"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fomos separados para ser luz entre as trevas

"Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti" (Is 60.1-2).
A palavra "luz" é destacada pelo profeta Isaías. O que é a "luz"? Todos sabem que a luz é a ausência de trevas, mas devemos entender que a questão aqui é a separação entre a luz e as trevas. Lemos já no início da Bíblia: "...e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas" (Gn 1.4b). Deus não eliminou as trevas, Ele as separou da luz. Portanto, uma segunda palavra-chave que devemos lembrar é "separação". A vinda de Jesus significa exatamente isso: separação! Ou você crê e aceita que Jesus Cristo veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas.
O versículo inicial não diz apenas "eis que as trevas cobrem a terra", mas prossegue: "e a escuridão, os povos". Essa é a realidade em nosso mundo. Por exemplo, podemos ficar perplexos diante de crimes como temos visto em noticiários, maridos e noivos descontentes com o fim do relacionamento matam suas parceiras, alguém que num ato insano aposta corrida com seu carro e tira a vida de um inocente, e vai embora sem nem prestar socorro a vitima. O caso Mércia ou o caso Eliza Samudio, e tantos outros anônimos, dificilmente podemos imaginar a terrível escuridão em que viviam os assassinos. Por que eles fizeram isso? Sem dúvida, eles estavam convencidos de que seu ato era justificado; para eles, essa era a coisa certa a fazer. Entretanto, tal convicção não é baseada na verdade; ela tem seu fundamento na imaginação do coração maligno dos homens seduzidos pelas "trevas".
As Escrituras, entretanto, não dizem que apenas as pessoas que cometem tais crimes horrendos vivem nas trevas, pois lemos: "...a escuridão [cobre] os povos". Isso significa que todos os povos do mundo vivem em trevas. A escuridão é algo terrível, porque ela impede que vejamos qualquer coisa. Por exemplo, se você entrar no porão de uma casa ou em outro lugar escuro durante a noite, sem dispor de uma luz, correrá sério perigo de se machucar. É isso que a Bíblia nos comunica: todas as pessoas na terra estão em sério perigo, não apenas em sua vida presente, mas também quanto à eternidade. Portanto, é extremamente importante que você se chegue à luz.
Quando Jesus, a luz do mundo, o Verbo (a Palavra) de Deus, fez-se carne e habitou entre nós, Ele ofereceu a luz a todos, dizendo: "Eu sou a luz do mundo" (Jo 8.12). João, porém, declarou: "E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam" (Jo 1.5, Ed. Revista e Corrigida). Por que as trevas não a compreendem? Encontramos a resposta para essa importante questão em João 3.19-20: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras".
Jesus nos chama para sermos luz entre as trevas, mas esta verdade só pode tornar-se real em sua vida, se você sair das trevas e vier para a luz. As palavras de Isaías 60.1-2 são dirigidas a nós hoje. A luz era e é Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Messias de Israel e Salvador do mundo. A oferta da luz e da separação foi feita inicialmente aos judeus. Ela era destinada a Israel, que, entretanto, rejeitou a Jesus. Assim, Ele voltou-se para os gentios. Isso se torna bem evidente no versículo 3: "As nações (os gentios) se encaminham para a tua luz..."
Esse tipo de realidade continua inimaginável nos dias em que vivemos, porque o mundo inteiro jaz nas trevas. Entretanto, existe uma exceção: o Senhor Jesus nos deixou uma comissão, “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mt 28.19). Mesmo nestes tempos turbulentos, o Senhor Jesus não nos chamou para sermos juízes e ficarmos indiferentes, alarmados e abatidos, mas como despenseiros de sua multiforme graça, nos chamou para pregarmos o evangelho do Reino a toda a criatura. Ministrarmos a sua paz, e essa paz que "excede todo o entendimento" (veja Fp 4.7) está disponível para você. Para podermos ser luz entre as trevas! Jesus disse: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.16).

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Jesus o mediador em nosso casamento

Ninguém se casa pensando em ter uma vida conjugal em que existam disputas, discussões, tensões, brigas e aborrecimentos. Todos desejam viver em harmonia, paz e amor, o que é perfeitamente possível. Paulo mostra aos Colossenses que é possível: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3.15-17). Esses versículos são sábios conselhos e farão maravilhas em seu casamento se forem compreendidos e colocados em prática.

“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração”

A paz aqui citada não é a paz que experimentamos quando não existe nenhum conflito. É um sentimento de plenitude e bem estar. Quando Jesus é o mediador em nossas vidas somos completos. Precisamos viver segundo a paz que Cristo tem a nos oferecer. Deixar que a paz de Cristo nos guie e seja nossa conselheira nos conflitos diários. Talvez se permitíssemos que a paz de Cristo reinasse em nossos corações, as palavras ofensivas que dizemos no caso de um conflito nunca teriam sido proferidas. A paz de Cristo que habita em nosso coração é indispensável para tratarmos nosso cônjuge com amor.

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo”

Como a palavra de Deus pode habitar em nós? Lendo-a diariamente, estudando-a com dedicação. E principalmente vivendo-a. A palavra de Deus modifica pessoas iradas. A palavra de Deus transforma pessoas frustradas. A palavra de Deus traz a paz e ajuda pessoas ansiosas. A palavra de Deus edifica e muda até pessoas detestáveis. A palavra de Deus nos modifica! Quando a lemos, devemos pedir ao Espírito Santo que a palavra de Deus faça parte de nossas vidas. As verdades contidas nas sagradas Escrituras podem quebrar falsas opiniões que podemos ter de nós mesmos, de Deus, de pessoas e principalmente de nosso cônjuge, convicções que nos foram ensinadas erradamente ou que aprendemos por conta própria.

Reflita como a presença de Jesus dentro de você tem feito a diferença em seu casamento. Lembre-se nunca é tarde para começar, convide Jesus para ser o mediador em seu casamento. Deixe que a palavra de Deus governe o seu casamento.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sensação de bem estar!


É preciso escolher entre sensação e impressão de bem estar. São dois estados de espírito com certas semelhanças superficiais, mas, na realidade, são bem diferentes.
Há coisas que provocam mesmo uma real sensação de bem estar e outras que provocam apenas uma impressão de bem estar. A 1ª é verdadeira; a 2ª é mentirosa.
A simples impressão de bem estar, além de decepcionante é perigosa, a Bíblia nos adverte em provérbios 1.32: “aos loucos a sua impressão de bem estar o leva a perdição.” Em Apocalipse 3.17 é narrada a triste realidade dos irmãos de Laodicéia: “Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma...” sem saber, no entanto, que eram na vida real, infelizes, pobres e miseráveis.
Não existe uma autentica sensação de bem estar se este sentimento depender de coisas passageiras (ingerir álcool, por exemplo). Trata-se de uma euforia passageira, artificial e irreal. No dia seguinte sempre vem a ressaca, que traz seus incômodos e dores físicas. Até o dinheiro não satisfaz. Não podemos colocar nossa confiança nele.
Jesus declarou: “nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4.4).
Se não alimentar-nos o espírito, se não tivermos comunhão com Deus, nós desgostaremos da própria vida. O homem tem carência do pão, de conhecimento, de lazer, de trabalhar, de dormir, de amor, mas principalmente carecemos da comunhão com Deus.
Não haverá uma autentica sensação de bem estar se este sentimento estiver na dependência de coisas materiais. Ninguém construiria uma nave espacial que apenas levasse o homem a lua se não dispusesse de recursos para trazê-lo de volta a terra.
Por isso é loucura nos enchermos de sentimentos úteis a vida atual e irrelevante para nossa morada celestial.
Por isso é tão difícil às vezes compreendermos as palavras de Jesus no texto de Lucas 12.15-21: “A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”
Que Deus nos livre de vivermos uma vida somente de aparências, mas nos conceda sua graça para sermos discípulos fieis a Ele!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Arriscar muito por quase nada!



















“Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Marcos 8.36).

Um menino pequeno estava brincando com um vaso valioso. Ele colocou sua mãozinha dentro do vaso, e percebeu que não conseguia tirá-la. Ansioso, chamou seu pai, mas este também não conseguiu soltar a mão do filho, por mais que puxasse e virasse. A família inteira veio e ficou ao redor do garoto. Já discutiam a pos­sibilidade de quebrarem o objeto quando o pai mostrou mais uma vez ao menino como esticar os dedos para tentar passar na abertura. O filho chorou: “Não posso fazer isso, vou perder meu dinheiro!” Ele quis pegar uma moedinha que caíra dentro do vaso, e fechara o punho para a moeda não escapar. Um vaso caro quase foi vítima de uma moeda cujo valor era infinitamente menor.
Talvez essa seja uma situação engraçada. Mas nossa atitude é diferente quando arriscamos nossa bênção eterna por causa dos prazeres passageiros desta vida? Quantos de nós não estamos segurando uma “moeda”? Quem não abre mão do prazer do pecado não pode ser livre da escravidão dele nem obter a vida eterna.
Portanto, cada um tem de analisar seriamente o que tem considerado mais valioso que a salvação eterna. O que tem nos impedido de revelarmos nossa culpa diante de Jesus Cristo e de aceitar Seu perdão?
A pergunta: “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?”, não é somente uma frase vazia. Medite sobre isso e deixe que essa mensagem se torne uma convicção de fé para você. Uma boa semana.



terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma dica de leitura


ATREVI-ME A CHAMAR-LHE PAI
Autor: BILQUIS SHEIKH
Editora Vida
Gostaria de indicar este livro aos irmãos, pois sua leitura é agradável e desafiante. Segue uma pequena introdução: Quando o Espírito Santo tocou esta orgulhosa mulher da nobreza muçulmana, as repercussões se fizeram sentir ao redor do mundo! Esta é a história verídica de Bilquis Sheikh, uma senhora muçulmana que repentina e dramaticamente sofre uma transformação completa ao encontrar-se com Deus por intermédio da leitura da Bíblia. Enfrenta, então, ameaças de morte, perda da família, da posição social e é forçada a deixar sua terra natal. Tudo isso por procurar ser fiel a seu Salvador. Pelos olhos da Sra. Sheikh podemos ver em primeira mão, o confronto entre cristianismo e islamismo, e o tremendo abismo existente entre as duas culturas. E, num nível ainda muito mais pessoal, descobrimos que o Espírito Santo muda os corações — até nas circunstâncias menos prováveis. Nesta época de dificuldades, é vital que os cristãos ocidentais compreendam quão difícil é ser crente em terras muçulmanas e mediante essa compreensão percebam a preciosa dádiva que têm de adorar ao Senhor livremente.

Famílias a serviço do Reino!


Romanos 16.3-4 “Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios”

Paulo, na conclusão de sua carta aos romanos, faz a mais longa saudação de todas as suas cartas (Rm 16.3-16). Nessa conclusão, ele cita varias pessoas e algumas famílias que estavam a serviço do Reino de Deus. Essas pessoas e essas famílias servem de exemplo para nós ainda hoje, pois como é difícil abrir nossas casas e servir em meio a tanta correria em nossos dias. Paulo enfatiza justamente a necessidade de estarmos atentos para fazermos de nossa casa um ambiente de descanso e abrigo e fonte de benção nas mãos do Senhor. Voltemos ao passado e aprendamos com esses irmãos e irmãs que nos precederam. Gostaria de destacar três verdades que este texto de Romanos nos ensina:

1. Casas abertas para acolher (Rm 16.3-5; 14-15).

Priscila e Áquila eram hospitaleiros e acolhedores, faziam de sua casa uma extensão da igreja e um porto seguro, onde as pessoas encontravam um refúgio em Deus. As portas estavam sempre abertas para a adoração e proclamação da palavra. Hoje precisamos estar atentos, pois nosso lar é um dos principais instrumentos na evangelização e testemunho.

2. Corações abertos para consolar (Rm 16.13).

Paulo faz referencia a mãe de Rufo como uma mulher que cuidou dele como se fosse sua mãe. Esta mulher recebe um grande elogio de Paulo, mas nem ao menos seu nome é citado, mas com certeza no céu ela é reconhecida.
É maravilhoso para nós sermos balsamo para os que sofrem e âncora para os que enfrentam momentos de tempestades em sua vida.
A mãe de Rufo foi uma mãe para Paulo, e isso foi tremendo para Paulo, pois ele encontrou nesta mulher apoio e encorajamento, que só uma mãe é capaz de dar.
Temos um grande desafio: Sermos abençoadores. Termos sempre em nosso coração palavras de encorajamento as pessoas. Nossa língua precisa ser medicina que leva cura, nossas palavras precisam ser mel que alimenta e nossos atos precisam ser gestos que abençoam.

3. Mãos abertas para trabalhar (Rm 16.3; 6; 9; 12).

Paulo cita varias pessoas que foram suas cooperadores no reino, que puseram a mão no arado e foram prestativas em fazer a obra de Deus. Como discípulos devemos ser uma equipe de trabalhadores, ele nos chama ao trabalho. Temos o privilegio de sermos cooperadores de Deus no estabelecimento do reino entre nós.

Mateus 9.37-38 “E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Clínica do Senhor

Fui à clínica do Senhor para fazer uma consulta de rotina.
E constatei que estava enfermo.
Quando Jesus me tomou a pressão, viu que estava baixa de ternura.
Ao medir-me a temperatura, o termômetro registrou 40º C de ansiedade.
Me fez um eletrocardiograma e o diagnóstico foi que necessitava bombear mais amor, pois as minhas artérias estavam bloqueadas de solidão e saudade, e não abasteciam meu coração vazio.
Passei pela ortopedia, já que não podia caminhar ao lado do meu irmão, e tampouco dar um abraço fraternal, porque havia me machucado ao tropeçar nos problemas.
Também me diagnosticou miopia, já que não podia ver mais nada além das coisas negativas do meu próximo. Quando me queixei de surdez, Jesus disse que eu havia deixado de escutar Sua voz a cada dia.
É claro que Jesus me deu uma consulta gratuita e, graças à Sua misericórdia, prometo que ao sair desta clínica, tomarei somente os medicamentos naturais que me receitou através da Sua verdade.
Ao levantar-me, beber um copo de agradecimento.
Ao chegar ao trabalho, tomar uma xícara de paz.
A cada hora, ingerir um comprimido de paciência e uma cápsula de humanidade.
Ao chegar em casa, injetar uma dose de amor.
E, antes de dormir, tomar duas doses de consciência tranqüila.
Não se deprima nem se desespere pelo que está vivendo hoje.
Deus sabe o que você sente.
Ele sabe perfeitamente o seu limite e não deixará passar deste ponto.
O propósito de Deus para você é admiravelmente perfeito.
Ele deseja lhe mostrar muitas coisas que somente compreenderia estando exatamente no lugar onde está e na exata condição que vive agora neste lugar.Que o Senhor possa tratar todas as doenças da nossa alma.Uma boa semana na paz de Deus!!!

A vontade de Deus!

Romanos 12.1-2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita.
Mas como conhecê-la ou experimentá-la?
Como saber qual é o propósito especifico de Deus para nossa vida?
Como saber se estamos no centro da vontade de Deus?
Como saber se o que estamos fazendo é exatamente o que Deus estabeleceu para nós?
Como saber se estamos realizando os sonhos do coração de Deus, e não apenas os nossos próprios projetos?

Paulo, em Romanos 12.1-2, mostra-nos que o conhecimento da vontade de Deus é o resultado de um estilo de vida, e não da investigação humana.
Nós experimentamos a vontade de Deus à medida que vivemos os princípios estabelecidos por Deus em sua palavra.
Neste texto Paulo nos ensina três princípios para experimentarmos a vontade de Deus para nossa vida.

1. Apresentação (Rm 12.1)

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”

Todos aqueles que foram eleitos por Deus Pai, remidos pelo Deus Filho e selados para a redenção pelo Deus espírito santo devem se consagrar a Deus numa apresentação voluntaria e cheio de devoção.
As misericórdias de Deus nos motivam a consagração do nosso corpo a Deus. E nosso corpo foi comprado com o sangue de Cristo e transformado em habitação de Deus.

Apresentamos a Deus não apenas as ofertas das nossas mãos, mas nosso próprio corpo. Nosso corpo é objeto sagrado que apresentamos no altar de Deus. Nosso corpo deve ser sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
Mas como entender esse apresentar a Deus nosso corpo? Não é só na nossa vida de reuniões, mas quando estamos com o mundo nossa vida deve ser revestida de santidade. Nosso momento de oferta no culto será vazia de significado se não apresentamos a Deus nosso corpo em sincera consagração.
O culto racional que glorifica a Deus é aquele que procede de uma vida que se apresenta ao Senhor em santa consagração.

A palavra usada por Paulo para apresentação é a mesma utilizada pelos sacerdotes quando as pessoas traziam um sacrifício para ser oferecido no altar.
Depois que uma oferta era colocada no altar, não podia ser tomada de volta pelo ofertante.
Se entregamos ao Senhor o controle de nossas vidas e dizemos que o Senhor reina em nós não podemos tomar de volta o controle de nossas vidas!
Devemos apresentar o nosso corpo a Deus de forma definitiva. A melhor oferta que podemos trazer a Deus é nossa vida, nosso corpo.

2. Inconformação (Rm 12.2)

“E não vos conformeis com este século,”

E não vos amoldeis ao esquema deste mundo.
Como cristão não podemos nos conformar com o conformismo deste mundo.
O mundo não aceita valores absolutos. O relativismo moral é aceito como norma. O relativismo é uma doutrina que prega que algo é relativo, contrário de uma idéia absoluta, categórica. Atitude ou doutrina que afirma que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas, etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar.
Então a ética situacional é a lei que rege o comportamento das pessoas. Por isso o sistema de valores do mundo é pautado não pela verdade, mas pela conveniência. Não pela justiça, mas pelo prazer. Não pela honestidade, mas pelo lucro.

As pessoas têm vendido sua consciência por vantagens imediatas, burlam as leis e corrompem os tribunais por ganância. Praticam violência e imoralidade por caprichos egoístas.

Esse sistema de valores está em oposição a Deus e a sua palavra. Não podemos entrar nessa fôrma do mundo. Se você prestar atenção o mundo esta sempre mudando, o que era errado ontem se torna certo hoje. O mundo no seu afastamento de Deus chega a ponto de chamar a luz de trevas e as trevas de luz (Isaias 5.20 diz assim Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!).

Não podemos colocar nossos pés nessa fôrma. Não podemos fazer parte deste esquema. O Senhor nos chamou para ser luz entre as trevas.

Algo importante que gostaria de compartilhar com os irmãos, a palavra conformação tem como raiz a palavra “forma”. E no grego existe duas palavras para forma:
1. schema = que tem o sentido de uma forma que está sempre mudando
2. morphe = que tem o sentido de uma forma permanente.

Schema descreve uma forma externa, enquanto morphe fala da essência.
E a palavra usada no texto de romanos para conformação é schema. O mundo esta mudando sempre. Em sua ética e valores por isso não podemos nos conformar com este mundo.

3. Transformação (Rm 12.2).

“mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”

Não somos conhecidos apenas como o povo que diz não ao erro e ao pecado, mas, sobretudo, somos o povo que diz sim a verdade, e vive esta verdade diante de Deus e dos homens.
E essa transformação ocorre quando nossa mente é governada pela verdade.
(João 8.32 “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”).

Essa transformação não é um arrebatamento emocional nem uma experiência mística separada de uma vida de dificuldades.
Somos transformados à medida que temos a mente de Cristo.
Somos transformados à medida que os valores do reino de Deus norteiam nossa mente, vida e conduta e relacionamentos.
Você sabe por que podemos ser transformados! Porque temos um padrão absoluto: “JESUS"
Ele é nosso modelo. O mundo passa, os costumes mudam, os valores morais são corroídos e deteriorados, mas Jesus e sua palavra jamais mudam. Por isso, quando seguimos seus passos não apenas somos transformados, mas nos tornamos instrumentos para a transformação de outros e assim experimentamos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

A vida cristã é uma caminhada de transformação diária até atingirmos a estatura de varão perfeito.
Somos transformados de glória em glória.
O projeto de Deus não é apenas nos levar para a glória, mas também transformar-nos à imagem do rei da glória.

1ª João 2.15-17 “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.”

O Nosso Chamado!

Gênesis 46.1-4 “Partiu, pois, Israel com tudo o que possuía, e veio a Berseba, e ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai. Falou Deus a Israel em visões, de noite, e disse: Jacó! Jacó! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então, disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá eu farei de ti uma grande nação. Eu descerei contigo para o Egito e te farei tornar a subir, certamente. A mão de José fechará os teus olhos.”

A Bíblia narra vários chamados, mas gostaria de comentar sobre o chamado de Jacó, que lemos no texto de Gênesis. O chamado de Jacó é muito parecido com o nosso chamado, Jacó se sentia desqualificado e sem condição. Precisamos compreender que o nosso chamado descreve a vida cristã normal, o qual visa ao comprimento da vontade de Deus para nós. E este chamado ocorreu num momento crucial na vida de Jacó. Que lição Jacó aprendeu com este chamado? Uma vez que entendemos que nosso chamado é cumprir o propósito de Deus para nós, a lição para Jacó deve também ser para nós. Em nosso chamado precisamos estar atentos a esta lição:

1. Consagração

Para compreender a vida de Jacó, devemos atentar para alguns aspectos. Durante toda a sua vida, por exemplo, ele erigiu quatro colunas, portanto, coluna é uma característica importante para compreendermos a vida de Jacó. Jacó investiu o construir colunas em sua vida, e na Bíblia, coluna se refere a testemunho de Deus, indicando um testemunho individual (uma coluna) por meio da natureza de Cristo, demonstrado numa pedra.
Você sabe qual era a opinião de Deus sobre Jacó? De acordo com Isaias 41.14: “Não temas, ó vermezinho de Jacó...”, Deus o descreve como um vermezinho. Quando estudamos biologia aprendemos que um verme é feio e seu mundo é bidimensional, pois se move na terra, num mundo sem céu. Basta você lhe dar todas as bênçãos do mundo, todas as riquezas da terra, e ele ficará satisfeito. Ele naturalmente se aguara a tudo que está no chão.
Desde o início de sua vida Jacó agarrava as coisas desejando ter. Ele agarrou o calcanhar de seu irmão ao nascer, depois agarrou o direito de primogenitura de seu irmão. O que Jacó almejava era correto, mas a maneira de agir, foi completamente errada. Daquele dia em diante, Jacó passou viver vagueando, aprendeu a ser egoísta, querendo agarrar o mundo.

Como uma pessoa assim pode ser coluna? Uma pessoa assim envergonha o nome de Deus, não pode ser testemunha d’Ele. Mas deixa eu te dizer algo, é maravilhoso lermos na Bíblia que Deus se identifica como o Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó. Se Deus é Deus de Jacó, então, todos nós temos esperança! Se Deus pode trabalhar na vida de Jacó, certamente Deus pode trabalhar em nossas vidas. Por isso podemos ser colunas, ser visto a natureza de Cristo em nós, lembre-se está em processo de edificação em nossas vidas! Deus faz o que o homem não pode fazer. Se olharmos para nos mesmos, não há esperança, mas em Cristo somos mais que vencedores. Deus deixou uma marca em Jacó, para que ele sempre se lembrasse que ele necessita da graça de Deus em sua vida. Deus quer uma coluna, um testemunho. E ele tem escolhido cada um de nós para isso!

2. Deixar ser conduzido

Aquele homem que andava rastejando, só olhando para as coisas do mundo, parou em certo lugar em sua fuga. Ali tomou pedras e fez de travesseiro e dormiu (com certeza uma pedra não é um bom travesseiro, a menos que se esteja muito cansado - Gn 28.11-17). Deus, lhe deu um sonho, nele Jacó vê uma escada, onde no topo Deus estava. Deus estava na ponta de cima da escada e Jacó deitado no chão. Jacó jamais soube que havia um caminho para atingir o céu, pois ele sempre estava pensando nas coisas terrenas. Deus queria abrir-lhe os olhos. Tudo o que Jacó queria era terreno, mas Deus lhe mostra que existe algo chamado céu. Para Jacó todos os caminhos eram horizontais, pois ele nunca havia imaginado que existisse um caminho vertical, todo o caminho que ele percorria na terra tinha por destino uma benção, ele não imaginava que havia um caminho que o levava à presença de Deus. Deus abriu os olhos de Jacó para ele ver que existe um caminho que leva ao céu. O mundo de Jacó é muito parecido com o nosso, muito pequeno! Como Jacó, buscamos apenas as bênçãos que o mundo nos apresenta. Mas aqui vemos algo maravilhoso! Quando Jacó acordou tomou a pedra que havia usado como travesseiro, a qual representa dificuldade, sofrimento, desilusão, desesperança e levanta uma coluna representando o guiar de Deus em sua vida. E desta maneira Deus fez de Jacó uma coluna.

Concluindo, Jacó nos ensina sobre consagração e se deixar ser conduzidos. Para que o testemunho de Deus seja edificado em nossas vidas, estas lições tem que ser aprendidas. Que o Senhor nos conceda sua graça para vivermos seu testemunho!