"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 12 de junho de 2012

Comunhão!

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.” (Salmos 133).
Se a palavra koinonia fala de comunhão fraternal, a palavra koinonite retrata uma doença relacional. Precisamos ser integrados neste ambiente de relacionamentos, onde podemos encontrar todos os elementos para um crescimento espiritual.
1.     A comunhão é algo profundamente belo e agradável aos olhos de Deus e aos olhos dos homens
Há uma exclamação de grande alegria nos lábios do salmista: “como é bom e agradável os irmãos viverem em união...”
A união fraternal é algo belo aos olhos de Deus. A comunhão fortalece os relacionamentos. O Senhor nos tem chamado para o ministério da reconciliação. Por isso é muito bom ocasiões onde temos a oportunidade de convidar aqueles que estamos evangelizando para que eles possam ver o ambiente de comunhão.
2.     A cura na comunhão
O salmista compara a comunhão com o óleo e ao orvalho.
         a.     O óleo
O óleo tem um simbolismo muito rico em toda a Bíblia, o óleo tinha varias utilidades:
·         Era usado como cosmético: A comunhão fraternal traz beleza aos relacionamentos.
·         Como remédio: A comunhão produz alivio na dor. É instrumento de cura emocional e espiritual.
·         Como símbolo espiritual: A comunhão é a expressão visível da ação do Espírito Santo, derramando o amor de Deus no coração dos cristãos, tornando-os discípulos de Cristo.
         b.     O orvalho
É outra figura importante usada aqui pelo salmista. O orvalho tem varias características interessantes:
·         Ele cai todas as noites. Sua ação é continua. E assim deve der a comunhão fraterna entre nós.
·         O orvalho cai silenciosamente. Diferente da chuva, não vem em meio a relâmpagos e nem aos estrondos dos trovões. Ele cai sem alarde. E assim deve ser a comunhão fraternal. Ela age de forma terapêutica sem fazer barulho.
·         O orvalho cai durante a noite, ou seja, nas horas mais escuras em nossas vidas. É quando atravessamos os vales da dor que podemos ver o valor de um amigo, como orvalho renovador revigora nossas forças.
·         O orvalho sempre traz renovo e refrigério. A comunhão fraterna tem o poder de refrigerar a alma e renovar o ânimo depois de duras provas e do calor sufocante que nos atinge em nosso dia a dia.
A ainda um milagre que o salmista ilustra neste belo cântico, o orvalho se espalha para todos os lugares. Ele cita que o orvalho que desce do monte Hermom atinge também o monte Sião. O Hermom fica no extremo norte de Israel, um monte cujo topo é coberto de gelo, e o monte Sião está situado na cidade Santa, Jerusalém, a mais de duzentos quilômetros ao sul. Assim amados, é o valor da unidade. Ela cai sobre uma pessoa aqui e abençoa outras pessoas a quilômetros daqui!
Concluindo, “ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre.” Não há como haver comunhão sem a benção do Senhor. Quando a igreja vive em comunhão, ali o Senhor ordena vida! É Deus quem ordena a vida onde a unidade existe. É Deus que opera no homem tanto o querer como o realizar. Tudo provem de Deus!
Por isso amados é preciso cultivar relacionamentos de comunhão fraterna, pois é nesse ambiente regado pelo amor e laços de afetividade, que Deus ordena Sua benção e a vida para sempre!