"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 4 de agosto de 2012

Para onde estamos olhando?

Estamos vivendo dias de crise. Crise econômica mundial, crise na politica, crise na segurança... Homens andando bêbados na rua, pessoas mais preocupadas com sua aparência do que com os necessitados. As pessoas tem adorado Deus sem se comprometer com Ele e seu Reino e assim vivendo uma aparência de religiosidade. Em tempo de crise precisamos redirecionar o nosso olhar. Nos tempos do profeta Isaías (Isaías 6.1-8), o país enfrentava uma crise terrível. O rei estava morto e a nação ficou de luto.
Para onde olhou o profeta na hora da crise? 
Isaías, porém, em vez de entrar em desespero, buscou a presença de Deus e teve três visões que impactaram sua vida.
1. Devemos olhar para cima
      “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo...” (Is 6.1).
      Os homens se enchem de medo e pânico, mas o trono de Deus jamais será abalado. Nas horas difíceis da vida, quando a tempestade assola nossa vida, precisamos buscar a presença de Deus e conhecer o Senhor que está no trono.
      O povo que conhece Deus é um povo forte, pois sabe que ele é o nosso refúgio. Saber que Deus reina nos motiva a enfrentar as crises com esperança. Saber que Ele é Santo nos capacita a viver de forma piedosa, justa e irrepreensível numa sociedade que se corrompe.
      2. Devemos olhar para dentro
      “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” (Is 6.5).
      Isaías tinha conhecimento do momento em que ele estava vivendo. Ele não estava indiferente, sabia que o povo estava apostatando e vivendo em meio a uma frouxidão moral. Porém, quando viu a santidade de Deus, deixou de olhar para fora e passou a olhar para dentro. Deixou de ver o pecado dos outros e passou a ter consciência da sua própria transgressão.
      Só conseguimos ver os nossos próprios pecados depois que vemos a santidade de Deus. Só olhamos para dentro, depois que olhamos para cima. O reconhecimento e a confissão de nossa incapacidade não é resultado da crise, mas da contemplação de Deus.
      Na crise devemos olhar para cima e contemplar a beleza da santidade de Deus. Devemos olhar para dentro e ver a nossa debilidade e fraqueza. Quando compreendemos a santidade de Deus é que reconhecemos nossa condição, nossos pecados. Só quando confessamos nossos pecados e os abandonamos é que recebemos misericórdia e perdão. 
      3. Devemos olhar para fora
      “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim...” (Is 6.8).
      Depois que Isaías olhou para cima e viu Deus no seu Santo trono e depois que olhou para dentro e viu a sua condição pecaminosa, então ouviu o desafio divino e dispôs-se a fazer sua obra. Isaías precisava ter uma correta compreensão de si mesmo e de Deus. Quem enviarei? Quem irá por nós? Deus perguntou, tentando extrair de Isaías a resposta que só ele poderia dar. 
      Aqueles que conhecem a majestade e a santidade de Deus, aqueles que reconhecem seus pecados, que confessam e recebem o perdão, são os que ouvem e obedecem o chamado divino para fazerem sua obra. Isaías deixou de ser parte da crise que assolou sua nação, para ser um instrumento de Deus para reverter a crise.  
      Em vez de viver confuso e abatido pela crise, Isaías ergueu-se em nome do Altíssimo para levar uma mensagem de graça e consolação. Vivemos em meio a crises e perdas. Por todos os lados vemos pessoas inquietas e sem paz! E em meio a este clima de desespero, que atinge grandes e pequenos, ricos e pobres, doutores e incultos. Precisamos nos levantar, como mensageiros de Cristo, para levarmos a todos a mensagem da graça do Cordeiro.
      Concluindo, Deus nos criou dotados de uma personalidade única, talentos específicos e circunstâncias particulares, tudo com o propósito de usar-nos em algo que só nós podemos oferecer e fazer. Assim equipados de modo tão exclusivo, o que temos a oferecer ao Senhor é o que nos dará a condição de compreendermos nosso chamado. Ele nos dará melhor compreensão de seu poder, nos ajudará a enxergamos nossa enorme necessidade de sermos purificados de todo mal para sermos usados. Então poderemos responder de pronto e com sinceras palavras: “Eis-me aqui. Envia-me!!!