"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

As Finanças no Ministério











Por Asaph Borba*
* Texto extraído do blog do autor
Twitter: @asaphborba
Como gerir as finanças no ministério em nossos dias
Recentemente foi postada uma lista em um blog na internet, que cita entre muitos nomes e valores, o meu nome, assim como o suposto valor do meu cachê. Após alguns tweeters de indignação, resolvi aproveitar a oportunidade para trazer alguma luz sobre o assunto, podendo então realçar a verdade.
Se eu, algum dia tivesse cobrado para ministrar em qualquer igreja, não teria nenhum problema com a divulgação nem do fato de ter cobrado quanto o valor, pois vivo a verdade, mas como os dados divulgados não são verdadeiros, tenho a liberdade de abordar o tema de acordo com os princípios e entendimento que norteiam meu ministério nesta área.
Este artigo não é uma defesa, nem tampouco tem a finalidade de ir contra qualquer pessoa ou ministério que age ou pensa diferente. Nem mesmo os que divulgaram os dados equivocados e imprecisos a que me referi.
1 – De graça recebei de graça dai
Aprendi com meus pais espirituais, que o ministério sempre deve partir de nosso coração como uma dádiva, pois é um dom que recebemos do Senhor. Seja, cantando, pregando ou ministrando aos irmãos de qualquer forma, com qualquer que seja a arte, nossa atitude deve ser de dar. Atos 20:35 diz: Coisa mais bem aventurada é dar do que receber. O Servo de Deus deve ser dadivoso com a sua vida, priorizando o gastar-se por amor a Deus. Isto faço nestes 37 anos de ministério, indo por este mundo afora, sem colocar preço no dom dado por Deus, realçando assim a verdade e realidade de ser semelhantes a Jesus que nos deixou esta diretriz: De graça recebei de graça dai (Mateus 10:8). Nosso Pai é abundante e quando o princípio de dar e ministrar sem nada em troca é aplicado, nosso Deus segundo sua riqueza e glória há de suprir todas as necessidades. Quando cremos assim aprendemos gradativamente a gerir nosso ministério pela fé e não por aquilo que podemos receber dele.
2 – Digno é o trabalhador de seu salário
Em Lucas 10:7 Jesus coloca este princípio. Todo aquele que se entrega ao serviço do Senhor deve receber dignamente deste trabalho. O mundo paga bem seus artistas cantores e profissionais. Trabalhei no início do meu ministério em uma das retransmissoras da rede Globo e era bem pago como supervisor de áudio. Tinha todas as regalias de um bom profissional e era respeitado e honrado. Isto, no mundo, está dentro do princípio de JUSTIÇA, e para Deus também. O mesmo Deus, que ensina dar, ensina honrar com dignidade, pois sua justiça é um princípio imutável da Palavra. E este é hoje, um dos grandes problemas na Igreja. A ausência da visão de abençoar com generosidade os ministérios, que muitas vezes nem são reconhecidos e em muitos casos os ministros são até mesmo explorados Na minha própria história tenho inúmeros casos de ter ido a lugares que nem a passagem foi paga, oferta muito menos. Creio que isto já aconteceu com a maioria dos irmãos e irmãs, que encontraram no cachê uma maneira mais prática e segura de administrar o assunto. Não uso esta forma, mas não julgo nem condeno quem o faz.
3 – Oferta ou cachê – quando um quando outro
Creio que o modelo bíblico tem mais a ver com o receber pela fé aquilo que Deus manda através do amor e generosidade dos irmãos, igrejas e eventos. O tamanho, a quantia tenho deixado que Deus defina, em uma atitude de fé e entrega total a ele. Por isso, mantive minha estrutura ministerial e doméstica, sempre como uma firme, porém pequena tenda que pode sempre ser expandida ou diminuída de acordo com os recursos disponíveis. Devo entretanto dizer que Deus foi, através desse passo de fé, abundante. Minha porção foi recalcada, sacudida e transbordante. Pude construir e fazer tudo que o Pai me mandou fazer, sem nunca faltar nada. Não posso contudo, exigir este padrão e critério, de todos os irmãos que se levantam para ministrar ao Senhor. Primeiro, que cada um tem um diferente contexto de vida, fé e compromissos. Alguns contratam seus músicos para apresentarem um trabalho mais elaborado, enquanto eu ministro com os músicos das igrejas e quando muito, viajo com poucas pessoas. Em segundo lugar, tenho já uma estrutura apta a bancar inúmeros aspectos do ministério sem precisar jogar sobre a agenda a carga maior de sustento do mesmo. Alguns irmãos são agenciados por escritórios que administram suas agendas, com os quais, têm compromissos que lhes tiram a independência de critérios. Além de tudo, existe ainda o fato de muitos ministros estarem exercendo seus ministérios em eventos públicos financiados por prefeituras que têm verbas gordas para cachês. Não há nada de errado em estes recursos estarem vindo para a mão de cantores e músicos cristãos, que sabidamente, estão proclamando o nome do Senhor. Até mesmo alguns pastores de Igrejas preferem trabalhar com valores pré definidos. Se estão fazendo dessa forma de sã consciência sem ganância, não há dolo. O problema que vejo em definir um valor é que sempre haverá alguém que não poderá paga-lo e isto, sem dúvida, acaba por limitar e em muitos casos, abrevia o ministério.
4 – A sociedade do espetáculo
Hoje vivemos em uma sociedade diferente. A sociedade do espetáculo, onde as pessoas acostumaram-se com o show. A facilidade de iconização de músicos, cantores e pregadores é o comum. Estes não podem porém cair na cilada de se tornarem artistas. Devemos lembrar sempre que somos ministros chamados por Deus para proclamar sua palavra. A simplicidade é a chave para que o fluir de graça e amor de Deus continue jorrando através de cada um de nós, para que possamos marcar nossa geração. Deve ser lembrado sempre que a estação de brilho e sucesso é passageira. Um dia podemos estar em evidência e algum tempo depois não. Assim os critérios utilizados hoje podem não servir para amanhã. Por isso que enfatizo que os princípios de fé e entrega total a Deus, deve ser nosso padrão.
5 – A generosidade ainda ausente na Igreja?
Por fim, o que deve ser desenvolvido, além de um espírito de servo em cada ministro, é a generosidade, da qual ainda carece a Igreja Brasileira. Paga-se qualquer preço por um bom som ou qualquer outro bem móvel ou imóvel, mas se investe pouco no ministério. Alguns grupos nem reconhecem este serviço profético prestado por nós como um ministério na Igreja. Ainda hoje ouço alguém dizer: “Você pode vir aqui? Mas não podemos te dar nada”. Isto quer dizer que querem o que temos mas sem nenhum compromisso em abençoar ofertando a quem ministra. Tanto os exageros de cobranças quanto a ausência de generosidade são responsáveis pelas distorções que presenciamos e isto só acabará quando os princípios da Palavra citados no início deste artigo forem restaurados tanto de um lado quanto de outro. Deus, em sua riqueza e glória há de suprir cada uma de nossas necessidades.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Verdadeira Exposição Cristã


Assim como os céus manifestam a glória de Deus (Sl 19.1) e a criação revela a grandeza, o poder, e a sabedoria de Deus (Rm 1.19,20), Deus tem um propósito bem definido, que Ele deseja alcançar através da nossa salvação: “mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2.7).
O propósito de Deus é que nós, os que fomos salvos, sejamos a manifestação visível do amor, da bondade, e das abundantes riquezas da graça de Deus, para o louvor da glória da sua graça.
A criação nos revela, com suma eloquência, a majestade e a onipotência de Deus, mas não revela seu amor, sua santidade, sua misericórdia ou sua graça. Deus quis que a Igreja fosse aquela a manifestar aos século vindouros as suas virtudes morais e a imensa grandeza da sua graça.
Observemos que Ef 2.7 não nos fala sobre “pregar”, mas sim sobre “mostrar”. Nós somos a luz do mundo. Quando, em nossa vida cotidiana, mostramos aos que nos rodeiam, as virtudes de Cristo, estamos revelando ao mundo a glória do Senhor. O plano de Deus é que sua Igreja seja a “Exposição Internacional das Riquezas da Graça de Deus em Cristo Jesus”, a fim de que, nos séculos vindouros, a terra seja cheia do conhecimento da glória de Deus. Cada pessoa salva é um troféu da obra redentora de Cristo, mas é a igreja, em seu conjunto que, através da sua unidade, da sua qualidade de vida, do seu amor, humildade, bondade, santidade, através de suas boas obras, sua generosidade e justiça, manifestará ao mundo as virtudes invisíveis de Deus.
Jorge Himitian
Texto extraído do livro “O Projeto do Eterno”

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


Gostaria de compartilhar um texto de Augustus Nicodemos Lopes, postou em sua pagina no facebook. Um tema que vale a nossa leitura e meditação. Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1.18 não justificaria o evangelho gospel e o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica.
Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1.15-18:
“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1.15-18).
A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.”  É que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas (não importando a motivação delas) para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.
Então, tá. Mas, peraí...  Em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em
Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.
Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que
está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”
Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo,
“proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).
Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.
Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de meios mundanos, escusos, de alianças com ímpios e de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com “cristãos” anunciando o Evangelho por motivos escusos, em busca de poder, popularidade e
dinheiro, pois ele mesmo disse:
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2.17).
“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4.1-2).
“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração
puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações” (1Tm 1.5-7).
“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por
homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.3-5).
“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2.1-5).
Portanto, usar Filipenses 1.18 para justificar esta banalização pública do Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Nossos Relacionamentos...


“O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Romanos 12.9-10).
O amor deve reger nossos relacionamentos. O amor é o sistema circulatório do corpo espiritual, permitindo um perfeito funcionamento de todos os membros de maneira saudável e harmoniosa. Por isso devemos abrir nosso coração. Paulo diz que o nosso amor pelos irmãos deve ser sincero, cordial e fraterno. Precisamos entender o real sentido destas três palavras:
1. Sinceridade: No verso 9 vemos com clareza a declaração de Paulo acerca da sinceridade em nossos relacionamentos: “O amor seja sem hipocrisia” (vs. 9). anupokrito"/ anypokritos, “sem hipocrisia” é muito interessante, a palavra hypokrites era um ator que participava de uma peça teatral, no entanto, a igreja não pode se transformar em um palco. Afinal, o amor não é drama teatral, ele faz parte da vida real. Sendo assim a palavra sincero destaca que não somos atores e nem a igreja é uma peça teatral. Onde a hipocrisia está presente, o amor está ausente.
2. Cordial:Amai-vos cordialmente uns aos outros...” (vs. 10). A palavra cordial destaca o amor familiar, especialmente aquele que os pais dedicam aos filhos. Como uma comunidade de discípulos precisamos entender que não somos estranhos, muito menos unidades isoladas, somos irmãos e irmãs porque temos o mesmo Pai, Deus. A comunidade de discípulos não é apenas um ajuntamento de conhecidos, nem mesmo uma reunião de amigos, ou um clube social. MAS, SOMOS A FAMÍLIA DE DEUS! 
3. Fraterno: “...com amor fraternal...” (vs. 10). Aqui Paulo fala de afeição, para isso ele usa duas palavras gregas para expressar o nível de afeto que tem haver entre os irmãos: A primeira é filadelfia/Philadelphia, que descreve o amor fraternal, ou seja, o amor que os irmãos têm um pelo outro. A segunda é filostorgoi/ philostorgoi, que descreve a afeição natural que sentimos pelos nossos familiares. Ambas as palavras eram aplicadas a relação de sangue dentro da família natural. Mas Paulo destaca aqui que devemos amar nossos irmãos em Cristo como amamos os membros da nossa família de sangue.  E sendo assim este deve ser nosso amor como discípulos de Cristo, porque dificilmente teríamos coragem de ser desonestos com um irmão de sangue ou trair sua confiança, por isso, devemos amar uns aos outros como carne da nossa carne e sangue do nosso sangue.
     Concluindo: “preferindo-vos em honra uns aos outros.” (vs. 10). Como discípulos de Cristo não podemos amar apenas de palavra, mas de fato e em verdade. A generosidade é a marca do cristão! A semente que multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos! Deus supre e multiplica a nossa sementeira para continuarmos semeando na seara dos necessitados. O principio ensinado por Jesus é claro: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20.35). A alma generosa prosperará, pois consegue discernir e amar os irmãos verdadeiramente, com sinceridade, cordialmente e fraternalmente. E assim, quando você semear, com abundância ceifará!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Luz e Trevas...


“E viu Deus que a luz era boa e fez separação entre a luz e as trevas...” (Gênesis 1.4).
A luz pode ser perfeitamente boa, desde que proceda de uma fonte suprema de bondade: “Haja luz.”  Nós temos desfrutado da perfeita luz: Jesus Cristo, por isso devemos ser gratos por ela brilhar em nossas vidas, demonstrando a presença de Deus em nós e através de nós!
A luz natural é importante e necessária, mas a luz do evangelho é infinitamente mais preciosa, pois ela nos revela as coisas eternas e nos aperfeiçoa em nossa natureza imortal.
Quando o Espírito Santo brilha em nós sua luz, abrem-se nossos olhos espirituais para contemplarmos a glória do Pai em Jesus Cristo, ai vemos o pecado em suas cores reais e para nós mesmos em nossa posição verdadeira. Vemos então a santidade de Deus e como Ele se revela, o plano de misericórdia como Ele propõe e ao mundo a Sua Palavra. 
A luz de Deus tem varias cores, mas, quer sejam elas conhecimento, alegria, santidade ou vida, todos são bens divinos. Se a luz recebida é assim tão boa, como deve ser a luz que reflete de nossas vidas? “Andai como filhos da luz...”  Luz e trevas não tem nenhuma comunhão, Deus as dividiu! Não podemos confundir: Os filhos da luz não devem ter comunhão com os feitos, ensinos ou enganos das trevas. Como filhos do dia devemos ser sóbrios em nossas atitudes e ações, honestos e corajosos em nossa caminhada como discípulos de Cristo. É necessário separar a luz das trevas, como o dia é separado da noite. Em nosso julgar, em nosso agir, em nosso ouvir, em nosso ensino, em nossas amizades devemos discernir entre o precioso e o vil e nos manter afastados de toda as obras das trevas. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A palavra que não volta vazia!


Em meio a muitos planos e pensamentos sobre um novo ano, gostaria de compartilhar com vocês algo que o Senhor tem falado ao meu coração nestes dias. No texto de Isaías 55.6-13, podemos ver o Senhor mostrando o Seu favor a nosso respeito. Pensando ainda acerca de planos e projetos para 2013, o profeta nos conforta ao dizer que o Senhor tem algo novo para nossas vidas, projetos novos, caminhos novos.
O Senhor nos tem chamado e nos dado uma missão. Deus nos tem dado toda a autoridade para anunciarmos as nações a Sua graça e perdão. Não é uma palavra em meio a muitas que temos ouvido nesses dias, mas é a palavra que procede da boca de Deus, a qual Ele tem confiado a nós, Seus discípulos, para espalharmos a todos os homens. E é esta palavra que não volta vazia! “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei...” (Isaías 55.11).
Por isso, amados, precisamos em primeiro lugar acolher a mensagem do evangelho do Reino em nosso coração para podermos anunciá-la com autoridade. Quando acolhemos a mensagem ela nos capacita. O texto diz que quando entendemos nossa condição como discípulos de Cristo, a palavra em nós é como chuva derramada e a neve derretida. É água que rega a terra, faz germinar a semente, faz crescer a planta, florir, e frutificar. Para dar pão a quem tem fome e semente a quem semeia. Isto é tremendo irmãos! É a graça do Pai fruindo em nossas vidas, fonte a jorrar agua viva! Assim amados, é a palavra que sai da boca do nosso Deus e Pai Eterno, ela realiza os seus propósitos, ou seja, prospera e transforma. Deixe-me dizer algo a vocês: Estamos todos envolvidos na obra de Cristo, que tem consequências eternas. Portanto, é necessário manejar bem a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Sim, é de consequências eternas porque nas escrituras e por meio delas, cuidamos ter a vida eterna por Jesus Cristo, nosso Senhor. E esta verdade anunciamos: O Verbo, a Palavra encarnada, que é viva e eficaz, que transforma e traz vida!
Concluindo, que em 2013 possamos:
1. Ter tempo com a palavra de Deus; e assim anunciarmos a palavra a todos que ainda não a conhecem;
2. Levar o evangelho que cura, que sara e transforma a todos;
3. Possamos ser guiados pelo Espírito Santo, com alegria, em paz, discernindo o tempo e modo das circunstâncias ao nosso redor.
4. Avaliar nossos frutos, repensar nossos caminhos e decisões e acima de tudo ser grato por tudo.
      E os montes e os outeiros, romperão em cânticos e as árvores do bosque baterão palmas, a nossa realidade será mudada, em nome de Jesus! Pois o cipreste vai romper no lugar do espinheiro e a murta, bonita e perfumada no lugar da sarça, ainda que ardente.
      Que Deus muito nos abençoe!!!