"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Poder do Louvor

“Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todas as terras. Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. Porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele, todas as terras.” (Sl 96.1-9).
“O louvor libera o poder de Deus.” A vida e reuniões dos santos devem estar impregnadas de louvor (Sl 100.4 e 1 Ts 5,17). Quando fazemos isso ao Senhor é tributado força e glória (Sl 97.7).
Liberando o poder de Deus
  • O Senhor reina através do louvor do seu povo: “Contudo, tu és Santo, entronizado entre os louvores de Israel.” (Sl 22.3);
  • Força e glória através do louvor: “Sejam confundidos todos os que servem a imagens de escultura, os que se gloriam de ídolos; prostrem-se diante d’Ele todos os deuses.” (Sl 97.7);
  • Em Mateus 21.16, Jesus troca a palavra força por louvor: “Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.” (Sl 8.2);
  • Romanos 12.19 diz: “...não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar a ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor;” e, 
  • “Dai lugar a ira” – Deixar Deus operar. O mesmo principio de Efésios 3.20: “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós.”
Recebendo o Poder de Deus
  • O louvor contempla a gloria e majestade do Senhor através da qual somos transformados (Isaías 6.1-9 e 2 Coríntios 2.18). O louvor contempla o caráter de Deus; e,
  • Ressentimentos, ódios, amarguras, sentimentos facciosos, não encontram lugar no coração de quem louva a Deus (Sl 97.10, 12; Sl 101.1-4; Sl 105.1-4; Sl 107.1-2; Sl 108.1-5; Ef 5.18-20; Hb 13.15 e Cl 3.12-17).
Exercendo o Poder de Deus
  • Fazendo calar o acusador e inimigo (Salmos 8.2 e Apocalipse 12.10);
  • A vitória de Josafá contra os amonitas e moabitas (2 Cr 20.21-28);
  • Desbaratando os exércitos inimigos (hoje, as forças espirituais do mal, Sl 18.37-38, 48 comparar com Ef 6.10-20);
  • O principio de crescimento da igreja primitiva (At 2.46-47 e At 9.31). Ver este principio no Salmo 48.1-10; e,
  • “Sião é a alegria de toda a terra, o monte de Deus é a fonte de todo gozo e graça das nações.”
Assim, o verdadeiro louvor que libera o poder de Deus consiste em declarar de coração sua majestade, glória, domínio, honra e feitos maravilhosos, que na linguagem do escritor aos hebreus é fruto de lábios que confessam o seu nome.
“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.” (Hb 13.15).

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Visão de Deus

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6.1-8).
Isaías teve uma visão de Deus exaltado em tempos difíceis (“No ano da morte do rei Uzias...”). Uzias foi um rei prospero que posteriormente veio a cair no desagrado de Deus (Cf. 2 Cr 26.16-23). Conforme se lê em João 12.41, foi a Jesus que Isaías viu em sua glória (Cf. Jo 17.5). Vamos destacar quatro aspectos da visão de Isaías que correspondem também a nossa experiência:
  • Revelação
“...vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono...” (Is 6.1).
“Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is 6.3).
·         Majestade, gloria e santidade de Deus; e,
·         Compreensão pessoal que os céus governam.
  • Conhecimento
Não se trata de percepção intelectual, racionalidade, etc... Trata-se de conhecimento que procede da revelação que vem por meio da intimidade (relacionamento) com Deus. É um conhecimento através do qual somos participantes da sua santidade: “...a fim de sermos participantes da sua santidade.” (Hb 12.10).
  • Transformação
Visão real corresponde a transformação. Ao termos uma visão de Deus, Sua glória, Sua majestade, Sua santidade, a nossa pecaminosidade fica exposta como na experiência de Isaías: “...ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” (Is 6.5).
O passo seguinte é a transformação operada pela graça: “Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.” (Is 6.6-7).
  • Vocação
Deus precisa de nós para realizar Sua obra. Só quem experimenta o toque da graça pode dizer: “...eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6.8).
Portanto, revelação, conhecimento, transformação e vocação são quatro aspectos da visão de Deus para nós também. Não somos chamados somente para termos experiências com Deus, mas para corresponder a Ele e seu chamado a partir do trono. Estamos dispostos? 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Comunhão!

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.” (Salmos 133).
Se a palavra koinonia fala de comunhão fraternal, a palavra koinonite retrata uma doença relacional. Precisamos ser integrados neste ambiente de relacionamentos, onde podemos encontrar todos os elementos para um crescimento espiritual.
1.     A comunhão é algo profundamente belo e agradável aos olhos de Deus e aos olhos dos homens
Há uma exclamação de grande alegria nos lábios do salmista: “como é bom e agradável os irmãos viverem em união...”
A união fraternal é algo belo aos olhos de Deus. A comunhão fortalece os relacionamentos. O Senhor nos tem chamado para o ministério da reconciliação. Por isso é muito bom ocasiões onde temos a oportunidade de convidar aqueles que estamos evangelizando para que eles possam ver o ambiente de comunhão.
2.     A cura na comunhão
O salmista compara a comunhão com o óleo e ao orvalho.
         a.     O óleo
O óleo tem um simbolismo muito rico em toda a Bíblia, o óleo tinha varias utilidades:
·         Era usado como cosmético: A comunhão fraternal traz beleza aos relacionamentos.
·         Como remédio: A comunhão produz alivio na dor. É instrumento de cura emocional e espiritual.
·         Como símbolo espiritual: A comunhão é a expressão visível da ação do Espírito Santo, derramando o amor de Deus no coração dos cristãos, tornando-os discípulos de Cristo.
         b.     O orvalho
É outra figura importante usada aqui pelo salmista. O orvalho tem varias características interessantes:
·         Ele cai todas as noites. Sua ação é continua. E assim deve der a comunhão fraterna entre nós.
·         O orvalho cai silenciosamente. Diferente da chuva, não vem em meio a relâmpagos e nem aos estrondos dos trovões. Ele cai sem alarde. E assim deve ser a comunhão fraternal. Ela age de forma terapêutica sem fazer barulho.
·         O orvalho cai durante a noite, ou seja, nas horas mais escuras em nossas vidas. É quando atravessamos os vales da dor que podemos ver o valor de um amigo, como orvalho renovador revigora nossas forças.
·         O orvalho sempre traz renovo e refrigério. A comunhão fraterna tem o poder de refrigerar a alma e renovar o ânimo depois de duras provas e do calor sufocante que nos atinge em nosso dia a dia.
A ainda um milagre que o salmista ilustra neste belo cântico, o orvalho se espalha para todos os lugares. Ele cita que o orvalho que desce do monte Hermom atinge também o monte Sião. O Hermom fica no extremo norte de Israel, um monte cujo topo é coberto de gelo, e o monte Sião está situado na cidade Santa, Jerusalém, a mais de duzentos quilômetros ao sul. Assim amados, é o valor da unidade. Ela cai sobre uma pessoa aqui e abençoa outras pessoas a quilômetros daqui!
Concluindo, “ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre.” Não há como haver comunhão sem a benção do Senhor. Quando a igreja vive em comunhão, ali o Senhor ordena vida! É Deus quem ordena a vida onde a unidade existe. É Deus que opera no homem tanto o querer como o realizar. Tudo provem de Deus!
Por isso amados é preciso cultivar relacionamentos de comunhão fraterna, pois é nesse ambiente regado pelo amor e laços de afetividade, que Deus ordena Sua benção e a vida para sempre!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

As sete abominações

O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca, acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos. No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas. Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura. Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos. (Provérbios 6.12-19). 
A lista como do texto não é exaustiva. Seis ou sete tem um sentido de muitos. É uma maneira da poesia hebraica de descrever uma seleção daquilo que é abominação ao Senhor. Ela pode ser classificada em:
1.     Pecado de atitude;
2.     Pecado de pensamento; e,
3.     Pecado de língua e pecado de influencia.
As sete abominações completam a lista do desordeiro, o homem de Belial (vs. 12), uma pessoa malvada e vil (Cf. 1Sm 30.22). Belial vem de duas palavras hebraicas:
·         Bell = sem
·         Lal = proveito
No texto de 2Co 6.15, o termo grego para maligno é beliavl/belial. Belial, nome antigo de satanás. A palavra diavbolo"/diabolos = Diabo. Originalmente significa semeador de contendas, isto é, alguém que lança um contra o outro. A palavra hebraica satan significa acusador, que é uma atividade desenvolvida por satanás contra os irmãos (Cf. Ap 12.10). Esta é a origem, a natureza das abominações (Cf. Pv 6.14). As pessoas que assim agem, se encontram longe da cura do Senhor (Cf. Pv 6.15).
·         Olhos altivos: Orgulho, arrogância, independência;
·         Língua mentirosa: Agem através de engano contra as pessoas de boa fé, vigarismo, chantagem, comércio injusto;
·         Mãos que derramam sangue inocente: Oprimem os pobres e necessitados. Conforme a experiência de Nabucodonosor (Dn 4.25-27; Sl 10.2-8; Sl 11.2 e Tg 2.1-7);
·         Pés que se apressam a correr para o mal: É o coração que trama a maldade. Os pés se referem ao andar segundo o coração (Cf. Mt 15.18-19);
·         Testemunha falsa que profere mentiras: É uma transgressão da lei (Ex 20.16), um pecado contra o próximo; e,
·         O que semeia contenda entre os irmãos: Uma atitude de identificação completa com o homem de Belial contrária ao Espírito cristão (Cf. Mt 5.9; Is 52.7; Ef 6.15; Rm 16.18 e Lc 6.35).
Precisamos refletir e rejeitar qualquer dessas atitudes, pois elas quando consumadas em nossos corações, cauterizam nossa mente em relação à verdade!  

A obra de Deus

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16).  
Deus em Sua obra salvifica se identifica inteiramente conosco em nossa situação existencial presente, com o objetivo de nos conduzir ao estado eterno:
·         Ele nos amou;
·         Ele deu Seu Filho; e,
·         Ele nos dá vida eterna.
Disso tudo, podemos inferir que a ação de Deus em nosso favor não é fria, insensível, dissociada de nossa realidade; nem é impessoal e desproposital. Ela envolve doação, identificação e relacionamento, que começou antes da fundação do mundo, “Ele nos amou...” Atinge nosso estado atual, “...nos deu Seu Filho...” E se estende por toda a eternidade “...mas tenha a vida eterna.”
A obra de Deus é fruto de Seu amor por nós
Deus não é insensível a nossa realidade e necessidade. “Ele nos amou...” O apostolo João tenta qualificar o amor de Deus, mas não encontra palavras. Por isso usou a expressão “de tal maneira” associando esse amor a doação do filho. Esta deve ser a nossa experiência pessoal com Deus e com as pessoas do mundo, objeto deste mesmo amor. Este amor da evangelização é também o amor através do qual seremos reconhecidos como discípulos de Jesus (“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.  Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13.34-35).
A obra de Deus se expressou em doação sacrificial
“...que deu o seu Filho unigênito...” A ação de Deus também não é impessoal. Deus veio a nós na pessoa de Seu Filho (Jo 1.1, 14). Cristo está em nós e conosco na evangelização e no discipulado (Mt 28.18-20). A encarnação do verbo foi o primeiro ato redentivo de Deus seguido de Sua vida, obra, ensinos, morte, ressurreição, ascensão e dádiva do Espírito Santo.
A obra de Deus é proposital
“Nos concede vida eterna através do Filho” Deus não só nos amou, Ele nos concede a vida que está em Seu Filho para aquele que n’Ele crê (“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna...” Jo 3.36).
Sendo a obra de Deus fruto do Seu amor por nós e que se expressou em doação sacrificial de Seu próprio Filho:
·         Como responderemos nós a este amor?
·         Qual é nossa disposição em nos envolvermos na obra de Deus em resposta a este amor?
·         É possível manter a neutralidade, a indiferença se fomos alcançados por esta qualidade de amor?
A resposta a estas questões esta conosco: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mt 28.19).

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A vontade de Deus

“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição...” (1 Ts 4.3).
A intenção de Paulo era o progresso espiritual dos crentes de Tessalônica, conforme 1Ts 4.1: “continuais progredindo cada vez mais...” Por isso declara que a vontade de Deus é a santificação e a abstinência da prostituição (1Ts 4.3), para eles alcançarem o estado de santidade que é o objetivo da santificação: “a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade...” (1Ts 3.13)..
Três aspectos da santificação do Novo Testamento
1.     Ser separado por e para Deus
“Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (1 Co 6.11).
Posição esta, que todo crente desfruta no momento de sua salvação.
2.     Um processo ativo e progressivo
“...quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais; porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus. Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação...” (1Ts 41-3).
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1Ts 5.23).
Um processo ativo e progressivo que deve se realizar na vida de todo crente.
3.     A condição final
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.” (1Ts 4.13).
Esta é a condição final do crente diante de Deus, na segunda vinda do senhor Jesus Cristo!
Estes aspectos referem-se a vontade de Deus, que os cristãos uma vez separados por Ele e para Ele, aceitou o processo de crescimento, para alcançar condição final de santidade diante d’Ele, isentos de culpa, sem macula e sem defeito (Cf. Ef 5.27).
Rejeitando a prostituição
“...que vos abstenhais da prostituição.” (1Ts 4.3).
Prostituição: A palavra grega é porneiva / porneia = Refere-se a toda espécie de atividade ilícita ou antinatural de natureza sexual. As cidades gregas como Tessalônica eram licenciosas, até mesmo em conexão com rituais religiosos. Prostituição é misturar o santo com o profano. Neste sentido a palavra de Deus exorta os cristãos a serem santos em todo o procedimento (Cf. 1Pe 1.15-16).
Sabendo disso, portanto se faz necessária a santificação contínua até a perfeição final. Quem a rejeita se opõe a Deus que concede o Espírito Santo exatamente para isto (“Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo.” 1Ts 4.8). 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Ajuntamento do Povo de Deus

“Todos os que creram estavam juntos...” (Atos 2.44).
A natureza da fé cristã implica em ajuntamento. Nesta mensagem queremos destacar a importância do ajuntamento dentro do relacionamento na casa de Deus. As festas judaicas (Pascoa, Pentecostes, Tabernáculos – Êxodo 23.14-19 e Levítico 23.14-21), demonstram esta realidade do ponto de vista divino.
     ·        O tempo e o lugar previamente definidos (Gn 18.14 e Ex 16.1-4)
            a.     Gênesis 18.14
“Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho.”
“Neste tempo” – A palavra no hebraico é Hôlal, significando apontar, designar, nomear e o lugar definido. Ocorre 223 vezes no Velho Testamento. O tempo que Abraão teria que esperar era 1 ano. Abraão deveria estar preparado para este tempo determinado. O Novo Testamento nos conclama a esperar a vinda de Jesus Cristo, indica as condições reinantes, nos exorta a vigiar porque Ele virá novamente no tempo predeterminado pelo Pai.
             b.     Êxodo 16.1-4
“Partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio para o deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês, depois que saíram da terra do Egito. Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto; disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão. Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não.”
“Congregação” – A palavra hebraica para congregação é Edhã. Ocorre 149 vezes no Velho Testamento, significando um grupo de pessoas por virtude de nomeação. Deus nomeou especificamente os filhos de Israel, com o propósito de viajar do Egito à Canaã com dias e mês definidos. O povo murmurou (vs. 2 e 3). A benção de Deus galardoando a obediência vemos no versículo 4. Deus faria chover pão do céu para alimento diário do povo, provando assim sua obediência ou não à sua lei (Comparar Deuteronômio 8.1-3 com João 6.33).  
            ·        O ajuntamento para ouvir e obedecer a Deus (2 Sm 20.14)
“E passou por todas as tribos de Israel até Abel-Bete-Maaca e a todos os beritas; e ajuntaram-se todos e também o seguiram.” (2 Samuel 20.14.)
“Ajuntarem” – A palavra hebraica é Gahal. Ocorre 123 vezes no Velho Testamento, é a palavra que mais traduz o conceito de Igreja no Velho Testamento (Cf. Atos 7.38). No texto de Samuel, o povo foi reunido para guerrear (comparar com Efésios 6.10-18). O conceito de Gahal fala de um povo conclamado para ouvir e obedecer a Deus.
           ·        Proposito do ajuntamento definido por Deus (Is 1.13 e Am 5.21).
                  a.     Isaías 1.13
“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação,
e também as Festas da Lua Nova, os sábados,
e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene.” (Isaías 1.13).
                   b.     Amós 5.21
 “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer.” (Amós 5.21).
“Ajuntamento.” – Nestes textos, a palavra para ajuntamento é Acereth. Significando restringir, limitar, confinar. Deus tem um propósito para o ajuntamento que limita, restringe, confina a determinadas pré-condições: O ajuntamento é para testemunho de justiça (Isaías 1.17 e Amós 5.24). A religiosidade que não implica em justiça deve ser abolida do ajuntamento solene (Isaías 1.14-15; Amós 5.11-12 e Amós 5.22-23). O ajuntamento solene elimina as desigualdades sociais (Gálatas 3.28-29; Tiago 2.1-13 comparar com Atos 4.32-34).
Sendo assim, não de somenos importância a exortação de hebreus 10.24-25:“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.”

O Lucro da Igreja - Jamê Nobre

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Profissionais do púlpito?

A Nova Aliança

A velha aliança tinha como referencia a lei escrita em tábuas de pedra, uma maneira de tornar conhecidas as exigências da natureza e caráter de Deus. Contudo, em si mesma, a lei não tinha poder de produzir aliança, nem tampouco santificar o povo de Deus. Não obstante, mostra a pecaminosidade humana e a santidade de Deus. Por isso, Paulo disse aos romanos: “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Romanos 7.7-12).
Agora, Jeremias fala de uma nova aliança: “Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.” (Jeremias 31.31). Ela não revoga a lei, mas a introduz para dentro do homem (mente e coração). Este novo pacto aponta para Jesus e Sua oferta derramada por nós: “Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22.20).
1.     Conteúdo da Nova Aliança
Perdão dos pecados: “...pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jeremias 31.34). O Deus da nova aliança não é acusador. O diabo é nosso acusador (Cf. Ap 12.10). Podemos nos aproximar de Deus com confiança (Rm 5.1 e Hb 10.19), sem sentimento de culpa (Hb 9.14).  
A lei é interior:Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” (Jeremias 31.33). A lei espiritual (Rm 7.14) é comunicada e interiorizada para dentro do homem como um estilo dinâmico de vida, não como mera transmissão intelectual.
2.  Resultado da Nova Aliança
Conhecimento do Senhor:Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR.” (Jeremias 31.34). Isto significa participar da natureza e caráter de Deus (Cf. 2 Pe 1.3-8).
Um povo especial do Senhor: “...eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” (Jeremias 31.33).
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2.9).

Falsa esperança

“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza...” (1 Timóteo 6.17).
Ser orgulhoso significa almejar projeção pessoal, isto é, “status”. As riquezas podem conferir esta auto exaltação, que foi a razão da queda de satanás.
As palavras que Timóteo deveria transmitir aos irmãos ricos visava impedir que o orgulho e a avareza causassem uma falsa esperança, a qual seria depositária de todos os anseios que promovem uma vida independente de Deus.  
Depositar significa: “Por em depósito, guardar em lugar seguro, estocar, etc.” O que Paulo está dizendo é que não devemos depositar, guardar em lugar seguro, estocar nossa esperança (anseios e alvos futuros), na instabilidade das riquezas. Nossos dias demonstram bem esta situação de instabilidade. Especialmente no Brasil, estamos em profunda recessão econômica que resulta na perda de poder aquisitivo. Muitos estão aflitos. A perda de status (posição pessoal) diminui a auto-estima, aprofunda a ansiedade, alimenta o medo, afinal, trata-se de falsa esperança não baseada na fé. “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1 Timóteo 6.9-10).
O lado positivo da exortação Paulina vemos no mesmo versículo: “...mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento.”(1 Timóteo 6.17). Deus deve ser o alvo de nossa esperança, não as riquezas. Surge a pergunta: Como depositar (por em depósito, guardar em lugar seguro, estocar) em Deus? Os versículos seguintes dão a resposta: “...que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.”(1 Timóteo 6.18-19).
No Apocalipse, vemos afinal o lamento daqueles que depositaram sua esperança nas riquezas: “Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo. E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas. O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados. Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, dizendo: Ai! Ai da grande cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza! E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!” (Apocalipse 18.9-19).