"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Rendendo-se às pressões


“Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou… E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles… E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?… E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno… E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram...” (Lucas 24.5-6; 14-15; 17, 19-20).
Ao invés de ouvir apenas o claro testemunho do Espírito na Palavra de Deus, esses dois discípulos no caminho de Emaús, permitiram que sua mente vagasse sob a pressão das circunstâncias exteriores. Ao invés de permanecerem firmes na rocha inabalável da revelação divina, submergiam nas ondas tempestuosas do mar da vida. Em outras palavras, deram vazão para que a mente deles os fizesse cair sob o poder da morte, e, portanto, não é de se estranhar que o coração e a comunicação estivessem endurecidos e obscurecidos. Eles estavam se esquecendo de tudo aquilo que aprenderam do Senhor. As dificuldades que enfrentamos no dia a dia não pode ofuscar a graça soberana do Pai que se renovam a cada manhã em nossas vidas.
Você e eu já experimentamos momentos em que nos rendemos ao poder das coisas visíveis e temporais, em vez de vivermos por fé na luz do que é eterno e invisível. Mesmo os que declaram conhecer o Salvador ressurreto, que crêem estar mortos e ressuscitados com Ele, que têm o Espírito Santo habitando neles, às vezes se prostram e caem. Não é nesses momentos que precisamos de um desafio do Salvador?
Ao nos reunirmos ou ao andarmos pelo caminho, é bastante comum que nossas “comunicações” sejam tudo o que não deveriam ser. Certamente é deprimente ficar lamentando juntos sobre as obscuras situações que nos cercam: as variações extremas do clima, as previsões pessimistas dos economistas, a saúde precária, a violência, enfim, todos os assuntos, menos o tema correto, que é “o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança” (2 Tessalonicenses 2.16).