"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Visão de Deus

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6.1-8).
Isaías teve uma visão de Deus exaltado em tempos difíceis (“No ano da morte do rei Uzias...”). Uzias foi um rei prospero que posteriormente veio a cair no desagrado de Deus (Cf. 2 Cr 26.16-23). Conforme se lê em João 12.41, foi a Jesus que Isaías viu em sua glória (Cf. Jo 17.5). Vamos destacar quatro aspectos da visão de Isaías que correspondem também a nossa experiência:
  • Revelação
“...vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono...” (Is 6.1).
“Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is 6.3).
·         Majestade, gloria e santidade de Deus; e,
·         Compreensão pessoal que os céus governam.
  • Conhecimento
Não se trata de percepção intelectual, racionalidade, etc... Trata-se de conhecimento que procede da revelação que vem por meio da intimidade (relacionamento) com Deus. É um conhecimento através do qual somos participantes da sua santidade: “...a fim de sermos participantes da sua santidade.” (Hb 12.10).
  • Transformação
Visão real corresponde a transformação. Ao termos uma visão de Deus, Sua glória, Sua majestade, Sua santidade, a nossa pecaminosidade fica exposta como na experiência de Isaías: “...ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” (Is 6.5).
O passo seguinte é a transformação operada pela graça: “Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.” (Is 6.6-7).
  • Vocação
Deus precisa de nós para realizar Sua obra. Só quem experimenta o toque da graça pode dizer: “...eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6.8).
Portanto, revelação, conhecimento, transformação e vocação são quatro aspectos da visão de Deus para nós também. Não somos chamados somente para termos experiências com Deus, mas para corresponder a Ele e seu chamado a partir do trono. Estamos dispostos?