"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 5 de dezembro de 2015

O diálogo entre Moisés e Faraó

Êxodo capítulos 7 a 12
“Deixa o meu povo ir, para que me cultue...”
NÃO VÁ, FIQUE
“Chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra.” (Ex 8.25).
A escravidão é um símbolo do pecado, Faraó é um símbolo de Satanás e o Egito é um símbolo do mundo. Faraó propôs a Moisés a continuar no Egito e a levantar ali mesmo altares a Deus. A princípio parecia uma proposta simpática e acolhedora. Mas, toda vantagem proposta por Satanás tem uma armadilha. Ainda hoje, Satanás usa a mesma estratégia, induzindo as pessoas a pensar que podem adorar a Deus sem sair da escravidão do pecado. Que podem entrar para a igreja sem romper com os esquemas do mundo. Que podem colocar uma bela máscara de santidade, sem mudar de vida. Que podem se tornar religiosas sem novo nascimento. Faraó propõe a religião da forma sem vida, do ritual sem conversão, da aparência sem novo nascimento. Moisés recusou com toda a sua força a sedutora proposta de Faraó e nós devemos, também, rejeitar firmemente as insinuações do diabo. Não basta levantar altares a Deus. Precisamos sair do Egito!
VÁ, MAS NÃO VÁ LONGE
“Então, disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que ofereçais sacrifícios ao SENHOR, vosso Deus, no deserto; somente que, saindo, não vades muito longe; orai também por mim.” (Ex 8.28).
Faraó propõe ao povo ir, mas não ir tão longe. Faraó que até então castigava o povo com duros açoites e com trabalhos forçados, agora se transforma em chefe de relações públicas. Quer relacionamento. Abre as portas de seu império para o povo voltar sempre que sentir saudade. Quer manter os vínculos. Não quer cortar as raízes. A ideia de Faraó é esta: Vá, mas não vá tão longe. Vá, mas volte. Vá, mas não vá definitivamente. Hoje, ainda, essa é uma proposta perigosa. O diabo além de acusador é também um sedutor. Depois de afligir seus súditos, tenta atrai-los, mostrando as vantagens do mundo. Oferece-lhes prazeres. Abre-lhes a porta da liberdade. Convida-os a vir e desfrutar do melhor do Egito. A tese de Faraó aqui é que você pode desfrutar o melhor dos dois mundos e viver com o coração dividido. Moisés, porém, rechaça com veemência essa sedutora proposta. Quem foi liberto da escravidão, não deve mais retroceder. A vida com Deus exige consagração plena!
VÁ, MAS NEM TODOS 
“Então, Moisés e Arão foram conduzidos à presença de Faraó; e este lhes disse: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus; porém quais são os que hão de ir?” (Ex 10.8).
Faraó propõe a Moisés levar o povo, mas deixar no Egito as crianças e os jovens. Com isso, está insinuando que o lugar para os jovens desfrutarem a vida é no Egito. Que levantar altares a Deus é uma atividade para aqueles que já são idosos e frágeis de saúde. Faraó quer induzir Moisés a pensar que o culto a Deus não tem atrativos para os jovens e que eles devem ficar no Egito, onde os prazeres são mais vibrantes. Essa mentira de Faraó traveste-se de muitas outras sedutoras propostas em nossos dias. Muitos jovens abandonam as fileiras da fé para retrocederem aos prazeres transitórios do pecado. Moisés, com firmeza, resiste a proposta de Faraó e não abre mão das crianças nem dos jovens. A família não pode estar dividida. Velhos, jovens e crianças, todos, devem estar na presença de Deus, a serviço de Deus, pois o lugar dos jovens desfrutarem a vida e encontrarem plenitude de alegria é na presença de Deus. 


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"Happy Halloween"

Será que o Halloween é realmente uma festa feliz ("happy")? Ou será que há ocultismo da pesada nas suas origens? Será que essa festa envolve louvor à "divindade" da morte e negociatas com entidades do mundo tenebroso? Será que é um evento tão ingênuo como se diz?
Sempre quando chegamos no fim de outubro fico meditando sobre o perigo desta data. Porque somos cada vez mais sobrecarregados por costumes trazidos de outras culturas, e muitos de nós não tem discernido o mal que esta realmente por traz destas ditas festas ingênuas. Quando desejamos a outros "Happy Halloween!" estamos indiretamente desejando que estas pessoas façam negociatas com espíritos do mundo sobrenatural que supostamente controlam os processos da natureza. Eu sei que este assunto divide muitas opiniões. Mas desde já, deixo claro que minha intenção é que possamos meditar com o  coração sincero perante Deus sobre o significado da celebração do halloween para que vocês avaliem, o que é melhor para nossos filhos.
O halloween tem uma origem pagã (o termo pagã vem da referência que os antigos gregos davam no latim para as pessoas que não são cristãs e adoravam outros deuses). A celebração do Dia das Bruxas se atribui a um povo que habitava na Inglaterra: os celtas. Esta festa tinha como objetivo principal celebrar os mortos. Acreditavam que na noite do dia 31 de Outubro, o deus da morte permitia aos mortos voltar a terra para criar um ambiente de terror. Esta influência foi diminuindo com a pregação do evangelho, e desapareceu totalmente no final do II século do cristianismo. (Fonte Wikipédia).
Bom, e o que tem a ver com a gente e com nossas crianças? 
Essa comemoração voltou aos poucos como uma festa para as crianças usarem fantasias de bruxas ou outros personagens maus. Para ganhar simpatia juntou-se o costume de distribuir doces. Pôr trás de algo aparentemente inofensivo existe toda uma trama para voltar a essas crenças pagãs.
O que tem por traz dessa celebração que para muitos é uma simples brincadeira?
Muitos grupos satanistas e ocultistas usam o dia 31 de Outubro como a sua data mais importante. Chamam a este dia de " Festival da morte", e é reconhecido pôr todos os satanistas, ocultistas e adoradores do diabo como véspera do ano novo da bruxaria.
Anton LaVey, autor da " Bíblia satânica " e sumo sacerdote da igreja de satanás, diz que o dia mais importante para os seguidores o maligno é o halloween. LaVey diz que nesta noite os poderes satânicos ocultos e de bruxaria estão no seu nível de potência mais alto, e qualquer bruxo ou ocultista encontrará mais êxito no dia 31de outubro, porque satanás e seus poderes estão em seu ponto mais alto nesta noite. Estes seguidores do príncipe da mentira asseguram que durante a noite do halloween, os anjos decaídos, assim como toda a classe de espíritos malignos percorrem o mundo inteiro. Também é um fato registrado e documentado que na noite do dia 31 de Outubro na Irlanda, Estados Unidos e outros países se realizam missas negras, cultos espíritas e outras reuniões relacionadas com o mal e o ocultismo.
Por isso a necessidade de todos os cristãos, que creem em Jesus como Senhor,  levantarem clamor e oração para combater o mau que está sendo celebrado nesse dia de hoje.
E por que não é uma festa inofensiva e apenas uma brincadeira para crianças? 
Este breve relato acima servem para mostrar o lado negativo do halloween, o que essa festa, que parece a princípio tão despretensiosa, traz contra o reino de Deus, cultuando a morte. A mensagem de amor, paz, caridade e esperança de Jesus Cristo é completamente contrária às imagens sangrentas, que retratam bruxas, mortos saindo de túmulos, vampiros e outros monstros. Halloween é na verdade uma celebração da maldade. Você pode dizer: "mas a maldade está dentro de nós e não em simples fantasias e brincadeiras de criança.". Mas o que importa é o que está sendo pregado, o que é cultuado nesse dia e as armadilhas que o mau encontra para chegar às famílias.
Precisamos afastar nossos filhos das coisas que o mundo diz que é "natural", pois na Bíblia diz para não nos conformarmos com esse mundo, do contrário, SEJAMOS LUZ, e não há como ser luz celebrando trevas, escuridão, bruxas, monstros. A Bíblia diz que o "princípe desse mundo" cegaria nosso entendimento, e entender essas festas como uma brincadeira normal e inofensiva faz parte do plano dele.
"Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pela vontade de escutar novidades, arrumarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas." (2Tm 4,3-4) 
Concluindo,
devemos festejar a vida e não a morte, pois quem festeja a morte vive nas trevas e nós cristãos devemos viver na luz e essa luz é Jesus: "Eu sou a luz do mundo, quem vem a Mim não andarás nas trevas".
A Deus toda a glória! 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O sofrimento é o fogo que Deus usa para nos purificar e fortalecer!

“…o poder se aperfeiçoa na fraqueza…” (2 Coríntios 12.9).
Os diamantes são pedras preciosas belas e valiosas, mas no início não passa de carvão comum (preto, sujo e combustível). Através de anos após muito calor e alta pressão, eles se tornam puros e fortes. Isto os torna uma boa metáfora para a força espiritual, Deus usa forças externas intensas para nos livrar das impurezas e para aperfeiçoar a Sua força em nós.
A força de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza, diz o apóstolo Paulo (2 Coríntios 12.9). Gostaria que isto não fosse verdade, porque é difícil para mim confessar minha fraqueza. As enfermidades e dificuldades que enfrento me ensinam mais do que eu sempre quis saber sobre a fraqueza física. Em algumas ocasiões, um acontecimento corriqueiro pode me fazer mergulhar num estado de fraqueza emocional que muitas vezes nos pega desprevenidos.  Alguns de nós somos capazes de criar uma ilusão de força e auto-suficiência. Mas a perda repentina de saúde, emprego ou um relacionamento valioso é um lembrete surpreendente de nossa total dependência de Deus.
Quando experimentamos a fornalha ardente do sofrimento, seja este físico ou emocional, perseguição externa ou humilhação interior, o propósito amoroso de Deus é nos tornar puros e fortes. Lembre-se: “O sofrimento é o fogo que Deus usa para nos purificar e fortalecer.”

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Nunca havia me ocorrido que minha responsabilidade como pastor era ensinar a viver!

As pessoas estão mal porque não sabem viver. E não sabem viver porque ninguém as ensinou. Em nossos países há escolas de todo tipo, mas lamentavelmente não há uma só escola que ensine a viver. Os primeiros responsáveis por ensinar a viver são os pais. Mas quando a família falha, cabe à igreja assumir essa responsabilidade. Jesus disse: “Vocês são a luz do mundo…” . A igreja é responsável por incluir, educar, reeducar e instruir aos que querem aprender a viver segundo a vontade de Deus. No entanto, lamentavelmente, a igreja, em geral, tem falhado em sua função de ensinar às nações a viver.
Nasci num lar evangélico. Desde criança me levaram à escola dominical e às reuniões. Em nosso bairro havia uma paróquia católica que tinha um grande campo onde se realizavam campeonatos de futebol. Eu pertencia a uma das equipes do bairro. E para que nos permitissem jogar, devíamos ir à missa no domingo. Lembro que nesse tempo (eu tinha uns 9 ou 10 anos)a primeira missa do domingo era às seis da manhã, e o templo se enchia até a metade. A segunda era às sete, e já havia um pouco mais de gente. A partir das oito e até meio dia havia missa a cada meia hora, e em cada missa o templo estava repleto. Desde as seis da tarde havia missa a cada hora até às dez da noite. Nesses anos (1950) a Igreja Católica tinha o povo argentino praticamente em suas mãos, mas lamentavelmente só lhe deu liturgias e sacramentos, mas não lhe ensinou a viver.
Quando eu tinha 15 anos me converti a Cristo, e ele mudou minha vida. Aos 24 anos me tornei pastor de uma congregação e com um grupo de jovens iniciamos evangelizando um bairro populoso da cidade de Buenos Aires. Eu havia estudado quatro anos num seminário, e quando me tornei pastor segui o costume dos demais pastores. Nunca me ocorreu que minha responsabilidade era ensinar às pessoas a viver. Assim lhes ensinava acerca da oração, do céu, da segunda vinda de Cristo, do Salmo 23. Dava-lhes devocionais, mensagens sobre a justificação pela fé, sobre a redenção e outros bons temas similares. No entanto, quando saíamos da reunião, o que haviam escutado no sermão não lhes servia para sua vida cotidiana. Não me havia ocorrido que  minha responsabilidade era ensiná-los  acerca do casamento, da criação dos filhos, do sexo. Do sexo? A igreja era demasiadamente santa como para falar desse tema! Ou da administração do dinheiro. Dinheiro? Não, havia temas mais espirituais: o céu, a segunda vinda de Cristo, a salvação. Todos esses temas eram bons e necessários, mas as pessoas necessitavam aprender a viver segundo a vontade de Deus. No entanto, nem aos pastores evangélicos nem aos sacerdotes católicos lhes havia ocorrido que nossa responsabilidade era ensinar as pessoas a viver.
Até que Deus nos visitou. No ano de 1967 houve um derramamento do Espírito Santo em Buenos Aires que se estendeu a muitos outros lugares e países do mundo. Deus nos batizou com seu Espírito e aprendemos a falar em línguas, a louvar e adorar, entre outras coisas. E nos parecia que agora estávamos bem porque nos encontrávamos em meio a uma forte experiência espiritual. Assim, no primeiro ano pensávamos que isso era tudo. Porém, no ano seguinte Deus abriu nossos olhos. Os anos de 1968, 1969 e 1970 foram de intensa revelação, como se de repente nos tivessem tirado um véu. E começamos a entender o reino de Deus e sua vontade. Ali aprendemos que devíamos ensinar as pessoas a viver segundo a vontade de Deus. Percebemos que devíamos ensiná-los tudo concernente à vida cotidiana.
O Senhor, ao nos revelar o evangelho do reino, o senhorio de Cristo e o discipulado, nos fez entender que ao nos dedicarmos a fazer discípulos devíamos não só batizá-los, mas também ensiná-los a guardar todas as coisas que Jesus ensinou. Era como aterrissar o Senhorio de Cristo na vida prática, no terrenal e cotidiano.
O Senhor mudou nossa visão ministerial. Entendemos que nossa tarefa principal como pastores era o discipulado. A condição para poder aprender é ser discípulo. Um discípulo é alguém que se deixa ensinar, é manso como uma criança. Usemos um exemplo: um discípulo conta a seu discipulador um conflito que tem tido com sua esposa; e seu discipulador lhe diz: “Segundo o que acaba de me contar, você ofendeu sua esposa. Então, agora ao voltar pra sua casa, se aproxime dela e lhe peça perdão” O que deve fazer o discípulo? Obedecer. no entanto, quem não é discípulo começará a argumentar: “Por que tenho que lhe pedir perdão? Ela me trata mal todos os dias”. Quem tem tal atitude não é um discípulo. Necessita se converter. Aceitou Jesus como seu Salvador, mas não como seu Senhor.
Durante muitos anos pregamos um evangelho incompleto: “Se você quer ser salvo… aceite Jesus como seu Salvador”. Todavia, a Bíblia diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10.9).
Para sermos salvos devemos reconhecer a Cristo como Senhor. Trata-se de uma verdade muito clara que define nossa vida. Quando alguém que vivia como queria se converte reconhecendo a Jesus como seu Senhor, tem esta nova atitude: “A partir de agora quem manda em minha vida é Jesus. Agora sou seu discípulo. Antes vivia como queria, mas de agora em diante ele é meu Senhor, meu dono, minha autoridade absoluta. O que ele me disser, isso farei. Se me diz: ‘Ame os seus inimigos’, os amarei. Se me diz: ‘Peça perdão a sua esposa’, pedirei. Se me diz: ‘Obedeça aos seus pais’, obedecerei’. Sou um discípulo, estou aprendendo a viver segundo Sua vontade”. Esse é o ponto de partida para aprender a viver.
Jorge Himitian
(
Extraído da pagina do autor no Facebook.
Texto publicado originalmente em espanhol).


quinta-feira, 25 de junho de 2015

O segredo de uma vida piedosa

“Guardo no coração a tua Palavra para não pecar contra ti” (Sl 119.11).
O Salmo 119 faz a maior apologia sobre a Palavra de Deus de toda a Bíblia. Este é o maior capítulo da Bíblia com cento e setenta e seis versículos dedicados a exaltar as Escrituras. Conhecer, viver e transmitir a Palavra de Deus é o grande segredo de uma vida piedosa. Dentre essas pérolas preciosas, gostaria de destacar um versículo 11 do Salmo 119 e extrair dele três verdades preciosas para nossa reflexão: 
1. Devemos guardar a Palavra de Deus
O homem tem uma tendência natural de ser um colecionador. Ele sempre está guardando e armazenando alguma coisa. Há aqueles que ajuntam dinheiro, pensando que a riqueza lhes dará mais segurança no futuro. Mas o dinheiro não é seguro nem oferece segurança. Os ladrões, a traça e a ferrugem consomem o dinheiro. O dinheiro também não proporciona a verdadeira felicidade. Há aqueles que guardam seus troféus e títulos. Ficam embriagados pelo seu próprio sucesso. Muitos ainda guardam lembranças amargas, abastecendo a alma com reminiscências dolorosas. Davi, mesmo sendo um homem rico e coroado de sucesso e fama, mesmo passando por vales escuros de sofrimento atroz, resolveu guardar não bens ou lembranças, mas a Palavra de Deus. Guardar a Palavra é melhor do que armazenar ouro. Reter a Palavra é melhor do que amealhar riquezas. É pela Palavra que o jovem pode guardar puro o seu coração. É pela Palavra que  somos santificados. É pela Palavra que somos instruídos, consolados e capacitados para vivermos piedosamente. A palavra de  Deus é preciosa que ouro e mais doce que o mel. A palavra de Deus é luz que orienta, é pão que alimenta e é água que purifica. Só teremos a posse da Palavra de Deus quando a guardarmos na mente e a retemos no coração.
2. Devemos guardar a Palavra de Deus no coração
      Hoje nós temos acesso a muitas Bíblias de estudo, mas por incrível que pareça, aumenta o desconhecimento da Palavra. Há crentes que gostam de fazer coleção de Bíblias, enchendo prateleiras de exemplares nas mais variadas versões, mas não guardam a Palavra de Deus no coração.
      Outras pessoas lidam com a Bíblia de forma mística, mantendo-a aberta no Salmo 91, esperando com isto afastar as más influências. Ainda outros, consultam-na como se fosse um horóscopo cristão, abrindo-a aleatoriamente e interpretando os textos fora do seu contexto. Muitos crentes, de forma imatura, acabam proibindo em nome de Deus o que Ele não está proibindo e aprovando em Seu nome o que Ele reprova. A Bíblia precisa ser lida e interpretada corretamente. E mais, ela precisa ser guardada no coração. Jesus triunfou sobre as tentações do diabo no deserto porque a Palavra estava no seu coração e jorrava abundantemente dos seus lábios. Muitos discípulos tem confundido o significado do discipulado, pois pensam que discipular alguém é transmitir conhecimento, mas o verdadeiro discipulado é fruto de uma prática de vida onde a palavra de Deus nos conduz a observância daquilo que Jesus Cristo nos ordenou (Mt 28.19-20).
3. Devemos guardar a Palavra de Deus, para não pecarmos contra Ele
      Um servo de Deus escreveu certa feita na capa da sua Bíblia: “Este livro afastará você do pecado ou o pecado afastará você deste livro”. Afastamo-nos do pecado à medida que nos aproximamos da Palavra ou nos afastamos da Palavra à medida que flertamos com o pecado. Não podemos guardar ao mesmo tempo o pecado e a Palavra em nosso coração. A Palavra de Deus, na verdade, é um antídoto contra o pecado. Por ela somos lavados, purificados e vivificados. Na medida em que lemos a Palavra, ela nos lê. Quando a examinamos, ela nos examina e nos corrige. A falta de conhecimento bíblico da nossa geração é a maior causa de um cristianismo aguado e sem consistência. Crentes imaturos não se alimentam de comida sólida. Eles ficam sempre nos rudimentos. Crentes fortes, robustos na fé, piedosos e cheios do Espírito são aqueles que têm fome da Palavra e têm nela todo o seu deleite e prazer. Hoje, muitos crentes buscam sucesso nas leis pragmáticas do mundo, mas o verdadeiro sucesso está em meditar, obedecer e ensinar a Palavra de Deus. Somente aqueles que meditam na lei de Deus de dia e de noite é que são como árvores frutíferas plantadas junto às correntes das águas. O ímpio que rejeita a Palavra pode até alçar vôos elevados, mas seu vôo é apenas como a palha que o vento dispersa.
      Concluindo, minha oração é para que o Senhor levante uma geração que ame a Palavra, que tenha fome da Palavra, que viva a Palavra e que a proclame no poder do Espírito Santo!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Saboreie cada pedaço!

“Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca.” (Salmo 119.103).
Em meu devocional nesta manhã, me lembrei de uma conversa que tive com minha médica sobre a dificuldade que eu estava enfrentando com a minha dieta alimentar. Em meio a conversa ela me fez uma afirmação: “Você come rápido demais! Vá com calma e aprecie sua refeição, descubra a riqueza dos sabores.” E ao sair da consulta cheguei a conclusão que geralmente eu comia muito rápido, não sabia saborear cada pedaço lentamente.
Diante das palavras do salmista fico imaginando quantos de nós se apressam na leitura da Palavra de Deus sem realmente saboreá-la. O salmista disse, “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca.” (Salmo 119.103). Isso me parece bom!
Quais são os benefícios de nos deliciarmos com o rico alimento das Escrituras? Uma refeição diária composta da Palavra de Deus nos ajuda a impedir que a ansiedade, o orgulho, o medo e a tentação infestem nossos corações subnutridos, e nos fortalece para uma jornada vitoriosa.  Há riqueza e nutrição na palavra:
1. A Palavra nos dá sabedoria e entendimento (Salmo 119.98-100);
2. Ela nos ajuda a refrear nossos pés do mal (Salmo 119.101).
Assim como nosso sistema digestivo distribui nutrientes para os nossos corpos, a Palavra de Deus, quando digerida, nutre nossas mentes, emoções e vontades. Ao invés de agarrar a Palavra com pressa logo antes de sair, é importante lê-la em um momento e em um lugar onde podemos realmente ter comunhão com Deus. Invista tempo e delicie-se saboreando a riqueza da Palavra de Deus.
A Palavra de Deus provê os ingredientes de que precisamos para prosperar espiritualmente.


Uma visão mais ampla do Filho

“… os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas.” (Apocalipse 1.14-15).
No livro de Apocalipse Deus nos mostra um aspecto de Seu Filho não revelado a nós nos evangelhos. Nos evangelhos, vemos Jesus como Salvador, e em Apocalipse, como Rei. O primeiro mostra Seu amor, o último, Sua majestade. No cenáculo, Jesus cinge os lombos para servir; em Patmos, Ele se cinge na altura do peito para a guerra. Nos evangelhos, Seus olhos de ternura comovem Pedro; em Apocalipse, eles são como chama de fogo. No primeiro, Sua voz é suave ao chamar Seu rebanho pelo nome, e palavras de graça saem de Sua boca; aqui, Sua voz é terrível como o som de muitas águas e de Sua boca uma espada afiada de dois gumes aflige até a morte Seus inimigos.
Não basta conhecermos Jesus como Cordeiro de Deus e Salvador do mundo; devemos conhecê-lO também como Rei de Deus, Juiz de Deus. Quando O vemos como Salvador, exclamamos: “Quão amável!” e nos reclinamos sobre Seu peito. Quando O vemos como Soberano, clamamos: “Quão terrível!” e caímos prostrados aos Seus pés.
(Extraído do clássico “Uma mesa no deserto”, de Watchman Nee, pela Editora dos Clássicos)


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Qual é a impressão que nós temos deixado?

“E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.” (2Reis 4.9).
Hoje pela manhã ao fazer o meu devocional, me deparei com este texto de segundo Reis. E algumas perguntas me surgiram: Que impressão Eliseu causou a esta importante moradora de Suném? Pois o texto deixa claro que o profeta não tinha realizado nenhum milagre na casa desta mulher, inclusive Eliseu não havia proferido nenhuma palavra profética naquela casa, muito menos alguma revelação da parte de Deus a família. Ele simplesmente passava por onde esta família podiam vê-lo e partilhavam o pão. Eles não o conheciam, não tinham visto seus feitos, porém, esta mulher disse a seu marido: “Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.
O que me impacta no que esta mulher diz a seu marido é que não foi nada o que Eliseu disse ou fez que causou essa impressão, mas o que ele era. Quando Eliseu chegava, ela sentia a presença de Deus com ele!
O que as pessoas sentem em relação a nós? Todos nós deixamos algum tipo de impressão. E essas impressões indicam o que?
Que somos inteligentes?
Que somos talentosos?
Que nós somos importantes?
Que somos generosos?
Sabe amados, as visitas de Eliseu a esta família de Suném, estava deixando um efeito visível: “Elas deixavam naquela casa uma impressão do próprio Deus!”      
Qual é a impressão que temos deixado nas pessoas que fazem parte do nosso dia-a-dia? 

domingo, 12 de abril de 2015

A essência da igreja!

"Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros." (2 Tm 2.1-2).
Paulo destaca a Timóteo que o exercício do ministério exige uma força sobrenatural: "tu pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus."  Como nos dias de Paulo, vivemos dias difíceis, há um verdadeiro peso sobre nós que a cultura marxista e humanista tem colocado como conduta de vida. Porém num cenário tão cinzento, Timóteo, que era jovem, tímido e doente, não poderia permanecer firme sem uma capacitação da graça. Diante deste ensino de Paulo dois pontos se destacam:
1. A essência da igreja (um povo sacerdotal): Vemos no verso 1 a essência da igreja."Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus." Paulo chama Timóteo de meu filho, mostrando assim um vínculo formado de família. Aqui me surgiu algumas perguntas? A quem eu tenho como filho? E quem cuida de mim como um pai? Paulo mostra a Timóteo (seu filho na fé) que a essência da igreja é uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus (Rm 8.28-30). Porém, ele deixa claro a Timóteo (seu filho) que a graça não está nele e nem na igreja, está em Cristo Jesus. Não há vida cristã vitoriosa sem poder sobrenatural. Esse poder não vem da terra, mas do céu. Não vem dos talentos humanos, mas da graça de Cristo Jesus!
2. A forma de se viver a essência (a estrutura):  Como podemos aprender no verso 2: "E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros." Não basta termos somente um conhecimento intelectual do evangelho, o evangelho precisa também ser transmitido com diligência e fidelidade. A melhor maneira de preservar o evangelho é transmiti-lo. Paulo estava ensinando a Timóteo que é exatamente deste ensino que ele precisava instruir outros, numa cadeia constante. Porém, Paulo coloca duas condições a serem seguidas:
a. Fidelidade
b. Capacidade de ensinar.
Alguns são fiéis, porém não são capazes de transmitir o que receberam aos seus ouvintes. Outros têm capacidade de ensinar, mas não são fiéis na fé e no serviço. Como discípulos de Cristo devemos ver em nós um vínculo de duas gerações. O que quero dizer com isso? Bem, é simples. Nós não recebemos a fé somente, mas o dever de transmiti-la! Receber a fé, é um privilégio, porém, transmiti-la é nossa responsabilidade. A tocha do evangelho precisa ser passada de geração em geração, sem se apagar!
Concluindo, só poderemos viver a essência da igreja quando a mensagem e o mensageiro estiverem em sintonia, pois a vida de quem entrega a mensagem precisa estar em sintonia com a mensagem anunciada. A vida de quem anuncia o evangelho do reino precisa ser alimentada pelo que está anunciando. Se fortalecer na mensagem do evangelho. Jesus disse minha comida é fazer a vontade de meu Pai! (João 4.34: "Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra."). Por isso, amados irmãos, precisamos anunciar o evangelho de Cristo, pois a melhor maneira de preserva-lo é transmitindo as pessoas, fazendo discípulos, glorificando a Cristo!
Completando a Sua obra!