"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 12 de março de 2015

Um apelo a renovação!


Ao meditarmos no Salmo 51, chegamos a conclusão que só poderemos fazer a obra de Deus se tivermos uma fé renovada (com estilo de vida coerente com ela).  A composição do Salmo: Davi, após ser confrontado pelo profeta Natã, por causa de seu adultério com Bate-Seba e Urias o Heteu, se vê com uma importante necessidade: “Mais do que nunca precisamos ser renovados em nossa fé.”
Consciência e confissão de pecado (Sl 51.1-9).
     “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (vs. 3). Davi não ficou indiferente diante de seu erro, ao contrario Davi clamou ao Senhor por:
· Compaixão divina;
· Purificação, pois o pecado deixa sequelas;
· Reconheceu seu pecado e pediu que Deus apagasse tudo; e,
· O pecado é um vírus que reproduz (rapidamente).
      Como tem sido nossa reação diante de nossas falhas e pecados?
     Por isso precisamos da renovação, pois ela traz consciência de nossa situação diante de Deus.
     Força espiritual (Sl 50.10-11)
     “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.” (vs. 10-11).
    Através da oração. E é exatamente este o clamor que Davi está fazendo. É o mesmo critério que Paulo nos ensina em Ef 6.10. Através de uma vida de retidão e pureza.  “Renova dentro de mim...” Através da presença constante e ativa do Espírito Santo em nós (“enchei-vos do Espírito Santo” Ef 5.18). O extraordinário através de nós será obra do Espírito Santo.
      Alegria espiritual (Sl 50.12)
    “Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário.” (vs. 12).
     “Restitui-me...” Nós perdemos isso! Espírito voluntário é resultado de alegria. Alegria aqui é diferente de prazer. O prazer vem dos sentidos do corpo. A alegria procede de um coração transformado pelo Espírito Santo: 
      Atos 2.25-26: “Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança.”
     Atos 2.46: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração.”
     Atos 13.52: “Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo.” à (Mesmo em meio a angustia e perseguição)
     Testemunho de fé (Sl 50.13)
    “Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti.” (vs. 13). Demonstrando assim o resultado de uma vida transformada por Cristo. Vamos falar de nossa fé, de nossas experiências. E as pessoas verão isso através de nossos atos e ações.
     Concluindo,
     Apelo à renovação:
     Atitudes:
· Consciência do pecado e confissão;
· Fortalecimento espiritual;
· Alegria da salvação;
· Testemunho
     Queremos isso? Essas são coisas simples!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sermos obedientes!


“...mas levanta-te e põe-te em pé; pois para isto te apareci, para te fazer ministro e testemunha tanto das coisas em que me tens visto como daquelas em que te hei de aparecer; livrando-te deste povo e dos gentios, aos quais te envio, para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim.” (Atos 26.16-18).
Paulo foi obediente à visão que recebeu do Senhor (“Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.” Atos 26.19).
Não podemos deixar para depois o que Deus está mandando fazer já. O deixar para depois tem matado a vida espiritual dos cristãos. A obediência precisa ser imediata. Deus mostrou, faça, não espere para cumprir aquilo que Deus está mandando você fazer já. Precisamos ser fiéis a Deus, não ser desobedientes à visão. João 17.4 - "Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer." Para glorificar a Deus precisamos terminar aquilo que começamos a fazer para ele. Não podemos começar algo que não iremos conseguir terminar. Precisamos ter projetos coerentes com nossa capacidade de terminar. Gostaria de destacar alguns pontos importantes de se viver uma vida de obediência ao Senhor:
1. Há um principio motivador
"...mas levanta-te e põe-te em pé; pois para isto te apareci...”
Quão precioso é para nós sabermos que os laços que nos une a Deus podem ser tão firmemente amarrados que durante a nossa caminhada cristã, quando precisamos nos mover em meio as tempestades da vida, diante da agitação do mundo e de nossos deveres do dia a dia, nossa alma se mantém firme e inabalável, segura e guardada em Cristo Jesus por nossa obediência a Sua palavra e mandamentos. Pense nisso, nosso principio motivador que nos levará a amar e cumprir a vontade de Deus em nossas vidas é a obediência que prestamos ao seu chamado. Se tomarmos o ser obediente ao Senhor meramente como uma obrigação e como um ato religioso, bem rapidamente se tornará um fardo em nossas vidas. Nossa obediência a Jesus assim como nossa comunhão com Ele, nos leva a ver o Espírito Santo fluindo em nossas vidas nos levando a vivermos de acordo com aquilo que Deus quer que seja: Fazer de nós uma bênção para o mundo!
Amados sem obediência não pode haver poder espiritual para manifestar o conhecimento de Deus através de nós. A obediência a Deus nos motiva em confiança, em ousadia, temos liberdade no Espírito. Os dons se manifestam.
2. Confissão da obediência
“...para te fazer ministro e testemunha tanto das coisas em que me tens visto como daquelas em que te hei de aparecer...”
Precisamos confessar Cristo em nossas vidas, em todo tempo. Certa vez o Senhor Jesus faz uma pergunta que deve nos fazer parar e refletir: "Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" Não acontece às vezes que tomamos leviana e inconsequentemente o nome do Senhor Jesus quando oramos? Não temos direito de chamá-LO Senhor se não estamos dispostos a fazer em todas as coisas a Sua vontade (1 João 2.4). Muitos filhos de pais cristãos têm aceitado, pela graça, o Senhor Jesus como seu Salvador; mas, pode-se afirmar que realmente se renderam a Ele enquanto não reconhecem a Sua autoridade de Senhor? O verdadeiro Cristianismo consiste em não mais viver para si mesmo, mas para Aquele que morreu por nós, para O servir e esperar por Ele (1 Tessalonicenses 1.9-10; 2 Coríntios 5.15). Em sua conversa com o jovem rico, o Senhor o questionou: “Sabes os mandamentos?” (Mc 10.19). Porem, este jovem não queria confessar Jesus em todas as áreas de sua vida.
3. Praticar a obediência
“...aos quais te envio, para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim."
O Espírito Santo nos capacita a ter a confiança diante de Deus em cumprir a sua vontade em nossas vidas. Deixa eu dizer algo a você aqui: A obediência ao Senhor é uma graça que se pode alcançar. Para um andar obediente é indispensável crer que essa obediência é possível. E esta verdade é fundamentada por Deus através do profeta Jeremias: “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.” (Jr 32.40). Que tremendo esta convicção de sabermos que ao entregarmos nossa vida ao Senhor, nosso novo coração se deleita na lei do Senhor e temos disposição para obedece-Lo!
Você já deve ter ouvido falar em tinta invisível. Você escreve num papel, mas nada se pode ler a não ser quem aquele que conhece o que está escrito. Diga a isso a quem desconhece os fatos e ela não entenderia, ai se ergue o papel sobre uma luz especial, espalhando um produto químico e assim aparece aquilo que estava escrito.
Amados, é desta forma que a lei de Cristo é escrita em nossos corações. Se você crer sem duvidar, e se dirige a Deus dizendo que a sua lei esta ali, no mais intimo do seu ser e se erguer esse coração a luz e ao calor do Espírito Santo, você vera a verdade. A lei do Senhor escrita em nossos corações significará um fervoroso coração, que ama ao Senhor de toda as suas forças de todo o seu entendimento. Essa fé será a certeza de que ter uma vida de obediência é possível
Concluindo, “não fui desobediente à visão celestial.” Motivação, consciência e pratica são regras que nos ajudará a termos uma vida de verdadeira obediência ao Senhor. Precisamos terminar aquilo que somos comissionados a fazer por fidelidade. Tudo aquilo que somos comissionados precisamos completar, pois precisamos fazer tudo o que devíamos fazer. Isso é ser obediente, aquilo que devemos fazer. Faça! Deus fala pela natureza, fala de diversas maneiras e o importante é terminarmos aquilo que Ele está mandando que façamos.

Semeadura e Colheita


“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6.7).  
Quando iniciamos em um novo trabalho ou em um projeto, ou mudamos para uma casa nova, ou qualquer mudança que possamos ter em nossa vida, temos novos sonhos e desafios. É tempo de investimento e semeadura. A vida é feita de escolhas e decisões. Se fizermos escolhas erradas e tomarmos a direção errada, nos distanciaremos do alvo de Deus para nossa vida. Se fizermos uma semeadura errada, no campo errado, faremos também uma colheita errada.  A Lei da Semeadura e da Colheita é universal. Colhemos o que semeamos e colhemos mais do que plantamos. Gostaria de destacar alguns princípios  importantes para nossa reflexão, que este verso de Gálatas nos ensina:
A Semeadura exige de nós um tempo de preparação
Antes de semear um campo, o agricultor prepara o terreno. Quando lançamos a preciosa semente sem preparar a terra, sem primeiro arar, será desastroso o nosso trabalho. Na parábola do semeador, Jesus diz que o semeador lançou a semente a beira do caminho, no chão batido e sem umidade. A semente não penetrou na terra e, por isso, as aves dos céus vieram e comeram-na. Lançou também a semente entre as pedras, a semente até nasceu, mas, por falta de cuidados, se secou. De igual forma, semeou no meio dos espinhos e a semente, ao nascer, foi sufocada e não produziu frutos. Apenas a semente que foi lançada em uma terra preparada e cuidada, frutificou a trinta, a sessenta e a cem por um (Mateus 13.3-9).
Nós somos os semeadores e também o campo a ser semeado. O campo onde a preciosa semente é lançada. Precisamos preparar o nosso coração para receber essa divina semente!    
A Semeadura exige de nós esforço e sacrifício
O salmista diz em seu poema que quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com jubilo trazendo os seus feixes. Muitas vezes devemos umedecer o solo duro com nossas lagrimas (Salmos 126). 
Semear não é coisa fácil. Exige preparo, esforço, dedicação e sacrifício.
Para semear, precisamos sair do nosso comodismo. As vezes, nessa semeadura encontramos todo tipo de resistência. Podemos ver isso na explicação da parábola do semeador. Quando Jesus diz que a semente foi atacada pelos seres espirituais, racionais e irracionais. O diabo, os homens, as aves, os espinhos e as pedras conspiram contra a boa semente. O diabo rouba, os homens pisam, as aves arrebatam, os espinhos laceram e as pedras sufocam e ferem a preciosa semente (Mateus 13.18-23). É por isso que a semeadura, muitas vezes, arranca lagrimas de nossos olhos. Porém, o semeador não desiste por causa do sacrifício da semeadura, ele sai andando e chorando enquanto semeia, na confiança de que a colheita é certa, abundante e feliz. 
A semeadura determina a colheita
Colhemos o que semeamos. A colheita é da mesma natureza da semeadura. Aquilo que o homem semear, isto também colherá.
Quem semeia amizade, colhe afeto!
Quem semeia amor, colhe simpatia!
Quem semeia bondade, colhe misericórdia!
Quem semeia no Espírito, do Espírito colhe vida eterna, mas quem semeia na carne, da carne colhe corrupção.
Não podemos colher figos de espinheiros. A colheita não é apenas da mesma natureza da semeadura, mas também mais numerosa que a semeadura. Quem muito semeia, com abundância ceifará.
Quem semeia ventos, colhe tempestade (Provérbios 22.8). A semeadura é apenas um vento, mas a colheita é uma tempestade! Nossas palavras e ações são sementes que se multiplicam para o bem ou para o mal. Precisamos ser criteriosos na escolha das sementes. Que tipo de semente devemos semear em nossa vida, em nossa família e como discípulos de Cristo? Que tipo de semeadura teremos em nossos estudos, em nossos relacionamentos e em nosso trabalho?
Como será nossa semeadura em nossa vida espiritual?
Concluindo:
Que Deus nos ajude a semearmos com alegria e com abundância no campo certo, usando as sementes certas, para colhermos os frutos certos. Nós somos a lavoura de Deus e Ele espera de nós muitos frutos, pois é assim que Ele é glorificado! “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer...”(João 17.4).   

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pais, pessoas que inspiram...


"Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está em sua língua."
(Provérbios 31.26).
Eu sei que este texto está inserido numa palavra as mulheres cristãs, mas gostaria de usá-lo dentro do contexto da família. Pois como discípulos de Cristo, precisamos ter a compreensão que ser cristão é sobretudo ter uma vida que precisa inspirar pessoas. Como pais cristãos precisamos entender que o Senhor nos capacita a criar nosso filhos em um ambiente de graça e amor, onde a marca que se torna visível é nossa devoção ao Senhor. Como pais levamos nossos filhos no coração, nos
braços, as mães levaram por um tempo em seu ventre. Diante de todo este quadro que a mensagem de Salomão nos trás, queria destacar alguns pontos aqui:
1 - Precisamos inspirar nossos filhos a orar
Podemos inspirar e influenciar decisivamente a vida de nossos filhos pela oração. Muitas escolhas acabam mal, por não ter sido feita debaixo de oração e sabedoria e assim nos leva a fazer as escolhas corretas. Diante de Deus temos a capacidade e unção para tocar nas escolhas de nossos filhos. Precisamos ser pais que ousem interceder pelos nossos filhos e não podemos jamais desistir deles. Como disse, nossa vida de oração por nossos filhos podem deixar marcas em suas vidas.
2 - Precisamos inspirar nossos filhos pelo ensino da palavra
Todos pais são educadores. A palavra de Deus da sabedoria e a instrução da verdade deve sempre estar em nossos lábios (em todo tempo, onde quer que estejamos). A palavra de Deus diz que o ensino precisa ser respaldado pelo exemplo. Portanto, o exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única maneira eficaz de fazê-lo. Antes de inculcar a palavra em nossos filhos, precisamos tê-la em nossos corações, ser exemplo para eles. Precisamos assumir nosso papel como educadores e investirmos tempo no ensino da
palavra a nossos filhos.
3 - Precisamos inspirar nossos filhos a serem piedosos 
Hoje há uma busca incessante por conhecimento, inclusive conhecimento da palavra, mas se tem esquecido de exercer misericórdia, ser piedoso. Não podemos ser desprovidos de piedade. Como pais precisamos ser firmes na palavra de Deus, comprometidos com a oração, mas precisamos também refletir na forma como Cristo se compadecia das pessoas. Por isso, precisamos transformar conhecimento em vida, nos levando a viver uma vida piedosa, cheios do Espírito Santo, prudentes no falar, irrepreensíveis na conduta, sensatos no agir e inspirar nossos filhos na santidade e amor. Inspirar nossos filhos a andar
com Deus.
Concluindo, precisamos aprender que nossos filhos (não importa a idade aqui), nem sempre precisam o que eles querem! Mas, precisamos saber o que eles precisam. Como disse no princípio somos educadores e o papel do educador não é estar sempre agradando a vontade dos filhos, mas prepará-los para a vida, ensinado a amar a Deus acima de todas as coisas e ser responsáveis por suas escolhas. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Por que Você parou De correr?


Sempre quando se começa um novo ano, acabamos fazendo algumas coisas comuns. Primeiro fazemos uma avaliação sobre o ano que passou (Podemos refletir sobre erros e acertos). E em segundo lugar fazemos todo tipo de votos e compromissos para o ano que se inicia. O problema aqui, é que na maioria das vezes, vemos que os votos são os mesmos. Na maioria das vezes não conseguimos cumprir os votos. Parece-me ainda que as coisas do Senhor não são mais prioridades. Por isso é tão pertinente a pergunta que Paulo faz aos gálatas: "Vocês estavam correndo muito bem,  mas quem os convenceu a se desviar do caminho da obediência?”  (Gálatas 5.7). A algumas verdades neste texto tão atuais aos nossos dias, pois Paulo está tocando em nossos corações. É como se ele estivesse nos dizendo Chico você se lembra do começo de sua caminhada cristã? E por que você parou de correr? Com certeza começamos bem nossa carreira cristã,  mas as vãs filosofias, o peso do mundo e tantas outras situações acabaram entrando em nossa pista de corrida para tirar o nosso foco do alvo, e como os gálatas acabamos perdendo a motivação. Gostaria de destacar alguns pontos que acho importante nesta importante chamada de atenção de Paulo:
1. Obedecer a verdade
Precisamos obedecer a verdade porque a vida é uma corrida. Paulo faz uma ilustração aos gálatas, mostrando a eles como se estivessem em uma pista de corrida. A correria da vida, o stress diário entram nesta pista para nos tirar do rumo, é um trabalho do inimigo para bloquear nosso progresso na fé. E ainda, pode também levar-nos a correr na direção errada. Paulo usa a imagem das corridas sobre suas regras, um competidor não pode sair de suas marcas na pista de corrida. E ele nos mostra que em nossa caminhada cristã precisamos correr segunda as regras de Cristo não do mundo. Conversando com um irmão amado sobre este tema, ele me fez uma importante colocação: “Sabe Chico, (Ele disse) o mundo insiste em nos afirmar que precisamos correr atrás das coisas, atrás de nossos objetivos, atrás de nossos sonhos, mas Deus não nos diz isso! Ele diz que precisamos correr para o alvo, vencer para merecer a corroa. Quem corre atrás nunca vence!” Parei por um minuto e o Espírito Santo encheu meu coração de temor e na hora me veio à mente o texto áureo do Reino: “Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6.33).  Somos cidadãos do céu pela fé em Cristo Jesus. O Senhor determina nosso curso, pois não corremos para ser salvos, mas sim porque já somos salvos e desejamos obedecer e realizar a vontade de Deus em nossas vidas (“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2).
2. Aprender da verdade
“Esta persuasão não vem daquele que vos chama.” (Gálatas 5.8)  
Paulo diz que essa influência para desviar-nos da verdade e perdermos o rumo certo, não vem de Deus, mas do diabo. Ele cria desvios do caminho da graça, para levar-nos a entramos em labirintos de confusão. Essa sedução vem do engano, da mentira, dos profetas da conveniência. Fruto de um evangelho de oportunidades onde o alvo é alcançar os objetivos pessoais e não buscar a Cristo. Precisamos aprender e viver o evangelho do reino de Cristo, pois Deus é fiel para cumprir Sua palavra. Aquilo que não está fundamentado nas Sagradas Escrituras não procede de Deus. Precisamos passar todo ensino e pratica de vida pelo filtro das escrituras. Desviar-nos do evangelho de Cristo é aceitar o conselho do mundo e não de Deus.
Esse desvio da verdade pode ser como o fermento (vs.9), pois o fermento é o símbolo da hipocrisia, do pecado e das falsas doutrinas. O fermento, por menor que seja sua quantidade, transmite sua origem a toda a massa. Amados, precisamos ser muito cautelosos diante destes dias em que estamos vivendo, pois somos atacados de maneira sutil, as vezes como algo inofensivo, mas que nos leva a afastarmos daquilo que Deus tem para nós. Esfriamos, deixamos de orar, não nos importamos mais com as coisas do Senhor! Paramos de correr!!!
Não podemos ser tolerantes com o pecado, não podemos transigir com a verdade. Não podemos fazer vistas grossas com o que está acontecendo ao nosso lado. Queridos o diabo tem de uma forma bem sutil de agir, que nós não percebemos, mas ele vai penetrado em meio a muitas famílias para destruir (com pensamentos, conceitos e mentiras).
3. Ser fiel a verdade
“Confio de vós, no Senhor, que não alimentareis nenhum outro sentimento...” (vs. 10). Quando confiamos em Cristo não nutrimos nenhum outro sentimento senão as verdades do reino de Deus. As pessoas estão olhando para nossas vidas e vendo como agimos, como pensamos, como falamos. Amados, com certeza as pessoas nos observam e esperam que continuemos firmes na corrida da carreira cristã sem nos desviarmos para a direita ou para a esquerda. Muitas vezes somos tentados a viver independentes da vontade de Deus, como diz a letra do louvor de David Quinlan:
Quero ser como criança, Te amar pelo que És
Voltar à inocência
E acreditar em Ti
Mas às vezes sou levado, Pela vontade de crescer, Torno-me independente
E deixo de simplesmente crer...
Não são poucos os que corriam e agora não correm mais. Acontece o mesmo que aconteceu com Davi, quando ele deixou de correr pelas coisas do Senhor e foi desfrutar de suas conquistas. Ele se desprendeu do rebanho. Amados, Davi era conhecedor dos mandamentos do Senhor, tocava harpa, dançava diante do Senhor, mas ele fraquejou, deu-se ao luxo de ter uma aventura, satisfazer sua carne, deixou de ser fiel ao seu Senhor. Davi deixou de correr! Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que era mau perante ele? (2Sm 12.9).
Concluindo, precisamos temer ao Senhor, principalmente nestes dias em que estamos vivendo. Precisamos parar e nos perguntar com clareza e inteireza de coração: Por que parei de correr! O que tem me atrapalhado, o que me tem feito parar de correr para as coisas do Senhor! Preciso mais que tudo é obedecer, aprender e ser fiel a sua verdade. Precisamos mais que tudo almejar e priorizar em nossas vidas seus pastos verdejantes, suas águas tranquilas, da mesa farta em comunhão onde o cálice transborda, da unção com óleo, da bondade e da fidelidade diárias com o Senhor.

domingo, 4 de janeiro de 2015

A Tempestade e o Travesseiro


“E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?”

Pois é...
Aí estamos diante de um novo ano!
Como será 2015? Que podemos esperar nessa nova etapa?
Algumas pessoas estão dizendo que será um ano de muito aperto econômico, por causa de tomadas de posições equivocadas do nosso governo.
E, por causa do fato de estarmos no final dos tempos as perseguições e aflições virão maiores para o povo do Senhor. Outros, entendendo a soberania de Deus, afirmam que todas as coisas vão cooperar para o nosso bem e que a Igreja será mais santa, mais pura, mais obreira. Creio que todos estão certos nas coisas que afirmam mas, de fato, o próximo ano é uma incógnita!
De uma coisa temos certeza: as aflições profetizadas por Jesus Cristo continuarão vindo sobre nós. Algumas delas por nossa culpa, outras para levar-nos a um maior conhecimento do Senhor Jesus, enfim teremos tempestades!
Eu estava lendo o texto acima e minha atenção foi chamada para uns detalhes que eu ainda não havia percebido. Quero tentar compartilhar o que vi no texto. Jesus estava no seu labor diário de ensinar aos discípulos como cuidar das pessoas, como tocar nelas, como ser atencioso, até o momento em que Ele decidiu que, por ser tarde, deveriam passar para o outro lado do lago.
O primeiro detalhe está no versículo 36: “E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco...” Jesus deu o comando mas foram os discípulos que despediram a multidão. Isso fala de descansar no trabalho dos outros, ainda que estivessem sendo formados. Pois um povo pode ser despedido com grosseria ou com polidez. Com rudeza ou com carinho.
Outra coisa nesse versículo é que o Senhor Jesus, se deixou levar!
Como precisamos que, em alguns momentos, outros cuidem de nós, ainda aqueles de quem nós cuidamos no dia a dia. Faz parte da vida, quando ensinamos, nos submeter para receber cuidados. Uma pergunta que me ocorreu foi: Jesus sabia da tempestade que viria? Ele era consciente do que estava por vir? O episódio seguinte fazia parte do “curso de discipulado”?
Eu creio que sim. Como Jesus não fazia nada que não tivesse visto o Pai fazer e não falava nada que não tivesse ouvido o Pai falar, eu entendo que o que viria não seria desconhecido dele. Não quero dizer que Jesus usou seus atributos divinos. Estou afirmando que ele sabia por revelação do Pai. Estou levantando essa questão por que há um detalhe muito importante na história, que é a presença de um travesseiro num barco de pesca.
Eu fiz uma pesquisa, ainda que pequena, perguntei a irmãos que trabalham na pesca, e o que aprendi que em um barco de pesca um travesseiro é algo incomum. Quando algum pescador quer dormir ele se deita no monte de cordas ou em cima das redes, ou diretamente no convés do barco!
O texto diz que Jesus “dormia sobre O travesseiro”. Em algumas versões a expressão é “dormia sobre uma almofada”.
Entendo que, por causa do fato incomum de haver um travesseiro a bordo de um barco de pesca, o artigo definido seria a melhor escolha.
Mas, então, de onde surgiu esse travesseiro? Permitam-me imaginar que alguma mãe cuidadosa tivesse levado enquanto seguia a Jesus com o filho, e no momento de se separar do Mestre resolveu prover o Senhor Jesus de algum descanso. Bem, o fato é que a origem do travesseiro não é tanto importante como o fato de Jesus ter um travesseiro para um momento de tempestade. Se ele sabia da tempestade que viria, então a coisa fica ainda mais interessante. O que compreendi é que o Senhor proveu para si um descanso para o momento de tribulação. Isso combina com seu alerta quando disse que no mundo teríamos aflições, mas que deveríamos ter bom ânimo.
Ele nos alertou também sobre as perseguições que viriam sobre nós, por causa do evangelho, e isso aconteceria até no seio das famílias, quando irmão se levantaria contra irmão, pais contra filhos, filhos contra pais...
Ele disse que o discípulo seria perseguido e o que suportasse a perseguição seria, verdadeiramente, seu discípulo.
O que aprendo com isso?
Devo prover um travesseiro para os dias de angústias.
O que seria esse travesseiro? Seriam palavras do Senhor Jesus, que devo guardar em meu coração, dando ao Espírito Santo “material”  para que Ele use ao meu favor nos momentos de perturbação e de lutas. Por exemplo, o Salmo 23 é um tremendo travesseiro! Fala de coisas que aconteciam e que aconteceriam. Que textos posso por em minha mente para que o Espírito use no meu coração naquelas horas difíceis? Já fomos avisados a respeito das tempestades. Devemos então nos prover dos “travesseiros” que o Senhor tem para nós. Interessante notar que o texto não fala de uma cama, ou um colchonete. Fala de travesseiro.
Quando Jesus falou de um lugar de repouso que as raposas tem e que os pássaros tem, ele disse El não tinha um lugar onde reclinasse sua cabeça!
Aqui está uma tremenda lição para nós. A cabeça é o lugar onde as lutas se instalam. Ali é onde travamos as batalhas mais ferozes e é a cabeça que precisa entrar no repouso do Senhor. Por isso precisamos de um lugar de repouso para nossa cabeça. É na nossa mente que usamos as armas espirituais, poderosas em Deus, para anular sofismas e todo pensamento que, altivo, se levanta contra o conhecimento de Deus.
Devemos ter sempre conosco esses travesseiros, pois eles funcionam também como capacetes da Salvação. Quantas vezes nossas mentes nos traem!
Como precisamos obedecer ao ensino de Paulo, em Filipenses 4:8, sobre o que deve ocupar a nossa mente...
Ainda outro dado interessante é o lugar onde Ele foi dormir: na popa. Ali é onde se dá o maior trabalho pois é onde fica o leme.
Aprendi com isso que Jesus, além de saber que a tempestade viria, ele escolheu dormir no lugar que dava a direção ao barco.
Ou seja, Ele se entregou, completamente aos cuidados do Pai: dormiu na tempestade e entregou o seu destino nas mãos Daquele que sabe todas as coisas. Como ficaram os discípulos?
Ficaram como ficam as pessoas que nos cercam e que tentam, de todas as formas, tirar-nos do descanso em Deus. Tentam nos fazer preocupados com o dia de amanhã. Eles fazem isso por que não conhecem ao nosso Pai. Jesus falou que são os gentios que se preocupam, mas nós somos filhos!
Eu penso que se os discípulos não tivessem acordado a Jesus, ele dormiria durante toda a viagem.
Que tal fazermos companhia a Jesus e pegar nosso travesseiro e descansar com ele nos braços do Pai, durante o ano de 2015?
Bom descanso e bons sonhos!
Jamê Nobre