"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 18 de agosto de 2012

O Dilema?


“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus...” (Rm 3.23).  O dicionário Aurélio, traduz a palavra dilema por raciocínio cuja premissa é alternativa, de sorte que qualquer de seus termos conduz à mesma consequencia. Ou situação embaraçosa com duas saídas difíceis ou penosas. Popularmente significa: “Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.” O dilema então seria ficar ou correr, no fim entretanto o resultado é o mesmo. No texto acima, Paulo trata da posição dos judeus e gentios face a justiça de Deus. O dilema na natureza humana em sua condição atual, é que o homem se quiser ganhar, tem que perder (Mc 8.35). O homem foi criado para ser, ter e poder (Gn 1.26-28). Entretanto, são exatamente estas coisas que tem que renunciar para recuperá-las em outro nível.
A natural ambição humana de ser (dignidade, posição, status), de ter (riquezas, dons, talentos, sabedoria) e de poder (autoridade e domínio), deve ser crucificada, se almejar a vida significativa. A cruz é uma opção contrária aos anseios humanos potenciais, mesmo legítimos. Aqui se estabelece o dilema: “A glória de Deus somente é possível  através do homem renunciar a glória deste mundo.” A natureza humana em seu estado de rebelião é usurpadora. Paulo escrevendo aos Filipenses aponta para o exemplo de Jesus (Fp 2.5-11). Ele fez uma opção pela humilhação e obediência voluntaria, por isso foi exaltado: Jesus é a imagem de Deus (Hb 1.3); Está assentado a direita de Deus (Hb 1.3-4);  É todo poderoso, nos céus  e na terra (Mt 28.18); A Sua e a nossa opção para o trono (Hb 10.34 e 12.2). Desta forma, a solução do dilema consiste em: 1) Na humilhação: “eu não sou.”  2) Na renuncia: “eu não tenho.” 3) Na vida servil: “eu não domino.” Este é o caminho de retorno a verdadeira glória: A GLÓRIA DE DEUS!