromissos deste novo ano que se inicia gostaria de usar a vida de Paulo como um exemplo para nossas vidas:
Olhando para o passado com gratidão
Paulo diz com entusiasmo: “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé...” (2ª Tm 4.7). Ele não desperdiçou sua vida vivendo preso a situações e acontecimentos do passado que pudessem trazer tristeza a seu coração. Ele lutou por coisas permanentes e verdadeiras. Lutou com armas verdadeiras e com a motivação verdadeira.
Paulo não transigiu princípios e valores, ele guardou a fé! Andou o tempo todo olhando para o autor e consumador de sua fé: JESUS! Não se rendeu às pressões do mundo, permaneceu firme e fiel a visão celestial: Jesus Cristo é o Senhor!
Olhando para o presente com devoção
Paulo diz: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.” (2ª Tm 4.6). Paulo sabia de sua situação e com confiança esperava em Deus pela concretização dos fatos. Ele estava no corredor da morte, mas não via a morte como uma tragédia.
Algo que me intriga neste ponto da vida de Paulo é que ele usa uma palavra sugestiva para definir sua morte: “e o tempo da minha partida é chegado.” A palavra partida no grego tem um sentido de desatar o fardo das costas de uma pessoa sobrecarregada. Para Paulo, a morte era aliviar um fardo e descansar das fadigas deste mundo. Um outro sentido ainda para a palavra “partida” (do grego άνάλυσις / anālysis) pode ser definida como alguém que levanta acampamento para mudar de endereço. Morrer para o discípulo é levantar acampamento e mudar para uma morada permanente. É deixar este mundo de dores para desfrutar das bem-aventuranças da casa do Pai! Paulo está nos desafiando a morrer para as coisas do mundo e ter uma vida comprometida com os valores e ideais cristãos que Jesus nos orientou a viver (Mt 28.20). A desatar os laços sedutores desta vida que tanto nos escraviza e sermos livres para proclamar o reino de Deus!
Olhando para o futuro com esperança
“Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2ª Tm 4.8).
Paulo olhou para o futuro e viu com alegria que sua recompensa estava nas mãos do Senhor Jesus, o rei vitorioso que voltará em breve. Paulo fecha as cortinas da vida olhando para a frente, para a consumação de todas as coisas. Ele vê o Senhor Jesus, majestoso, assentado em Seu trono, trazendo-lhe a recompensa. Paulo viveu uma vida comprometida com aquilo que ele ensinava, sua vida teve significado no tempo em que viveu e resultados em nossos dias, pois, Paulo pode ser um exemplo a ser seguido.
Concluindo, meu conselho amados, ao fazermos nossas agendas, nossos planos para o ano de 2012, possamos refletir que lugar Jesus tem em nossas prioridades. Como vamos por em prática tudo o que temos aprendido acerca de Jesus. Como fica nossas orações, nosso tempo devocional, nosso testemunho de vida. Como levar as pessoas a amarem a vinda do Senhor Jesus. Temos sido desafiados a testemunhar a Cristo a esta geração que tanto carece da misericórdia e amor do Pai. Que Deus nos ajude a viver de tal maneira que outras pessoas nesta geração e nas vindouras possam também dizer: “Valeu a pena, foi bom demais!”