"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 24 de julho de 2012

Como é que não tendes fé?




Os discípulos tentaram, em vão, superar a força do vento e a fúria do mar. O barco estava se enchendo de água e os discípulos, ficaram atemorizados. Neste momento, eles clamaram por Jesus: “Mestre, não te importa que pereçamos?” (Mc 4.38). Jesus, então, repreendeu o vento e o mar e disse aos discípulos: “Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?”

O Senhorio de Jesus Cristo


Mateus 28.18 “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.”
Atos 2.36 “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.”
Romanos 10.9-10 “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.”
2 Coríntios 4.5 “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.”
Lucas 6.46 “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”
Mateus 16.24 “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”
Como vemos nestes textos acima Jesus Cristo salva porque Ele é Senhor. Precisamos refletir sobre que tipo de evangelho estamos pregando hoje: O Senhorio de Jesus Cristo, ou doutrinas acerca da salvação ou peculiaridades à denominação? Daí poderemos entender as razões do fracasso da igreja e porque tantos crentes anêmicos espiritualmente.
a) O Evangelho Pregado por Jesus
Lucas 6.46 “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”
Senhor no grego kurio"/Kurios (autoridade máxima a ser obedecida). César era Kurios em todo o império romano. No seu evangelho, o evangelho de Deus (Cf. Mc 1.14-15), Jesus reivindicava:
· Submissão e obediência absolutas a Ele e suas palavras (Lc 6.46);
· Amor sacrificial a Ele e ao evangelho (Mt 16.24; Mc 8.34-35 e Lc 14.25-33); e,
· Que o descanso estava no Seu Senhorio (Mt 11.28-30).
b) O Evangelho de Paulo
Paulo sabia de seu chamado. Sofrer por um nome (At 9.16). Esse nome é Jesus Cristo e Senhor (Fp 2.11).
c) A Ênfase da Igreja Primitiva
· A pregação de Pedro (At 2.36);
· A confissão para salvação (Rm 10.9-10);
· A mensagem aos Filipenses (Fp 2.11-12);
· A mensagem aos Colossenses (Cl 2.6-7);
· A mensagem aos Coríntios (2Co 4.5);
· A mensagem aos Efésios (Ef 5.20 e Ef 6.6, 24);
· A mensagem aos Tessalonicenses (2Ts 1.8, 12); e,
· A mensagem aos Gálatas (Gl 1,10 e Gl 3.29).
d) O Ponto de Partida do Evangelho
Mateus 28.18 “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.”
Crer e ser batizado (Mc 16.15), ser um discípulo (Mt 28.19). Ensinando-os a obedecer (Mt 28.20), comparar com Atos 2.42, “perseveravam na doutrina dos apóstolos”
Conclusão
A ênfase bíblica do Novo Testamento acerca da salvação está relacionada à aceitação do Senhorio de Jesus Cristo. Deste ponto de vista, não há salvação sem uma decisão de seguir Jesus – ser um discípulo!

quinta-feira, 19 de julho de 2012


“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” (Tiago 5.16). 


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Caminhando em fé


Marcos 4.40 – “Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?”
Os discípulos de Jesus estavam atravessando o mar da Galiléia quando foram surpreendidos por uma grande tempestade. As tempestades da vida são inevitáveis, inesperadas e muitas vezes, não conseguimos administrá-las.
Os discípulos tentaram, em vão, superar a força do vento e a fúria do mar. O barco estava se enchendo de agua e os discípulos, ficaram atemorizados. Neste momento, eles clamaram por Jesus: “Mestre, não te importa que pereçamos?” (Mc 4.38). Jesus, então, repreendeu o vento e o mar e disse aos discípulos: “Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?”
Neste ponto me ocorre uma pergunta: Por que os discípulos deveriam ter fé e não medo? Diante destes versículos de Marcos 4, gostaria de refletir como temos reagido diante das tempestades que se levantam em nossas vidas, com fé ou com medo. Jesus demonstra aos discípulos que a fé vence o medo e gostaria de destacar alguns pontos importantes acerca da nossa fé em Jesus.
 1. Vencemos o medo pelas promessas de Jesus
      Marcos 4.35 – “Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem.”
      Jesus já havia dito aos discípulos: “Passemos para a outra margem.” A tempestade não surpreendeu Jesus e nem pôde frustrar Sua ordem. O destino dos discípulos não era o fundo do mar, mas a outra margem. Quando Jesus promete, Ele cumpre. Quando dá uma ordem, nada pode impedir que Sua vontade seja feita.  Ele vela por Sua palavra para cumpri-la. Não precisamos temer, cabe a nós apenas confiar. Fé e não medo, deve ser o nosso legado. A palavra de Jesus e a realidade são a mesma coisa. Nenhuma de Suas promessas pode cair por terra.
       2. Vencemos o medo por causa da presença de Jesus
      Marcos 4.36 – “E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco...”
      Aquele barco sendo abatido pela fúria do vento no mar da Galiléia transportava o Filho de Deus. Por mais terrível que fosse aquela tempestade não poderia afundar o barco que levava Jesus. Não poderia afundar o barco que transportava o criador do universo, o sustentador da vida, aquele que controla as leis da própria natureza.
      O temor dos discípulos não tinha sentido, pois, Jesus estava com eles. Não podemos esquecer a promessa que Ele nos fez: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mt 28.20). Em nossa vida podemos enfrentar tempestades, ventos contrários, perigos de toda sorte, mas não podemos temer, pois Jesus está conosco! Ele não nos prometeu ausência de luta, mas vitória certa. Ele não nos prometeu um caminho fácil, mas sua companhia eternamente!
       3. Vencemos o medo através da paz de Jesus
      Marcos 4.38 – “E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?”
      Jesus estava dormindo na popa do barco, na hora mais terrível da tempestade. Jesus dormia não porque desconhecia o perigo, mas porque confiava na providência e no cuidado de Deus. Nosso coração se enche de medo quando se levantam as tempestades em nossas vidas, porque se esvazia a fé. Ficamos alarmados, porque duvidamos de que Deus está no controle quando estamos em dificuldades. Por isso, precisamos aprender a descansar em meio as dificuldades, sabendo que, ainda que as circunstâncias esteja fora de nosso controle, nossas vidas estão com certeza, sob o controle de Jesus.
      Marcos 4.39 – “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança.”
      Jesus repreendeu o vento e o mar e fez-se grande bonança. O vento e o mar que nos ameaçam estão debaixo do Seu poder. Marcos nos mostra que Jesus tem todo o poder:
Sobre a natureza (Marcos 4.39)
Sobre os demônios (Marcos 5.1-20)
Sobre a enfermidade (Marcos 5.25-34)
Sobre a morte (Marcos 5.35-43)
      Mateus nos diz que Jesus tem todo o poder e toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28.19).
Concluindo, vencemos o medo porque temos fé que o Deus todo poderoso está conosco. Ele é o nosso refúgio e fortaleza. Fé e não medo deve ser o estandarte de nossas vidas. Se olharmos para as circunstâncias ao nosso redor, seremos dominados pelo medo, mas, se olharmos firmemente para Jesus, teremos fé para triunfar nas tempestades. Se formos dominados pelo medo, naufragaremos, mas, se caminharmos com fé, com os olhos fixos em Jesus, triunfaremos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A maçaneta está do lado de dentro


“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Apocalipse 3.20).
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres...” (João 8.36).
Após os eventos de 11 de Setembro de 2001, durante uma entrevista de televisão nos EUA, um jornalista perguntou à filha de um famoso evangelista: “Como Deus pôde permitir uma catástrofe assim?” Ela respondeu: “Creio que Deus está entristecido com nossa condição, mas por anos temos dito a Deus para se manter fora de nosso governo, escolas e de nossas vidas… Como podemos esperar que Ele nos dê Sua bênção e proteção se O mandamos nos deixar em paz?”
Seres humanos, enfeitiçados com a ideia de liberdade e independência, querem pensar e decidir por si mesmos, mas raramente consideram que estão sob total influência dos conceitos culturais e sociais do grupo em que vivem. Que liberdade haveria para fazer o que quisermos, à custa dos outros? Afinal, foi o que os terroristas fizeram: exerceram a liberdade de agir como bem quiseram. E este é o mesmo sentimento que vejo na vida de pessoas que dirigem embriagadas, não percebem que sua atitude tem tirado a vida de muitos inocentes.
Deus deu aos homens a liberdade de obedecer ou não, mas cada indivíduo é responsável pelas próprias decisões. Qualquer opção implica consequências, pois colhemos o que plantamos. Enquanto Deus estiver esperando à porta de nossa vida, posso decidir se abrirei ou não. Ele não forçará a entrada. A única maçaneta existente está do lado de dentro. E essa decisão afetará minha vida aqui e na eternidade. Só que Deus não permanecerá para sempre esperando. Há um momento em que Ele se retira e vai embora. Por isso Ele disse: “Te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30.19).
Amados, há um texto no livro de Cantares no capítulo 5.2-7, que mostra com muita clareza a visão desta maçaneta. Precisamos meditar se o Senhor não está esperando para nós abrirmos a porta!
No amor de Cristo, Chico.

As Dimensões da Liderança

1 Timóteo 4.16 - “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.”
O mundo está carente de líderes. A igreja também. Precisamos de líderes que saibam liderar em todas as dimensões. Gostaria de compartilhar sobre quatro dimensões:
1. Dimensão acima
Gênesis 41.38 – “Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus.”
José influenciou o faraó. José abençoou a vida de faraó e todo o seu governo.
Mediante cuidadoso e sábio relacionamento e influência, podemos ser benção na vida das pessoas que lideramos. O líder é aquele que influencia pessoas pelo exemplo, pelo ensino fiel as escrituras, pela oração, bem como pelo profundo espírito de serviço a Deus e ao próximo.
José influenciou o faraó do Egito. Daniel influenciou os reis da Babilônia e do império Medo-Persa. Paulo sempre influenciou as pessoas de posição social e política, deixando as marcas do evangelho de Cristo em suas vidas.
2. Dimensão lateral
Daniel 1.6-9 – “Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos...”
Daniel foi um líder que influenciou seus amigos. Os amigos de Daniel seguiram sua liderança e foram guiados a uma posição de honra na Babilônia.
Um líder comprometido com o Senhor cria um ambiente fraterno, transparente e verdadeiro em seus relacionamentos de amizades. Podemos encontrar muitas barreiras e dificuldades no relacionamento com pessoas que estão ao nosso lado, mas com a graça do Espírito Santo somos habilitados para ser benção na vida das pessoas. Por isso, precisamos estar sensíveis a dor alheia, prontos a ouvir, gentil nas palavras, firmes nas atitudes e na pratica do bem.
3. Dimensão abaixo
Neemias 2.17-18 – “Então, lhes disse: Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada, e as suas portas, queimadas; vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser opróbrio. E lhes declarei como a boa mão do meu Deus estivera comigo e também as palavras que o rei me falara. Então, disseram: Disponhamo-nos e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra.”
Neemias influenciou os judeus pobres e desencorajados de Jerusalém e eles redobraram ânimo para reconstruir os muros de Jerusalém.
O líder é alguém que ganha o direito de conduzir as pessoas pelo exemplo, pelo amor e pelo serviço. Nosso lema dever ser: servir e não ser servido! Não devemos esperar as pessoas vir a nós, precisamos ir às pessoas para abençoá-las.
A grandeza do líder não esta em sua força, mas no seu exemplo!
Nossa liderança precisa ser adquirida pelo respeito e não pela imposição. Jesus, o maior líder da história, cingiu-se com um avental e lavou os pés dos discípulos. Ele veio para servir e dar Sua vida em nosso favor.
4. Nossa dimensão
1 Timóteo 4.16 - “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.”
Paulo diz que o líder é alguém que antes de cuidar de pessoas, cuida de si mesmo. Ele pastoreia sua alma antes de velar pela alma dos outros.
É preciso liderar a si mesmo antes de liderar outra pessoa.
O líder precisa ter autocontrole emocional. Por isso precisamos conhecer nossas fraquezas, nossos limites e nossos pontos fortes. Enfrentamos hoje talvez a maior crise que pode ocorrer na vida de um líder: A falta de integridade!
A uma crise de integridade em nossos dias. É comum vermos na mídia escândalos por falta de integridade. Por isso, precisamos ser exemplo, ser modelo!
Atos dos Apóstolos 20.28 – “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.”

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Eu quero meu dinheiro

A Bíblia

“Muitos livros em minha biblioteca estão agora desatualizados. Foram bons enquanto eram novos, à semelhança das roupas que usei quando tinha dez anos de idade; mas eu cresci e as deixei para trás. Ninguém jamais deixa para trás as Escrituras por ter crescido; esse livro se amplia e é mais conhecido à medida que passam nossos anos.”
C. H. Spurgeon


“O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossa vida e em nossos pensamentos. Faço esta declaração, solenemente, baseado na experiência de cinquenta e quatro anos.” George Müller

“A coisa mais fantástica é que todos aqueles que leem a Bíblia têm a mesma alegre coisa para dizer sobre ela. Em todos os lugares e em todos os idiomas, é a mesma história: onde este Livro é lido, não apenas com os olhos, mas com a mente e o coração, a vida é mudada. Tristes são confortados, pecadores são transformados e pessoas que estão nas trevas são iluminadas. Não é maravilhoso pensar que este Livro, que é assim tão poderoso quando tem a chance de trabalhar num coração honesto, esteja em nossas mãos hoje?" Amy Carmichel


terça-feira, 10 de julho de 2012

A verdade e o humanismo

Por que solucionar conflitos?

O Discipulado

Mateus 28.19 “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”
Definindo o discipulado: A palavra discipulado provém da mesma raiz grega que traduz disciplina. Discipular alguém, portanto, inclui a idéia de corrigir. Neste caso é necessário estar revestido de autoridade tanto no campo da investidura (oficio) como da experiência (ser modelo).
1 – Natureza do Discipulado
É um mandamento do Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19). Uma estratégia de crescimento (At 2.42-47; Gn 12.1-4 e Gl 3.14):
  • Qualitativo
  • Quantitativo
A vida é compartilhada pelo discipulado (At 8.12).
2 – O Que Significa Ser um Discípulo
No grego maqhth" - Mathētēs (um aprendiz). Aceitação de conceitos de um líder a quem somos submissos e prestamos obediência (Lc 14.25-33). Seguidores de Jesus (Novo Testamento – Mc 10.17-22 e Jo 8.12).
3 – Características do Discipulado
Submissão (posicionamento interior) e obediência (conduta) Jo 8.31 e Lc 6.46-49. Amor fraternal. O discipulado é um processo que nos ensina a viver no ambiente de família (Jo 13.34-35 e 1Pe 1.22). Frutificação. Um discípulo é alguém chamado a dar frutos (Jo 15.8, 16).
4 – Custos do Discipulado
Abrir mão de relacionamentos íntimos (Lc 14.25-26 e Gn 12.1-2). Abrir mão de nossas ambições pessoais (Lc 9.23). Abrir mão de nossas posses (Lc 14.33 e Mc 10.17-22). Renunciar tudo por amor a Jesus e ao evangelho (Mc 8.34-35). Estar disponível para Deus (Is 6.8; Ex 3.7-14 e Gn 12.1-9).
5 – Responsabilidade do Discipulado
Testemunhar acerca de Jesus Cristo (At 1.8; 1Co 9.15-20 e 1Pe 2.9). Levar outros à maturidade (Mt 28.2 e Cl 1.28-29). Confrontar honestamente com os outros as dificuldades do discipulado (Lc 14.25-33).  
6 – Como Discipular
Como pais a filhos. A autoridade para disciplinar procede da paternidade de Deus, que foi concedida a Jesus Cristo, que delegou-a a igreja (Ml 4.6; Gn 17.1-4 e Gl 4.19). Ter relacionamento intimo com Jesus Cristo (Jo 21.15-19 e 2Co 3.18). Servir de exemplo (Mc 3.13; 1Ts 2.8; 1Tm 4.12; Ef 3.17 e 1Co 11.1). Dedicação pessoal e intercessão (1Ts 2.8 e Gl 4.19). Concentrar esforços (Mt 6.33 e 2Co 4.7-12). Ser acessível e interessado, considerar a pessoa como um todo (Lc 2.52).

terça-feira, 3 de julho de 2012

Uma eterna fonte de consolação!

Ontem estive em um velório para confortar uma família de irmãos queridos no mesmo cemitério que velei por meus pais. Lembrei-me da dor da perda. De todas as dores da vida, a dor do luto parece ser a mais aguda. É uma dor que lateja na alma e assola nossa vida. Todos nós, num dado momento da vida, teremos que enfrentar essa dor. Não existe nenhuma família que escape desse drama. Não é fácil ser privado do convívio de alguém que amamos. Não é fácil enterrar um ente querido ou um amigo do peito. Não é fácil lidar com o luto. Já passei várias vezes por esse vale de dor e sombras. Já perdi meus pais e um irmão querido. Sofri amargamente.
A dor do luto dói na alma, aperta o peito, esmaga o coração e arranca lágrimas dos nossos olhos. Jesus chorou no túmulo de Lázaro e os servos de Deus pranteavam seus mortos. Porém, há consolo para os que choram. Aqueles que estão em Cristo têm uma viva esperança, pois sabem que Jesus já venceu a morte. Ele matou a morte e arrancou seu aguilhão. Agora a morte não tem mais a última palavra. Jesus é a ressurreição e a vida. Aqueles que n’Ele creem nunca morrerão eternamente. Agora, choramos a dor da saudade, mas não o sentimento da perda. Perdemos quem que não sabemos onde está. Quando enterramos nossos mortos, sabemos onde eles estão. Eles estão no céu com Jesus. Para os filhos de Deus, que nasceram de novo, morrer é deixar o corpo e habitar com o Senhor. É partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Os que morrem no Senhor são bem-aventurados!
O fato de termos esperança não significa que deixamos de sofrer. A vida não é indolor. Nossa caminhada neste mundo é marcada por dissabores, decepções, fraquezas, angústias, sofrimento e morte. Aqui cruzamos desertos tórridos, descemos a vales profundos, atravessamos pântanos perigosos. Nossos pés são feridos, nosso coração afligido e nossa alma geme de dor. Não estamos, porém, caminhando rumo a um entardecer cheio de incertezas. O fim da nossa jornada não é um túmulo gelado, mas a bem-aventurança eterna. Entraremos na cidade celestial com vestes alvas e com palmas em nossas mãos.
Celebraremos um cântico de vitória e daremos glória pelos séculos sem fim, ao Cordeiro de Deus, que morreu por nós, ressuscitou, retornou ao céu e voltará em glória para buscar sua igreja. Teremos um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. As lembranças do sofrimento ficarão para trás.
Na Nova Jerusalém, na Cidade Santa, no Paraíso de Deus, na Casa do Pai, não haverá mais luto nem pranto nem dor. Ali reinaremos com Cristo e desfrutaremos das venturas benditas que ele preparou para nós. Nossa tribulação aqui, por mais severa, será apenas leve e momentânea, se comparada com as glórias por vir a serem reveladas em nós. O nosso choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria virá pela manhã! Não estamos órfãos. Não caminhamos sozinhos pelos vales escuros da vida. O Espírito Santo consolador está em nós e intercede por nós ao Deus que está sobre nós. A verdade é que Jesus vai voltar gloriosamente para buscar sua igreja. Naquele glorioso dia, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor Jesus nos ares, e assim, estaremos para sempre com o Senhor. Essas verdades enchem o nosso peito de doçura e abrem para nós uma eterna fonte de consolação!

domingo, 1 de julho de 2012

Entrega

Deixe pra lá! Releve! Perdoe!
Tenho percebido que essas são palavras difíceis para algumas pessoas, e fáceis para outras. E o que está por trás dessas atitudes me intriga.
Parece que algumas pessoas têm uma grande capacidade de “deixar pra lá”, de relevar uma ofensa, de esquecer um agravo. É como se não se apegassem às coisas. Na hora da perda, não sofrem muito. Porém, não lutam tanto pelo que acham importante. Sem luta, não há vitória.
Outras parecem incapazes de abrir mão. Então, tudo o que a vida lhes tira, produz a dor de um assalto, de uma violência.
Entre estas últimas, as que mais me chamam atenção são aquelas que não “abrem mão” de suas razões. Seja em uma simples conversa, que acaba em discussão, seja em uma questão de direito, apegam-se às suas razões até às lágrimas. E se, após muitas lutas, essas coisas lhes são “tomadas”, entram em desespero de morte. As pessoas do primeiro grupo sofrem menos, por não se apegarem demasiadamente. Não lutam tanto, não retêm tanto. Não perdem muito, mesmo quando são abusadas.
Entretanto, conheço gente que é capaz de se lembrar de todas as violências sofridas ao longo da vida. Coisas que lhes foram tiradas, batalhas perdidas, conversas encerradas, desconsiderações, injustiças, votos vencidos, estão todos lá, no depósito de passivos, de haveres, aguardando ressarcimento.
Sim, a vida (que acaba assumindo nomes de pessoas) lhes deve. Se algo nunca foi entregue, então lhes foi tomado. Se nunca foi perdoado, ainda é “dívida ativa”. Se nunca foi esquecido, está registrado para oportuna cobrança. Talvez uma pessoa assim considere aquele que “deixa pra lá” um leviano. E talvez o que releva e esquece considere aquele que não “abre mão” um infeliz briguento.  Lembro-me de ter “deixado pra lá” direitos de consumidor, só para não arranjar briga. Porém, lembro-me de ter “pendurado” ofensas, aguardando o pedido de desculpas. Recordo-me de ter dado razão a quem não a tinha, para preservar a amizade, e de ter “aberto mão” da amizade por não achar justo “deixar barato”.
Certa vez, deparei-me com uma frase usada em um curso para noivos: “O que você prefere: ter razão ou ser feliz?” -- como que a dizer que, se eu quisesse ter sempre razão, seria infeliz! Será que essa pergunta não nos ajudaria a definir melhor a qual grupo pertencemos?
Eu confesso: naquele exato momento me descobri preferindo ter razão. E argumentei para mim mesmo que a felicidade, à custa do que é certo, não vale a pena. Senti-me como a formiga invejosa, criticando a alegria “irresponsável” da cigarra.
Nesse momento, ouvi a palavra de Paulo aos coríntios conflagrados: “[...] por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?” (1Co 6.7).
Ocorre-me então que talvez a atitude correta não seja o “deixar pra lá”, mas a entrega. Em vez de esquecer, entrego meus direitos, bens e razões ao reto Juiz. Assim, as coisas não ficarão sem consequência, sem julgamento, sem resposta. Contudo, estarei “deixando pra lá”, em um ato de fé, para ser feliz. Imagino que, por esse caminho, Deus me acrescentará o orar pelos meus inimigos e me alegrará ao vê-los abençoados.
·         Artigo de Rubem Amorese, que faz parte da coluna Ponto Final da Revista Ultimato, edição nº 336 – Maio-Junho/2012.

Jesus Esperança dos Povos

Jesus é a única esperança para o mundo alienado em que vivemos. Os homens são verdadeiros escravos. Cometem toda classe de desobediência e às vezes até com um comportamento agressivo, semelhante ao dos irracionais. A obra de missões é dirigida a um mundo infeliz, razão pela qual não podemos perder tempo. Deus tem nos chamado como servos para cumprir uma missão possível, junto a homens e mulheres que espiritualmente estão vivendo uma vida desintegrada pelo pecado. 
Quando lemos que todos os povos vão por no Senhor a sua esperança, somos levados a pensar:
·         Que estamos fazendo como igrejas de Cristo diante de tão grande desafio?
·         Qual tem sido a nossa principal prioridade?
Parece que para alguns missões não consta na Bíblia. Não tem consciência de que missões deve ser obra prioritária da igreja. Estão preocupados em comprar equipamentos de som, tapetes e cortinas.
Olhar para dentro, quando também é urgente olhar para fora, lançar o olhar um pouco mais além, sentir o clamor dos que estão esperando a ação dos agentes da reconciliação. Sabemos que a obra missionária é uma obra de amor. Amor aos que estão se perdendo. Pedidos de socorro nos chegam da África, da Ásia, também da Europa, das Américas. Há muitas pessoas esperando para ter um encontro com o Messias. São os não alcançados. Meus irmãos, necessitamos ser mais ousados e usados pelo Senhor. Sabemos que os súditos do reino das trevas estão mais ativos que nunca. Portanto, precisamos ser melhores cooperadores, dedicando nossas vidas no altar, intercedendo e doando recursos para a obra missionária. Somente assim poderemos com maior eficiência dar continuidade à tarefa evangelizadora dos povos que estão além das nossas fronteiras.

A Unidade que Almejamos

“...todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas...” (Neemias 8.1).
O texto acima se insere no contexto da restauração dos muros de Jerusalém. Não deixa, entretanto, de ser uma passagem profética que aponta para a unidade da igreja, como um intento do coração de Deus. A unidade é obra do Espírito Santo, que tem em nós o instrumento para, através da palavra e da comunhão, realizar a obra de Deus (Ef 4.3; Ef 4.12-16; At 2.42-47 e At 4.32).
Natureza da Unidade
Unidade em Cristo (“um só homem” Ne 8.1) é profético. Como dissemos aponta para a unidade da igreja em Cristo. De acordo com Ef 2.15, judeus e gentios formando um só corpo, constituem a comunidade de Deus como um só homem. Essa é a nova criação (2 Co 5.17), onde a tradução mais correta é: “...se alguém está em Cristo, nova é a criação.”
Necessidade de Intercessão pela Unidade da Igreja
“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17.20-21).
Em sua oração,  Jesus roga pela unidade de seus discípulos e por aqueles que vierem à crer por intermédio de sua palavra, o que nos inclui. Em nossa identificação com Cristo precisamos interceder e trabalhar pela unidade da igreja anelando pelo seu cumprimento (Cf. 2 Co 11.2 e Ef 3.14-21).
Os Ministérios são Necessários à Unidade
“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” (Ef 4.11-13).
O texto acima destaca que os ministérios (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) têm a função de aperfeiçoar os santos para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé. Ressalte-se, porém, que os ministérios dos santos também são necessários e nesta visão devem ser edificados, para haver comprometimento com o corpo.
Forma de Expressão da Unidade
A unidade se expressa através da vida em comunidade. Hebreus 10.23-25, um texto que nos exorta a congregar, ao estímulo às boas obras e admoestação mutua, tendo em vista a volta de Cristo Jesus.
a)     Princípios ativos da vida em comunidade:
- Envolvimento (Gl 6.9-10);
- Interação (Ef 4.11-13 e Ec 4.9-10);
- Instrução (Hb 13.7; Ef 4.11-13 e At 2.42); e,
- Crescimento (Ef 4.11-16).
b)    A unidade se expressa pelo serviço (1Co 9.19-20):
- Princípios ativos do serviço cristão;
- Um coração disposto (Ex 35.20-22);
- Um coração generoso (2Cr 29.31);
- Um coração afetuoso (2Rs 22.19); e,
- Um coração devotado (1Co 16.15-18).
Portanto, a unidade se faz necessária:
“...para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros...” (1Co 12.25);
“Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.” (Ef 4.14);
“Para que sejamos aperfeiçoados...” (Jo 17.23); e,
“Para que o mundo creia...”