"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Chaves para a sabedoria Divina


Salomão não tinha o monopólio sobre a sabedoria. Pode ter sido a pessoa mais sábia de todos os tempos, mas não era ele a única pessoa dotada de sabedoria. Seu pai, o rei Davi, escreveu sobre o assunto antes de Salomão nascer. Na verdade, Davi nos fornece os dois princípios mais importantes para se adquirir sabedoria: “No coração me ensinas a sabedoria” (Salmo 51.6) e “Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança e tornam sábios os inexperientes” (Salmo 19.7). A sabedoria vai direto de Deus para quem se relaciona com Ele. Seguir-lhe as orientações para a vida é o primeiro passo para a transformação de insensato para sábio. Outro salmista faz eco às palavras de Davi: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Salmo 111.10).
Salomão escreve mais extensamente sobre o assunto em Provérbios. Ele afirma que sim, “...o Senhor é quem dá a sabedoria” (Provérbios 2.6). Foi graças a um pedido seu que Deus lhe concedeu sabedoria. Para adquiri-la, ele, em seguida, apresenta varias chaves, sob forma de ações e atitudes. Gostaria de apresentar aqui, algumas destas chaves para podermos colocar em prática em nossa caminhada cristã.
A primeira chave envolve “humildade.”
    “...a sabedoria está com os humildes” (Pv 11.2). Pessoas ágeis demais em se autopromoverem não são nem se tornarão sábias. Quando estamos preocupados em nos elevarmos aos olhos dos outros, tentamos determinar nosso destino em vez de permitir que o Senhor o faça. Acontece que esse desejo não pode nunca andar de mãos dadas com a sabedoria.
A segunda chave envolve “conselho e correção.”
      Salomão também escreve sobre se aceitar conselho e correção: “A sabedoria está com os que tomam conselho” (Pv 13.10). “A vara da correção dá sabedoria” (Pv 29.15). Quando somos capazes de aceitar a sabedoria dos outros e nos dispomos a fazê-lo por intermédio tanto de conselhos quanto de críticas, com certeza, alcançamos muito mais depressa do que tentando descobri-la por conta própria.
      As pessoas que fazem parte de nossa vida desempenham um importante papel no fato de nos transformarmos em alguém sábio ou insensato. As amizades que escolhemos e o modo como organizamos nosso tempo refletem o quanto estamos preocupados em adquirir sabedoria. “Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio”, diz Salomão (Pv 13.20). Quem nos rodeia influencia em quem somos. Por exemplo, quem conhece Jesus intimamente nos conduzirá a uma maior sabedoria por intermédio d’Ele.
A terceira chave é o modo como “interagimos” com pessoas.
     O modo como interagimos com as pessoas que fazem parte da nossa vida representa outra chave para a sabedoria. As palavras que usamos, o que dizemos, tudo isso ou nos conduz para níveis mais profundos de sabedoria ou nos afasta dela. As consequências de se falar sem parar costuma ser bem lamentável. Esse hábito em geral resulta em arrependimento. Mas se escolhemos nossas palavras com cuidado, sabendo o impacto que podem causar sobre outras pessoas e em nós mesmos, demonstramos um coração que deseja a sabedoria. “O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o ensino dos seus lábios.”, ensina-nos Salomão em Pv 16.23.
Sendo assim, onde depositamos nossa energia e comprometimento representa a chave final para a sabedoria. “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.” (Pv 11.30). Esta é a prova maior de alguém que deseja o que Jesus deseja, que quer compartilhar com Ele do mesmo ponto de vista sobre a vida. Podemos escolher entre concentrarmos nossas vidas em nós mesmos e nos nossos interesses ou em Deus e nos Seus interesses, os quais envolvem outras pessoas. Se nos concentramos em Deus, dedicaremos tempo àqueles que precisam conhecer Jesus e seu reino. Para uma pessoa que está crescendo em sabedoria, esta se torna uma paixão jamais saciada. De acordo com Davi e Salomão, a sabedoria pode ser obtida por todos que a buscam da maneira correta, independente da idade. Nunca é tarde! “A sabedoria é suprema” e “Mais preciosa que rubis”, diz Salomão (Pv 4.7 e 8.11). Quem não haveria de querer encontrá-la? Só os insensatos!