"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Uma visão mais ampla do Filho

“… os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas.” (Apocalipse 1.14-15).
No livro de Apocalipse Deus nos mostra um aspecto de Seu Filho não revelado a nós nos evangelhos. Nos evangelhos, vemos Jesus como Salvador, e em Apocalipse, como Rei. O primeiro mostra Seu amor, o último, Sua majestade. No cenáculo, Jesus cinge os lombos para servir; em Patmos, Ele se cinge na altura do peito para a guerra. Nos evangelhos, Seus olhos de ternura comovem Pedro; em Apocalipse, eles são como chama de fogo. No primeiro, Sua voz é suave ao chamar Seu rebanho pelo nome, e palavras de graça saem de Sua boca; aqui, Sua voz é terrível como o som de muitas águas e de Sua boca uma espada afiada de dois gumes aflige até a morte Seus inimigos.
Não basta conhecermos Jesus como Cordeiro de Deus e Salvador do mundo; devemos conhecê-lO também como Rei de Deus, Juiz de Deus. Quando O vemos como Salvador, exclamamos: “Quão amável!” e nos reclinamos sobre Seu peito. Quando O vemos como Soberano, clamamos: “Quão terrível!” e caímos prostrados aos Seus pés.
(Extraído do clássico “Uma mesa no deserto”, de Watchman Nee, pela Editora dos Clássicos)