"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Jogando sal na fonte

“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Mt 5.13)

A questão que Jesus estava nos ensinando com esta mensagem, usando a figura do sal, é nos mostrar o chamado a vivermos num ambiente completamente oposto ao nosso, para podermos neste contexto alterar o sabor e restaurar vidas. “Vós sois o sal da terra...” (para dar gosto a terra) A terra que Jesus nos fala não é uma terra arável, cultivável, na qual se pode plantar uma semente, mas uma sociedade humana, corrompida, destruída, carente e desprovida do amor de Deus.

“Vós sois o sal da terra...” Jesus não diz: “Você é o sal da terra.” Mas Ele diz no plural, você, eu, nós vamos viver como sal da terra. Tal dimensão nos chama a rever nossas prioridades, nossa existência, e nossos projetos pessoal.

A algo mais urgente, mais importante, algo maior: O NOSSO PROXIMO.

O reino de Deus sendo manifesto em nós e através de nós. Podemos ver esta verdade sendo manifesta em nossas vidas através do texto de 2º Rs 2.19-22, a importância de Jogar sal na fonte. Embora o texto de 2º Reis seja uma narrativa histórica e não uma parábola, mesmo assim ele serve como uma parábola para nossos dias e nos ajuda a discernir o tempo em que vivemos e as necessidades que ocorrem em nosso dia a dia. Somos chamado a ser sal da terra, e levar o reino de Deus as fontes amargas de morte e esterilidade que estão próximas de nós para que sejam tratadas e curadas.
Precisamos parar e refletir: Nos temos fontes de morte próximas de nossas vidas? Será que temos percebido mananciais de agonia, de dor, de lagrimas que estão a nossa volta?
Será que temos discernido coisas que poderiam ser bênçãos extraordinárias na vida de pessoas (parentes, vizinhos, amigos de trabalho ou escola), mas que de fato, até hoje, vivem em agonia, dor, morte e estéreis para Deus?

Discernindo as fontes de morte

Antes de responder a tais perguntas, deveríamos parar e pensar, procurando identificar e discernir a situação que estas pessoas estão vivendo. Precisamos buscar em Deus a graça para identificar e discernir a realidade e o pecado que envolve, amarra, prende, que leva a morte todo aquele que não confessa Jesus Cristo como Senhor de sua vida. Algo tremendo no texto é que Elizeu não se impressiona com o fato: Existe morte? Ele pergunta. Existe responde eles. E Elizeu diz: Onde ela nasce? A graça na vida do profeta nos ensina dois pontos importantes para podermos evangelizar, sendo sal na vida das pessoas:

1. Precisamos crer no potencial das pessoas

“... Eis que é bem situada esta cidade, como vê o meu Senhor...”

Se queremos ver as pessoas curadas, temos que acreditar em que elas são curáveis. Se queremos ver uma família se converter, temos que ter esperança no coração para ver esta família convertida. Ninguém cura o que não considera ser curável, ninguém transforma aquilo que julga ser impossível ser transformado. É por esta razão que Jesus nos ensinado a cerca do milagre, disse: “... tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23). Por isso nunca podemos dizer: Esta pessoa não tem solução, é pervertida, esta condenada! Não há jeito para ela...

2. Temos que saber que o poder do sal só se efetiva mediante a palavra

Eliseu pega um prato novo contendo sal, vai a fonte, joga o sal nela. Ele não volta para casa, mas diz: “Assim diz o SENHOR: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte nem esterilidade.” (2º Rs 2.21). Podemos ver o reino de Deus sobre a vida da pessoas que evangelizamos, crendo apesar das circunstâncias.

“Ficaram, pois, saudáveis aquelas águas, até ao dia de hoje, segundo a palavra que Eliseu tinha dito.” (2º Rs 2.22).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quero ser um televisor!

Senhor, esta noite peço-te algo especial: que me transformes num televisor.
Queria ocupar seu lugar para poder viver o que ele vive em minha casa:

- Ter um lugar especial para mim e reunir todos os membros da família ao meu redor.
- Ser o centro das atenções, a quem todos querem escutar, sem ser interrompido nem questionado.
- Que me levem em consideração quando falo e acreditem em tudo o que eu digo.
- Sentir o cuidado esmerado e imediato que o televisor recebe quando algo não funciona.
- Ter a companhia de meu pai quando chega em casa, mesmo que venha cansado do trabalho.
- Que minha mãe me procure quando ela estiver só e aborrecida, em vez de ignorar a minha presença.
- Que meus irmãos briguem para estar comigo e divertir todos, mesmo que, as vezes, não lhes diga nada.
- Viver a sensação de que deixem tudo para passar alguns momentos ao meu lado.
- Senhor, não te peço muito. Tudo isto é o que recebe um simples televisor, mas eu não!
Uma mensagem anônima que lemos em um livro sobre educação de filhos, e resume muito bem o que nossos filhos estão pedindo nos dias de hoje.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Nossas súplicas...

“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo, também pos a eternidade no coração do homem sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim.” (Eclesiastes 3.11)
Deus ao colocar em nossos corações a eternidade nos dá uma perspectiva eterna para que possamos enxergar além da rotina da vida. Mas, apesar disso o Senhor não nos revelou todos os Seus mistérios (não temos respostas para todos nossos temores e questionamentos). Sendo assim, esta eternidade colocada em nossos corações é para trazer sempre a memória nossas limitações e como somos carentes da graça soberana de Deus.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Salmo 133.1)

Retrospectiva 2010. Lembranças de um ano maravilhoso na presença do Senhor!

Você está pronto para morrer por sua fé?


 “... antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1ª Pedro 3.15).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Um bom ano!

Que neste novo ano, você alcance a sabedoria de desfrutar da simplicidade da vida e de doar-se às pessoas ao seu redor.



"Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio" (Salmo 90.12)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Gratidão! O segredo de um coração amoroso.

Saber dar valor a tudo é um dos dons mais raros e preciosos do mundo. E vivendo em comunidade aprendemos a expressar com palavras e gestos o valor dos outros. Precisamos entender que cada um de nós carrega uma etiqueta escrita assim: “Feito a imagem e semelhança de Deus.”

Podemos entender melhor este fato numa passagem no texto de Lucas 7 onde Lucas faz questão de dizer que Jesus havia sido convidado para um jantar na casa de um fariseu chamado Simão, e sendo assim receberia tratamento especial.
1. Sendo recepcionado a porta com um comprimento habitual por meio de um beijo (osculo), não como um sinal de afeto, mas como um gesto educado para saudar a chegada do convidado.
2. Lavar os pés era uma obrigação antes das refeições. E sendo o convidado alguém importante, o próprio anfitrião se encarregava da limpeza.
3. A oferta de óleo era um gesto de gentileza e bondade ao visitante.
Nesta historia Jesus chega a casa de Simão e não recebe nada. Lembre-se ele foi convidado! Apesar disso ele não recebe nenhum tratamento especial na casa de Simão, nem osculo na chegada, nem água para lavar os pés e nem óleo para ungir-se a cabeça.
Apesar de toda indiferença de Simão, Lucas passa a narrar a delicadeza e cuidado de alguém que tinha gratidão e reconhecia o verdadeiro valor de Jesus em sua vida. Uma mulher pecadora. Ela se ajoelha diante dos pés de Jesus e beija-lhe os pés num gesto de amor como se estivesse cumprimentado-o, e passa a lavá-lo com suas lagrimas num gesto de gratidão por todo o seu passado e sem toalha passa a enxugá-lo com seus cabelos. E os ungi com fino alabastro.
Como temos agido diante do convite diário que fazemos a Jesus. Senhor entra na minha casa, na minha vida, nos meus sonhos e projetos...
Simão se considerava um homem de poucos pecados. E por isso não conseguia entender o valor da graça. Ele se considerava um pequeno devedor diante daquela grande pecadora. E se esquece do pecado:
• De lábios que não beijão.
• De joelhos que não se dobram.
• De olhos que não choram.
• De mãos que não servem.
• Do perfume que não sai do frasco.
Pecado de um coração que não se arrepende, de uma vida que não muda, de uma alma que não ama.
Ao ver o filme sobre madre Teresa de Calcutá algo me chama a atenção quando ela instrui uma jovem de sua comunidade, que foi nascida em uma família abastada, a cuidar dos pobres. Ela disse que quando vemos alguém nas ruas sofrendo de varias enfermidades, devemos tocá-lo gentilmente com muito amor e delicadeza, porque Jesus está presente ali.
Fazemos muitos planos e propósitos para o ano novo, mas deixa eu te dizer algo, às vezes complicamos nossa fé e vida de muitas maneiras, mas no fundo, nosso propósito é simples: Fomos chamados para amar!
Que neste novo ano, você alcance a sabedoria de desfrutar da simplicidade da vida e de doar-se às pessoas ao seu redor, como o bom perfume de Cristo! No amor do Pai, Chico.