"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011, valeu a pena, foi bom demais!

“Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé...” (2ª Tm 4.7).

Estamos prestes a começar um novo ano, janeiro é um mês para meditarmos, rever ações e fazer planos para um novo tempo. E é exatamente neste momento que busco no testemunho de Paulo algo para minha vida. Esse gigante do cristianismo que num momento de solidão, abandono, perseguição e principalmente privações, ergue sua voz para glorificar a Deus em vez de lamentar suas frustrações. Ele praticou o que ensinou e morreu pelos mesmos ideais pelos quais viveu. Paulo não termina sua carreira como um fracassado. Ao contrário, ele olha para o passado, para o presente e para o futuro com o coração cheio de amor e doçura para que o propósito de Deus se cumpra em sua vida!
Para ajudar-nos a pensar nossas agendas e compromissos deste novo ano que se inicia gostaria de usar a vida de Paulo como um exemplo para nossas vidas:
Olhando para o passado com gratidão
Paulo diz com entusiasmo: “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé...” (2ª Tm 4.7). Ele não desperdiçou sua vida vivendo preso a situações e acontecimentos do passado que pudessem trazer tristeza a seu coração. Ele lutou por coisas permanentes e verdadeiras. Lutou com armas verdadeiras e com a motivação verdadeira.
Paulo não transigiu princípios e valores, ele guardou a fé! Andou o tempo todo olhando para o autor e consumador de sua fé: JESUS! Não se rendeu às pressões do mundo, permaneceu firme e fiel a visão celestial: Jesus Cristo é o Senhor!
Olhando para o presente com devoção
Paulo diz: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.” (2ª Tm 4.6). Paulo sabia de sua situação e com confiança esperava em Deus pela concretização dos fatos. Ele estava no corredor da morte, mas não via a morte como uma tragédia.
Algo que me intriga neste ponto da vida de Paulo é que ele usa uma palavra sugestiva para definir sua morte: “e o tempo da minha partida é chegado.” A palavra partida no grego tem um sentido de desatar o fardo das costas de uma pessoa sobrecarregada. Para Paulo, a morte era aliviar um fardo e descansar das fadigas deste mundo. Um outro sentido ainda para a palavra “partida” (do grego άνάλυσις / anālysis) pode ser definida como alguém que levanta acampamento para mudar de endereço. Morrer para o discípulo é levantar acampamento e mudar para uma morada permanente. É deixar este mundo de dores para desfrutar das bem-aventuranças da casa do Pai! Paulo está nos desafiando a morrer para as coisas do mundo e ter uma vida comprometida com os valores e ideais cristãos que Jesus nos orientou a viver (Mt 28.20). A desatar os laços sedutores desta vida que tanto nos escraviza e sermos livres para proclamar o reino de Deus!
Olhando para o futuro com esperança
“Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2ª Tm 4.8).
Paulo olhou para o futuro e viu com alegria que sua recompensa estava nas mãos do Senhor Jesus, o rei vitorioso que voltará em breve. Paulo fecha as cortinas da vida olhando para a frente, para a consumação de todas as coisas. Ele vê o Senhor Jesus, majestoso, assentado em Seu trono, trazendo-lhe a recompensa. Paulo viveu uma vida comprometida com aquilo que ele ensinava, sua vida teve significado no tempo em que viveu e resultados em nossos dias, pois, Paulo pode ser um exemplo a ser seguido.
Concluindo, meu conselho amados, ao fazermos nossas agendas, nossos planos para o ano de 2012, possamos refletir que lugar Jesus tem em nossas prioridades. Como vamos por em prática tudo o que temos aprendido acerca de Jesus. Como fica nossas orações, nosso tempo devocional, nosso testemunho de vida. Como levar as pessoas a amarem a vinda do Senhor Jesus. Temos sido desafiados a testemunhar a Cristo a esta geração que tanto carece da misericórdia e amor do Pai. Que Deus nos ajude a viver de tal maneira que outras pessoas nesta geração e nas vindouras possam também dizer: “Valeu a pena, foi bom demais!”

domingo, 18 de dezembro de 2011

"...em Deus, ó minha alma, espera silenciosa"

"Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe." Salmo 131.2
No Senhor encontramos tudo aquilo que precisamos! Ele é o perfeito amor. Davi sabia de que estava falando quando disse inspirado pelo Espírito Santo: "...em Deus, ó minha alma, espera silenciosa: d’Ele vem a minha salvação."
Precisamos compreender por que o espírito de agitação nos esgota tanto interiormente, justamente antes das festas de fim de ano? Você diz crer em Jesus, mas, apesar disso, corre pela vida com uma agenda apertada, sempre ocupado, nunca tendo um tempo para dedicar ao Senhor.
Daqui a poucos dias muitos estarão cantando "Noite feliz", mas será que seus corações estão em paz! Não continue se refugiando no trabalho e nas atividades, mas permita que seja revelado, na Santa presença de Deus, o motivo por que você não consegue sossegar. Não será o pecado? Não será justamente aquilo que fez com que Jesus viesse ao mundo e depois fosse para o Calvário? Será que tudo o que Ele fez por você foi em vão?
Jesus se aproximou das crianças. Seja como uma criança! Refugie-se em Deus por meio de Jesus Cristo e você será renovado, renovado na quietude da Sua presença. Essas palavras são especificamente para os filhos de Deus, para os que já se tornaram novos por meio da fé, mas que, mesmo assim, precisam de uma contínua renovação pela obediência ao Senhor.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Socorro! Não consigo entender a Bíblia!!!!

Hoje escrevi algo para o grupo de jovens da comunidade onde pastoreio e gostaria de compartilhar com meus irmãos que acompanham meu blog.

“Já tentei ler a Bíblia, mas é muito grande e complicada. Não entendo nada. Não faz sentido para mim.”
Esta é uma frase que ouvi muitas vezes, sempre tive a nítida impressão que era um pedido de socorro. Pessoas que em seu coração traziam uma angustia e presas a conflitos existenciais, não encontravam esperança nas palavras que a Bíblia nos dá. Talvez a Bíblia pareça difícil de ler, mas vale a pena perseverar. Por isso, para nós é um privilegio poder levar as pessoas a se reconciliar com Deus, através da pregação do evangelho do reino.
Mas neste ano algo inusitado tem acontecido, muitos tem questionado a autenticidade da Bíblia, não incrédulos ou aqueles que ainda não tiveram o privilégio de a conhecer. Mas aqueles que talvez por não a entende-la ficam confusos diante de tantas opções de leituras que nos rodeiam. Por isso ao terminarmos mais um ano, fiquei orando e buscando em Deus uma palavra para compartilhar com vocês...
Ai pensei, por que não pararmos e aprendermos o que a Bíblia nos ensina? Podemos declarar que ela está dividida em duas partes: Antigo e Novo Testamentos. O Antigo Testamento fala das relações entre Deus e os homens, antes da vinda de Jesus Cristo ao mundo. É composto de livros históricos que relatam a saga do povo de Israel durante vários séculos. Também de livros proféticos nos quais estão registrados os diálogos entre Deus e Seu povo. Há os livros poéticos, de incalculável valor moral e espiritual. A segunda parte, o Novo Testamento, apresenta a clara revelação de Deus em Seu Filho Jesus Cristo. Os evangelhos descrevem a vida do Senhor Jesus, Sua morte, ressurreição e ascensão ao céu. Atos mostra o começo da Igreja na terra; as epístolas estabelecem a doutrina cristã. O livro de Apocalipse revela os acontecimentos do final dos tempos.
O sentido profundo da mensagem da Bíblia é espiritual, acessível a todos, inclusive para os mais simples e iletrados. Deus se revela a quem se dispõe a ser como criança (Mateus 18.3). É próprio da criança acreditar nos pais. Adotemos a mesma atitude diante da Palavra de Deus; sua mensagem se fará clara e viva para nós.
Descubra esse livro maravilhoso. Comece lendo o Novo Testamento. E cada vez que abrir a Bíblia peça a Deus que abra o seu entendimento. “Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei” (Salmo 119.18).

No amor de Cristo,
Chico


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dias de comunhão em Franca - SP

"A meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação" (Salmos 22.22).

Estivemos reunidos na casa de Clayton, Márcia e Luísa em Franca - SP. Foi um tempo de benção e comunhão. O reino de Deus tem sido anunciado entre os irmãos. Segue algumas fotos do grupo que se reúne em sua casa:




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Coerência!

Havia um comercial na televisão que apresentava um produto que precisava ser algo que na verdade não era. A chamada era: Parece mas não é. Há pessoas que vivem exatamente assim, de aparências. Parecem ser ricos pelos bens que ostentam: Os carros e as roupas da moda, mas na verdade estão afundados em dividas. Quem já não se enganou em relação as amizades que pareciam ser tão sinceras? Há casamentos falidos porque a vida a dois revelou que as palavras e os carinhos dos tempos de relacionamento apenas parecia alguém que amava.
No texto de 1ª João 2.1-11, encontramos fortes palavras contra a vida de aparências. Ele insiste que a vida cristã é prática e quem a vive não tem nada para esconder. Se tivesse de usar uma só palavra, João usaria: AUTENTICIDADE. Quem segue verdadeiramente a Jesus é autentico em suas ações e intenções. Quem diz que ama a Deus deve fazer exatamente o que Ele diz. O mesmo se dá em relação ao amor de uns para com os outros, debaixo da mesma fé.
É exatamente na área dos relacionamentos que encontramos o maior numero de esconderijos capazes de ocultar a verdade. Quem conhece de verdade o que está por detrás das palavras que pronunciamos, dos abraços que oferecemos, na amizade que demonstramos e das orações que dirigimos a Deus? Temos a tendência de pensar que, abrigados nas cavernas que construímos, estamos seguros. Ninguém nos descobrirá! Mas esquecemos que a vida cristã não é praticada no oculto, mas sob o foco da luz que é a palavra de Deus. Quanto mais luz, mais revelará o que está em nosso interior.
Deus demonstrou a autencidade de seu amor enviando Jesus ao mundo. Não há prova mais concreta do amor que está no coração d’Ele. E o Senhor deseja que nós também vivamos a autencidade do evangelho.
Nada mais coerente para quem diz que anda com Deus!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Turbulência passageira

Hoje pela manhã ao meditar no evangelho de João, um versículo me chamou a atenção: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” (João 14.1), me fez lembrar, de um vôo que fiz de Curitiba a Londrina no Paraná. O vôo atravessou um período de muita turbulência e neste momento muitas coisas passam pela nossa cabeça. Recordo-me que no auge da turbulência me vi orando a Deus e clamando por livramento. E com muita paz o vôo aterrissou em Londrina, e apesar de muita aflição todos chagaram intactos ao solo.
O contexto deste versículo é um momento de muita agitação para os discípulos: Jesus acabara de anunciar que havia um traidor entre eles, anunciou ainda, que Pedro o haveria de negá-lo por três vezes. E neste clima Jesus anuncia estas palavras que além de trazer paz, nos da direção de quem é Jesus: O único caminho que nos leva ao Pai! (Jo 14.6).
Não sei como está o seu coração neste momento, mas queria te dizer algo, em meio a lutas e turbulências, independente de situações ou circunstâncias que podemos estar enfrentando e nos deixando agitados e aflitos. As palavras de Jesus devem ser balsamo para nossas vidas: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.”

domingo, 20 de novembro de 2011

Para meditarmos!

O que você tem feito para edificar Deus em sua vida?
Você anseia por passar tempo com Deus no estudo de Sua palavra ou isso é uma obrigação para você?
Precisamos ter a compreensão e gratidão por tudo que Deus nos tem ensinado sobre Si mesmo e Seu amor por nós.
Que Deus possa sempre nos surpreender com alegria renovada no tempo em que passamos com Ele!    

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um belo cartão

“Conta-se uma lenda, que certo artista havia descoberto o segredo de um vermelho extraordinário que nenhum outro conseguia imitar. O segredo de sua cor morreu com ele. Porém, após sua morte descobriram-lhe no peito uma ferida antiga, sobre o coração. Isso revelou a fonte do inigualável tom de suas pinturas. A lenda ensina que nenhuma grande conquista poderá ser feita, nenhum alto ideal será alcançado, coisa alguma de valor será realizada em prol do mundo, a não ser a preço de sangue vertido do coração.”
Esta bela história é um trecho de um cartão que recebi de uma família muita preciosa para mim e que muito alegrou meu coração. Passei muito tempo lendo e relendo este belo cartão e gostaria de compartilhar com todos que lêem meu blog. Este cartão me fez refletir o imenso amor que Jesus derramou sobre minha vida e Seu chamado para que eu possa levar uma mensagem de esperança a todos que eu tiver oportunidade de comunicar o reino de Deus.

No amor de Cristo, Chico.

sábado, 5 de novembro de 2011

Como é bom poder simplesmente dizer: “Ta doendo”

“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? (Salmos 42.5a).
Precisamos entender que em tudo somos dependentes do Senhor. E há momentos em nossas vidas que esta dependência se torna muito maior! É quando enfrentamos as dificuldades e problemas, que se levantam em nossas vidas, onde nos vemos confusos e aflitos. E estranhamente nos vemos emocionalmente abatidos. Em meio a esta situação de caos, soa como um canto de esperança a resposta do salmista ao seu lamento: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.” (Salmos 42.5b).
O Senhor apruma todos os prostrados (Salmos 145.14), ou a afirmação de que o Senhor levanta os abatidos (Salmos 146.8). Por que estou tão triste? Por que estou tão aflito? Eu porei a minha esperança em Deus e ainda o louvarei. Ele é o meu Salvador e o meu Deus. Esta seria a resposta que Deus esperaria de nós em meio as nossas angustias. Mas ainda colocamos nossas expectativas na medicina, na psicologia, psicoterapias... Por acharmos que nossos problemas são complexos demais e insistem em não nos deixar. E nos esquecemos de buscar em Deus resposta para nossas queixas, o salmista buscava em Deus por meio de orações precisas, tais como: “Cura-me” – “Descomplica-me” – “Liberta-me” – “Desamarra-me.” Precisamos nos derramar, deixar fluir do meio de nossas feridas nosso lamento. Nossas orações têm que ser precisas, nos colocar aos pés do Senhor e declarar a nossa dor. Quanto mais precisa for a nossa suplica, melhor será a sua eficácia.
Gosto de sempre lembrar aos irmãos, que Jesus não dava ênfase aos milagres, Ele não estava preocupado apenas com a multiplicação de pães e peixes, ou apenas com a cura de cegos, mudos, paralíticos e leprosos. Ele se preocupou também com aqueles que carregavam dentro de si cargas demasiadamente pesadas e difíceis de carregar (Mateus 11.28). O Senhor Jesus sabe muito bem o que é tristeza, sabe o que é angustia, pois no Getsêmani ela as enfrentou: “A minha alma está profundamente triste até a morte...” (Mateus 26.38). Amados, o Senhor nos encoraja a buscá-lo, achegar-se a Ele com o coração quebrantado e pedir Sua ajuda. Ele se compadece de nossas angustias. É como diz o autor do livro aos Hebreus: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” (Hebreus 4.15-16).

No amor de Cristo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dia de comunhão em Itapira/SP

  Neste feriado do dia 02/11, passamos o dia em comunhão com os irmãos Davi e Rosineide e sua filha Anna Luiza, foi um tempo de benção para nossas vidas. Segue abaixo algumas fotos deste momento:




sexta-feira, 28 de outubro de 2011

“Happy Halloween!” Será?

Será que Halloween é realmente uma festa feliz ("happy")? Ou será que há ocultismo da pesada nas suas origens? Será que essa festa envolve louvor à "divindade" da morte e negociatas com entidades do mundo tenebroso? Será que é um evento tão ingênuo como se diz?
Sempre quando chegamos no fim de outubro fico meditando sobre o perigo desta data. Porque somos cada vez mais sobrecarregados por costumes trazidos de outras culturas, e muitos de nós não tem discernido o mal que esta realmente por traz destas ditas festas ingênuas. Quando desejamos a outros "Happy Halloween!" estamos indiretamente desejando que estas pessoas façam negociatas com espíritos do mundo sobrenatural que supostamente controlam os processos da natureza. Nos links abaixo você pode ter acesso a uma pesquisa mais completa sobre o tema, vale a pena dar uma olhada.
http://www.chamada.com.br/mensagens/halloween.html
http://www.chamada.com.br/mensagens/happy_halloween.html

A Deus toda a glória!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fazei discípulos de todas as nações

No velho pacto Israel era destinatário exclusivo das revelações divinas, com o objetivo de abençoar todas as nações da terra (Gn 18.18). Na nova aliança a igreja assume esta condição partindo do primeiro núcleo de apóstolos, para mais tarde integrar judeus e gentios (Mt 28.18 e Ef 2.11-19).
Temos portanto a responsabilidade de alcançar todas as nações da terra para o Senhor Jesus Cristo. Este é o peso do coração de Deus, satanás não pode ficar ai enganando as nações. A igreja recebeu a grande comissão de desmascarar os principados e potestades, tornando conhecida ao mundo a mensagem apostólica: Jesus Cristo é o Senhor! Este é o primeiro passo da proclamação. O segundo passo é batizar as pessoas, identificando-as com esta nova realidade. O terceiro passo é ensiná-las à guardar todas as coisas que Jesus Cristo ensinou, isto é, mandamentos claros que as tornem parecidas com Jesus Cristo. Este terceiro passo se realiza plenamente na vida em comunidade (At 2.42), onde os discípulos de Jesus demonstram características que os tornam sal da terra e luz do mundo. Nosso testemunho portanto é eficaz quando nossa maneira de viver se encontra em harmonia com a vontade de Deus revelada na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Este é o desafio em nossos dias.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ser focado em Jesus

Uma característica de viver em uma cultura que oferece tantas possibilidades é perder o foco, não saber o que realmente importa. Vivemos de forma dispersa, seduzidos por uma infinidade de ofertas, criando uma ciranda de opções que mudam constantemente nosso olhar de direção. A perda do foco em Jesus nos conduz a uma dificuldade em lidar com as dificuldades do nosso dia a dia. Ficamos indiferentes, distraídos, ansiosos e inquietos. A obsessão pela auto-realização, auto-segurança e auto-imagem surge da necessidade de dar nitidez a um cenário sem foco. Temos a tendência de pensar que nossos problemas são externos. Porém, se nosso coração não tem o foco em Jesus, seguiremos à deriva. Perdidos em um mar de crises e frustrações. As distrações externas apenas refletem a falta de um coração centrado em Jesus. Tiago em sua carta (Tiago 4.13-17) nos adverte sobre o perigo de perdermos o foco em Jesus, caindo na sedução da presunção de acharmos que podemos dirigir nossa vida e nossas escolhas. A presunção vem de um entendimento errado de nós mesmos e de nossas ambições. A Presunção é fazer os nossos planos como se estivéssemos no total controle do futuro. É viver como se nossa vida não dependesse de Deus. A presunção é um sério pecado. Ela envolve tomar em nossas próprias mãos a decisão de planejar e comandar a vida à parte de Deus. A presunção olha para a vida como um contínuo direito e não como uma misericórdia diária. A presunção atinge várias áreas de nossa vida: Toca a vida hoje, amanhã, um ano. 1) Toca as escolhas: “...hoje ou amanhã iremos... Passaremos um ano.” 2) Toca a habilidade: “...negociaremos e ganharemos.” Obviamente Tiago não está combatendo o planejamento sem levar Deus em conta. É claro que a vida é feita de nossas escolhas. Por isso, precisamos ter alvos, planos, sonhos, mas não presunção. Diante de todo este quadro como lidar então com tantas escolhas?
Tendo consciência de nossa condição espiritual
4.13 “Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
4.14 Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã.
Pense em tudo o que envolve a vida: Hoje, amanhã, comprar, vender, ter lucros, perder, estar aqui, ali. A vida é feita de pessoas e lugares, atividades e alvos, dias e anos. Todos nós tomamos decisões cruciais dia após dia. Esta expressão é baseada em Provérbios 27.1: “Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia.” Tiago diz que esses negociantes estavam fazendo planos seguros para um ano, enquanto não podiam ter garantia de um dia sequer. Eles diziam: Nós iremos, nós permaneceremos, nós compraremos e teremos lucros. Essa postura é a mesma que Jesus reprovou na parábola do rico insensato em Lucas 12.16-21. Aquele que pensa que pode administrar o seu futuro é tolo. A vida não é incerta para Deus, mas é incerta para nós. Somente quando estamos dentro da vontade de Deus é que podemos ter confiança no futuro. Moisés diz: “...acabam-se os nossos anos como um suspiro... Pois passa rapidamente, e nós voamos” (Sl 90.9-10). Porque a vida é breve não podemos desperdiçá-la nem vivê-la na contra-mão da vontade de Deus.
Tendo consciência de nossa fragilidade
14. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
16. Mas agora vos gloriais em vossas presunções...
A presunção do homem apenas tenta esconder a sua fragilidade. O homem não pode controlar os eventos futuros. Ele não tem sabedoria para ver o futuro nem poder para controlar o futuro. Portanto, a presunção é pecado, é fazer-se de Deus. Em suma, qualquer tentativa para achar segurança longe de Deus é uma ilusão. Podemos afirmar que a vida humana está em certo aspecto sob o nosso controle. Precisamos tomar decisões e somos produto de nossas escolhas. Ai encontramos nossa condição, pois nossa vida na verdade não esta no nosso controle. Pois não conhecemos nosso futuro e não sabemos qual é o melhor para nós. Devemos procurar saber quais são os sonhos de Deus para a nossa vida. A verdade incontroversa é que a vida humana está sob o controle divino. Se Deus quiser iremos, compraremos e ganharemos (Vs. 15).
Tendo consciência de nossa total dependência de Deus
Conhecimento implica em responsabilidade. As pessoas conhecem a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedecem. Nosso pecado torna-se mais grave, mais hipócrita e mais danoso do que o pecado de um incrédulo ou ateu. Mais grave porque pecamos contra um maior conhecimento. Mais hipócrita porque declaramos que cremos, mas desobedecemos. Mais danoso porque os nossos pecados são mestres do pecado dos outros. O apóstolo Pedro diz: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2ª Pe 2.21). Porque as pessoas que conhecem a vontade de Deus, deliberadamente a desobedecem? 1. Por orgulho. O homem gosta de considerar-se o dono do seu próprio destino, o capitão da sua própria alma. 2. Por não conhecer a natureza da vontade de Deus. Muitas pessoas têm medo da vontade de Deus. Pensam que Deus vai fazê-las miseráveis e infelizes. Mas a infelicidade reina onde o homem está fora da vontade de Deus. O lugar mais seguro para uma pessoa estar é no centro da vontade de Deus.
Sendo assim, viver em uma cultura que oferece tantas possibilidades a chave é manter o foco centrado em Jesus, ficando atentos e sensíveis ao mover que Jesus tem para nossas vidas.

Transparência e Espiritualidade.

Para a grande maioria de cristãos, na prática transparência e espiritualidade são um paradoxo ou uma contradição porque não podem andar juntas. Daí, vive-se a hipocrisia e o isolamento que não possui conhecimento das necessidades básicas do ser humano. Deus criou o homem para ser suprido espiritual, psíquica e fisicamente de maneira correta. E dessa forma também estabeleceu meios apropriados para alcançarmos a integridade (1ª Ts 5.23). A distorção dos meios adequados ou a não realização de sua instrumentabilidade, resulta naquilo que é comumente conhecido como carência. Inevitavelmente a resposta dos mecanismos que compõe a personalidade humana será compensação ou gratificação como elemento de substituição. Aqui, penetramos num terreno onde torna-se impossível aferir a verdadeira espiritualidade. Um individuo pode ter unção e poder em alguma esfera de sua vida e ministério e não obstante, ter falhas irreparáveis de caráter. Neste caso, o poder espiritual pode ser usado como mascara (falta de transparência), que objetiva escolher as fraquezas do caráter. Deus quer operar a sanidade. Precisamos de relacionamento transparentes com Deus e uns com os outros. Afinal, espiritualidade não pode ser aferida pela imagem que eu possa ter de minha pessoa. Este é o caminho do orgulho, da presunção ou da baixa estima. A verdadeira espiritualidade pode ser vista na medida em que somos realmente supridos por Deus em nosso relacionamento com Ele e uns com os outros pelo relacionamento de irmãos. Precisamos, portanto, de abertura, de confissão de pecados, de transparência, de humildade, se quisermos alcançar a verdadeira ou genuína espiritualidade.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Somos um vaso nas mãos do criador!

Jeremias 18.1-4 “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu.”
Este é um dos textos mais perfeitos da Bíblia. O profeta não é chamado para cuidar de ninguém, mas para ser cuidado. Ele desce a casa do oleiro para ver o belo trabalho que este fazia: “Um belo vaso, útil e precioso.” Neste texto podemos ver algumas importantes lições para nossas vidas:
1. Deus não desiste de trabalhar em nossas vidas.
O profeta vai à casa do oleiro não para levar uma mensagem, mas para receber uma mensagem. Ali ele vê um homem simples trabalhando em seu trabalho diário: a tarefa de moldar vasos. O oleiro pega o barro trabalha nele e tenta colocar uma forma única e singular. Quando um vaso quebra em suas mãos, ele não joga fora, mas começa a moldá-lo novamente. Assim, Deus faz em nossas vidas. Ele não desiste de nós. Somos muito preciosos para Deus, Ele não nos descarta como se fossemos algo sem valor. Ele nunca desiste de nos moldar a imagem de seu Filho. Ele nunca desiste.
Jr 18.6 “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.”
O trabalho de criação é reiniciado, de forma hábil e pacientemente. Ele sabe quando o vaso esta danificado, Ele cuida, molda. Eu sei que às vezes este processo não é indolor. Dói, machuca, mas o seu resultado é glorioso. O oleiro não dá apenas forma ao vaso, mas também utilidade. Normalmente fazemos distinção entre o que é útil do que é belo, entre o necessário e o elegante. Um vaso é sempre útil. Ele é moldado para ser usado com um propósito. “O vaso é usado para destacar o seu conteúdo!” Como vasos de honra refletimos a glória de nosso Deus e transportamos sempre as promessas de Seu amor e Seu reino eterno. Todos somos úteis e temos um papel especifico em seu propósito divino. Fomos criados de forma única e diferentes uns dos outros. Deus não faz vasos em serie, cada um é singular diante d’Ele.
2. Deus nos capacita para Sua obra
Um vaso é feito para um propósito. Ele sempre tem uma utilidade. Deus nos prepara para sermos usados em sua obra. Antes de usar nossa vida, Ele trabalha em nossas vidas. Deus está mais interessado no que somos do que nós fazemos. Antes d’Ele trabalhar por meio de nós, Ele trabalha em nós.
O oleiro não dá apenas utilidade ao vaso, mas também beleza. A peça é modelada, desenhada, pintada, levada ao forno e vitrificada. Um vaso além de ser útil é belo. A palavra nos diz que somos feitura de Deus. Ele não apenas nos criou, mas também esta nos moldando e transformando a imagem de Cristo. Deus esta trabalhando em nós e nos refinando até que a beleza de Cristo seja vista em nós. “As digitais de Deus estão estampadas neste vaso” A glória do vaso não esta em seu material, mas o seu conteúdo é o que lhe da beleza e valor (“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” 2ª Co 4.7).
3. Deus nos faz um vaso novo
Deus não faz reparos em vaso velho, Ele tem feito um vaso novo. A vida cristã não é apenas colocar um verniz ético nas rachaduras de nosso caráter. A obra de Deus em nós não é apenas uma reforma da estrutura do velho homem. Deus nos modela e nos faz um novo vaso. Em Cristo somos novas criaturas (“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2ª 5.17). O oleiro faz um novo vaso conforme ele determina. Não é o vaso que diz ao oleiro a forma e o propósito para qual ele é criado. O oleiro é livre para moldar o vaso como deseja (“Mas quem é você, meu amigo, para discutir com Deus? Será que um pote de barro pode perguntar a quem o fez: “Por que você me fez assim?” Rm 9.20 NTLH). Não é a nossa vontade que deve prevalecer no céu, mas a vontade de Deus que deve ser feita aqui na terra.
Concluindo, a palavra nos ensina que Deus não faz um vaso de pedra, pois esta resiste a ser moldada. Deus molda o vaso de barro, pois o barro se submete a modelagem que o oleiro deseja. Depois o leva ao forno. O fogo não destrói, mas o torna solido e útil. Depois o vaso é destinado ao uso para o qual foi criado. Fomos criados para o louvor da glória de Deus. Vasos cheios do Espírito Santo de Deus. Úteis para toda boa obra.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Você é uma pessoa alegre?

Filipenses 4.4 “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”

Bilhões de dólares são gastos todos os anos para promover entretenimento e alegria às pessoas. O ser humano tem sede de alegria. Mas nessa busca intensa, muitos procuram a alegria onde ela esta presente apenas como uma miragem.
As vezes somos tentados a pegar atalhos, com o fim de chegar ao destino da felicidade mais depressa. E sendo assim, muitos acham que ser alegre é ter dinheiro, saúde, segurança, poder, prazeres, amigos. O interessante é que existem varias pessoas que têm todas estas coisas e são infelizes, enquanto há outras, que não têm nada e são muito alegres. Gostaria de compartilhar algumas verdades que podemos ver no texto de Filipenses 4.4, onde Paulo fala acerca da verdadeira alegria.
A alegria é real (Fp 4.4)
“Alegrai-vos...” Paulo não está sugerindo, pedindo, ou mesmo aconselhando, mas dando uma ordem imperativa. Ser alegre não é uma opção “é um mandamento.” O mandamento da alegria esta espalhado nas escrituras:
  • Na lei: (Dt 16.11) “E te alegrarás perante o SENHOR, teu Deus, tu, e teu filho, e tua filha, e teu servo, e tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão no meio de ti, no lugar que escolher o SENHOR, teu Deus, para ali fazer habitar o seu nome.”
  • Nos Salmos: (Sl 32.11) “Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.”
  • Nos Profetas: (Zc 9.9) “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.”
  • Nos Evangelhos: (Lc 10.20) “Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus.”
  • No Apocalipse: (Ap 19.7) “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.”
Não ser alegre é não obedecer a uma ordem clara dada pelo Senhor. A alegria é real em nossas vidas, além de ser um do fruto do Espírito em nós (Gl 5.22), ela é conseqüência dos atos reais de Deus em nossas vidas: Perdão e Salvação (Lc 10.20); é o que nos alimenta para cumprirmos a nossa missão (Sl 126.6 “Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres...”).
Ter alegria independente das circunstâncias (Fp 4.4) 
“Alegrai-vos sempre...” Paulo não nos fala como alguém que vive teoricamente, mas alguém que tem as marcas de Cristo em seu corpo, experimentado prisões, cadeias, algemas. Ele quando escreveu esta carta aos Filipenses estava passando por lutas tremendas, por perseguições, por humilhações, por injustiças. Mas a alegria de seu coração era real, pois sua confiança estava fundamentada em Cristo Jesus!
Ser cristão não é viver em uma redoma de vidro nem ser poupado dos problemas. O que nos diferencia do ímpio não são as circunstâncias, mas a fé que professamos. Jesus falou que a diferença entre o salvo e perdido não é a aparência da casa que cada um constrói, mas o alicerce. Sobre ambas as casas caem a chuva, sopram o vento e batem os rios. A que foi construía sobre a rocha fica firme. Porem a que foi edificada sobre a areia desmorona. Ser cristão é edificar a vida sobre a rocha, que é Cristo. Os problemas vêem, mas a alegria não vai embora, porque ela esta acima das circunstâncias. A genuína adoração nasce de uma boca cheia de riso, contagiada por um coração cheio de gratidão, ainda que esteja passando pelos vales da dor e sofrimento encontra em seus pensamentos a lembrança de um Deus fiel e justo que se inclina de seu trono de glória para ouvir seu lamento e o consola!
Jesus o centro de toda nossa alegria (Fp 4.4)
“Alegrai-vos sempre no Senhor...” Só podemos conhecer a verdadeira alegria amando e obedecendo Jesus. Só Jesus tem a verdadeira alegria para dar (“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo...”). A mensagem de Jesus é as boas novas para aquele que n’Ele crer! O reino de Cristo é alegria no Espírito Santo. Na presença de Deus, há plenitude de alegria. A alegria do Senhor é a nossa força.
Aquele que põe Jesus à sua frente dia após dia, momento após momento, escolha após escolha, além de não ser facilmente abalado, experimenta uma alegria tremenda e preciosa, como Davi nos relata no salmo 16.8-9: “Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.”
Trata-se de uma alegria profunda, nascida e preservada na centralidade de Cristo em nós. É uma alegria espiritual, que vem do intimo. Fruto de um relacionamento diário com o Senhor. Jesus nos dá uma estabilidade emocional genuína, e pela fé vencermos as circunstâncias adversas e nos tempos de dificuldades podemos afirmar como o profeta Habacuque, que em dias tão difíceis em seus dias declarou: “todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.18).
Concluindo, ao ver as palavras de Paulo aos Filipenses você pode declarar que é uma pessoa alegre?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O mal de Laodicéia

O grande pecado de nossos dias é a mornidão de Laodicéia, isto é, não ser frio nem quente: Apocalipse 3.14-15 “Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!
Embora o mundo seja ímpio e pecaminoso, a grande batalha de hoje não é do mundo e sim, a da igreja. O laodiceismo é uma paralisia espiritual. É abandonar o primeiro amor, é experimentar um esfriamento do fervor e passar a ser morno, é professar fé sem possuí-la, que é o mais sutil de todos os pecados. O laodiceismo é um culto medíocre, é orar com indiferença, conformar-se com a falta de fruto espiritual, ter complacência com a ociosidade. É ofertar reclamando, sacrificar relutando, é não ter espírito de testemunho nem doação de vida. O laodiceismo é não sentir peso, não ter espírito quebrantado e de discernimento. É um povo iludido, que caminha para um julgamento e não para o galardão.
O laodiceismo é uma grande mentira e nisso está o maior perigo. Ele não destrói a ortodoxia (correta doutrina) nem a respeitabilidade. A vitima desse mal desconhece sua verdadeira condição e não se importa de continuar como está. Não sente o seu problema. Orgulha-se de sua religiosidade sem saber que, aos olhos de Deus, ele é infeliz, miserável, pobre, cego e nu. É religioso, mas o Senhor detesta sua religião e está a ponto de vomitá-lo de Sua Boca (“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” (Ap 3.16-17).
Mas existe um remédio para este mal. E Jesus o apresenta:
“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. (Ap 3.18).
O ouro é sempre um símbolo de autenticidade. Se esse povo aceitar a disciplina e repreensão divinas haverá esperança para eles (“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.” Ap 3.19). O Senhor está à porta e bate, observe que Ele não está do lado de dentro, não. Se alguém ouvir (obedecer) Sua voz, Ele entrará e ceará, isto é, terá comunhão com ele (“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Ap 3.20).
Meu irmão dê ouvidos à exortação que Jesus dirige a igreja de Laodicéia. Tenha cuidado! Abandone a mornidão! Arrependa-se! Volte ao primeiro amor! Reavive o fervor, a pureza e o poder. Humilhe-se diante d’Ele em verdadeiro arrependimento.
Oremos irmãos, oremos!
Texto de A. A. Ronshausen, publicado em "Mensagem da Cruz."

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dica de leitura: Projeto do Eterno – Jorge Himitian

Este livro é um estudo estendido da Epístola aos Efésios, de grande clareza profética e didática. Consiste em 60 lições agrupadas em 12 semanas, e pensadas para incluí-las dentro do nosso tempo devocional diário e nos grupos de discipulado. Qual é a vontade de Deus para a nossa vida e para toda a humanidade? Teria Deus um projeto específico para crermos? Qual seria? Era um mistério, um segredo escondido durante séculos em Deus, e impossível de conhecer mediante esforços humanos. Mas o Senhor abriu completamente o telão e, numa visão panorâmica, revelou ao apóstolo Paulo seu projeto eterno, que este nos deixou na Epístola aos Efésios. Nela descobrimos o coração de Deus, seus planos e a plena realização destes em Jesus Cristo. Conhecer esta epístola em profundidade nos permitirá renovar nossa fé, alargar nossa visão e transformar nossa vida.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma vida abundante

“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” (Romanos 15.13). Temos vivido dias em que o homem cada vez mais tem buscado um caminho que o leve a uma vida de felicidade e paz. Viagens, comidas, relacionamentos, tudo em prol da tão esperada felicidade. Paulo nos ensina no texto acima o tão sonhado caminho para a felicidade e uma vida abundante.
De onde vem a vida abundante?
“E o Deus da esperança...” A fonte da vida abundante esta em Deus, por isso, conhecer a Deus é a própria essência da vida.
Em que consiste a vida abundante?
“...vos encha de todo o gozo e paz...” O mundo esta numa corrida louca em busca de paz e felicidade, mas tem errado o alvo pois não é através do dinheiro, sucesso e fama que o pode achar. O problema não esta na busca pela felicidade, mas buscá-la na fonte errada.
Como obter então a vida abundante?
“...no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” Nossa felicidade não é fruto de esforço humano. Ela é alcançada pela fé no Deus vivo. A fé é o caminho pela qual tomamos posse de uma vida abundante em Jesus Cristo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Como anda nosso coração?

Numa destas madrugadas frias deste mês tive um momento inusitado com o Senhor Jesus, eu estava meditando no evangelho de Lucas na passagem em que um mestre na lei tentava por Jesus a prova, quando me saltou aos olhos a resposta de Jesus a este homem: “O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?” (Lucas 10.26). Este interprete da lei questionava o Senhor acerca da vida eterna (Penso que é uma questão que ainda incomoda muita gente) e ao responder a Jesus ele coloca sua posição: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lucas 10.27). Ai neste momento Jesus declara sua posição: “Respondeste corretamente; faze isto e viverás.” (Lucas 10.28).
E assim fiquei meditando e fui dormir com esta palavra ecoando em meus pensamentos. Pela manhã, ao assistir o noticiário, o Senhor me fez prestar atenção em uma matéria sobre o cuidado que devemos ter com o nosso coração. Uma vida saudável, alimentação correta, dieta balanceada, exercícios físicos... E em meio a tudo isso, o Espírito Santo me tocou de uma forma tão amorosa e tão gentilmente me perguntou: “Como você está alimentando o seu coração? Qual exercício você tem feito? Você tem se exercitado no amor, na bondade, na longanimidade? Seus atos e ações demonstram amor?” Com estas perguntas começou a ficar tudo claro em meus pensamentos: Eu preciso aprender a alimentar o meu coração. O alimento espiritual une o coração e a vida cotidiana que vivemos, nos da discernimento e nos capacita a fazer a vontade de Deus em nossos afazeres diários.
Jesus a falar com aquele interprete da lei, lhe mostra a importância de entender o Espírito da palavra. A um ensino precioso nesta passagem, Jesus está mostrando que o entendimento é a base do cuidado (“E como é que você entende o que elas dizem?” Lucas 10.26). É preciso primeiro entender o que se deve cuidar: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4.23). Temos que aprender a guardar o nosso coração, aquele interprete da lei ao responder a Jesus teve esta clareza ao afirmar que devemos amar a Deus de todo o nosso coração, alma e entendimento. E ai sim, precisamos nos esforçar, nos dedicar, com exercícios diários e ações que demonstram nossa fé. O Senhor nos tem chamado com o mandamento de fazermos discípulos. Por isso, precisamos entender que fomos chamados para um propósito e nos dedicar para que este propósito se cumpra em nossas vidas.
Entendo Davi quando ao escrever seus hinos, pelos vales e cavernas, vitórias e derrotas, que enfrentou no seu dia-a-dia. Tinha entendimento para escrever sobre o que ele deveria guardar. “Louvarei ao SENHOR que me aconselhou; até o meu coração me ensina de noite. Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.” (Salmo 16.7-9).
No amor de Cristo, Chico.

sábado, 30 de julho de 2011

Um céu de curta duração!

Certo homem era casado com uma mulher cuja paciência não tinha limites, e ele se aproveitava disso. Para se gabar da submissão de sua esposa, ele levou um de seus colegas, o qual estava bebendo com ele no bar, para casa depois da meia-noite. Sua mulher já estava dormindo, mas se levantou para abrir a porta. 
Faça uma comida para mim – exigiu grosseiramente o marido.
Sem manifestar a menor contrariedade, essa crente foi para a cozinha.
Enquanto a observava preparar a comida, o marido sorria satisfeito consigo mesmo, mas o amigo permanecia pensativo. Quando a mulher serviu à mesa, este último se voltou para ela e disse:
Não posso compreender como você se dispõe a satisfazer os caprichos de seu marido assim!
Com tristeza, ela respondeu: – Senhor, esse é todo o céu que ele irá conhecer, e é tão curto!
O convidado se calou. Então ele repetiu em voz baixa: “Esse é todo o céu que ele irá conhecer, e é tão curto! Se isso está correto, então, o que vem depois? O inferno… que será infinitamente duradouro”. Foi para casa meditando nisso. Não conseguiu esquecer o assunto. Escutando uma pregação do Evangelho, creu na Palavra de Deus e recebeu o Senhor Jesus como seu Salvador pessoal. Assim obteve a paz com Deus. Tudo isso em conseqüência das inesperadas palavras de uma crente cuja paciência e resignação foram um testemunho efetivo do que é pertencer a Cristo.
Temos vivido dias onde somos atribulados e desafiados em nossa paciência (No transito, no trabalho, na escola, em nossos relacionamentos...) por isso precisamos estar em Cristo e demonstrar o Seu amor incondicional a todos! “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um...” (Colossenses 4.6).
No amor de Cristo,

terça-feira, 19 de julho de 2011

A personalidade humana

"Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.10).

A personalidade humana é formada pela soma de caracteres que constituem o ser humano, na sua existência terrena, que Deus quer resgatar para a eternidade. Sem prescindir do espírito e do corpo, basicamente se identifica com a alma. O homem foi criado alma vivente (Gn 2.7). Os atributos e potencialidades da alma têm seu espelho na divindade que o criou (Gn 1.27).
A palavra personalidade deriva-se do latim persona, que por sua vez significa máscara, aquilo que está por detrás de alguém. São caracteres da natureza interior, que representadas ou personificadas, dão substância, tornam visível, por expressão, palavras ou comportamento. O corpo humano neste sentido serve de instrumento condutor de expressão da alma. O espírito humano consiste o elemento de inspiração, que compõe o papel a ser interpretado pela alma através do corpo. São atributos da alma ou potencialidades:
  • Conhecimento: Que é a aptidão para recepcionar e conceber idéias, conceitos, através do pensamento e da imaginação (o intelecto humano);
  • Sensibilidade: Que é a aptidão para a empatia, rejeição, aceitação que inclui a sexualidade e o prazer (as emoções) e,
  • Volição: Que é a aptidão para escolher e decidir de forma motivada no âmbito moral e espiritual (vontade).
A integridade da alma humana pode ser aferida por conceituação e análise de dois atributos que formam a personalidade:
  • Índole: Soma de virtudes, qualidades boas ou más = caráter.
  • Temperamento: Capacidade emocional de agir ou reagir adequadamente ou não às circunstâncias.
Índole ou caráter indica o que o individuo é. Temperamento indica o que o indivíduo demonstra ser. Poderíamos dizer que o temperamento é o termômetro da personalidade ou expressão visível da mesma.
“Pois somos feitura dele...” (Ef 2.10), a expressão feitura (ποίημα / poíema no grego) tem um sentido de poema. Esta palavra no sentido musical (como o universo foi criado – Sl 148) significa composição de estatura livre para instrumento único ou instrumento solista. O homem foi criado um ser moral livre, para ser instrumento único de Deus, para representá-lo na terra, interpretando a vida de Deus, expressando o Seu louvor, um poema. A queda fez do homem um falso ator (hipócrita). A redenção significa a volta para o propósito de origem (Ef 2.10).

Visão da História

A história não é dirigida por forças cegas. Deus está no centro dela, razão pela qual devemos olhá-la através do binóculo do Espírito Santo. Por aí, vemos a restauração, como processo histórico das verdades de Deus em cada geração, buscando alcançar a todos. A ação de satanás consiste em impedir que isto aconteça. Para tanto, atua no mundo e na igreja utilizando-se de estratégias especificas. A contemporização ou mistificação pelas super-ênfases diminuem ou acrescentam o conteúdo do evangelho do reino. Contemporizar significa assumir valores, motivações, tendências, modismo e praticas. Uma forma de agradar o sistema com o intuito de conquistá-lo. A mistificação pelas super-ênfases consiste no detalhamento (intelectual ou místico) exaustivo dos mistérios de Deus e das realidades espirituais. O fim disto é uma percepção gnóstica, onde o conhecimento controla as causas das coisas, independente da ação do Espírito Santo e da palavra escrita ou mesmo utilizando-se de ambos indevidamente.
Exemplificando, a juventude hoje, busca desenfreadamente sua realidade existencial. A música atual serve de paliativo ou inculturação (assumir a cultura). Não é incentivando que vamos alcançá-la verdadeiramente. É preciso restaurar a verdadeira adoração que implique em testemunho intransigente da verdade.
Não é menos verdade a atuação de demônios e que, as batalhas espirituais recrudescem à medida que o fim se aproxima. Isto implica em luta e estratégia biblicamente válida de confronto. Neste caso, precisamos descobrir que nível de sujeição a Cristo nos conduz à vitória que realiza o propósito de Deus na terra.
Uma reflexão do momento histórico nos leva a enxergar três verdades que estão sendo restauradas em nossos dias:
  • Um compromisso com a oração pessoal e coletiva;
  • Um compromisso com a unidade da igreja, através do qual, o senhorio de Jesus Cristo encontra verdadeira expressão e,
  • Um genuíno louvor que procede deste relacionamento de oração e comunhão do povo de Deus.
Não nos deixemos envolver por doutrinas estranhas que nos afasta da simplicidade de Cristo. Não permitamos que o encanto dos extremos nos tire do centro. Concentremo-nos naquilo que é o propósito de Deus. A vitória está garantida: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.” (Mt 16.18-19).

terça-feira, 12 de julho de 2011

Andar em sabedoria

Efésios 5.15 “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, 5.16 remindo o tempo, porque os dias são maus. 5.17 Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.”
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios...” Esta palavra indica que somos espiritualmente iluminados, para nos tornarmos sábios, dotados de conhecimento. O uso adequado da luz permite que o olho veja com mais exatidão. Portanto uma vez que a luz de Cristo esta em nós, podemos ver claramente como devemos andar.
Recebemos sabedoria (Ef 1.8) e sendo assim podemos orar pelo espírito de sabedoria (Ef 1.17) por isso precisamos demonstrar a sabedoria de Deus em nossas vidas (Ef 3.10). Viver em retidão é prova de sabedoria. Paulo apresenta varias razões para andarmos de forma sábia:
1. A vida é curta (remindo o tempo... vs.16a);
2. Os dias são maus (... porque os dias são maus. Vs.16b);
3. Deus nos deu uma mente (Por esta razão, não vos torneis insensatos... vs.17a);
4. Deus tem um plano para nossas vidas (mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. Vs.17b).
Os versos 15 a 17 definem o andar da sabedoria em dois pontos: 1. Andar em sabedoria nos ajuda há aproveitar as oportunidades e 2. Andar em sabedoria nos capacita a discernir a vontade de Deus para nós.
1. Andar em sabedoria nos ajuda há aproveitar as oportunidades
5.16 "remindo o tempo, porque os dias são maus."
A tradução mais correta para este versículo é: “usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus.” E aqui neste texto tem o sentido de tirar o maior proveito do tempo. Kairos: tempo de oportunidade (momento certo, ocasião oportuna). E não chronos: Um período de tempo (uma duração). Paulo é bem pratico no seu ensino. Andar em sabedoria diz respeito ao uso adequado do tempo, e não apenas o espaço do tempo que cada dia contem, mas sim, o tempo apropriado, as oportunidades que Deus tem preparado para nós. A algumas semanas ouvi uma noticia que me deixou pensativo: 
Aumenta número de casamentos depois do terremoto no Japão
A tragédia que atingiu o Japão teve uma conseqüência inusitada: aumentou o número de casamentos. Pelo jeito, diante de tragédias, as pessoas decidem agir. Elas se dão conta de que a vida é curta e, para ser feliz, não se pode perder tempo. Um rapaz acha que as pessoas sozinhas ficam mais carentes quando passam por uma tragédia. Um casal disse que vai se casar em breve, mas diz que a data já estava marcada. Outro casal, já casado, disse que os dois enfrentaram o terremoto juntos e isso fez com que eles valorizassem mais a relação e a família. Historiadores dizem que as grandes tragédias naturais que atingem o Japão sempre provocam profundas mudanças sociais. Para um país com uma das menores taxas de natalidade do mundo, com a população encolhendo e envelhecendo, só há um remédio: o amor.
Podemos definir também a expressão remir o tempo como aproveitar o tempo. Como cristãos temos que usar o tempo (Como usar nosso dinheiro, nossas capacidades, nosso conhecimento, nossa mente...) em nosso favor, o tempo não é nosso inimigo. Satanás tenta tirar proveito deste mundo tão corrido que vivemos, e assim, podemos cometer o erro de usar o tempo de maneira a não aproveitar as oportunidades que nos aparecem. A característica de nossos dias é gastar mais e mais tempo sem ter nenhum benefício para as coisas celestiais.
2. Andar em sabedoria nos capacita a discernir a vontade de Deus para nós.
“Confie no SENHOR de todo o coração e não se apóie na sua própria inteligência. Lembre de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo. Não fique pensando que você é sábio; tema o SENHOR e não faça nada que seja errado. Pois isso será como um bom remédio para curar as suas feridas e aliviar os seus sofrimentos.” (Pv 3.5-8).
Nada é mais importante na vida do que descobrir e praticar a vontade de Deus. A coisa mais importante na vida do cristão é estar no centro da vontade de Deus. A pressão que temos passado nesses dias nos leva a correr o risco de sairmos da luz de Cristo e andarmos na insensatez de confiar em nossos próprios meios e entendimento. Precisamos voltar a uma busca sincera a vontade de Deus para nós a cada dia como Paulo diz no verso 10 provando o que é agradável ao Senhor. O Senhor nos tem capacitado com dons e sabedoria para conhecermos, compreendermos e ai então, fazermos a vontade de Deus como prioridade em nosso dia a dia.
Nestes dias em que vivemos somos tentados a tomar decisões rapidamente, e assim não buscamos conselho e confiamos tão somente em nossos sentimentos e circunstâncias que nos envolvem.
PROVÉRBIOS 4.20-27 diz assim: "Filho, preste atenção no que eu digo. Escute as minhas palavras. Nunca deixe que elas se afastem de você. Lembre delas e ame-as. Elas darão vida longa e saúde a quem entendê-las. Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos. Nunca fale mentiras, nem diga palavras perversas. Olhe firme para a frente, com toda a confiança; não abaixe a cabeça, envergonhado. Pense bem no que você vai fazer, e todos os seus planos darão certo. Evite o mal e caminhe sempre em frente; não se desvie nem um só passo do caminho certo."
Concluindo, temos vivido dias onde a sabedoria de Deus tem sido pouco utilizada pelos cristãos. O mundo e suas vãs filosofias tem tido uma primazia na vida dos discípulos, por isso precisamos ter a graça de buscar nas palavras do salmista inspiração para nosso dia a dia: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida." (Pv 4.23).

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A chave do sucesso

“...antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Fp 2.7). Este versículo é uma referência à obediência vicária de Jesus Cristo ao seu Pai, e sendo assim, uma atitude a qual somos conclamados à participar (Fp 2.5). Tenhamos isto em mente, precisamente em nossos dias, quando nos deparamos com um sistema econômico onde a essência é a competição, com prevalência do mais forte. O neo-liberalismo é uma doutrina econômica que se propõe a fazer uma justiça social pelo resultado não pelos princípios e valores solidários para com as necessidades e dignidade humana. Como cristãos, devemos saber que o reino de Deus nos apresenta um caminho invertido, de acordo com a nova ordem messiânica mediante Jesus Cristo e sua comunidade. Se não é assim, leiamos o cântico de Maria (Lc 1.46-53): “...minha alma engrandece ao Senhor, e meu espírito se alegrou em Deus meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois desde agora todas as gerações me considerarão bem aventurada, porque o Poderoso me fez grandes cousas, Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com seu braço valorosamente; dispersou os que no coração alimentavam pensamentos soberbos. Derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.” Jesus assumiu a forma de servo, porém diferente dos regimes escravocratas, Jesus realizou sua servidão ao Pai de modo ativo (obediência) e proposital (para que o Pai recebesse toda a glória) daí a expressão assumindo. Em razão de seu espírito servil, foi exaltado (Fp 2.8-11). Recebeu um nome que está acima de todo Nome. Em síntese, a chave do sucesso não é prevalecer pela competição, mas sim, ter um coração de servo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A verdadeira consolação

"Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras." (1ª Tessalonicenses 4.18)

Consolar o próximo é uma parte importante do discipulado de Jesus Cristo. É essencial compreender corretamente a expressão "Deus de toda consolação." (1ª Co 1.3). Porque em sua essência Deus é amor, Ele é o "Deus de toda consolação." Sejam quais forem as suas tentações, desilusões, tristezas e enfermidades: Deus está disposto a consolá-lo e a vir em seu auxílio. A verdadeira consolação que podemos ministrar uns aos outros por meio da verdadeira comunhão com o Pai e com o Filho é aquela que expressamos quando testemunhamos: nosso Senhor vem em breve! Nossa consolação e nossa esperança é a real e iminente vinda do Senhor Jesus Cristo. Porque Deus é amor, e assim o "Deus de toda consolação", nós O amamos, amamos “a sua vinda." Por Seu amor em nós, estamos dispostos a renunciar a todas as coisas terrenas e a direcionar todo o nosso amor Àquele que está voltando: ”... porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo." Somente nesta realidade temos condições de ministrar a consolação e o amor de Deus a um mundo cheio de problemas. Sem demora, Jesus voltará "e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”, dos nossos olhos também. "Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus." (Romanos 15.5). Quando nos revestimos da paciência do Senhor, a Palavra de Deus escrita nos transmite a consolação que vem das Escrituras, para que através delas tenhamos uma esperança viva. Se permitirmos que a Palavra de Deus opere dessa maneira em nós, experimentaremos – como milagre da graça – a Palavra como sendo o próprio Senhor nos dando a verdadeira união uns com os outros. Quando lemos o versículo acima com atenção, constatamos que é Deus que nos dá esta "eterna consolação". "...Enviou-me... para pregar boas-novas aos... quebrantados de coração... a consolar todos os que choram." (Isaías 61.1-2).
Que possamos estar em sintonia com o Espírito Santo e com Sua ajuda consolarmos uns aos outros no amor de Cristo!

terça-feira, 31 de maio de 2011

O compromisso da igreja

Por certo, estamos vivenciando tempos descritos por Paulo em sua carta à Timóteo: “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis...” (2º Tm 3:1-5).

As características destes tempos estão aí aos nossos olhos. Entretanto, o mundo não está por conta dos desvarios da natureza humana decaída. Depois da ascensão de Cristo, uma nova força surgiu na história: a igreja, a síntese de gentios e judeus formando um só corpo, sob uma cabeça: Jesus Cristo, exaltado. Esse fato constitui o grande mistério que estivera oculto, mas revelado nos tempos finais pelo ministério de Paulo. Esta verdade, em si mesma, é uma proclamação aos principados e potestades nas regiões celestes (Ef 3:9-10). Mais do que nunca, portanto, precisamos restaurar a essência da unidade da igreja para uma proclamação eficaz do Senhorio de Jesus Cristo. Esta unidade, porém, não pode ser uma doutrina, uma visão, uma afirmação teológica, sim uma prática que flui através de relacionamentos firmes e comprometidos com Deus e uns com os outros (Ef 4:1-16). Os tempos são difíceis. A maldade humana potencializada por satanás e seus principados aumenta. Somente no seio da comunidade messiânica restaurada, os homens poderão ver as obras de Deus (Mt 5:14-16). O compromisso divino através de sua igreja, é abençoar todas as nações da terra. A igreja, como um só corpo demonstra ao mundo a Glória de Deus, um atributo da Nova Jerusalém que desce dos céus (Ap 21:2-11). “...eis o Tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles...” (Ap 21:3).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Como Eu fiz, façais...

“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:13-15).


No Evangelho de João vemos o Senhor Se inclinando algumas vezes. Em uma das vezes para escrever na terra. O resultado foi o perdão de uma mulher adúltera (João 8). Em outra ocasião, Ele Se inclina para lavar os pés dos discípulos (João 13). Uma vez para trazer perdão a uma pecadora. Outra vez para deixar exemplo aos santos.
Perceba que o Senhor Jesus não disse que devemos fazer o que Ele fez, mas como Ele fez. O que Ele fez? Ele Se humilhou e serviu outros. Esse é o verdadeiro coração de um servo. Humildade não é pensar pouco sobre si mesmo, é absolutamente não pensar em si. O mundo diz que devemos subir o mais alto que pudermos, não importa em quantas cabeças tenhamos de pisar para chegar onde queremos. Porém, o Senhor Jesus nos ensina aqui que a real grandeza vem de se descer o mais baixo possível para o bem de outros!
É bom lembrarmos que antes do Senhor Jesus começar essa ilustração sobre humildade, os discípulos estavam discutindo entre si quem seria o maior deles. O Senhor Jesus então colocou diante deles e de nós o segredo da genuína grandeza: Pensarmos nos outros! Ele sabia que todas as coisas haviam sido entregues em Sua mão. Mas não lutou para conquistar honra e posição elevada para Si mesmo. Essa também não é nossa luta. O que temos de entender é quem somos em Cristo e o que temos por causa d’Ele (Efésios 1.3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”).
O Senhor Jesus nos deu o exemplo para que pratiquemos esse tipo de serviço em prol de outros. E o que significa lavar os pés hoje em dia? Talvez encorajar, aliviar e servir as pessoas. Talvez deixá-las em melhor estado do que antes de nos encontrarmos com elas. Descubra como você pode lavar alguns pés hoje!!!

domingo, 15 de maio de 2011

Frutificando para Deus

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gálatas 5.22-25).

O apostolo Paulo faz um contraste entre as obras da carne e o fruto do Espírito. Se obras falam de esforço, o fruto é algo natural. É importante destacar aqui a diferença de obras para fruto, pois remove a ênfase do esforço humano. As obras da carne é resultado de nosso esforço, porém o fruto do Espírito é a realização do Espírito Santo em nós.
Uma obra é algo que o homem produz por si mesmo, um fruto é algo que é produzido por um poder que não é dele mesmo. O fruto do Espírito tem origem sobrenatural, crescimento natural e maturidade gradual.
Paulo enfatiza três verdades importantes sobre o fruto do Espírito:
1. A natureza do fruto
2. Sua variedade
3. Seu cultivo
O fruto que Paulo está tratando é criação do Espírito Santo. Ele não brota da nossa natureza, nem é produto acadêmico. Esse fruto é variado, uma vez que são produzidos pelo próprio Espírito. Por isso precisamos observar estas verdades:
1. A natureza do fruto
Gl 6.7 diz: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.”
Tudo o que plantamos, nos colheremos. O homem é livre para escolher, mas não é livre para escolher as conseqüências do que escolhe. Essa é a lei da causa e efeito. Colhemos exatamente a mesma natureza daquilo que semeamos. Uma árvore má não dá bons frutos.
Há algo muito importante nesta questão, pois colhemos mais do que semeamos. Há uma multiplicação na colheita. Por exemplo: “quem semeia ventos, colhe tempestades (Os 8.7). Por isso Paulo nos exorta: “...de Deus não se zomba...”
“Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” (Gl 6.8).
Ao pensarmos na natureza do fruto precisamos atentar para a raiz, pois a raiz determina o fruto, e não o fruto a raiz. Semear para a própria carne significa buscar a satisfação das necessidades desta vida, sem nenhuma consideração pela vida futura, mas quando o Espírito Santo semeia em nossas vidas buscamos os valores da vida que permanece.
Por isso, semear na carne significa deixar que a velha natureza se expresse livremente, enquanto semear no Espírito significa deixar que o Espírito se expresse como ele quer.
2. Sua variedade
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gl 5.22-23).
O fruto do Espírito não pode ser criado artificialmente nem pode ser simulado. Ninguém frutificará alheio a operação do Espírito Santo. Vale ressaltar que Paulo não fala de frutos, mas do fruto. Essas nove virtudes são como que gomos de um mesmo fruto. Não podemos ter um fruto e ser desprovidos de outros. As nove virtudes produzidas em nós pelo Espírito podem ser entendidas em três áreas:
Nossa atitude para com Deus: “...amor, alegria, paz...” estas três virtudes tem a ver com nossa relação com Deus, pois o primeiro amor é o nosso amor à Deus, nossa principal alegria é para com Deus e nossa paz mais profunda é nossa paz com Deus.
Nossa atitude para com outras pessoas: “...longanimidade, benignidade, bondade...” estas três virtudes estão conectadas com a nossa relação com o próximo. Longanimidade é paciência para com aqueles que nos irritam ou nos perseguem, é uma pessoa tardia em irar-se. Benignidade é uma questão de disposição para servir e amar ao próximo e bondade refere-se a nossas palavras, atos e ações.
Nossa atitude com nós mesmos: “...fidelidade, mansidão, domínio próprio.” Estas três últimas virtudes tem a ver com nossa relação com nós mesmos. Fidelidade significa fé, lealdade. Descreve a pessoa que é digna de confiança. Mansidão significa dócil, submisso. É ter poder sob controle. Domínio próprio significa ter domínio dos próprios desejos e apetites.
Estamos ligados a Cristo na sua morte e ressurreição. Estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais acima de todo principado e potestade. Por isso precisamos assumir nossa posição em Cristo.
Por isso Paulo diz que a carne já foi crucificada. É nossa responsabilidade crer nisso e agir de acordo.
3. Seu cultivo
“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gl 5.25).
Se o Espírito habita em nós e em nós produz seu fruto, precisamos então andar no Espírito. Não podemos viver de modo indigno de nossa vocação.
Algo importante aparece na palavra andemos no original grego diz stoichomen, que significa caminhar em uma linha reta. Comportar-se adequadamente (era usada para demonstrar uma linha definida, nado sincronizado, bale, etc.). Aponta para uma ação habitual e continua em nossas vidas.
Paulo fala de duas experiências distintas: “andar no Espírito” (5.16 e 25) e “ser guiado pelo Espírito” (5.18). Há uma diferença muito clara entre ser guiado e andar, pois uma fala de nossa condição em obediência ao Espírito e a outra fala de uma posição que somos ajudados pelo Espírito em nossas dificuldades e permitimos sua ajuda. Em seu cultivo nas nossas vidas é o Espírito Santo quem guia, mas quem anda somos nós. É uma tomada de posição!
Concluindo, John Stott diz que o cristianismo não é escravidão, mas um chamamento da graça para a liberdade.
Nossa liberdade não é uma liberdade que nos permite viver uma vida para o pecado, mas liberdade de consciência somos livres para obedecer. Somos salvos pelo sangue de Cristo e sendo assim livres para viver em santidade!