"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Um café da manhã inusitado!

Recebi esta mensagem e depois de ler e reler algo me chamou a atenção, recebo muitas mensagens em meu e-mail, procuro ler todas e responder assim que possível. E esta mensagem é uma bela história que gostaria de compartilhar com você em meu blog, que você possa refletir como tem sido o seu olhar para as pessoas que estão a sua volta.
No amor de Cristo, Chico.

Uma bela história e é também uma história real. Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia... O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser.
O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"...
A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações... Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranqüilo para mim...
Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's.
Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho... Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo... Não me movi um centímetro...
Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram... Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"... Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação... Ele disse, Bom dia! Enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado...
O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo...
Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação... Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois...
A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam...
Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuíam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)... Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis... Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha... Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada... Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis... Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!" Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!" Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho...
Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!"... Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outro hoje algo, pois Deus nos tem dado muito...
Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus...
Aquele dia me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus...
Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu...
E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto... Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados... Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária... Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei: ACEITAÇÃO INCONDICIONAL. Que muito amor e muita compaixão sejam sempre nossa mensagem a todos que fazem parte do nosso dia a dia.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Luta Espiritual!


“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.” (2ª Co 10.4-6).

O texto acima nos mostra que o conflito entre as forças de Deus e as de satanás é espiritual e precisa ser travado com armas espirituais. As armas do mundo são o inverso das regras de Deus:

• A mentira em lugar da verdade

• As trevas ao invés da luz

• A tristeza em lugar da alegria

• E a morte em lugar da vida.

Paulo usa uma linguagem militar para fazer sua defesa. Como um bom soldado de Cristo se coloca na ofensiva e nos ensina algumas preciosas lições:

1. A natureza de nossas armas

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus...” (10.4).

A vida cristã não é um parque de diversões, mas um campo de guerra. Estamos numa batalha e não numa estufa espiritual. A palavra grega hopla, armas, é uma palavra genérica usada tanto para descrever armas de defesa como de ataque. O ataque do inimigo na cidade de Corinto fazia parte de uma grande campanha militar. Os poderes do inferno atacavam a igreja e era importante não ceder em nenhum território. Nesse campo de guerra, as armas carnais são impróprias e inadequadas. Nossas armas são poderosas em Deus. São armas que constroem em vez de destruir, são armas que dão vida em vez de matar.

2. O poder de nossas armas

“...para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (10.4-5).
 Gostaria de destacar que essas armas espirituais, poderosas em Deus, são eficazes para algumas finalidades:

a) Elas destroem a resistência do inimigo

“...para destruir fortalezas...” Essas armas destroem fortalezas. A palavra grega ochuroma, encontra-se somente aqui em todo o NT. Fortaleza nos papiros tinha um significado de prisão. Essas fortalezas são muralhas que resistem e portas que se fecham, e paredes que aprisionam. Às vezes podem ser sistemas, esquemas, estruturas e estratégias que o inimigo usa para frustrar e obstruir o progresso do evangelho de Cristo. O inimigo tem suas fortalezas, e essas fortalezas nos parecem às vezes impossíveis de serem vencidas. Mas as armas que usamos podem destruir essas muralhas, fazer cair às resistências. O evangelho é o poder de Deus que destrói qualquer tipo de fortaleza, demoli toda oposição.

b) Elas anulam as estratégias do inimigo

“...anulando nós sofismas...” Essas armas anulam sofismas. A palavra sofisma no grego logismos, aqui tem um sentido de raciocínio, reflexão, pensamento. A batalha é travada no campo das idéias. Essa guerra não é travada contra as pessoas em si, mas contra padrões de pensamentos, filosofias, teorias, visões e táticas. O diabo cega o entendimento dos incrédulos (2ª Co 4.4). Ele distorce a verdade, dissemina o erro e espalha a mentira. As nossas armas desmantelam esses sofismas, desmascaram esses artifícios e destroem estes raciocínios falazes.

c) Elas acabam com o orgulho do inimigo

“...e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus...” Essas armas são poderosas em Deus para anular toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus. Paulo já havia dito para os coríntios que o evangelho da cruz é loucura ou tolice para aqueles que viam o mundo pelas lentes da filosofia grega (1ª Co 1.18-25). Quando Paulo pregou o evangelho para os filósofos atenienses, eles desprezaram sua mensagem. Para os filósofos, o evangelho era pura tolice (At 17.32). Entretanto, mediante a proclamação do evangelho, toda essa argumentação oca é destruída, e os pecadores são salvos. Há muitos homens soberbos que escarnecem a fé cristã em nossos dias. Vemos hoje, cientistas, evolucionistas, filósofos e livres pensadores que não tem espaço para Deus em suas doutrinas e cosmovisão. Mas quando usamos a verdade de Deus, toda esta altivez arrogante cai por terra e cobre-se de pó.

d) Elas aprisionam o pensamento do inimigo

“...e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” (10.5). Paulo continua ampliando a metáfora militar. Quando se conquista uma fortaleza também se fazem prisioneiros. As armas espirituais não aprisionam homens, mas idéias. Ao contrario as armas espirituais libertam o homem. Portanto o propósito do apostolo não é apenas destruir os falsos argumentos, mas também conduzir os pensamentos das pessoas sob o senhorio de Cristo. Aqui levar cativo, indica que o ato de fazer prisioneiro está em andamento, à batalha está sendo travada, está sendo ganha e a vitória é inclusiva (todo pensamento). A cultura aqui é conquistada para Cristo e permanece intacta, mas seus componentes são transformados. Quando as pessoas se arrependem, experimentam uma inversão completa em seu modo de pensar, e que a partir daí, dirigem suas ações à obediência de Cristo.

Por obedecermos a Cristo, a razão escapa da escravidão do erro e do pecado e volta a encontrar sua verdadeira liberdade para o qual foi criada (Jo 8.32).

Concluindo: Precisamos discernir a eficácia das nossas armas

“...e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.”(10.6). Paulo, como um guerreiro espiritual de Cristo, trajando armas espirituais, não só destrói a resistência, as estratégias, a soberba e os pensamentos do inimigo, mas também tem autoridade para punir a desobediência daqueles que se entregam ao erro. Era uma desobediência que tratava o evangelho com desdém. Por isso eram chamados de falsos profetas e até mesmo servos de satanás. (1ª Co 11.13-15).
Embora vivamos na carne, ou seja, estamos sujeitos à fraqueza de nossa natureza humana, não lutamos segundo a carne. Nossa autoridade é espiritual. No reino de Cristo a autoridade não se demonstra pela força, mas pela mansidão e benignidade. Maior é o que serve, e não o que é servido. Por isso precisamos estar de prontidão para punir toda desobediência de nossa carne.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Felicidade e Paz

Em uma conversa com um discípulo nesta semana algo me despertou para um sentimento muito comum neste mês de dezembro. Há uma falsa alegria no ar, muitas luzes e enfeites, pessoas correndo de uma loja para outra, tentando se esquecer de suas lutas e angustias de um ano que se termina. Acabam obstinadas em suas listas de compras e preparativos para uma noite feliz em família. Mas se observarmos, com atenção, há uma tristeza no olhar das pessoas, um vazio! Algo controverso, sem explicação. Pense algo comigo, a musica mais tocada e conhecida no mundo neste mês certamente é "Noite Feliz". Esta musica já foi traduzida para mais de 300 línguas e dialetos. Entretanto, apesar de se cantar "Noite feliz, noite de paz...", muitos estão estressados e cansados. O mundo comemora o Natal, mas realmente nada sabe da felicidade e paz que Deus quer dar a todos.
Jesus, sendo verdadeiro Deus, tornou-se homem para tomar sobre si nossa imperfeição e pecado. Ele veio como o dom inefável de Deus (o presente indescritível, veja 2ª Co 9.15), para entregar-se como sacrifício expiatório por nós. Jesus veio a este mundo para destruir as obras do diabo (1ª Jo 3.8) e para que possamos ter um lugar no Seu reino. Ele veio como Luz em nossa noite, como Eterno em nosso tempo limitado, como portador da Paz em nosso medo, como Salvador em nossa perdição. Através de Jesus veio a vida ao nosso mundo de morte, a alegria a uma humanidade amargurada, o amor de Deus a uma sociedade cheia de ódio. Ele nos deu firmeza em nossa falta de fundamento e, como Redentor do mundo, trouxe a verdadeira salvação em nosso desamparo. Jesus veio para habitar conosco – mesmo depois de Seu nascimento. O idoso Simeão disse sobre Ele: "...porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para glória do teu povo de Israel" (Lc 2.30-32). O Natal não é nada daquilo a que estamos acostumados e que vemos à nossa volta hoje em dia: as tradições, os costumes, os presentes, as comemorações e ceia... Não, o Natal é muito mais: em Seu amor sem limites, Deus nos deu Seu Filho, Jesus Cristo, para reinar com justiça e amor sobre nossas vidas. Desse modo, o Natal somente terá verdadeiro significado para nós se aceitarmos esse presente de Deus e consagrarmos nossa vida a Jesus Cristo pela fé.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Igreja, instrumento de realização do propósito de Deus

“Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” (1ª Co 12.13)



O texto ressalta a unidade espiritual e orgânica da igreja. Todas as pessoas, não importa a raça ou condição social, em Cristo, formam um só corpo e são dessedentadas pelo Espírito Santo. Nada obstante, as divisões atuais sinalizam nossa falta de compreensão revelada da fonte capacitadora do ministério da Igreja: O Espírito Santo.
No Antigo Testamento, o Espírito Santo trabalhava com a lei, procurando despertar a consciência humana para a natureza santa e incorrupta de Deus. No Novo Testamento, Ele trabalha com homens, cartas vivas: “Vós sois a nossa carta, escrita em vossos corações conhecida e lida por todos os homens.” (2ª Co 3.2).
Isso nos chama atenção para a natureza do ministério da igreja. Não pode ser executado através de planos e atividades humanas, por mais legitimas e benévolas que sejam. A fonte do ministério da igreja é o Espírito Santo. Sem Ele, tudo que possamos fazer é sem conteúdo espiritual divino.
O Espírito Santo tem um ministério, e a igreja em Cristo Jesus, formando um só corpo é o instrumento de realização do mesmo. Precisamos mais do que nunca de comunhão intima e plena com o Espírito Santo, para que Ele pela palavra viva nos capacite e nos use, na execução do plano de Deus.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Senhor, eis aqui minha vida!

Sacrifício é uma oferta aceitável a Deus. Viver sacrificialmente é oferecer sua vida a Deus. Tal sacrifício só é aceitável a Deus por causa da obra de Cristo em nós. Jesus é o sacrifício supremo e completo.


“O SENHOR já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.” (Miquéias 6.8 NTLH).
No contexto do livro de Miquéias podemos ver que o povo estava praticando, religiosamente, sacrifícios ao Senhor na ilusão de que isso bastaria para satisfazer suas exigências. Deus ensina o povo corretamente através do profeta, exigindo justiça, não ofertas queimadas; misericórdia, não bezerros e azeite; obediência humilde, não sacrifícios. Justiça, misericórdia e obediência eram exatamente as qualidades que faltavam em Judá (Será que não tem faltado em nossos dias também?). Podemos entender, que na verdade, estes versos de Miquéias resumem as mensagens dos profetas do Antigo Testamento: Amós pediu justiça (Amós 5); Oséias enfatizou a misericórdia (Oséias 6.6) e Isaías exortou o povo a obedecer ou a andar humildemente com o Senhor Deus (Isaías 58).
Miquéias sabia que ofertas excessivas não agradavam ao Senhor. Davi e Isaías sabiam que um “coração contrito” era aceito por Deus (Salmo 51.17 e Isaías 66.2). Paulo descreveu esse acordo como um “sacrifício vivo” (Romanos 12.1-2). Embora nada possamos fazer comparável à morte sacrificial de Cristo, nossa entrega tem de ser completa e sincera. Ser um sacrifício vivo significa obedecer aos maiores mandamentos de Deus, dar a Ele todo o nosso amor, vontade, mente e corpo (Marcos 12.29-31), confirmando isso por meio de serviço prático e diário ao próximo (Mateus 25.34-40). Este é o nosso desafio. Expressar justiça, misericórdia e humilde obediência ao Senhor através de nossos atos e ações diárias. Lembre-se, nenhuma expressão de amor, por mais custosa que seja, equipara-se ao preço pago por Cristo!

domingo, 7 de novembro de 2010

Atendimento, entendimento e presença

Recebi minha revista Ultimato e ao ler me surpreendi com a matéria de Rubem Amorese sobre este tema tão real sobre nossa realidade espiritual e achei interessante colocá-la no Blogger para sua leitura. Boa leitura!
Atendimento, entendimento e presença
(De Rubem Amorese)
Tenho ouvido no rádio a nova campanha publicitária de um banco, apoiada em duas expressões-chave. A primeira é mais ou menos assim: “Para atender é preciso entender”, referindo-se à sua capacidade de compreender as necessidades dos clientes. A segunda diz: “Atendimento requer presença”. Aqui, o banco valoriza sua imensa rede. Anteriormente, ele se dizia “completo”; agora, tendo chegado a todos os municípios brasileiros, ele se diz presente. Apesar de minha insensibilidade às ofertas dessa peça publicitária, considerei interessante a forma como o banco afirma “atender”, oferecendo “entendimento” e “presença”. Certamente há estudos por trás da definição dos conceitos e valores que suportariam o reclame. Imagino que se tenha ido buscar no imaginário coletivo, no patrimônio simbólico de todos nós, aqueles anseios mais profundos da alma. A tarefa, então, é provocar um processo inconsciente de associação entre esses anseios e a imagem do banco. O efeito comportamental esperado é que, ao buscar “atendimento” nesse banco, em resposta à propaganda, o cliente estará “consumindo” “entendimento” e “presença”.

Vou mais longe em minha mercadologia: acho que o banco oferece, em forma visível de serviços, o invisível “colo da mamãe”. Sim, se há algo que pode ser definido idealmente como “entendimento”, “atendimento” e “presença” é o longínquo seio materno. Se você quiser ir além, pense, antropologicamente, no “jardim do Éden”. Estará pensando no mesmo sentimento de perda e no mesmo anelo que lateja, silencioso e indefinível, em nossas veias. Anelo este que agora encontra satisfação simbólica em uma agência bancária. Surpreso, compreendo a feliz estratégia de “marketing”. Acho que vai dar certo. Mas noto também que originalidade não é o seu forte. Na verdade, eles cavaram tão fundo que encontraram as fundações do cristianismo. Ou não sabemos que nossos mais secretos anelos estão ligados a alguma forma de volta ao “colo de Deus” (Sl 131.2)? Ou não será useiro e vezeiro entre nós que todas as tentativas de lançar pontes de comunhão, todos os mecanismos comunitários de alcançar segurança e significado têm por base a busca de “entendimento” e “atendimento”? E que encontramos plena saciedade dessa fome e sede no onipresente “seio de Abraão”?
Sim, há muito encontramos aquele que é “completo”; que nos “entende” e “atende” misericordiosamente. Por dois mil anos temos celebrado sua promessa de estar conosco todos os dias, até que, finalmente, voltemos para o Pai; de nos enviar seu Espírito consolador e revelador para estar “presente” onde estivermos e nas condições em que nos encontrarmos; o Espírito que nos “compreende” melhor que nós mesmos e que pode nos revelar os segredos do coração, como nenhuma agência bancária jamais fará. As comparações precisam parar por aí, pois, no primeiro caso, por mais feliz que seja a oferta, trata-se de um artifício psicológico. Nunca um banco pretendeu ou pretenderá satisfazer os anseios da nossa alma. Já no segundo caso, a oferta é real, literal e intencional quando diz: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Sl 37.4).

• Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O desafio de ser cristão


Ser cristão hoje representa um desafio maior que em tempos passados na sociedade ocidental da qual fazemos parte.  Antes, a ética e a moralidade abrangia apenas questões de sexualidade, vícios e honestidade nos negócios. Nos tempos atuais numa sociedade mais pluralista sem valores absolutos, aberta a todos os segmentos filosóficos, teológicos e políticos, nós como cristãos precisamos de referencial, de princípios e valores que estejam em consonância com o propósito de Deus. Isso exige destemor e ousadia.
Nestes tempos de abertura, desconstrução e falsas retóricas os ataques e sutilezas de satanás são mais perigosos e daninhos a retidão cristã. A igreja sofre a mistura do pluralismo, do relativismo, do gnosticismo, da psicologização da fé e da politização da piedade. Assim, inconscientemente acaba por obedecer a doutrinas de demônios (Cf. 1ª Tm 4:1).
Também não devemos ser apologistas de sistemas fechados que são esteios para o dogmatismo, legalismo e misticismo alienante. Entretanto em campo aberto precisamos ser mais reflexivos, prudentes e vigilantes contra o adversário em nosso redor procurando alguém para devorar (1ª Pe 5:8). Não pensemos que ele faz isso pessoalmente ele não é onipresente. Sua atuação é no sistema deste mundo e seus demônios ao derredor dele. O sistema esta impregnado de folclores (costumes enraizados em praticas pagãs), de protesto ecológicos de fundo panteísta (a natureza é divina), de terapias ocupacionais e tratamentos místicos oriundos de seitas orientais, como substitutos da verdadeira espiritualidade ou talvez para compensar o materialismo dominante. O culto ao estético, ao corpo e ao sexo livre que a mídia promove, seduz a juventude, tem penetrado no sistema educacional para traduzir naquilo que conhecemos como "cultura" (sistema de valores que devem ser vivenciados pela sociedade). É muita carga. A igreja precisa urgentemente anelar pela verdade em Jesus Cristo e quebrar esta altivez satânica contra esta geração. Precisamos construir uma nova geração que aceite o senhorio de Jesus Cristo, os valores éticos do reino de Deus, a vida comunitária fortemente radicada nos princípios de família, para que Deus não venha e fira a terra com maldição (Cf. Mq 4:5-6).
Este é o desafio de ser, onde ninguém sabe o que é (falta de identidade), onde todas as coisas são validas, independente da aprovação divina.
Oremos!

sábado, 30 de outubro de 2010

As aceitações de um discípulo!

“...se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).



Negar-se a si mesmo não significa eliminar a vontade. Isto fica claro na expressão “se alguém quer.” Todavia, significa colocá-la a serviço de Deus e do próximo. Decorre disso aceitar certas formas de direção e disciplina que o velho homem (natureza carnal) rejeita, como segue: Aceitar repreensões fortes (como Jesus repreendeu a Pedro), aceitar instruções (os discípulos aceitam as instruções de Jesus quanto à estratégia de evangelização), aceitar lições práticas de humildade (Jesus apresenta uma criança como modelo de humildade, apresenta a vida de serviço como padrão d’Ele mesmo), aceitar que opiniões pessoais sejam contrariadas (os discípulos repreenderam as crianças que queriam se aproximar de Jesus, e foram contrariados pelo Senhor), aceitar a censura de seus atos (os discípulos foram censurados por Jesus porque queriam impor que certos homens não expulsassem demônios, pois estes não seguiam com eles), aceitar o questionamento das motivações (Jesus questionou a motivação de seus discípulos quando estes queriam destruir os samaritanos).

Estas aceitações, dentre outras, são para muitos a grande dificuldade para aceitarem o discipulado bíblico, porque atingem em cheio o espírito independente do homem natural. Entretanto, são nestas situações que se reconhece o verdadeiro discípulo, aquele que aceita não somente o que Jesus fez (Sua obra redentora), mas também quem Ele é (Senhor) e Suas palavras (Instruções e mandamentos).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Piedade

“...exercita-te pessoalmente na piedade” (1ª Tm 4:7).

No texto acima piedade não reflete apenas um estado espiritual, senão também uma prática (exercício). Pode ser resumidamente definida como devoção à Deus e à sua causa. Surge então a questão: Como exercitar genuína piedade? Dois textos bíblicos trazem luz sobre o assunto: Mq 6:8 e Is 58:1-14. Miquéias descreve algumas características essenciais da vida piedosa que vemos detalhadas no texto de Isaías: Praticar a justiça, amar a misericórdia, andar humildemente com Deus e os resultados da vida piedosa.
1. Praticar a Justiça
O contexto de Miquéias apresenta um quadro de injustiça social apoiada pela religião com seus falsos profetas. A este tipo de devoção falsa (Cf. Mq 6:6-7), é que Deus contrapõe a verdadeira piedade (Cf. Mq 6:8). Isaias 58:1-5 começa também por este princípio ao estabelecer o que não é justiça. Os versículos 6 e 7 detalham a prática da justiça:
• Soltes as ligaduras da impiedade,
• Desfaças as ataduras da servidão,
• Deixes livres os oprimidos,
• Despedaces todo jugo,
• Repartas o teu pão com o faminto,
• Recolhas em casa os pobres desabrigados,
• Cubras o nu e,
• Não te escondas do teu semelhante (Is 58:6-7).
2. Amar a misericórdia
A expressão quer dizer “ter apego à misericórdia.” Isto vem pelo exercício como Paulo exorta a Timóteo. Jesus ao comer com os publicanos rechaça a religiosidade legalista dos escribas e fariseus quando diz: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos...” (Mt 9:13).
A misericórdia se expressa em compaixão por aqueles que sofrem (isto envolve o mundo). Jesus não veio chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento. Enquanto que a graça trata com os resultados do pecado. A misericórdia concede dignidade aos que a perderam por causa da queda. Por isso Jesus comeu com os publicanos e pecadores (Mt 9:10).
Equidade é traço característico da misericórdia que expressa a justiça do reino, não a nossa. Significa tratar cada pessoa de acordo com sua condição e capacidade além do estritamente legal.
3. Andar humildemente com Deus
Significa basicamente duas coisas:
a. Reconhecer nossa fragilidade e incompetência e,
b. Reconhecer a suficiência de Deus para nos fortalecer e nos capacitar.
Podem ser resumidas numa frase: “Inteira dependência de Deus.”
4. Resultados da vida piedosa (Is 58:8-14)
Vida espiritual abundante: Is 58:8, 11
Vs. 8: “Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda;”
Vs. 11: “O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam.”
Socorro do Senhor: Is 58:9
Vs. 9: “então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso;”
Filhos abençoados: Is 58:12
Vs. 2: “Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável.”
Descanso e deleite no Senhor: Is 58:13 e 14
Vs. 13 e 14: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.”
Conclusão
Assim como nos tempos do Antigo Testamento, Deus abominava a falsa devoção através de sacrifícios que Ele mesmo ordenara, hoje, na nova aliança, Deus não mudou no seu interesse e cuidado com o mundo. Afinal, Jo 3:16, diz que Deus amou o mundo. Por isso enviou Seu filho. Da mesma forma o Filho nos envia e para tanto nos concede o Espírito Santo (Jo 20.21-22).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Compaixão de Deus e a Responsabilidade Social da Igreja.


"Vós sempre tendes convosco os pobres e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem" (Mc 14.7).
É preciso entender que a decisão é racional e não emocional: “Quando quiserdes.” A Compaixão é do Senhor e a atitude é nossa. Da mesma forma que Deus amou o mundo, por isso enviou Jesus, assim também o Senhor se compadece do pobre, do necessitado e nos envia a demonstrar essa compaixão. A idéia que Jesus nos dá, quando fala, “quando quiserdes” é que nós tomamos a decisão de amparar os pobres, ou não.
“Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência.” (Gl 2.10). Nesse versículo Paulo recebe uma recomendação e toma a decisão de colocar isso como parte de seu ministério.

Essa foi a introdução da palavra de Jamê Nobre sobre o tema do encontro de pastores e lideres em Serra Negra - SP. Tivemos a presença de vários irmãos do Brasil e irmãos da Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Bélgica e Rússia. Foram dias de muita unção e manifestação da glória de Deus. Fomos incentivados a sermos criativos e praticantes naquilo que temos recebido da parte de Deus, e principalmente a servirmos aos necessitados. Precisamos adquirir a uma mentalidade comunitária, com coragem e empreendimentos que possam mudar a forma de vida das pessoas de forma total: ressurreição espiritual, renovação da mente, mudança comportamental e melhoria da vida. Nas próximas postagens vou colocando um pouco mais das palavras que foram compartilhadas.

domingo, 10 de outubro de 2010

Semeadores de paz



“Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.” (Tiago 3.18).


Quer ver um milagre? Experimente este: tome uma semente menor do que um grão de arroz. Ponha a semente debaixo de alguns centímetros de terra. Dê-lhe água, luz e um bom adubo. E prepare-se. Uma montanha será removida. Não importa se o chão é bilhões de vezes mais pesado do que a semente. A semente o rompera. É interessante aqui notarmos que Tiago, o autor da epistola, não era um agricultor. Mas ele sabia do poder de uma semente plantada em um solo fértil. “Pois a bondade é a colheita produzida pelas sementes que foram plantadas pelos que trabalham em favor da paz.” (versão NTLH).
O princípio da paz é o mesmo aplicado nas colheitas: Nunca se deve subestimar o poder de uma semente. Qual a sua habilidade em plantar sementes de paz? Você pode não ser chamado para remover conflitos internacionais, mas terá a oportunidade de fazer algo de vital importância: Trazer a paz interior a um coração perturbado. Jesus é nosso modelo para isso. Você não o vê resolvendo disputas ou negociando conflitos. Mas pode vê-lo cultivando a harmonia interior por meio de atos de amor:
· Lavando os pés de homens que sabia que o trairia;
· Comendo com um corrupto cobrador de impostos e,
· Honrando uma mulher pecadora de quem a sociedade escarnecia.
Ele construiu relacionamentos sarando feridas. Ele preveniu conflitos tocando no interior das pessoas, com uma palavra de amor. Ele cultivou a harmonia plantando sementes de paz em corações férteis. Pare por um momento e pense nas pessoas que constituem o seu relacionamento, pode ver os seus rostos? Seus familiares, seu melhor amigo, seus vizinhos, seus companheiros de trabalho ou escola, aquele parente querido que mora distante... Congele estas imagens por alguns minutos enquanto lhe digo o que algumas delas estão sentindo agora: Medo, solidão, angustia, insônia, depressão...
Quer ver o milagre? Plante uma semente de amor na vida de uma pessoa. Alimente-a com um sorriso, uma oração e veja o que acontece. Um empregado recebe um elogio, uma pessoa recebe um ramalhete de flores, prepara-se um bolo e leva-o a vizinha para tomar um café. Abraça-se uma viúva. Elogia-se um companheiro de serviço. Plantar sementes de paz é como plantar algo. Não se sabe como funciona, mas sabe-se apenas que funciona. Sementes são plantadas e a crosta ferida é removida. Não se esqueça do princípio. Nunca subestime o poder de uma semente!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um cântico de amor!


“E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (1ª João 4.16-18).
Desde Genesis podemos ver Deus demonstrando sua longa história de amor por nós e de seu desejo que amemos a Ele e uns aos outros. Logo em Êxodo 15.13 podemos ver Moisés e o povo cantando: “Com a tua beneficência guiaste o povo que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.” Sem imaginar eles cantaram com alegria um relato resumido da historia bíblica. Desde a criação até a eternidade, Deus conduziria e resgataria seu povo, trazendo-o, enfim, para sua verdadeira habitação.
Deus sempre teve a intenção de demonstrar este amor para seu povo. Em Êxodo 34.6-7 o Senhor declara o seu amor a Moisés: “E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” Muitos que desfrutaram deste amor celestial se rebelaram contra Deus, vivendo para si mesmo e não mais servindo ao Senhor, e mesmo assim, Deus perdoaria de novo e de novo, jamais perdendo o Seu amor por aqueles que criou.
O povo hebreu muitas vezes no deserto se rebelou contra Moisés, apesar de ver com seus olhos tantos milagres. Mais tarde, Davi assassinou e cometeu adultério apesar da potente mão de Deus a lhe poupar a vida e torná-lo rei. Salomão, em toda sua sabedoria, acabou a vida se fartando em suas riquezas e mulheres, esquecendo-se de Deus. E assim vemos a história de Israel dividido e afastado do Senhor. Em Oséias Deus expressa sua dor e seu amor pelos filhos desobedientes. E infelizmente este padrão de desobediência se dá até a vinda de Cristo.
O filho de Deus veio a terra interromper o ciclo de pecado e castigo. Levando uma vida de amor e depois morrendo por amor, Jesus assim redimiu o povo que Deus amava tanto. Jesus ressuscitou para continuar sua vida em nós por intermédio do Espírito Santo. Assim sendo depois de muitas cartas de instrução e ensino ao povo, João nos conduz outra vez a este amor declarando seu cântico: “O perfeito amor lança fora todo medo...” (1ª Jo 4.18). Ele sabia que amor e medo são dois dos maiores motivadores do espírito humano. Orientaram muitas vidas no Antigo Testamento e são a raiz do relacionamento inconstante da humanidade com o Senhor. O medo, muitas vezes, provoca incerteza e rebelião, mas o amor de Deus tem o poder de vencer o medo.
Um escritor e estudioso (Henri Nouwen), declarou que todas as pessoas vivem ou na “casa do medo” ou na “casa do amor.” Ele explicou melhor: Quando João diz que o medo é expulso pelo perfeito amor, refere-se ao amor que vem de Deus, um amor celestial... O local de habitação, o local de intimidade, não é feito por mãos humanas. Ele é criado por Deus para nós habitarmos. O Senhor quer armar sua tenda entre nós, convidar-nos para entrar em sua casa. Podemos depositar nossa confiança no amor que Deus tem por nós. Ele deseja que vivamos nesse amor, fazendo habitação n’Ele e agindo com as pessoas baseados neste conforto de amor que temos aprendido com Ele. Para isso podemos contar com a Bíblia, o livro que nos ensina sobre a casa do medo e a casa do amor. A escolha é nossa. Cada vez que aperta o coração podemos abrir nossa Bíblia e ouvir a canção de amor que Deus tem para nós.

domingo, 26 de setembro de 2010

Fidelidade sob pressão


“Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em que há o Espírito de Deus? (Gn 41.38)

Há dois grandes perigos que ameaçam o ser humano: A adversidade e a prosperidade. Muitos naufragam no mar revolto das dificuldades. Somos acostumados viver as bonanças, e ficamos desesperados quando chega à tempestade. O tempo de provas, as circunstâncias adversas e os vales da dor são inevitáveis. INFELIZMENTE MUITOS DESPENCAM DIANTE DAS AVALANCHES QUE DESABAM SOBRE SUAS VIDAS. Mas há outro fator tão perigoso quanto à adversidade. É a prosperidade. O PODER TEM A CAPACIDADE DE RADIOGRAFAR A GRANDEZA DO ORGULHO HUMANO. Há pessoas que não conseguem se manter em pé quando chegam ao topo do poder. Elas lidam com firmeza e coragem diante das provas, mas caem diante do sucesso. Vemos, entretanto, que José trabalhou bem esta questão e nos ensina como ser fiel em qualquer situação, seja na adversidade ou na prosperidade.

1. Sendo fiel na Adversidade (Atos 7.9)

“Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para o Egito; mas Deus estava com ele”
José do Egito enfrentou tanto a adversidade quanto a prosperidade com fidelidade. Ele manteve-se firme e inabalável quando seus irmãos injustamente o jogaram numa profunda cova. Manteve-se fiel quando foi cruelmente vendido como escravo para uma terra estrangeira. Ele permaneceu inabalável quando foi tentado a cair no laço da sedução sexual. Ele não negociou a sua consciência e nem se abalou diante da ingratidão do copeiro-mor do Faraó. José enfrentou todas estas dificuldades de sua vida com honra, com consciência pura e com mãos limpas. Jamais deixou seu coração abalar diante das injustiças sofridas. AS PRESSÕES DA VIDA NÃO PODEM NOS FAZER DISISTIR DE CAMINHAR EM SANTIDADE DE VIDA. José triunfou nas adversidades e tornou-se um referencial para todos quantos estão passando por dificuldades e provações. A benção de seu pai, Jacó, retrata que tipo de homem foi José: Gn 49.22 “José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.” José foi frutífero mesmo em circunstância mais amargas da vida. ISSO PORQUE JOSÉ FOI UM RAMO FRUTIFERO JUNTO À FONTE. Sua força não vinha dele, mas de Deus. Ele estendeu sua influência não apenas para dentro dos muros, mas sobre o muro, ou seja, foi benção em casa e fora de casa. Ele foi uma benção para todo mundo.

2. Sendo fiel na prosperidade (Atos 7.9-14)

Mas José também viveu o outro lado da moeda. Ele não apenas pisou os caminhos crivados de espinhos, mas também os tapetes aveludados da fama, do sucesso e do poder. Ele saiu do calabouço e subiu a rampa do palácio como governador do maior império de sua época. Agora riquezas e glórias, sucesso e fama, prestigio e poder estavam em suas mãos. POREM A ESPAÇOSA AVENIDA DO SUCESSO NÃO CORROMPEU O SEU CORAÇÃO. ELE CONTINUOU JUNTO A FONTE, ARRAIGADO NELA, NUTRIDO NELA, PROTEGIDO NELA. JOSÉ LIDOU COM O PODER DA MESMA FORMA, TENDO DEPENDENCIA DE DEUS. Ele permaneceu humilde e puro. Ele não usou a maquina do poder para esmagar aqueles que intentaram o mal contra ele. Ele não alimentou o seu coração com vaidade. Não foi dominado pela soberba. Pelo contrario, ele aproveitou o seu posto de liderança para abençoar aqueles que lhe fizeram mal. Usou seu prestigio para restaurar aqueles que tentaram destruí-lo, para perdoar aqueles que tanto o humilharam. O PODER TEM CORROMPIDO MUITOS CRISTÃOS.

Concluindo

Porém, José, nos ensina que a nossa fidelidade a Deus e nossa lealdade à nossa consciência, a nossa família e a nosso próximo precisa ser mantida tanto na adversidade quanto na prosperidade. O que Deus requer de nós, como despenseiros, é que sejamos encontrados fiéis, ainda que no caminho rumo à glória enfrentemos todo tipo de pressão. “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.” (1ª Pedro 1.6-9).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Desperta-me Senhor!

De todas as cartas às igrejas da Ásia, a endereçada a igreja em Laodicéia foi a mais sevara. Jesus não fez nenhum elogio à esta igreja. A cidade de Laodicéia foi fundada em 250 a.C., por Antíoco da Síria. A cidade era importante pela sua localização. Ficava no meio das grandes rotas comerciais. Era uma cidade rica e opulenta, de muitas oportunidades e transações comerciais. A igreja tinha a cara da cidade. Em vez de transformar a cidade, a igreja tinha se conformado à ela. Os cristãos estavam sem entusiasmo, sem fervor espiritual, falhos no caráter e sempre prontos a se comprometerem com o mundo, descuidados, vivendo sem discernir o tempo e o modo em que viviam. Eles estavam satisfeitos com sua vida espiritual, com sua prosperidade, orgulhosa de seus membros importantes e influentes.
Diante deste quadro fiquei pensativo sobre que tipo de influência temos exercido em nossa cidade como corpo de Cristo, temos transformado vidas? Qual tem sido o nosso testemunho, será que temos impactado vidas com a mensagem de Cristo que está em nós? Ou vivemos despreocupadamente como os irmãos de Laodicéia?
Algo no texto de apocalipse 3 alegra meu coração. A forma como Cristo faz um apelo à igreja de Laodicéia. Em primeiro lugar, Cristo prefere dar conselhos em vez de ordens, tendo o direito de emitir ordens para que Lhe obedeçamos, prefere dar conselhos. Ele poderia ordenar, mas prefere aconselhar. Não podemos esquecer que Cristo é a fonte de toda suficiência. A igreja julgava-se auto-suficiente, mas os cristãos deveriam encontrar sua suficiência em Cristo: “Aconselho-te que compres de mim...” (Ap 3.18). Cristo se apresenta como um mercador, seus produtos são essenciais e seu preço é de graça! Somos pobres, mas Cristo tem ouro. Estamos nus, mas Cristo tem roupas. Estamos cegos, mas Cristo tem colírio para nossos olhos. Cristo nos exorta a adquirir ouro celestial para nossa pobreza espiritual, vestimentas brancas para nossa nudez diante do pecado, e colírio para a nossa cegueira espiritual! A roupa que Cristo oferece são as vestes de justiça e de santidade. O colírio que Cristo tem abre os olhos para o discernimento. O Senhor Jesus nos tem atraído a Ele. Só Cristo pode enriquecer nossa pobreza, vestir nossa nudez e curar a nossa cegueira.
Em segundo lugar, Cristo chama a igreja a uma mudança de vida: “Eu disciplino e repreendo a quantos amo. Sê, pois zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19). Desgosto e amor andam juntos. Cristo não desiste de nós. Ele nos ama. Antes de decretar juízo (vomitar da sua boca). Ele demonstra a Sua misericórdia (repreendo e disciplino aqueles que amo). Disciplina é um ato de amor. A base da disciplina é o amor. Porque ama chama ao arrependimento. Porque ama nos dá oportunidade de recomeçar. Porque ama está disposto a perdoar-nos. Arrepender-se é parar de viver uma vida de aparências, de faz de conta, de mornidão. A piedade superficial não nos salva. Devemos trocar os anos de mornidão pelos anos de zelo.
Em terceiro lugar, Cristo convida a igreja para a ceia, uma profunda comunhão com Ele. Cristo faz um apelo pessoal. A salvação é uma questão totalmente pessoal, Ele vem nos visitar. Coloca-se em frente da porta de nosso coração. Ele bate. Ele deseja entrar. É uma visita do Amado de nossa alma. Cristo mostra a necessidade de uma decisão pessoal: “Estou à porta e bato, se alguém abrir a porta entrarei...” (Ap 3.20). De que maneira Ele bate? Através da palavra, de uma mensagem, de um cântico, de uma necessidade ou enfermidade. É preciso estar atento a voz do Senhor. Ele nos convida a um relacionamento pessoal, de intimidade com Ele, entrar em nossa casa, sentar-se a mesa.
Concluindo, cada uma das sete cartas as igrejas terminou com uma promessa aos vencedores. Por isso, somos mais que vencedores quando Cristo entra em nossa casa, pois recebemos as riquezas do Reino. Recebemos vestes brancas de justiça. Nossos olhos são abertos. Temos a alegria da comunhão de Cristo: O FILHO DO DEUS VIVO! Temos a promessa de sentarmos com Ele em seu trono. Reinaremos com Ele para sempre. Aleluia!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Homem e sua Identidade

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1.26-27). Neste sentido, queremos destacar três características da natureza essencial do gênero humano que o identifica com Deus.

1. O homem foi criado para SER:

A identidade do homem se relaciona na forma de como ele foi criado para receber os atributos da natureza divina. Expulso do Éden, perdeu este direito, tornando-se alheio à vida de Deus (Gn 3.22-24). “obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração” (Efésios 4.18).

2. O homem foi criado com a capacidade de INTEGRAR:

Algumas definições da palavra integrar nos ajudam na compreensão desta capacidade potencial do ser humano: Tornar inteiro, completar, juntar-se tornando-se parte, incorporar-se, etc. A divindade completa, inteira, justa, é uma unidade composta de três pessoas: O PAI, O FILHO e o ESPÍRITO SANTO (Mt 28.19; “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (2ª Coríntios 13.13), que habita corporalmente na pessoa do Senhor Jesus Cristo “porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” (Colossenses 2.9). Desta maneira, podemos compreender a unidade da igreja em Cristo com o Pai (Jo 17.21-23; “porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.” (Efésios 2.18).

3. O homem foi criado com a capacidade de COMUNICAR:

Comunicar fala de relacionamento. Seguem algumas definições da palavra comunicar: Fazer saber, tornar comum, participar idéias, pensamentos, desígnios e propósitos, transmitir, difundir, estabelecer comunicação, entendimento, conversação, etc.
A palavra é o elemento chave da comunicação. Ela transmite o que somos. “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (João 6.63).
O homem e a sua identidade, portanto, se revela propositalmente naquilo para o qual ele foi criado para SER em Deus, em UNIDADE, como povo de Deus e despenseiro (comunicador) de sua sabedoria: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Efésios 3.8-11) e virtudes: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1ª Pedro 2.9).
Concluindo, notamos o propósito de Deus em fazer com que o homem encontre sua identidade para a qual foi criado. Para tornar isto uma realidade, Deus, na pessoa de Jesus Cristo se aproximou do homem e o acolheu, isto é, recebeu-o de novo em seu convívio. Esta é a natureza da justificação (Rm 4.24-25; Rm 5.1-2; Rm 8.11).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cultivando relacionamentos

Vivemos em uma sociedade que tem invertido os valores. As pessoas se esquecem de Deus, amam as coisas e usam as pessoas. Paulo nos ensina em sua carta aos Colossenses justamente o contrário: Ele diz que devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas (Colossenses 4.1-6). Em primeiro lugar ele destaca a oração. A oração é o oxigênio da alma, é a avenida que nos liga a Deus. A oração é o meio pelo qual podemos obter para nós e para os outros a satisfação das necessidades, tanto físicas como espirituais. Também é a arma divinamente estabelecida por Deus para combatermos os ataques do diabo e seus anjos. A oração é o meio pelo qual confessamos nossos pecados e a forma pelo qual as almas agradecidas consagram verdadeira adoração diante do trono de Deus.

Em segundo lugar ele destaca a palavra de Deus. Paulo não pede que se abram as portas da prisão, mas que se abram as portas para que a palavra seja ministrada (Colossenses 4.3). Às vezes você pode se sentir preso em sua rotina do dia a dia, mas como Paulo podemos entender que a palavra de Deus não esta algemada, por isso onde estivermos precisamos estar atentos para não deixar de anunciar a palavra. Temos aproveitado as dificuldades ou oportunidades da vida para pregar a palavra? Lembre-se a palavra não esta algemada.

E em terceiro lugar temos que ter urgência no testemunhar a Cristo. Devemos portar-nos com sabedoria com nossos parentes e amigos que ainda não conhecem ao Senhor. Isso diz respeito a nossa conduta diária. As pessoas ao nosso redor estão sempre nos observando. Nosso viver deve ser testemunho em nossas palavras, comportamento, casamento, negócios, estudo, trabalho. O andar e o falar na vida do cristão precisam estar em harmonia. Precisamos ter uma palavra boa e certa para cada circunstância. A mordomia do tempo como sendo um bem de Deus, com valor incalculável, é o ensino aqui (Colossenses 4.6), com uma chamada a investirmos toda nossa vida e energia em ocupações que serão testemunho positivo e atraente aos que são de fora do convívio da igreja. Devemos ter a palavra certa na hora certa, a palavra do discípulo precisa ser sempre verdadeira, oportuna, edificante e agradável. A expressão temperada foge dos dois extremos: Ela não pode ser nem insossa nem salgada. Sal demasiado é tão ruim quanto pouco ou nenhum sal. Não basta ganhar uma discussão, precisamos ganhar as pessoas a Cristo.
Lembre-se este é o nosso chamado: Fazer discípulos!

domingo, 29 de agosto de 2010

Jantar de Casais










Nesta quinta feira dia 26 de Agosto, tivemos um tempo de relacionamento e comunhão entre os casais da comunidade. Fomos abençoados pela palavra ministrada pelo amado irmão Jamê Nobre num ambiente agradável e também um maravilhoso jantar.


sábado, 21 de agosto de 2010

Fontes de águas vivas!


Nascente de água, ou manancial, de que se faz menção muitas vezes na Bíblia. Em terras secas da Judéia eram de particular valor, e provem daí o uso figurativo da palavra, como emblema de esperanças, bênçãos e considerações. “...Calebe lhe perguntou: Que desejas? Respondeu ela: Dá-me um presente; deste-me terra seca, dá-me também fontes de água.
Então, lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores.” (Josué 15.19)

Existem fontes superiores e inferiores. São fontes, não águas paradas. Há alegrias e bênçãos que se derramam de cima, através do verão mais intenso e sobre a terra mais deserta pela provação da dor. As terras de Acsa eram terras do sul, que ficavam sob forte sol, que às vezes abria fendas na terra devido ao grande calor, mas dos outeiros vinham sem falta as águas das fontes, que refrescavam e fertilizavam a terra toda.
Sim, as fontes que se derramam nos lugares baixos da vida, nos lugares difíceis, nos lugares desertos, solitários, nos lugares comuns; e não importa qual seja a nossa situação, podemos sempre achar essas fontes em Jesus!
Hoje enquanto esperava minha esposa ser atendida num pronto socorro municipal, fiquei olhando aquelas pessoas ali esperando (por horas), e sem reclamar e com toda a sua dor aguardando ansiosas pelo chamado de sua senha. Peguei-me pensando em homens e mulheres da Bíblia que aprenderam a esperar pela provisão do Senhor no momento de angustia. Abraão achou-as entre as colinas de Canaã. Moisés achou-as entre as rochas de Midiã. Davi encontrou-as no meio das cinzas de Ziclague quando perdeu a sua casa, a família e seu povo falava em apedrejá-lo. Mas Davi “Se reanimou no Senhor Seu Deus”. Habacuque as encontrou quando a figueira não deu flores e os campos não produziram, mas ao beber das fontes pode cantar: “Todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.” E como esquecer de Zacarias. Sim Zacarias, que anuncia que uma fonte se abriria, na qual podiam ser lavadas as impurezas da casa de Davi e de Jerusalém, profecia esta que se cumpriu no sangue precioso e expiatório de Jesus Cristo.
Sabe meus amigos tenho aprendido em minha caminhada cristã a benção da esperança. O privilegio de aprender esperar e confiar em Jesus. Mesmo em ocasiões onde as situações não estão em nosso controle, podemos abrir os nossos lábios e dizer: “O cordeiro... os guiará para as fontes da água da vida” (Apocalipse 7.17).

Toda a glória a Jesus!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Jogue fora suas batatas!


Recebi um e-mail esta semana com um texto que me fez refletir quanto peso desnecessário acabamos carregando em nosso dia a dia. Por isso estou publicando este texto, e espero, com isso que você possa refletir também se não é preciso jogar fora algumas batatas. Boa Leitura!
Um professor pediu aos alunos que levassem sacola com batatas para sala de aula. Solicitou que separassem uma batata para cada pessoa que os magoara ou que de alguma forma os fizesse sofrer.
Então escreverem o nome da pessoa na batata e a colocassem dentro da sacola. Eles começaram a pensar, e foram lembrando uma a uma….
Algumas sacolas ficaram muito pesadas.
A tarefa seguinte consistia em, durante uma semana, carregar consigo a sacola com as batatas para onde quer que fossem.
Com o tempo as batatas foram deteriorando. Era um incômodo carregar a sacola o tempo todo e ainda sentir seu mau cheiro.
Além disso, a preocupação em não esquecê-la em algum lugar fazia com que deixassem de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.
E foi assim que os alunos entenderam a lição de que carregar mágoas é tão ruim quanto carregar batatas. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.
Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.
Vamos lá jogue suas batatas fora e sorria.
Desejo uma semana de muita alegria!
Um forte abraço,




sábado, 7 de agosto de 2010

O dia dos pais!


“Bem-aventurado é o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na leia do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo dá o seu fruto, cuja folhagem não murcha, e tudo o quanto ele faz será bem sucedido.” (Salmo 1)
Meditando sobre a importância que o pai possui na formação dos filhos, e então aproveitando o mês onde fixaram o dia dos pais gostaria que pudéssemos estudar este texto e pedir a Deus que sempre nos capacite para o ministério da paternidade.
A criação de filhos tem sido um desafio para os pais, e se este desafio não for encarado de forma positiva e dentro dos padrões estabelecidos por Deus, surgirão muitos problemas com os quais eles vão ter que lidar. Grande parte dos pais têm uma idéia limitada sobre educação de filhos e acabam pensando que casa, comida, escola, brinquedos e algumas advertências são suficientes para torná-los obedientes e bem sucedidos. Nós pais, temos diante de Deus a responsabilidade de formá-los para serem uma geração abençoada e poderosa na terra. Os filhos vão ser o reflexo dos seus pais, ou seja, vão refletir o seu caráter, suas qualidades e defeitos, suas atitudes, sua maneira de falar, etc...
Portanto devemos olhar para nós mesmos, para nossos filhos e verificar de que forma estamos influenciando suas vidas, se positivamente ou negativamente. O relacionamento deles com outras pessoas fora de casa vai retratar que tipo de educação estão recebendo. Malaquias 4:6, fala de um desejo que está no coração de Deus: “O de converter o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais, para que a terra não seja ferida com maldição.”
Este entrelaçamento entre pais e filhos é fundamental, bem como é fundamental que o marido e esposa tenham um relacionamento exemplar, para poderem influenciar bem a seus filhos. Este é o retrato do pai bem sucedido, do verdadeiro sacerdote do lar, do profeta em sua própria casa. Entendemos, claro, pela Palavra de Deus, que é o homem de Deus, o pai de família que deve ser o maior exemplo para sua esposa e filhos na condução de sua família aos braços do Senhor Jesus. Jesus, falando dos seus amados filhos espirituais (os discípulos), disse:
“E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade” (João 17.19).
Quão importante é quando os pais (maridos) assumem de verdade as funções de profeta, sacerdote dentro de casa. Eles se tornam os verdadeiros guardiões do lar protegendo a família contra todas as investidas do inimigo. Eles se santificam para também santificarem suas famílias. Felizes os filhos que têm pais que todos os dias reúnem a família “à volta da sua mesa” (Salmo 128.3) para orarem e meditarem nos preciosos princípios da Palavra de Deus. E isto já pode começar no ventre materno, lendo a Palavra ao bebezinho em formação, e após nascer instruí-lo devidamente nas grandes verdades da Palavra. O pai, como pastor da família, deve abrir a Bíblia todos os dias, lê-la aos filhos, e com a ajuda da mãe, instruí-los “no caminho em que devem andar” (Provérbios 22.6).
Em cada lar de discípulos deve haver um momento no dia em que a família se assenta junto para louvar a Deus, orar e interceder uns pelos outros e por todos os parentes e amigos. Felizes as crianças que têm o privilégio de dizer, talvez, como uma de suas primeiras palavras o nome “JESUS”. Ele, Jesus, deve ser exaltado todos os dias no convívio familiar, a ponto de Sua Presença e Sua Palavra exalar no ambiente do lar. E em todo este procedimento a Palavra de Deus fluirá livremente a ponto de logo, nos primeiros anos, fazer parte do vocabulário das crianças. Textos belíssimos das Escrituras como os Salmos 23, 121 e 46, Isaías 53, Mateus 5, Romanos 8, Colossenses 4, e muitos outros, nas devidas proporções, devem ser memorizados, meditados e praticados para a edificação de todos. Alguém disse que: “nenhum sucesso no mundo compensa se houver fracasso no lar”.
Querido pai, seja bem sucedido em sua família e assim poderá ser muito bem sucedido como discípulo de Jesus e na sociedade. Deus o abençoe muito!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fomos separados para ser luz entre as trevas

"Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti" (Is 60.1-2).
A palavra "luz" é destacada pelo profeta Isaías. O que é a "luz"? Todos sabem que a luz é a ausência de trevas, mas devemos entender que a questão aqui é a separação entre a luz e as trevas. Lemos já no início da Bíblia: "...e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas" (Gn 1.4b). Deus não eliminou as trevas, Ele as separou da luz. Portanto, uma segunda palavra-chave que devemos lembrar é "separação". A vinda de Jesus significa exatamente isso: separação! Ou você crê e aceita que Jesus Cristo veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas.
O versículo inicial não diz apenas "eis que as trevas cobrem a terra", mas prossegue: "e a escuridão, os povos". Essa é a realidade em nosso mundo. Por exemplo, podemos ficar perplexos diante de crimes como temos visto em noticiários, maridos e noivos descontentes com o fim do relacionamento matam suas parceiras, alguém que num ato insano aposta corrida com seu carro e tira a vida de um inocente, e vai embora sem nem prestar socorro a vitima. O caso Mércia ou o caso Eliza Samudio, e tantos outros anônimos, dificilmente podemos imaginar a terrível escuridão em que viviam os assassinos. Por que eles fizeram isso? Sem dúvida, eles estavam convencidos de que seu ato era justificado; para eles, essa era a coisa certa a fazer. Entretanto, tal convicção não é baseada na verdade; ela tem seu fundamento na imaginação do coração maligno dos homens seduzidos pelas "trevas".
As Escrituras, entretanto, não dizem que apenas as pessoas que cometem tais crimes horrendos vivem nas trevas, pois lemos: "...a escuridão [cobre] os povos". Isso significa que todos os povos do mundo vivem em trevas. A escuridão é algo terrível, porque ela impede que vejamos qualquer coisa. Por exemplo, se você entrar no porão de uma casa ou em outro lugar escuro durante a noite, sem dispor de uma luz, correrá sério perigo de se machucar. É isso que a Bíblia nos comunica: todas as pessoas na terra estão em sério perigo, não apenas em sua vida presente, mas também quanto à eternidade. Portanto, é extremamente importante que você se chegue à luz.
Quando Jesus, a luz do mundo, o Verbo (a Palavra) de Deus, fez-se carne e habitou entre nós, Ele ofereceu a luz a todos, dizendo: "Eu sou a luz do mundo" (Jo 8.12). João, porém, declarou: "E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam" (Jo 1.5, Ed. Revista e Corrigida). Por que as trevas não a compreendem? Encontramos a resposta para essa importante questão em João 3.19-20: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras".
Jesus nos chama para sermos luz entre as trevas, mas esta verdade só pode tornar-se real em sua vida, se você sair das trevas e vier para a luz. As palavras de Isaías 60.1-2 são dirigidas a nós hoje. A luz era e é Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Messias de Israel e Salvador do mundo. A oferta da luz e da separação foi feita inicialmente aos judeus. Ela era destinada a Israel, que, entretanto, rejeitou a Jesus. Assim, Ele voltou-se para os gentios. Isso se torna bem evidente no versículo 3: "As nações (os gentios) se encaminham para a tua luz..."
Esse tipo de realidade continua inimaginável nos dias em que vivemos, porque o mundo inteiro jaz nas trevas. Entretanto, existe uma exceção: o Senhor Jesus nos deixou uma comissão, “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mt 28.19). Mesmo nestes tempos turbulentos, o Senhor Jesus não nos chamou para sermos juízes e ficarmos indiferentes, alarmados e abatidos, mas como despenseiros de sua multiforme graça, nos chamou para pregarmos o evangelho do Reino a toda a criatura. Ministrarmos a sua paz, e essa paz que "excede todo o entendimento" (veja Fp 4.7) está disponível para você. Para podermos ser luz entre as trevas! Jesus disse: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.16).

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Jesus o mediador em nosso casamento

Ninguém se casa pensando em ter uma vida conjugal em que existam disputas, discussões, tensões, brigas e aborrecimentos. Todos desejam viver em harmonia, paz e amor, o que é perfeitamente possível. Paulo mostra aos Colossenses que é possível: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3.15-17). Esses versículos são sábios conselhos e farão maravilhas em seu casamento se forem compreendidos e colocados em prática.

“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração”

A paz aqui citada não é a paz que experimentamos quando não existe nenhum conflito. É um sentimento de plenitude e bem estar. Quando Jesus é o mediador em nossas vidas somos completos. Precisamos viver segundo a paz que Cristo tem a nos oferecer. Deixar que a paz de Cristo nos guie e seja nossa conselheira nos conflitos diários. Talvez se permitíssemos que a paz de Cristo reinasse em nossos corações, as palavras ofensivas que dizemos no caso de um conflito nunca teriam sido proferidas. A paz de Cristo que habita em nosso coração é indispensável para tratarmos nosso cônjuge com amor.

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo”

Como a palavra de Deus pode habitar em nós? Lendo-a diariamente, estudando-a com dedicação. E principalmente vivendo-a. A palavra de Deus modifica pessoas iradas. A palavra de Deus transforma pessoas frustradas. A palavra de Deus traz a paz e ajuda pessoas ansiosas. A palavra de Deus edifica e muda até pessoas detestáveis. A palavra de Deus nos modifica! Quando a lemos, devemos pedir ao Espírito Santo que a palavra de Deus faça parte de nossas vidas. As verdades contidas nas sagradas Escrituras podem quebrar falsas opiniões que podemos ter de nós mesmos, de Deus, de pessoas e principalmente de nosso cônjuge, convicções que nos foram ensinadas erradamente ou que aprendemos por conta própria.

Reflita como a presença de Jesus dentro de você tem feito a diferença em seu casamento. Lembre-se nunca é tarde para começar, convide Jesus para ser o mediador em seu casamento. Deixe que a palavra de Deus governe o seu casamento.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sensação de bem estar!


É preciso escolher entre sensação e impressão de bem estar. São dois estados de espírito com certas semelhanças superficiais, mas, na realidade, são bem diferentes.
Há coisas que provocam mesmo uma real sensação de bem estar e outras que provocam apenas uma impressão de bem estar. A 1ª é verdadeira; a 2ª é mentirosa.
A simples impressão de bem estar, além de decepcionante é perigosa, a Bíblia nos adverte em provérbios 1.32: “aos loucos a sua impressão de bem estar o leva a perdição.” Em Apocalipse 3.17 é narrada a triste realidade dos irmãos de Laodicéia: “Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma...” sem saber, no entanto, que eram na vida real, infelizes, pobres e miseráveis.
Não existe uma autentica sensação de bem estar se este sentimento depender de coisas passageiras (ingerir álcool, por exemplo). Trata-se de uma euforia passageira, artificial e irreal. No dia seguinte sempre vem a ressaca, que traz seus incômodos e dores físicas. Até o dinheiro não satisfaz. Não podemos colocar nossa confiança nele.
Jesus declarou: “nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4.4).
Se não alimentar-nos o espírito, se não tivermos comunhão com Deus, nós desgostaremos da própria vida. O homem tem carência do pão, de conhecimento, de lazer, de trabalhar, de dormir, de amor, mas principalmente carecemos da comunhão com Deus.
Não haverá uma autentica sensação de bem estar se este sentimento estiver na dependência de coisas materiais. Ninguém construiria uma nave espacial que apenas levasse o homem a lua se não dispusesse de recursos para trazê-lo de volta a terra.
Por isso é loucura nos enchermos de sentimentos úteis a vida atual e irrelevante para nossa morada celestial.
Por isso é tão difícil às vezes compreendermos as palavras de Jesus no texto de Lucas 12.15-21: “A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”
Que Deus nos livre de vivermos uma vida somente de aparências, mas nos conceda sua graça para sermos discípulos fieis a Ele!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Arriscar muito por quase nada!



















“Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Marcos 8.36).

Um menino pequeno estava brincando com um vaso valioso. Ele colocou sua mãozinha dentro do vaso, e percebeu que não conseguia tirá-la. Ansioso, chamou seu pai, mas este também não conseguiu soltar a mão do filho, por mais que puxasse e virasse. A família inteira veio e ficou ao redor do garoto. Já discutiam a pos­sibilidade de quebrarem o objeto quando o pai mostrou mais uma vez ao menino como esticar os dedos para tentar passar na abertura. O filho chorou: “Não posso fazer isso, vou perder meu dinheiro!” Ele quis pegar uma moedinha que caíra dentro do vaso, e fechara o punho para a moeda não escapar. Um vaso caro quase foi vítima de uma moeda cujo valor era infinitamente menor.
Talvez essa seja uma situação engraçada. Mas nossa atitude é diferente quando arriscamos nossa bênção eterna por causa dos prazeres passageiros desta vida? Quantos de nós não estamos segurando uma “moeda”? Quem não abre mão do prazer do pecado não pode ser livre da escravidão dele nem obter a vida eterna.
Portanto, cada um tem de analisar seriamente o que tem considerado mais valioso que a salvação eterna. O que tem nos impedido de revelarmos nossa culpa diante de Jesus Cristo e de aceitar Seu perdão?
A pergunta: “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?”, não é somente uma frase vazia. Medite sobre isso e deixe que essa mensagem se torne uma convicção de fé para você. Uma boa semana.



terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma dica de leitura


ATREVI-ME A CHAMAR-LHE PAI
Autor: BILQUIS SHEIKH
Editora Vida
Gostaria de indicar este livro aos irmãos, pois sua leitura é agradável e desafiante. Segue uma pequena introdução: Quando o Espírito Santo tocou esta orgulhosa mulher da nobreza muçulmana, as repercussões se fizeram sentir ao redor do mundo! Esta é a história verídica de Bilquis Sheikh, uma senhora muçulmana que repentina e dramaticamente sofre uma transformação completa ao encontrar-se com Deus por intermédio da leitura da Bíblia. Enfrenta, então, ameaças de morte, perda da família, da posição social e é forçada a deixar sua terra natal. Tudo isso por procurar ser fiel a seu Salvador. Pelos olhos da Sra. Sheikh podemos ver em primeira mão, o confronto entre cristianismo e islamismo, e o tremendo abismo existente entre as duas culturas. E, num nível ainda muito mais pessoal, descobrimos que o Espírito Santo muda os corações — até nas circunstâncias menos prováveis. Nesta época de dificuldades, é vital que os cristãos ocidentais compreendam quão difícil é ser crente em terras muçulmanas e mediante essa compreensão percebam a preciosa dádiva que têm de adorar ao Senhor livremente.

Famílias a serviço do Reino!


Romanos 16.3-4 “Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios”

Paulo, na conclusão de sua carta aos romanos, faz a mais longa saudação de todas as suas cartas (Rm 16.3-16). Nessa conclusão, ele cita varias pessoas e algumas famílias que estavam a serviço do Reino de Deus. Essas pessoas e essas famílias servem de exemplo para nós ainda hoje, pois como é difícil abrir nossas casas e servir em meio a tanta correria em nossos dias. Paulo enfatiza justamente a necessidade de estarmos atentos para fazermos de nossa casa um ambiente de descanso e abrigo e fonte de benção nas mãos do Senhor. Voltemos ao passado e aprendamos com esses irmãos e irmãs que nos precederam. Gostaria de destacar três verdades que este texto de Romanos nos ensina:

1. Casas abertas para acolher (Rm 16.3-5; 14-15).

Priscila e Áquila eram hospitaleiros e acolhedores, faziam de sua casa uma extensão da igreja e um porto seguro, onde as pessoas encontravam um refúgio em Deus. As portas estavam sempre abertas para a adoração e proclamação da palavra. Hoje precisamos estar atentos, pois nosso lar é um dos principais instrumentos na evangelização e testemunho.

2. Corações abertos para consolar (Rm 16.13).

Paulo faz referencia a mãe de Rufo como uma mulher que cuidou dele como se fosse sua mãe. Esta mulher recebe um grande elogio de Paulo, mas nem ao menos seu nome é citado, mas com certeza no céu ela é reconhecida.
É maravilhoso para nós sermos balsamo para os que sofrem e âncora para os que enfrentam momentos de tempestades em sua vida.
A mãe de Rufo foi uma mãe para Paulo, e isso foi tremendo para Paulo, pois ele encontrou nesta mulher apoio e encorajamento, que só uma mãe é capaz de dar.
Temos um grande desafio: Sermos abençoadores. Termos sempre em nosso coração palavras de encorajamento as pessoas. Nossa língua precisa ser medicina que leva cura, nossas palavras precisam ser mel que alimenta e nossos atos precisam ser gestos que abençoam.

3. Mãos abertas para trabalhar (Rm 16.3; 6; 9; 12).

Paulo cita varias pessoas que foram suas cooperadores no reino, que puseram a mão no arado e foram prestativas em fazer a obra de Deus. Como discípulos devemos ser uma equipe de trabalhadores, ele nos chama ao trabalho. Temos o privilegio de sermos cooperadores de Deus no estabelecimento do reino entre nós.

Mateus 9.37-38 “E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”