"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

“Futurologia”


A palavra futurologia significa estudo ou conhecimento antecipado dos fatos que estão por acontecer. É uma tentativa de desvendar o futuro. Este é um dilema da natureza humana. No jardim do Éden, a proposta de satanás presumia em conhecimento antecipado das coisas sem revelação de Deus: “...e como Deus sereis...” (Gênesis 3.5).
O homem possui certa capacidade de prever o futuro, através de conhecer o desenvolvimento natural de determinadas ações ou projetos, em seu curso. Por exemplo: “A inflação.” A inflação do mês pode ser previamente medida pelo desenvolvimento dos agentes econômicos com ela relacionados e conhecidos. Porém, as formas de adivinhação não cientificas hoje existentes nos diversos sistemas religiosos, inclusive dentro do próprio cristianismo, tem sua origem, sua semente, lançada por satanás no jardim do Éden. É a sua maneira de estabelecer os eventos usando a potencialidade humana concebida por Deus. Ele forma uma história progressiva de maldade, cujo curso somente pode ser interrompido soberanamente por Deus, ou através da intervenção responsiva para com Ele, de Seu povo na história, através da pregação evangelho. 
Na construção da torre de Babel, este princípio de conhecimento antecipado sem revelação de Deus se tornou forte em aberta e declarada oposição: “E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” (Gênesis 11.4). O homem, independente de Deus estabeleceria para si mesmo um nome, uma cidade (sociedade), uma torre (sistema de revelação) e seu próprio futuro (para que não sejamos espalhados por toda a terra).
O ser humano em sua perplexidade, só pode conhecer o futuro quando não depende de si mesmo, mas quando ele o relaciona com o propósito de Deus. Foi que desta forma, que Deus respondeu à Habacuque, perplexo com o que Ele estava lhe mostrando (Habacuque 1.3-4). A torre que Habacuque escolheu não foi a de Babel: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa.” (Habacuque 2.1). Eis a resposta de Deus: “Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé.” (Habacuque 2.4). A fortaleza do justo é sua fé em Deus que dirige e controla os rumos da história, atuando dentro de sua vida como um todo (“O SENHOR Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro.” Habacuque 3.19). Quanto ao presente precisamos andar com Deus. Ele não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas (“Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3.7).