"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Você é alguém a quem Deus usa?


A maior necessidade do mundo é de homens e mulheres que sejam usados por Deus. Deus não unge métodos, unge homens. O mundo não está carecendo de melhores métodos, mas de pessoas melhores. Pessoas com o coração rendido a Cristo e seu propósito.
A Bíblia (em Lucas 3.1-7) nos mostra a vida de um homem que marcou sua geração. Havia 400 anos que a nação de Israel estava sem ouvir a voz de Seu criador. Depois de um longo silêncio, veio a voz do Senhor a João Batista. A voz de Deus não ecoou a João Batista no templo nem mesmo no palácio, mas no deserto. Aos olhos do mundo Deus usa gente estranha em lugares estranhos, mas João Batista não era um estranho para Deus, ele era fruto de profecia, resposta de oração, milagre do céu.
João Batista era um homem a quem Deus iria usar! João Batista tinha uma missão, o Senhor tinha um propósito para sua vida. Da mesma forma que hoje em nossos dias o Senhor nos tem chamado com uma missão, meu irmão minha irmã, Deus tem um propósito para nossas vidas: “fazer discípulos de todas as nações!!!”  Por isso, gostaria de compartilhar com vocês alguns pontos na vida de João Batista que são úteis hoje em nossa vida e caminhada rumo a cumprir o propósito a qual Deus nos tem chamado.
Por que Deus usou João Batista? 
Porque ele era uma lâmpada que ardia e alumiava: “Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.” (João 1.6-9). 
João Batista não apenas proferia a verdade, ele era a boca de Deus. Ele falava com poder (“Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” Rm 10.8-10). 
Hoje, há muitas palavras, mas pouco poder. Belos testemunhos, mas, infelizmente sem vida. A pregação de João Batista era o que ele conhecia de Deus e o que ele estava experimentando. Para levarmos a mensagem do reino de Cristo precisamos experimentá-la, conhecer a intimidade de Deus. 
Tenho um amigo que usa uma expressão que é muito real para nossa vida como discípulos: “Lata vazia é que faz barulho” é quando nos esvaziamos de tudo que é nosso e deixamos o Espírito Santo nos usar. Ai sim, vamos demonstrar o poder de Deus em nossas vidas. Não podemos estar indiferentes ao mover do Espírito Santo em nós: Não basta ser habitado pelo Espírito, mas, é preciso ser cheios do Espírito!!! 
Como Deus quer nos usar? Assim como podemos ver no texto de Lucas 3.5 o Senhor usou a vida de João Batista e assim que Ele quer nos usar:
  • Para aterrar vales: Vale é uma depressão, um buraco. Há abismos na vida do povo: Impureza, desânimo, comodismo, mundanismo. Um vale separa dois montes: falta de comunhão, mágoa, contenda, maledicência. João batista preparou o caminho do Senhor, assim o Senhor quer nos usar: aqueles o qual anunciam o evangelho do reino. O Senhor quer nos tornar engenheiros espirituais, capazes de construir estradas e pontes para o Mestre alcançar corações. E almas vazias deste mundo tão cruel.
  • Para nivelar os montes: Montes falam de orgulho e soberba. O orgulho e a soberba são montanhas que impedem a passagem do Senhor. Onde há soberba, Deus não se manifesta, pois Deus resiste ao soberbo (Tiago 4.6). Montes também falam de incredulidade. A incredulidade nos afasta de Deus e de suas bênçãos. João Batista proclama a necessidade de nivelar os montes, de passar a patrola de Deus e colocar esses outeiros abaixo. 
  • Para endireitar caminhos tortos: Caminho torto fala de duplicidade. Viver uma vida dupla. Não podemos ser impedimento para a manifestação de Cristo na vida das pessoas ao nosso redor. Não podemos professar nossa fé em Cristo e viver uma vida que não expressa Cristo em nossos atos e ações. Aqueles que professam o nome de Cristo, mas vivem como se Cristo não existisse, causam mais dano para o reino de Deus do que a vida de um ateu. Se quisermos ver a manifestação da gloria de Deus, precisamos endireitar os caminhos tortos. Deus é luz e aqueles que vivem nas trevas não podem ter comunhão com Ele. 
  • Para aplainar os caminhos escabrosos: Segundo o dicionário a palavra escabroso tem um sentido de algo oculto, diz-se de fatos ou casos esquisitos, estranhos, misteriosos, suspeitos. Caminho escabroso fala de algo que está fora de lugar. Há algo fora do lugar em sua vida? Como anda sua vida de dedicação ao Senhor? Que avaliação você faz de seu casamento? Como você tem lidado com o dinheiro? Qual é o grau de sua fidelidade a Deus em relação as suas ofertas e dízimos? João batista usou seu ministério para colocar no lugar esses terrenos escabrosos.
  • Concluindo, o Senhor nos tem chamado e nos dado uma missão: “pregar o  evangelho, fazer discípulos” A mensagem do evangelho do reino transforma vidas, como podemos ver no texto de Lucas 3, o tempo em que João Batista viveu foi marcado por uma profunda crise espiritual, nada diferente dos dias em que estamos vivendo, mas amados, não podemos esquecer que a pregação do evangelho do reino prepara o caminho para uma grande benção: Uma benção sem limites: “Toda a carne verá a salvação de Deus” (Lucas 3.6). Quando cada um de nós entendermos a nossa missão como proclamadores das verdades do reino, a graça de Cristo se multiplica e multidões vêm a Cristo. Quando aceitamos nossa missão algo tremendo e extraordinário acontece no mundo, vidas se rendem a Cristo e o declaram como senhor de suas vidas. Que em 2013 tudo possa ser diferente em minha vida, que eu possa aceitar o convite de Cristo em compartilhar com todos os que fazem parte da minha vida e do meu dia a dia a mensagem do evangelho!!!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Um bom 2013!



“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmo 90.12).
Muitos estão esperando ansiosos a chegada do ano novo, para que um novo tempo possa trazer um pouco de paz ao coração, na esperança que algo novo possa acontecer. Outros, quem sabe, nem esperam mais momentos alegres, por causa da dureza do momento em que vivemos. Mas, o ano anuncia a possibilidade da chegada de outro.
Assim, desejo que, neste novo ano, você alcance a sabedoria de desfrutar da simplicidade de Cristo com muita paz e alegria em seu coração. Desejo, também, que Cristo e Suas palavras, não caiam no vazio da correria e distração de nossos afazeres, mas você possa doar-se às pessoas ao seu redor que estão carentes para receber da graça celestial que está em sua vida. Desejo que sua vida contagie com o amor e a bondade de Cristo todos que fazem parte de seu dia a dia, e assim, você possa fazer discípulos. Que Cristo seja a paz do seu lar, trabalho e convivência nos relacionamentos. Receba o melhor de Deus para sua vida, pois, não estamos sós. O Pastor de nossas almas, Jesus Cristo está atento em cumprir o seu propósito em nós!
Feliz 2013!
No amor de Cristo,
Chico

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O valor de uma vida


Uma pergunta deve permear o nosso coração ao lermos Marcos 5.1-20: “Quanto vale uma vida para Jesus?” Podemos responder esta pergunta à luz do texto concluindo que Jesus fez um alto investimento na vida deste homem, pois Ele enfrentou a fúria do mar (Marcos 4.37-41) e depois a fúria deste homem possesso. Marcos diz que Cristo vai de um mar agitado a um homem agitado. Humanamente pensando podemos dizer ambos eram indomáveis, mas não para Jesus, para Ele este homem tinha valor! Todos já tinham desistido dele, menos Jesus. Jesus não vê dificuldades para salvar uma vida. Essa é a expressão do infinito amor de Jesus.  Uma segunda pergunta se torna importante neste texto: “Quanto vale uma vida para satanás?” Satanás roubou tudo de precioso da vida deste homem: Sua família, sua saúde (física e emocional), sua dignidade, sua paz e decência. Havia um poder incomum dentro daquele homem, transformando sua vida um verdadeiro inferno. Diante destas questões que Marcos nos mostra neste texto, podemos ver três forças operando na vida deste homem: “Satanás, a sociedade e Jesus Cristo.” Gostaria de compartilhar com vocês alguns pontos:
O QUE SATANÁS FAZ PELAS PESSOAS
    No texto de Marcos 5 podemos ver que satanás não faz nada pelas pessoas, mas contra as pessoas. Ele não da nada, pelo contrário, ele tira tudo. Satanás domina as pessoas através da possessão. “E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo...” (vs. 2). A possessão demoníaca não é um mito, mas uma triste realidade. Milhares de pessoas hoje vivem em cadeias e prisões do pecado. Este homem gadareno não estava no controle de sua vida, suas palavras e atitudes eram determinadas por espíritos imundos, que determinavam seus atos. Reflexo de uma vida carregada de ódio e rancor. Foi como aconteceu com Judas, satanás entrou nele e destruiu sua vida (“Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa.” João 13.26-27). E algo muito triste aqui é vermos o efeito de uma vida separada de Deus e sem esperança. Uma vida sem temor, sem amor próprio, ferindo-se a si mesma e espalhando terror aos outros.
O QUE A SOCIEDADE FAZ PELAS PESSOAS
     A sociedade por meio de seus poderes constituídos tem a responsabilidade de cuidar da ordem publica. Seu papel é promover o bem e coibir o mal. Mas, infelizmente temos visto o poder publico desistindo de manter a ordem. O que vemos hoje é uma sociedade que isola as pessoas problemáticas e as joga em prisões. As prisões não libertam as pessoas, nem as transforma ao contrario, elas tem se tornado mais violentas ainda (“Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar.” Vs. 4). A sociedade não tem poder para resolver o problema do pecado e nem para libertar as pessoas das garras de satanás. A sociedade não pode fazer nada por esse homem e se conformou a viver junto dele. E ao invés de se alegrar com o que Jesus fez por ele pede para Jesus se retirar de suas terras. Somente o evangelho transforma. Somente Jesus liberta. Não há esperança para o homem, para a família e para a sociedade à parte de Jesus.
O QUE JESUS FAZ PELAS PESSOAS
     Jesus se manifestou para destruir as obras do diabo (“Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” 1 João 3.8). Diante da autoridade da palavra de Cristo aquele homem ficou livre. Cristo é o libertador dos homens! Aonde Ele chega, os cativos são libertos. Jesus devolve a dignidade aquele homem (“E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram.” Vs. 15). Aquele que vivia perturbado, correndo de dia e de noite, sem descanso para a mente e o corpo, agora esta sereno, quieto, assentado aos pés de Cristo. A prova da conversão é a mudança! A conversão sempre deixa visível pontos importantes de uma nova vida, a Bíblia nos mostra vários exemplos, posso citar ao menos um: “Zaqueu” Que antes era um amante do dinheiro ao se converter a Cristo, devolveu metade de seus bens aos pobres. Aonde Jesus chega, Ele restaura a mente, o corpo e a alma. Esse homem não é mais violento, ele não oferece mais nenhum perigo a família nem a sociedade. Jesus dá a esse homem uma gloriosa missão (Vs. 18-20). Jesus envia-o de volta a sua família como um missionário em sua casa, para testemunhar entre seus amigos e familiares. Aquele que antes espalhava medo e horror, agora anuncia o evangelho do reino. O que antes era um problema para a família, agora é uma benção!
    Concluindo, neste texto Jesus nos ensina que nosso testemunho começa em nossa casa. Nosso campo missionário deve ser aqueles que fazem parte de nossa rotina diária. As pessoas precisam ver a transformação que Cristo operou em nossa vida. O que Deus fez por nós, precisa ser visto e anunciado aos outros!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Jardim do Coração

“Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes, o cipreste com o nardo. O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias. És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano!” (Cantares de Salomão 4.12-15). Conforme lemos essa bela descrição do jardim do Senhor, percebemos cinco características marcantes na figura do que deveria ser nosso coração para com Deus. Primeiro, o jardim do Senhor é um jardim fechado. Segundo, é um jardim com águas, com uma fonte selada. Terceiro, é um jardim frutífero. Um paraíso de romãs, cheio de frutos. Quarto é um jardim perfumado, com árvores odoríferas e todo tipo de especiarias. Por fim, é um jardim refrescante no qual as “águas vivas” fluem, e o perfume rescende pelo mundo inteiro. Um jardim fechado. Se o coração é para o prazer do Senhor, então tem de ser um “jardim fechado”. Isso significa um coração separado do mundo, preservado do mal, e consagrado totalmente para o Senhor. Podemos afirmar que na última oração do Senhor Jesus vemos o desejo de Seu coração de que Seu povo pudesse ser um jardim fechado. Ouvimos o Senhor dizer ao Pai que os Seus são um povo separado. “Porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.” E novamente deseja que sejam um povo preservado: “Peço… que os livres do mal”. E, acima de tudo, que sejam um povo santificado: Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17.14-17). A menos que Cristo envolva nossos pensamentos e emoções, nossa mente rapidamente será tragada pelas coisas deste mundo e o coração não será mais um jardim fechado, jardim do Senhor. Mas, será um lugar de morte (Romanos 6.23) e de secura, “terra salgada e inabitável” (Jeremias 17.6).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma espera ansiosa


O texto de Lucas 22.14-20 trata sobre a comemoração da páscoa. Esta que seria a ultima refeição que Jesus comeria com seus discípulos. No ápice da ceia, Jesus se levanta e diz: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus.” (vs. 15-16).  Jesus fala com clareza como desejava por este momento, Ele vinha esperando dia e noite por esta ceia. Algo me intriga aqui, por que aquele momento era tão importante? Poderia um jantar entre amigos representar tanto para Ele, o que havia de tão especial naquela mesa, a ponto d’Ele dizer palavras incomuns em seu vocabulário, ou seja, dizer que “a esperava ansiosamente?”.  Jesus nunca havia dito antes que esperava algo com tanta emoção!
Para os discípulos, seria somente mais uma noite de comunhão e comida farta, mas para Jesus aquela refeição era diferente de todas as outras: “Pois Ele estaria cumprindo a sua missão, aquela ceia romperia com todo o jugo das trevas, em Cristo o Pai cumpriria todo o Seu propósito de redimir toda a humanidade da escravidão do pecado.”
Eles estavam comemorando a páscoa e a páscoa era uma festa feita anualmente para lembrar a libertação do povo de Israel de todo cativeiro do Egito (Onde cada família imolava um cordeiro e aspergia seu sangue sobre umbrais das portas e a sua carne, uma vez ingerida, supriu forças para o povo iniciar sua jornada rumo a Canaã, a terra prometida).  Portanto, a páscoa era uma festa alegre, para se comemorar a liberdade que Deus operou.  Porém, os discípulos não estavam entendendo que Jesus estava se identificando como o cordeiro da páscoa, para nutrir, alegrar e libertar todo aquele que confessar o Seu nome (Romanos 10.9). João Batista ao se encontrar com Jesus já tinha proclamado: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo...”
Naquela mesma noite Jesus já tinha ensinado seus discípulos um ato de amor e serviço. Ao lavar os seus pés, Jesus demonstrou a unidade e a necessidade dos discípulos lutarem contra o individualismo. No gesto de seu mestre eles estavam aprendendo uma nova forma de se relacionar, com tolerância, ajuda mutua, aprender a se doar. A ser um em Jesus! 
Um discurso surpreendente
Cristo interrompe aquele momento fraterno, olhou para cada um deles e começou a falar palavras profundas, mas que aqueles homens não conseguiam compreender. Os discípulos estavam saboreando da mesa farta, comendo tranquilos, mas de repente, Jesus tomou o pão, o partiu e disse de forma serena e segura: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”  e tomando o cálice deu graças, deu-lhes dizendo: “Bebei dele todos, porque isto é o meu sangue da nova aliança, que é derramado por vós.”
Jesus declara que Seu sangue iria iniciar uma nova aliança, seu sacrifício tinha um papel eterno: Seria derramado em favor de toda a humanidade. Ele morre para que não morramos, Ele sofre para que não soframos. Ele derrama o Seu próprio sangue para nos justificar.  Jesus declara que Sua vida e Seu sangue seria dado em favor de todos que o confessem diante do Pai (“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Romanos 10.13).
O corpo retratando o acesso à natureza de Deus
Jesus estava em Seu discurso demonstrando um significado incomum ao Seu corpo: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim.” (Lc 22.19). Jesus o cordeiro de Deus estava sendo oferecido em favor de muitos, através de Seu ato Jesus traz ao homem o acesso de se tornar filho de Deus e cumprir o propósito eterno de Deus em ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus. Porem, com o decorrer do tempo ficamos insensíveis diante das palavras ditas por Jesus. Não percebemos o impacto delas. Já não temos mais alegria em compartilhar a ceia. A ceia não é mais uma celebração alegre por todos os atos que Cristo nos fez.
Por varias vezes Jesus anunciou que este momento era necessário, que Seu sangue fosse derramado e seu corpo crucificado, essa era Sua missão, por seu sacrifício o homem seria justificado diante de Deus. Sua morte seria um estandarte eterno. A ceia celebra nossa unidade com Jesus, é a comunhão entre o cabeça e seus membros.  A Ceia deve nos lembrar sempre que somos membros de um só Corpo, pois comemos do mesmo Pão, que é Jesus, o pão da vida. “Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão” (1 Co 10.16-17).
Viver em verdadeira unidade é participar de um cálice comum. Com muita facilidade nos voltamos para o que é secundário, nos afastando do que é elementar e indispensável. Isso está muito presente em nos dias de hoje. Com facilidade trocamos a essência das coisas pela aparência, o conteúdo pela forma. Nos ocupamos de temas pequenos e irrelevantes para desviar nossa atenção daquilo que deveria ser o nosso foco: “ser semelhante a Jesus.” Ao nos ocupar com assuntos menores, nos mantemos distraídos e produzimos em nós o auto-engano de que estamos sendo zelosos com a Verdade. Apesar de toda a tentação contrária, precisamos manter em foco o alvo que Deus tem para nós. Sempre vale a pena pagar o preço de viver a essência do Evangelho. Por isso, não deixemos de forma alguma que as nossas complicações ofusquem a beleza da simplicidade do Reino de Deus.
Em Cristo,

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Uma vida simples...


É irônico pensar como as pessoas hoje estão famintas por uma vida simples, pois o mundo tem se tornado muito complexo. A muita informação disponível, a tecnologia cresce muito rápido. A habilidade de interagir com o mundo todo é possível e muito fácil, basta um click em seu mouse, ou na tela de seu telefone, tablet...  As coisas estão acontecendo em uma velocidade incrível. Porém, o resultado é um mundo complicado, vidas ocupadas e no meio de toda esta babel de informações e tecnologia as pessoas buscam ansiosamente por simplicidade! Elas anseiam por isso, procuram, pagam e até sonham com dias de paz e descanso. E o único meio de encontrar a simplicidade é buscá-la em Jesus, só Ele pode nos dar descanso nestes dias tão atribulados que vivemos. 
Pense nisso!


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Uma porta aberta diante de ti


“Eu sei o que vocês estão fazendo. Sei que têm pouca força. Vocês têm seguido os meus ensinamentos e têm sido fiéis a mim. Eu abri diante de vocês uma porta que ninguém pode fechar.” (Ap 3.8 NTLH).
O pecado tem fechado a porta contra todas as bênçãos espirituais, que Cristo tem para nossas vidas. Porém, aquele que tem as chaves da morte e do inferno (“e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” Ap 1.18), tem aberto uma porta diante de você. Jesus em Sua oração sacerdotal não pediu ao Pai para nos tirar das dificuldades, mas, que o Pai nos livrasse de todo mal. Diante deste texto de Apocalipse, gostaria de compartilhar com você algumas perolas que motivam nossa caminhada ao Pai.
1 - Uma porta de salvação
Jesus é a única porta (“Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.” Jo 10.9). Entra por ela para escapares da ira de Deus (“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” Jo 3.36), da culpa e das imundícies do pecado, do medo dos homens, da tirania e do jugo do diabo. Precisamos entrar por esta porta rapidamente!
Todos podem entrar por ela (“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mt 11.28-30). Se estás cansado de percorrer todos os caminhos (religião, filosofias, e tantos outros atalhos) Cristo é a porta aberta para os cansados e oprimidos.
2 - Uma porta de ensino
A porta da sabedoria: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” (Tg 1.5). “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” (Lc 24.27). O conhecimento humano é falho e incompleto, o de Cristo é infalível, só Cristo pode nos ensinar. Em Jesus temos um caminho excelente (“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14.6). O mundo está cheio de portas e caminhos que conduzem a perdição, mas aquele que ouve as palavras de Cristo e as obedece jamais será confundido (“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” Jo 8.12).
3 - Uma porta de oração
É uma porta que precisa estar sempre aberta em nossas vidas (Hebreus 7:25 “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”). Temos promessa que nossas orações serão respondidas: “Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7.8). “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (Jo 14.13-14). “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” (Jo 15.7). A oração é porta de vitória aberta em nossas vidas. Moisés, Davi, Elias, Daniel, Paulo, Ana e tantos outros tiveram vitória em suas orações! Erramos porque buscamos solução em outras formas.
4 - Uma porta de comunhão
Com Deus (“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros.” Tg 4.8). O desejo de Deus é que todos tenham comunhão. (“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Ap 3.20).
5 - Uma porta de poder
Cristo nos concede poder para testemunhar o evangelho e operar sinais e maravilhas (Mc 16.15-20).
6 – Uma porta para missões
O Senhor nos tem convidado para trabalharmos em sua vinha. Muitos estão perecendo sem ouvir falar acerca de Cristo (Rm 10).
Concluindo, a porta é estreita e apertado é o caminho, mas ela esta sempre aberta para nós! (“porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” Mt 7.14).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

“Futurologia”


A palavra futurologia significa estudo ou conhecimento antecipado dos fatos que estão por acontecer. É uma tentativa de desvendar o futuro. Este é um dilema da natureza humana. No jardim do Éden, a proposta de satanás presumia em conhecimento antecipado das coisas sem revelação de Deus: “...e como Deus sereis...” (Gênesis 3.5).
O homem possui certa capacidade de prever o futuro, através de conhecer o desenvolvimento natural de determinadas ações ou projetos, em seu curso. Por exemplo: “A inflação.” A inflação do mês pode ser previamente medida pelo desenvolvimento dos agentes econômicos com ela relacionados e conhecidos. Porém, as formas de adivinhação não cientificas hoje existentes nos diversos sistemas religiosos, inclusive dentro do próprio cristianismo, tem sua origem, sua semente, lançada por satanás no jardim do Éden. É a sua maneira de estabelecer os eventos usando a potencialidade humana concebida por Deus. Ele forma uma história progressiva de maldade, cujo curso somente pode ser interrompido soberanamente por Deus, ou através da intervenção responsiva para com Ele, de Seu povo na história, através da pregação evangelho. 
Na construção da torre de Babel, este princípio de conhecimento antecipado sem revelação de Deus se tornou forte em aberta e declarada oposição: “E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” (Gênesis 11.4). O homem, independente de Deus estabeleceria para si mesmo um nome, uma cidade (sociedade), uma torre (sistema de revelação) e seu próprio futuro (para que não sejamos espalhados por toda a terra).
O ser humano em sua perplexidade, só pode conhecer o futuro quando não depende de si mesmo, mas quando ele o relaciona com o propósito de Deus. Foi que desta forma, que Deus respondeu à Habacuque, perplexo com o que Ele estava lhe mostrando (Habacuque 1.3-4). A torre que Habacuque escolheu não foi a de Babel: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa.” (Habacuque 2.1). Eis a resposta de Deus: “Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé.” (Habacuque 2.4). A fortaleza do justo é sua fé em Deus que dirige e controla os rumos da história, atuando dentro de sua vida como um todo (“O SENHOR Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro.” Habacuque 3.19). Quanto ao presente precisamos andar com Deus. Ele não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas (“Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3.7).