"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Igreja, instrumento de realização do propósito de Deus

“Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” (1ª Co 12.13)



O texto ressalta a unidade espiritual e orgânica da igreja. Todas as pessoas, não importa a raça ou condição social, em Cristo, formam um só corpo e são dessedentadas pelo Espírito Santo. Nada obstante, as divisões atuais sinalizam nossa falta de compreensão revelada da fonte capacitadora do ministério da Igreja: O Espírito Santo.
No Antigo Testamento, o Espírito Santo trabalhava com a lei, procurando despertar a consciência humana para a natureza santa e incorrupta de Deus. No Novo Testamento, Ele trabalha com homens, cartas vivas: “Vós sois a nossa carta, escrita em vossos corações conhecida e lida por todos os homens.” (2ª Co 3.2).
Isso nos chama atenção para a natureza do ministério da igreja. Não pode ser executado através de planos e atividades humanas, por mais legitimas e benévolas que sejam. A fonte do ministério da igreja é o Espírito Santo. Sem Ele, tudo que possamos fazer é sem conteúdo espiritual divino.
O Espírito Santo tem um ministério, e a igreja em Cristo Jesus, formando um só corpo é o instrumento de realização do mesmo. Precisamos mais do que nunca de comunhão intima e plena com o Espírito Santo, para que Ele pela palavra viva nos capacite e nos use, na execução do plano de Deus.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Senhor, eis aqui minha vida!

Sacrifício é uma oferta aceitável a Deus. Viver sacrificialmente é oferecer sua vida a Deus. Tal sacrifício só é aceitável a Deus por causa da obra de Cristo em nós. Jesus é o sacrifício supremo e completo.


“O SENHOR já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.” (Miquéias 6.8 NTLH).
No contexto do livro de Miquéias podemos ver que o povo estava praticando, religiosamente, sacrifícios ao Senhor na ilusão de que isso bastaria para satisfazer suas exigências. Deus ensina o povo corretamente através do profeta, exigindo justiça, não ofertas queimadas; misericórdia, não bezerros e azeite; obediência humilde, não sacrifícios. Justiça, misericórdia e obediência eram exatamente as qualidades que faltavam em Judá (Será que não tem faltado em nossos dias também?). Podemos entender, que na verdade, estes versos de Miquéias resumem as mensagens dos profetas do Antigo Testamento: Amós pediu justiça (Amós 5); Oséias enfatizou a misericórdia (Oséias 6.6) e Isaías exortou o povo a obedecer ou a andar humildemente com o Senhor Deus (Isaías 58).
Miquéias sabia que ofertas excessivas não agradavam ao Senhor. Davi e Isaías sabiam que um “coração contrito” era aceito por Deus (Salmo 51.17 e Isaías 66.2). Paulo descreveu esse acordo como um “sacrifício vivo” (Romanos 12.1-2). Embora nada possamos fazer comparável à morte sacrificial de Cristo, nossa entrega tem de ser completa e sincera. Ser um sacrifício vivo significa obedecer aos maiores mandamentos de Deus, dar a Ele todo o nosso amor, vontade, mente e corpo (Marcos 12.29-31), confirmando isso por meio de serviço prático e diário ao próximo (Mateus 25.34-40). Este é o nosso desafio. Expressar justiça, misericórdia e humilde obediência ao Senhor através de nossos atos e ações diárias. Lembre-se, nenhuma expressão de amor, por mais custosa que seja, equipara-se ao preço pago por Cristo!

domingo, 7 de novembro de 2010

Atendimento, entendimento e presença

Recebi minha revista Ultimato e ao ler me surpreendi com a matéria de Rubem Amorese sobre este tema tão real sobre nossa realidade espiritual e achei interessante colocá-la no Blogger para sua leitura. Boa leitura!
Atendimento, entendimento e presença
(De Rubem Amorese)
Tenho ouvido no rádio a nova campanha publicitária de um banco, apoiada em duas expressões-chave. A primeira é mais ou menos assim: “Para atender é preciso entender”, referindo-se à sua capacidade de compreender as necessidades dos clientes. A segunda diz: “Atendimento requer presença”. Aqui, o banco valoriza sua imensa rede. Anteriormente, ele se dizia “completo”; agora, tendo chegado a todos os municípios brasileiros, ele se diz presente. Apesar de minha insensibilidade às ofertas dessa peça publicitária, considerei interessante a forma como o banco afirma “atender”, oferecendo “entendimento” e “presença”. Certamente há estudos por trás da definição dos conceitos e valores que suportariam o reclame. Imagino que se tenha ido buscar no imaginário coletivo, no patrimônio simbólico de todos nós, aqueles anseios mais profundos da alma. A tarefa, então, é provocar um processo inconsciente de associação entre esses anseios e a imagem do banco. O efeito comportamental esperado é que, ao buscar “atendimento” nesse banco, em resposta à propaganda, o cliente estará “consumindo” “entendimento” e “presença”.

Vou mais longe em minha mercadologia: acho que o banco oferece, em forma visível de serviços, o invisível “colo da mamãe”. Sim, se há algo que pode ser definido idealmente como “entendimento”, “atendimento” e “presença” é o longínquo seio materno. Se você quiser ir além, pense, antropologicamente, no “jardim do Éden”. Estará pensando no mesmo sentimento de perda e no mesmo anelo que lateja, silencioso e indefinível, em nossas veias. Anelo este que agora encontra satisfação simbólica em uma agência bancária. Surpreso, compreendo a feliz estratégia de “marketing”. Acho que vai dar certo. Mas noto também que originalidade não é o seu forte. Na verdade, eles cavaram tão fundo que encontraram as fundações do cristianismo. Ou não sabemos que nossos mais secretos anelos estão ligados a alguma forma de volta ao “colo de Deus” (Sl 131.2)? Ou não será useiro e vezeiro entre nós que todas as tentativas de lançar pontes de comunhão, todos os mecanismos comunitários de alcançar segurança e significado têm por base a busca de “entendimento” e “atendimento”? E que encontramos plena saciedade dessa fome e sede no onipresente “seio de Abraão”?
Sim, há muito encontramos aquele que é “completo”; que nos “entende” e “atende” misericordiosamente. Por dois mil anos temos celebrado sua promessa de estar conosco todos os dias, até que, finalmente, voltemos para o Pai; de nos enviar seu Espírito consolador e revelador para estar “presente” onde estivermos e nas condições em que nos encontrarmos; o Espírito que nos “compreende” melhor que nós mesmos e que pode nos revelar os segredos do coração, como nenhuma agência bancária jamais fará. As comparações precisam parar por aí, pois, no primeiro caso, por mais feliz que seja a oferta, trata-se de um artifício psicológico. Nunca um banco pretendeu ou pretenderá satisfazer os anseios da nossa alma. Já no segundo caso, a oferta é real, literal e intencional quando diz: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Sl 37.4).

• Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O desafio de ser cristão


Ser cristão hoje representa um desafio maior que em tempos passados na sociedade ocidental da qual fazemos parte.  Antes, a ética e a moralidade abrangia apenas questões de sexualidade, vícios e honestidade nos negócios. Nos tempos atuais numa sociedade mais pluralista sem valores absolutos, aberta a todos os segmentos filosóficos, teológicos e políticos, nós como cristãos precisamos de referencial, de princípios e valores que estejam em consonância com o propósito de Deus. Isso exige destemor e ousadia.
Nestes tempos de abertura, desconstrução e falsas retóricas os ataques e sutilezas de satanás são mais perigosos e daninhos a retidão cristã. A igreja sofre a mistura do pluralismo, do relativismo, do gnosticismo, da psicologização da fé e da politização da piedade. Assim, inconscientemente acaba por obedecer a doutrinas de demônios (Cf. 1ª Tm 4:1).
Também não devemos ser apologistas de sistemas fechados que são esteios para o dogmatismo, legalismo e misticismo alienante. Entretanto em campo aberto precisamos ser mais reflexivos, prudentes e vigilantes contra o adversário em nosso redor procurando alguém para devorar (1ª Pe 5:8). Não pensemos que ele faz isso pessoalmente ele não é onipresente. Sua atuação é no sistema deste mundo e seus demônios ao derredor dele. O sistema esta impregnado de folclores (costumes enraizados em praticas pagãs), de protesto ecológicos de fundo panteísta (a natureza é divina), de terapias ocupacionais e tratamentos místicos oriundos de seitas orientais, como substitutos da verdadeira espiritualidade ou talvez para compensar o materialismo dominante. O culto ao estético, ao corpo e ao sexo livre que a mídia promove, seduz a juventude, tem penetrado no sistema educacional para traduzir naquilo que conhecemos como "cultura" (sistema de valores que devem ser vivenciados pela sociedade). É muita carga. A igreja precisa urgentemente anelar pela verdade em Jesus Cristo e quebrar esta altivez satânica contra esta geração. Precisamos construir uma nova geração que aceite o senhorio de Jesus Cristo, os valores éticos do reino de Deus, a vida comunitária fortemente radicada nos princípios de família, para que Deus não venha e fira a terra com maldição (Cf. Mq 4:5-6).
Este é o desafio de ser, onde ninguém sabe o que é (falta de identidade), onde todas as coisas são validas, independente da aprovação divina.
Oremos!