"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A bondade de Deus! Uma verdade consoladora.


“O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.” (Naum 1.7).
O profeta Naum viveu muitos séculos antes de Cristo. Profetizou a decadência do terrível império Assírio e a queda eminente de Nínive, uma cidade impiedosa e sanguinária. A preocupação com o porvir não é um sintoma exclusivo do homem moderno. Desde os primórdios da criação tais inquietações têm grande espaço nos corações das pessoas. Fazemos planos, criamos expectativas, e às vezes nos angustiamos por coisas que ainda não aconteceram, e talvez nem venham a acontecer. Embora haja uma quantidade significativa de versículos Bíblicos que nos estimulem a crer, confiar e descansar no Senhor parece que insistimos em não obedecer a essas razões. Insistimos em confiar em nossa própria força e, com frequência, nos limitamos ao nosso planejamento futuro. No meio, porém, dessa devastadora tempestade do juízo divino, Naum ergue a voz para anunciar três verdades consoladoras: A bondade de Deus, o socorro de Deus e o conhecimento de Deus. Gostaria de enfatizar estas três verdades que são fato em nossas vidas em meio aos dias tão atribulados que temos vivido.
A bondade de Deus é a fonte de nossa esperança
“O Senhor é bom...” Deus é bom, verdadeiramente bom. Em Sua bondade, Ele nos dá o que não merecemos. Ele faz o sol brilhar sobre os maus e cair chuva até mesmo sobre os que zombam d’Ele. Sua graça comum estende-se sobre ímpios e piedosos, sobre arrogantes e humildes, sobre ricos e pobres.
A terra está cheia da Sua bondade. As obras da criação e as ações de Sua providencia refletem Sua generosa bondade. Ele nos dá vida e preserva a nossa saúde. Ele nos dá pão de cada dia e nos dá prazer para saboreá-lo. Ele nos dá a família e nos alegra o coração com o banquete do amor. Porém, a bondade de Deus pode ser vista em sua grandiosidade por intermédio de Sua graça especial.
Jesus é o dom supremo da bondade de Deus e a salvação que Ele nos trouxe, Sua dádiva mais excelente. Porque Deus é bom, podemos navegar em segurança, mesmo pelos mares de dificuldade que surgem em nossa caminhada diária. 
O socorro de Deus é a nossa paz
“...é fortaleza no dia da angústia...”  Deus não abandonou o Seu povo nas batalhas mais amargas da vida. Ele não desampara os seus nas dificuldades de nosso dia-a-dia. Ele caminha conosco pelas ondas revoltas, pelos rios de muitas águas e pelas fornalhas acesas. Ele nos inspira um novo cântico em nossos corações em meio às noites que passamos em claro, Ele coloca em nossos lábios um hino de vitória, ainda que seja em meio a lágrimas. Ele é nossa cidade de refúgio, nosso escudo protetor, nosso amigo mais chegado, nosso abrigo em meio à tempestade.
Nem sempre Ele nos livra da angústia, mas sempre é fortaleza no dia da angústia. Nem sempre nos livra do fogo ardente das provas, mas sempre nos livra nas provas.
O fogo das provas só pode queimar nossas amarras, mas não pode queimar nem sequer um fio de cabelo de nossa cabeça. Nem sempre Deus nos livra da morte, mas sempre nos livra na morte e nos leva a salvo para Seu reino celestial. 
O futuro pode ser incerto para nós, jamais, porém, será para Deus! Li recentemente no blog de meu amigo e irmão em Cristo Anderson Paz, um artigo que me chamou a atenção: “o futuro não existe.” Quando penso nessa frase, lembro que o amanhã pode não existir para muitas pessoas. Pode não existir para mim, ou para alguém que amo. O futuro não existe, não significa necessariamente que o mundo acabará, ou que algum de nós vá morrer. O futuro não existe significa que tudo pode mudar. O amanhã é um dia que não foi gerado, que ainda não foi concebido, ou seja, ele não está em nossas mãos. Embora o amanhã seja conhecido por Deus, para nós ele é desconhecido. Por isso, devemos pedir a Deus o pão para hoje, cientes de que as necessidades de amanhã ainda são inexistentes (“O pão nosso de cada dia nos dá hoje...” Mateus 6.11). Lembrar-nos disso nos ajuda a não nos precipitarmos. Livra-nos de não nos estribar em nosso próprio entendimento. E a não limitar-nos ao que está previsto. Ajuda principalmente a enxergar que cada dia é um milagre.
O conhecimento de Deus é a nossa segurança
“...e conhece os que n’Ele se refugiam.” Nossa segurança está no fato de Deus nos conhecer. O conhecimento de Deus não é apenas um conhecer teológico ou intelectual, mas, sobretudo, um afeto relacional. Quando o profeta Naum diz que Deus nos conhece, quer dizer que Ele nos ama com amor eterno. Nossa segurança não está simplesmente no fato de o conhecermos, mas, sobretudo, no fato de Ele nos conhecer (“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus...” Gálatas 4.9). Deus conhece os que lhe pertencem e os que n’Ele se refugiam. A tempestade pode estar devastando tudo lá fora, mas se estamos refugiados nos braços do Pai, temos uma âncora firme e inabalável de esperança, paz e segurança!
Concluindo, ao experimentarmos o milagre de cada dia o nosso foco deve ser apenas um: fazer a vontade de Deus. Não precisamos andar inquietos e ansiosos com os cuidados de amanhã. Basta-nos tão somente nos entregarmos aos cuidados do Deus, cumprindo sua vontade. Só dessa forma poderemos ter a certeza de que nosso amanhã será escrito por um Pai que nos assegura: “eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11).