"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Um café da manhã inusitado!

Recebi esta mensagem e depois de ler e reler algo me chamou a atenção, recebo muitas mensagens em meu e-mail, procuro ler todas e responder assim que possível. E esta mensagem é uma bela história que gostaria de compartilhar com você em meu blog, que você possa refletir como tem sido o seu olhar para as pessoas que estão a sua volta.
No amor de Cristo, Chico.

Uma bela história e é também uma história real. Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia... O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser.
O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"...
A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações... Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranqüilo para mim...
Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's.
Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho... Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo... Não me movi um centímetro...
Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram... Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"... Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação... Ele disse, Bom dia! Enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado...
O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo...
Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação... Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois...
A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam...
Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuíam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)... Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis... Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha... Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada... Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis... Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!" Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!" Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho...
Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!"... Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outro hoje algo, pois Deus nos tem dado muito...
Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus...
Aquele dia me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus...
Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu...
E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto... Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados... Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária... Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei: ACEITAÇÃO INCONDICIONAL. Que muito amor e muita compaixão sejam sempre nossa mensagem a todos que fazem parte do nosso dia a dia.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Luta Espiritual!


“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.” (2ª Co 10.4-6).

O texto acima nos mostra que o conflito entre as forças de Deus e as de satanás é espiritual e precisa ser travado com armas espirituais. As armas do mundo são o inverso das regras de Deus:

• A mentira em lugar da verdade

• As trevas ao invés da luz

• A tristeza em lugar da alegria

• E a morte em lugar da vida.

Paulo usa uma linguagem militar para fazer sua defesa. Como um bom soldado de Cristo se coloca na ofensiva e nos ensina algumas preciosas lições:

1. A natureza de nossas armas

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus...” (10.4).

A vida cristã não é um parque de diversões, mas um campo de guerra. Estamos numa batalha e não numa estufa espiritual. A palavra grega hopla, armas, é uma palavra genérica usada tanto para descrever armas de defesa como de ataque. O ataque do inimigo na cidade de Corinto fazia parte de uma grande campanha militar. Os poderes do inferno atacavam a igreja e era importante não ceder em nenhum território. Nesse campo de guerra, as armas carnais são impróprias e inadequadas. Nossas armas são poderosas em Deus. São armas que constroem em vez de destruir, são armas que dão vida em vez de matar.

2. O poder de nossas armas

“...para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (10.4-5).
 Gostaria de destacar que essas armas espirituais, poderosas em Deus, são eficazes para algumas finalidades:

a) Elas destroem a resistência do inimigo

“...para destruir fortalezas...” Essas armas destroem fortalezas. A palavra grega ochuroma, encontra-se somente aqui em todo o NT. Fortaleza nos papiros tinha um significado de prisão. Essas fortalezas são muralhas que resistem e portas que se fecham, e paredes que aprisionam. Às vezes podem ser sistemas, esquemas, estruturas e estratégias que o inimigo usa para frustrar e obstruir o progresso do evangelho de Cristo. O inimigo tem suas fortalezas, e essas fortalezas nos parecem às vezes impossíveis de serem vencidas. Mas as armas que usamos podem destruir essas muralhas, fazer cair às resistências. O evangelho é o poder de Deus que destrói qualquer tipo de fortaleza, demoli toda oposição.

b) Elas anulam as estratégias do inimigo

“...anulando nós sofismas...” Essas armas anulam sofismas. A palavra sofisma no grego logismos, aqui tem um sentido de raciocínio, reflexão, pensamento. A batalha é travada no campo das idéias. Essa guerra não é travada contra as pessoas em si, mas contra padrões de pensamentos, filosofias, teorias, visões e táticas. O diabo cega o entendimento dos incrédulos (2ª Co 4.4). Ele distorce a verdade, dissemina o erro e espalha a mentira. As nossas armas desmantelam esses sofismas, desmascaram esses artifícios e destroem estes raciocínios falazes.

c) Elas acabam com o orgulho do inimigo

“...e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus...” Essas armas são poderosas em Deus para anular toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus. Paulo já havia dito para os coríntios que o evangelho da cruz é loucura ou tolice para aqueles que viam o mundo pelas lentes da filosofia grega (1ª Co 1.18-25). Quando Paulo pregou o evangelho para os filósofos atenienses, eles desprezaram sua mensagem. Para os filósofos, o evangelho era pura tolice (At 17.32). Entretanto, mediante a proclamação do evangelho, toda essa argumentação oca é destruída, e os pecadores são salvos. Há muitos homens soberbos que escarnecem a fé cristã em nossos dias. Vemos hoje, cientistas, evolucionistas, filósofos e livres pensadores que não tem espaço para Deus em suas doutrinas e cosmovisão. Mas quando usamos a verdade de Deus, toda esta altivez arrogante cai por terra e cobre-se de pó.

d) Elas aprisionam o pensamento do inimigo

“...e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” (10.5). Paulo continua ampliando a metáfora militar. Quando se conquista uma fortaleza também se fazem prisioneiros. As armas espirituais não aprisionam homens, mas idéias. Ao contrario as armas espirituais libertam o homem. Portanto o propósito do apostolo não é apenas destruir os falsos argumentos, mas também conduzir os pensamentos das pessoas sob o senhorio de Cristo. Aqui levar cativo, indica que o ato de fazer prisioneiro está em andamento, à batalha está sendo travada, está sendo ganha e a vitória é inclusiva (todo pensamento). A cultura aqui é conquistada para Cristo e permanece intacta, mas seus componentes são transformados. Quando as pessoas se arrependem, experimentam uma inversão completa em seu modo de pensar, e que a partir daí, dirigem suas ações à obediência de Cristo.

Por obedecermos a Cristo, a razão escapa da escravidão do erro e do pecado e volta a encontrar sua verdadeira liberdade para o qual foi criada (Jo 8.32).

Concluindo: Precisamos discernir a eficácia das nossas armas

“...e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.”(10.6). Paulo, como um guerreiro espiritual de Cristo, trajando armas espirituais, não só destrói a resistência, as estratégias, a soberba e os pensamentos do inimigo, mas também tem autoridade para punir a desobediência daqueles que se entregam ao erro. Era uma desobediência que tratava o evangelho com desdém. Por isso eram chamados de falsos profetas e até mesmo servos de satanás. (1ª Co 11.13-15).
Embora vivamos na carne, ou seja, estamos sujeitos à fraqueza de nossa natureza humana, não lutamos segundo a carne. Nossa autoridade é espiritual. No reino de Cristo a autoridade não se demonstra pela força, mas pela mansidão e benignidade. Maior é o que serve, e não o que é servido. Por isso precisamos estar de prontidão para punir toda desobediência de nossa carne.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Felicidade e Paz

Em uma conversa com um discípulo nesta semana algo me despertou para um sentimento muito comum neste mês de dezembro. Há uma falsa alegria no ar, muitas luzes e enfeites, pessoas correndo de uma loja para outra, tentando se esquecer de suas lutas e angustias de um ano que se termina. Acabam obstinadas em suas listas de compras e preparativos para uma noite feliz em família. Mas se observarmos, com atenção, há uma tristeza no olhar das pessoas, um vazio! Algo controverso, sem explicação. Pense algo comigo, a musica mais tocada e conhecida no mundo neste mês certamente é "Noite Feliz". Esta musica já foi traduzida para mais de 300 línguas e dialetos. Entretanto, apesar de se cantar "Noite feliz, noite de paz...", muitos estão estressados e cansados. O mundo comemora o Natal, mas realmente nada sabe da felicidade e paz que Deus quer dar a todos.
Jesus, sendo verdadeiro Deus, tornou-se homem para tomar sobre si nossa imperfeição e pecado. Ele veio como o dom inefável de Deus (o presente indescritível, veja 2ª Co 9.15), para entregar-se como sacrifício expiatório por nós. Jesus veio a este mundo para destruir as obras do diabo (1ª Jo 3.8) e para que possamos ter um lugar no Seu reino. Ele veio como Luz em nossa noite, como Eterno em nosso tempo limitado, como portador da Paz em nosso medo, como Salvador em nossa perdição. Através de Jesus veio a vida ao nosso mundo de morte, a alegria a uma humanidade amargurada, o amor de Deus a uma sociedade cheia de ódio. Ele nos deu firmeza em nossa falta de fundamento e, como Redentor do mundo, trouxe a verdadeira salvação em nosso desamparo. Jesus veio para habitar conosco – mesmo depois de Seu nascimento. O idoso Simeão disse sobre Ele: "...porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para glória do teu povo de Israel" (Lc 2.30-32). O Natal não é nada daquilo a que estamos acostumados e que vemos à nossa volta hoje em dia: as tradições, os costumes, os presentes, as comemorações e ceia... Não, o Natal é muito mais: em Seu amor sem limites, Deus nos deu Seu Filho, Jesus Cristo, para reinar com justiça e amor sobre nossas vidas. Desse modo, o Natal somente terá verdadeiro significado para nós se aceitarmos esse presente de Deus e consagrarmos nossa vida a Jesus Cristo pela fé.