"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vivendo na vontade de Deus

Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma.” (Atos 23.11).
Paulo estava preso em Jerusalém. Todas as coisas conspiravam contra ele, parecia que ele estava em um beco sem saída. Mas quando todas as circunstancias pareciam desfavoráveis a Paulo, Deus abre uma clareira no céu e declara a ele “CORAGEM”!
Vivemos na vontade de Deus quando sabemos que o evangelho é mais importante que a nossa liberdade. Paulo está preso, mas o evangelho está livre. A divulgação do evangelho é algo muito importante em nossas vidas. Paulo foca sua atenção não em si, mas na proclamação do evangelho. Todo esse parágrafo gira em torno não de Paulo, de suas cadeias, de seus críticos, mas do evangelho. O evangelho é o oxigênio que Paulo respira. Não importam as circunstâncias, desde que o evangelho seja anunciado. Não importa o que está acontecendo em nosso redor, o que importa é que Cristo seja engrandecido seja na sua vida seja na sua morte: (Filipenses 1.20: “segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.”).
Diante deste desafio gostaria de destacar alguns pontos importantes acerca de fazermos a vontade de Deus em nosso dia a dia:
1.     A presença de Deus
Antes de enviar-nos aos campos, Deus se coloca em nosso lado. Amados deixa eu te dizer algo aqui: “Deus não nos manda fazer sua obra sozinhos, nem pelas nossas forças!” é o Senhor que nos fortalece.
O vaso é de barro, mas o conteúdo que tem no vaso é precioso.”
Precisamos desesperadamente da presença de Deus. Nossas vidas serão vazias, nossas reuniões sem vida, nossas músicas sem unção e nossas mensagens mortas se Deus não estiver presente. Muitas vezes, confundidos a onipresença de Deus com a presença manifesta de Deus. Deus está em toda parte, mas Deus não está em toda parte com a sua presença manifesta. Quando Deus está presente isso é notório, como quando Jacó acordou em Betel. Muitas vezes nós falamos para as pessoas que Deus está entre nós. Elas vêm e não vêm Deus. Elas então chegam à conclusão que fazemos propaganda enganosa. Dizemos que tem pão na casa do pão, mas só temos fornos frios, prateleiras vazias e receitas de pão. Quando Deus se agrada de nós, podemos dizer como Josué e Calebe: “Se o Senhor se agradar de nós, podemos.” 
A presença de Deus nos oferece proteção, direção e motivação. Podemos ver na vida de Paulo que em muitos momentos faltou a presença de seus amigos, mas jamais, nunca lhe faltou a assistência divina!
Podemos enfrentar solidão, abandono, perseguição, privações e até ingratidão de pessoas, mas o Senhor nos assiste em nossas fraquezas e nos renova as forças para cumprirmos a Sua vontade.
2.     O encorajamento de Deus
Deus aparece para Paulo em um ambiente de desespero, em meio a angustias e dores. É nesse contexto que o Senhor declara a Paulo: “CORAGEM!”  Eu não sei qual é a sua Jerusalém, nem o ambiente em que você possa estar sendo afligido, mas o Senhor te diz: CORAGEM!
A nossa vida não está nas mãos de homens perversos, mas daquele que governa os céus e a terra.  
O evangelho é a boa nova para a humanidade (“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho” Fp 1.12).
Neste mundo onde reina violência, corrupção, desespero, confusão filosófica e multiplicidade de conceitos religiosos, o evangelho é a boa nova de Deus, do Seu amor e propósito eterno de salvar o pecador por meio de Jesus Cristo.
Não podemos considerar que nossos sofrimentos são fruto do acaso. Paulo não acreditava em casualidade, ele sabia que a mão soberana da providência guiava o seu destino e que seus sofrimentos estavam incluídos nos planos do Eterno para o cumprimento de propósitos mais elevados. Ele foi certamente perseguido, odiado, caluniado, açoitado, enclausurado, mas jamais viu seus adversários como agentes autônomos nessa empreitada. Ele sempre olhou para os acontecimentos na perspectiva da soberania e do propósito de Deus.
Também não podemos achar que nossos sofrimentos são expressão da fúria de Satanás. Embora Satanás tenha intentado contra ele, mas jamais Paulo considerou-o como o agente de seus sofrimentos. Quem estava no comando de sua agenda não era o inimigo, mas Deus. Quem determinava o rumo dos acontecimentos na agenda missionária da igreja era Deus. Ele via os acontecimentos como um plano sábio de Deus para o cumprimento de um propósito glorioso, qual seja o progresso do evangelho.  
Amados, o mesmo Deus que nos chama a fazer Sua vontade, caminha conosco em meio as dificuldades que se levantam. Ele enche o nosso peito de esperança e nossa alma de alento e paz, dizendo-nos: CORAGEM!
3.      O chamado de Deus
O Senhor aparece para Paulo dizendo: “Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma.” As vezes pensamos que as circunstancias e dificuldades estão no controle de nossas vidas, mas deixa eu te dizer algo aqui: Deus está no controle! Ele nunca nos abandona, Deus tem sempre um plano para nossas vidas, ainda que seja em meio a tempestade.
As nossas vidas está nas mãos do Senhor, e Ele sempre tem um novo horizonte para nós, um novo caminho a ser conquistado. Deus queria Paulo cumprindo o Seu chamado no coração do império Romano, com a mesma ousadia que ele falava em Jerusalém.
Qual é a Roma que o Senhor te tem chamado a testemunhar a Sua glória?
O Senhor te diz, pare de olhar para as suas dificuldades e problemas achando que é uma conspiração do diabo contra você ou uma manipulação da maldade humana para te destruir.
Comesse a olhar para estas situações na perspectiva da soberania de Deus, pois aquele que está no controle de sua vida te chama a fazer a Sua obra, de acordo com Seu soberano e sábio propósito.
Concluindo, Quando Paulo olhava por meio de suas algemas, ele aproveitava aquela oportunidade para prender aqueles que estavam a sua volta à verdade do evangelho. Ele não questionava seu sofrimento como se Deus houvesse esquecido dele ou como se seu sofrimento fosse obra de Satanás. Ele via cada circunstância como uma oportunidade para pregar ou defender o evangelho. Amados, este é nosso chamado, anunciar a Cristo em todo tempo, diante de qualquer circunstância, mesmo diante das mais terríveis adversidades, precisamos ser como Paulo: ter o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho.

Que o Senhor nos abençoe!