"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



domingo, 26 de setembro de 2010

Fidelidade sob pressão


“Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em que há o Espírito de Deus? (Gn 41.38)

Há dois grandes perigos que ameaçam o ser humano: A adversidade e a prosperidade. Muitos naufragam no mar revolto das dificuldades. Somos acostumados viver as bonanças, e ficamos desesperados quando chega à tempestade. O tempo de provas, as circunstâncias adversas e os vales da dor são inevitáveis. INFELIZMENTE MUITOS DESPENCAM DIANTE DAS AVALANCHES QUE DESABAM SOBRE SUAS VIDAS. Mas há outro fator tão perigoso quanto à adversidade. É a prosperidade. O PODER TEM A CAPACIDADE DE RADIOGRAFAR A GRANDEZA DO ORGULHO HUMANO. Há pessoas que não conseguem se manter em pé quando chegam ao topo do poder. Elas lidam com firmeza e coragem diante das provas, mas caem diante do sucesso. Vemos, entretanto, que José trabalhou bem esta questão e nos ensina como ser fiel em qualquer situação, seja na adversidade ou na prosperidade.

1. Sendo fiel na Adversidade (Atos 7.9)

“Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para o Egito; mas Deus estava com ele”
José do Egito enfrentou tanto a adversidade quanto a prosperidade com fidelidade. Ele manteve-se firme e inabalável quando seus irmãos injustamente o jogaram numa profunda cova. Manteve-se fiel quando foi cruelmente vendido como escravo para uma terra estrangeira. Ele permaneceu inabalável quando foi tentado a cair no laço da sedução sexual. Ele não negociou a sua consciência e nem se abalou diante da ingratidão do copeiro-mor do Faraó. José enfrentou todas estas dificuldades de sua vida com honra, com consciência pura e com mãos limpas. Jamais deixou seu coração abalar diante das injustiças sofridas. AS PRESSÕES DA VIDA NÃO PODEM NOS FAZER DISISTIR DE CAMINHAR EM SANTIDADE DE VIDA. José triunfou nas adversidades e tornou-se um referencial para todos quantos estão passando por dificuldades e provações. A benção de seu pai, Jacó, retrata que tipo de homem foi José: Gn 49.22 “José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.” José foi frutífero mesmo em circunstância mais amargas da vida. ISSO PORQUE JOSÉ FOI UM RAMO FRUTIFERO JUNTO À FONTE. Sua força não vinha dele, mas de Deus. Ele estendeu sua influência não apenas para dentro dos muros, mas sobre o muro, ou seja, foi benção em casa e fora de casa. Ele foi uma benção para todo mundo.

2. Sendo fiel na prosperidade (Atos 7.9-14)

Mas José também viveu o outro lado da moeda. Ele não apenas pisou os caminhos crivados de espinhos, mas também os tapetes aveludados da fama, do sucesso e do poder. Ele saiu do calabouço e subiu a rampa do palácio como governador do maior império de sua época. Agora riquezas e glórias, sucesso e fama, prestigio e poder estavam em suas mãos. POREM A ESPAÇOSA AVENIDA DO SUCESSO NÃO CORROMPEU O SEU CORAÇÃO. ELE CONTINUOU JUNTO A FONTE, ARRAIGADO NELA, NUTRIDO NELA, PROTEGIDO NELA. JOSÉ LIDOU COM O PODER DA MESMA FORMA, TENDO DEPENDENCIA DE DEUS. Ele permaneceu humilde e puro. Ele não usou a maquina do poder para esmagar aqueles que intentaram o mal contra ele. Ele não alimentou o seu coração com vaidade. Não foi dominado pela soberba. Pelo contrario, ele aproveitou o seu posto de liderança para abençoar aqueles que lhe fizeram mal. Usou seu prestigio para restaurar aqueles que tentaram destruí-lo, para perdoar aqueles que tanto o humilharam. O PODER TEM CORROMPIDO MUITOS CRISTÃOS.

Concluindo

Porém, José, nos ensina que a nossa fidelidade a Deus e nossa lealdade à nossa consciência, a nossa família e a nosso próximo precisa ser mantida tanto na adversidade quanto na prosperidade. O que Deus requer de nós, como despenseiros, é que sejamos encontrados fiéis, ainda que no caminho rumo à glória enfrentemos todo tipo de pressão. “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.” (1ª Pedro 1.6-9).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Desperta-me Senhor!

De todas as cartas às igrejas da Ásia, a endereçada a igreja em Laodicéia foi a mais sevara. Jesus não fez nenhum elogio à esta igreja. A cidade de Laodicéia foi fundada em 250 a.C., por Antíoco da Síria. A cidade era importante pela sua localização. Ficava no meio das grandes rotas comerciais. Era uma cidade rica e opulenta, de muitas oportunidades e transações comerciais. A igreja tinha a cara da cidade. Em vez de transformar a cidade, a igreja tinha se conformado à ela. Os cristãos estavam sem entusiasmo, sem fervor espiritual, falhos no caráter e sempre prontos a se comprometerem com o mundo, descuidados, vivendo sem discernir o tempo e o modo em que viviam. Eles estavam satisfeitos com sua vida espiritual, com sua prosperidade, orgulhosa de seus membros importantes e influentes.
Diante deste quadro fiquei pensativo sobre que tipo de influência temos exercido em nossa cidade como corpo de Cristo, temos transformado vidas? Qual tem sido o nosso testemunho, será que temos impactado vidas com a mensagem de Cristo que está em nós? Ou vivemos despreocupadamente como os irmãos de Laodicéia?
Algo no texto de apocalipse 3 alegra meu coração. A forma como Cristo faz um apelo à igreja de Laodicéia. Em primeiro lugar, Cristo prefere dar conselhos em vez de ordens, tendo o direito de emitir ordens para que Lhe obedeçamos, prefere dar conselhos. Ele poderia ordenar, mas prefere aconselhar. Não podemos esquecer que Cristo é a fonte de toda suficiência. A igreja julgava-se auto-suficiente, mas os cristãos deveriam encontrar sua suficiência em Cristo: “Aconselho-te que compres de mim...” (Ap 3.18). Cristo se apresenta como um mercador, seus produtos são essenciais e seu preço é de graça! Somos pobres, mas Cristo tem ouro. Estamos nus, mas Cristo tem roupas. Estamos cegos, mas Cristo tem colírio para nossos olhos. Cristo nos exorta a adquirir ouro celestial para nossa pobreza espiritual, vestimentas brancas para nossa nudez diante do pecado, e colírio para a nossa cegueira espiritual! A roupa que Cristo oferece são as vestes de justiça e de santidade. O colírio que Cristo tem abre os olhos para o discernimento. O Senhor Jesus nos tem atraído a Ele. Só Cristo pode enriquecer nossa pobreza, vestir nossa nudez e curar a nossa cegueira.
Em segundo lugar, Cristo chama a igreja a uma mudança de vida: “Eu disciplino e repreendo a quantos amo. Sê, pois zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19). Desgosto e amor andam juntos. Cristo não desiste de nós. Ele nos ama. Antes de decretar juízo (vomitar da sua boca). Ele demonstra a Sua misericórdia (repreendo e disciplino aqueles que amo). Disciplina é um ato de amor. A base da disciplina é o amor. Porque ama chama ao arrependimento. Porque ama nos dá oportunidade de recomeçar. Porque ama está disposto a perdoar-nos. Arrepender-se é parar de viver uma vida de aparências, de faz de conta, de mornidão. A piedade superficial não nos salva. Devemos trocar os anos de mornidão pelos anos de zelo.
Em terceiro lugar, Cristo convida a igreja para a ceia, uma profunda comunhão com Ele. Cristo faz um apelo pessoal. A salvação é uma questão totalmente pessoal, Ele vem nos visitar. Coloca-se em frente da porta de nosso coração. Ele bate. Ele deseja entrar. É uma visita do Amado de nossa alma. Cristo mostra a necessidade de uma decisão pessoal: “Estou à porta e bato, se alguém abrir a porta entrarei...” (Ap 3.20). De que maneira Ele bate? Através da palavra, de uma mensagem, de um cântico, de uma necessidade ou enfermidade. É preciso estar atento a voz do Senhor. Ele nos convida a um relacionamento pessoal, de intimidade com Ele, entrar em nossa casa, sentar-se a mesa.
Concluindo, cada uma das sete cartas as igrejas terminou com uma promessa aos vencedores. Por isso, somos mais que vencedores quando Cristo entra em nossa casa, pois recebemos as riquezas do Reino. Recebemos vestes brancas de justiça. Nossos olhos são abertos. Temos a alegria da comunhão de Cristo: O FILHO DO DEUS VIVO! Temos a promessa de sentarmos com Ele em seu trono. Reinaremos com Ele para sempre. Aleluia!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Homem e sua Identidade

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1.26-27). Neste sentido, queremos destacar três características da natureza essencial do gênero humano que o identifica com Deus.

1. O homem foi criado para SER:

A identidade do homem se relaciona na forma de como ele foi criado para receber os atributos da natureza divina. Expulso do Éden, perdeu este direito, tornando-se alheio à vida de Deus (Gn 3.22-24). “obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração” (Efésios 4.18).

2. O homem foi criado com a capacidade de INTEGRAR:

Algumas definições da palavra integrar nos ajudam na compreensão desta capacidade potencial do ser humano: Tornar inteiro, completar, juntar-se tornando-se parte, incorporar-se, etc. A divindade completa, inteira, justa, é uma unidade composta de três pessoas: O PAI, O FILHO e o ESPÍRITO SANTO (Mt 28.19; “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (2ª Coríntios 13.13), que habita corporalmente na pessoa do Senhor Jesus Cristo “porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” (Colossenses 2.9). Desta maneira, podemos compreender a unidade da igreja em Cristo com o Pai (Jo 17.21-23; “porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.” (Efésios 2.18).

3. O homem foi criado com a capacidade de COMUNICAR:

Comunicar fala de relacionamento. Seguem algumas definições da palavra comunicar: Fazer saber, tornar comum, participar idéias, pensamentos, desígnios e propósitos, transmitir, difundir, estabelecer comunicação, entendimento, conversação, etc.
A palavra é o elemento chave da comunicação. Ela transmite o que somos. “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (João 6.63).
O homem e a sua identidade, portanto, se revela propositalmente naquilo para o qual ele foi criado para SER em Deus, em UNIDADE, como povo de Deus e despenseiro (comunicador) de sua sabedoria: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Efésios 3.8-11) e virtudes: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1ª Pedro 2.9).
Concluindo, notamos o propósito de Deus em fazer com que o homem encontre sua identidade para a qual foi criado. Para tornar isto uma realidade, Deus, na pessoa de Jesus Cristo se aproximou do homem e o acolheu, isto é, recebeu-o de novo em seu convívio. Esta é a natureza da justificação (Rm 4.24-25; Rm 5.1-2; Rm 8.11).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cultivando relacionamentos

Vivemos em uma sociedade que tem invertido os valores. As pessoas se esquecem de Deus, amam as coisas e usam as pessoas. Paulo nos ensina em sua carta aos Colossenses justamente o contrário: Ele diz que devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas (Colossenses 4.1-6). Em primeiro lugar ele destaca a oração. A oração é o oxigênio da alma, é a avenida que nos liga a Deus. A oração é o meio pelo qual podemos obter para nós e para os outros a satisfação das necessidades, tanto físicas como espirituais. Também é a arma divinamente estabelecida por Deus para combatermos os ataques do diabo e seus anjos. A oração é o meio pelo qual confessamos nossos pecados e a forma pelo qual as almas agradecidas consagram verdadeira adoração diante do trono de Deus.

Em segundo lugar ele destaca a palavra de Deus. Paulo não pede que se abram as portas da prisão, mas que se abram as portas para que a palavra seja ministrada (Colossenses 4.3). Às vezes você pode se sentir preso em sua rotina do dia a dia, mas como Paulo podemos entender que a palavra de Deus não esta algemada, por isso onde estivermos precisamos estar atentos para não deixar de anunciar a palavra. Temos aproveitado as dificuldades ou oportunidades da vida para pregar a palavra? Lembre-se a palavra não esta algemada.

E em terceiro lugar temos que ter urgência no testemunhar a Cristo. Devemos portar-nos com sabedoria com nossos parentes e amigos que ainda não conhecem ao Senhor. Isso diz respeito a nossa conduta diária. As pessoas ao nosso redor estão sempre nos observando. Nosso viver deve ser testemunho em nossas palavras, comportamento, casamento, negócios, estudo, trabalho. O andar e o falar na vida do cristão precisam estar em harmonia. Precisamos ter uma palavra boa e certa para cada circunstância. A mordomia do tempo como sendo um bem de Deus, com valor incalculável, é o ensino aqui (Colossenses 4.6), com uma chamada a investirmos toda nossa vida e energia em ocupações que serão testemunho positivo e atraente aos que são de fora do convívio da igreja. Devemos ter a palavra certa na hora certa, a palavra do discípulo precisa ser sempre verdadeira, oportuna, edificante e agradável. A expressão temperada foge dos dois extremos: Ela não pode ser nem insossa nem salgada. Sal demasiado é tão ruim quanto pouco ou nenhum sal. Não basta ganhar uma discussão, precisamos ganhar as pessoas a Cristo.
Lembre-se este é o nosso chamado: Fazer discípulos!