"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Falsa esperança

“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza...” (1 Timóteo 6.17).
Ser orgulhoso significa almejar projeção pessoal, isto é, “status”. As riquezas podem conferir esta auto exaltação, que foi a razão da queda de satanás.
As palavras que Timóteo deveria transmitir aos irmãos ricos visava impedir que o orgulho e a avareza causassem uma falsa esperança, a qual seria depositária de todos os anseios que promovem uma vida independente de Deus.  
Depositar significa: “Por em depósito, guardar em lugar seguro, estocar, etc.” O que Paulo está dizendo é que não devemos depositar, guardar em lugar seguro, estocar nossa esperança (anseios e alvos futuros), na instabilidade das riquezas. Nossos dias demonstram bem esta situação de instabilidade. Especialmente no Brasil, estamos em profunda recessão econômica que resulta na perda de poder aquisitivo. Muitos estão aflitos. A perda de status (posição pessoal) diminui a auto-estima, aprofunda a ansiedade, alimenta o medo, afinal, trata-se de falsa esperança não baseada na fé. “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1 Timóteo 6.9-10).
O lado positivo da exortação Paulina vemos no mesmo versículo: “...mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento.”(1 Timóteo 6.17). Deus deve ser o alvo de nossa esperança, não as riquezas. Surge a pergunta: Como depositar (por em depósito, guardar em lugar seguro, estocar) em Deus? Os versículos seguintes dão a resposta: “...que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.”(1 Timóteo 6.18-19).
No Apocalipse, vemos afinal o lamento daqueles que depositaram sua esperança nas riquezas: “Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo. E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas. O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados. Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, dizendo: Ai! Ai da grande cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza! E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!” (Apocalipse 18.9-19).