"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



domingo, 13 de janeiro de 2013

Nossos Relacionamentos...


“O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Romanos 12.9-10).
O amor deve reger nossos relacionamentos. O amor é o sistema circulatório do corpo espiritual, permitindo um perfeito funcionamento de todos os membros de maneira saudável e harmoniosa. Por isso devemos abrir nosso coração. Paulo diz que o nosso amor pelos irmãos deve ser sincero, cordial e fraterno. Precisamos entender o real sentido destas três palavras:
1. Sinceridade: No verso 9 vemos com clareza a declaração de Paulo acerca da sinceridade em nossos relacionamentos: “O amor seja sem hipocrisia” (vs. 9). anupokrito"/ anypokritos, “sem hipocrisia” é muito interessante, a palavra hypokrites era um ator que participava de uma peça teatral, no entanto, a igreja não pode se transformar em um palco. Afinal, o amor não é drama teatral, ele faz parte da vida real. Sendo assim a palavra sincero destaca que não somos atores e nem a igreja é uma peça teatral. Onde a hipocrisia está presente, o amor está ausente.
2. Cordial:Amai-vos cordialmente uns aos outros...” (vs. 10). A palavra cordial destaca o amor familiar, especialmente aquele que os pais dedicam aos filhos. Como uma comunidade de discípulos precisamos entender que não somos estranhos, muito menos unidades isoladas, somos irmãos e irmãs porque temos o mesmo Pai, Deus. A comunidade de discípulos não é apenas um ajuntamento de conhecidos, nem mesmo uma reunião de amigos, ou um clube social. MAS, SOMOS A FAMÍLIA DE DEUS! 
3. Fraterno: “...com amor fraternal...” (vs. 10). Aqui Paulo fala de afeição, para isso ele usa duas palavras gregas para expressar o nível de afeto que tem haver entre os irmãos: A primeira é filadelfia/Philadelphia, que descreve o amor fraternal, ou seja, o amor que os irmãos têm um pelo outro. A segunda é filostorgoi/ philostorgoi, que descreve a afeição natural que sentimos pelos nossos familiares. Ambas as palavras eram aplicadas a relação de sangue dentro da família natural. Mas Paulo destaca aqui que devemos amar nossos irmãos em Cristo como amamos os membros da nossa família de sangue.  E sendo assim este deve ser nosso amor como discípulos de Cristo, porque dificilmente teríamos coragem de ser desonestos com um irmão de sangue ou trair sua confiança, por isso, devemos amar uns aos outros como carne da nossa carne e sangue do nosso sangue.
     Concluindo: “preferindo-vos em honra uns aos outros.” (vs. 10). Como discípulos de Cristo não podemos amar apenas de palavra, mas de fato e em verdade. A generosidade é a marca do cristão! A semente que multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos! Deus supre e multiplica a nossa sementeira para continuarmos semeando na seara dos necessitados. O principio ensinado por Jesus é claro: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20.35). A alma generosa prosperará, pois consegue discernir e amar os irmãos verdadeiramente, com sinceridade, cordialmente e fraternalmente. E assim, quando você semear, com abundância ceifará!