"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fé morta!


A fé é uma doutrina chave no cristianismo. O pecador é salvo pela fé (Ef 2.8-9). O justo vive pela fé (Rm 1.17). Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Tudo o que é feito sem fé é pecado (Rm 14.23). No livro de Hebreus, capitulo 11, podemos encontrar a galeria da fé em que homens e mulheres creram em Deus, viveram e morreram pela fé. Fé é a condição de que a palavra de Deus é verdadeira, não importam as circunstancias. Diante da leitura do texto de Tiago (Tg 2.14-17), me surge uma questão: Qual é o tipo de fé que salva uma pessoa? Nem todas as pessoas que dizem crer em Jesus estão salvas (Mt 7.21). Podemos entender segundo Tiago, que existe uma fé morta (Tg 2.17). Quais são então as características de uma fé morta?
É uma fé que não provem de uma vida santa.
      A fé morta está divorciada da prática da piedade. Há um distanciamento, um abismo muito grande entre o que a pessoa professa e o que ela vive. Ela crê na verdade, mas não é transformada por essa verdade. A verdade chegou a sua mente, mas não desceu a seu coração. Erramos ao pensar que apenas falar ou defender um credo ortodoxo faz de uma pessoa um cristão. A fé que não produz vida, que não gera transformação, é uma fé que não é genuína (Mt 7.21). Há muitas pessoas que dizem que creem, mas não vivem o que creem. Isso é fé morta!
     É uma fé meramente intelectual
      A pessoa concorda com a verdade, mas esta verdade não a transforma. No verso de Tiago 2.14, Tiago nos pergunta: “Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?” No que temos acreditado? Onde temos colocado nossa esperança?
      Muitas vezes erramos, pois dizemos que temos fé, mas na verdade não temos. Às vezes substituímos obras por palavras. Concordamos com a mensagem da Cruz, mas não colocamos em prática em nossa rotina diária. Temos um discurso, mas não o seguimos. Aquilo que cremos está apenas em nossa mente, mas não conseguimos por em prática.  
     É uma fé que não produz frutos
      É resultado de uma fé inoperante, ela não produz frutos. Não produz arrependimento. Ela tem sentimento, mas não produz ação. Tiago da dois exemplos de fé morta (Tg 2.15 e 16), comida e roupas são necessidades básicas. Como discípulos de Cristo, devemos ajudar a todos e, principalmente, aos que professam a mesma fé (Gl 6.10). Deixar de ajudar os necessitados é fechar o coração ao amor de Deus (1Jo 3.17-18). Precisamos nos vigiar para não errarmos pregando sobre nossa fé, mas não demonstrando a mesma fé (Lc 10.31-32). Tiago diz que a fé sem obra é incompleta (Tg 2.22), pois são as obras que demonstram a nossa fé. Obras são evidências da fé. Paulo diz que somos salvos pela fé para as obras (Ef 2.8-10).
      Concluindo, Tiago é claro ao afirmar que a fé sem obras está morta (Tg 2.17 e 26). Não podemos ser discípulos de Cristo e ao mesmo tempo, ignorar as necessidades dos outros. Devemos reconhecer que, se há alguém com fome e nós temos os meios para socorrê-lo, não somos discípulos de Cristo de verdade se não ajudarmos esta pessoa. Não podemos ser indiferentes às necessidades do próximo e ainda professar que somos discípulos.
      Você conhece um discípulo de Cristo não pelo conhecimento que ele adquire ou pelas emoções que demonstra, mas pela vida que ele vive (Tg 2.18).
      Pense nisso!