"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ética!

Ética fala de um comportamento orientado para um fim. Refere-se à conduta humana suscetível de qualificação do bem e do mal. A sociedade mundana no que concerne à ética está em processo de degeneração por falta de referencial absoluto. Seu padrão é conformismo, estando sujeita ao curso deste mundo (Ef 2.2-3), à vaidade (Rm 8.20) e ao maligno (1ª Jo 5.19). Nosso dever, é descobrir princípios norteadores de ação da igreja no mundo, que determinem qual é sua ética, isto é, seus valores básicos segundo as escrituras, a igreja é uma nova sociedade (1ª Co 5.26-27 e 1ª Pe 2.9), porém na presente dispensação vivendo dentro de um processo de transformação. Quando falamos em sociedade e em transformação, o referencial absoluto depende da ação responsiva da igreja à voz de Deus dentro do processo histórico. Em Apocalipse 21.1-2, temos uma visão dupla da igreja como a nova sociedade de Deus, descendo dos céus: a) Visão do processo histórico que teve início com Abraão (Cf. Hb 11.9-16); b) Visão da consumação da história, com o triunfo da sociedade de Deus sobre o sistema de Babilônia (Cf. Ap 17 e 18). Este processo tem um conteúdo ético indispensável, que representa o testemunho da igreja, à saber:
  • Não conformismo com os padrões deste mundo;
  • Humildade e aceitação do processo de transformação divino e,
  • Amor sacrificial e diligente.
O capítulo 12 da carta aos Romanos de forma muito prática, revela este conteúdo, que transforma a igreja uma sociedade contra-cultural não conformista, comprometida com a vontade divina.

sábado, 16 de abril de 2011

Sede por avivamento

“...Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo” (Is 43.19). Historicamente, a passagem é uma referencia profética da libertação de Israel do jugo de babilônia. Deserto hoje, fala da separação da igreja do sistema do mundo para servir à Deus com exclusividade (Is 43.21). Vivemos dias de intensa reflexão. As instituições humanas oriundas do mover de Deus no passado, não impactam o meio cristão, nem a sociedade. As denominações, associações, seminários, organizações missionárias, etc., são uma caricatura, uma distorção da dinâmica da igreja conforme a vermos no primeiro século. Ai, temos a “restauração”, por um mover profético de volta, não ao passado, mas aos princípios que tornaram a igreja uma expressão dinâmica do testemunho de Deus na terra. Todavia, princípios em si, não produzem avivamentos. As ênfases teológicas corretas sobre o Senhorio de Jesus Cristo, o discipulado, a vida em comunidade, valores éticos do reino de Deus, a unidade da igreja, guerra espiritual, governo plural, louvor profético, grupos nos lares, etc. São verdades profundas que Deus tem restaurado nos últimos anos. Isto tudo, pode ser um caminho no deserto, falta-nos entretanto “rios no ermo”, isto é, avivamento. Um dos nossos problemas, acerca do avivamento é a mistificação em demasia. Logo nos ocorre a idéia de temores, quedas, sinais e outras manifestações legitimas do Espírito Santo, e nos damos por satisfeitos. Porém, isto ainda não é avivamento. Uma das características marcantes de um avivamento total, é uma sede intensa de relacionamento intimo com Deus. Quando isto ocorre, e ouvimos a sua voz, temos então avivamento. Esta experiência entretanto, se dá no deserto, em nossa total separação do sistema: “portanto, eis que atrairei ao deserto, e lhe falarei ao coração” (Os 2.14). O deserto não é lugar de euforia, de triunfalismo ou jactância. Antes é um lugar de quebrantamento, de dependência de Deus. Ali seremos alimentados e protegidos contra a contaminação do sistema (Conferir Ap 12.13-15). Façamos pois coro com a exclamação do salmista: “a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...” (Sl 42.2).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não quero perder a paciência...

Ao receber a revista Ultimato deste mês, fiquei inquieto com a leitura deste artigo, pois me levou a refletir sobre minha conduta e postura diante de situações que nos exigem paciência. Recomendo a leitura, que ela possa ser um despertar em sua vida sobre nossa conduta cristã diante do mundo. Boa leitura e um abraço fraterno, Chico.

Não quero perder a paciência nem com os outros nem comigo mesmo! A partir de hoje, com a ajuda de Deus, não quero perder a paciência facilmente. Farei um esforço enorme para comportar-me dessa maneira. Sei que, por causa de mim mesmo e dos outros, não será fácil. Devido à falta de amor, autocontrole, respeito, tempo, misericórdia e até mesmo educação, tenho cometido o erro de perder a paciência, tratando mal os outros e prejudicando a minha saúde, o meu humor, a minha consciência e o meu relacionamento com Deus.
De fato, há pessoas com as quais é difícil ter paciência. São pessoas incômodas, insistentes, incorrigíveis, intransigentes, maçantes, aborrecíveis. Lidar com elas pode ser uma tarefa árdua, um sacrifício. Porém, é meu dever como cristão. A falta de paciência custa mais caro do que a paciência em si. Não há como escapar da paciência. O servo do Senhor, diz a Bíblia, não deve andar brigando, mas deve tratar a todos com educação, bondade e paciência (2ª Tm 2.24). Não há virtude alguma em não perder a paciência com pessoas que não nos induzem à impaciência. Está registrado no mais bem escrito poema de amor que “quem ama é paciente e bondoso” (1ª Co 13.4, NTLH).
Não posso perder a paciência nem com as pessoas, nem com outras situações. É preciso tê-la diante do infortúnio, do imprevisto, do sofrimento, da doença, das limitações, da terminalidade, do período de espera de algum acontecimento etc. Nesse sentido e nessa área ninguém foi mais paciente do que Jó: o homem que perdeu tudo de uma só vez: Riqueza, filhos, saúde e status (Tg 5.11).
O que deve me encorajar na prática da paciência é a paciência que uma boa parte dos meus familiares e amigos têm comigo. Eles também gastam energia para me tratar com paciência. A paciência é uma bem-aventurada troca entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre colegas de trabalho, entre irmãos na fé e entre amigos. Só assim será mantida a paz doméstica, a paz na igreja, a paz no trabalho, a paz na sociedade.

Tomarei, também, todo cuidado para não perder a paciência comigo mesmo. Não vai adiantar eu perder a paciência quando voltar a errar, quando me parecer intragável, quando me sentir hipócrita, quando enxergar todo o meu histórico negativo ou quando tomar conhecimento do meu déficit moral. Eu me perdoarei em Cristo e me darei outra oportunidade.
Jamais devo me esquecer da paciência de Deus para com os pecadores e para comigo. Ele sempre é “compassivo e misericordioso, muito paciente, rico em amor e em fidelidade” (Sl 86.15). É por isso que eu posso chegar diante d’Ele e fazer a oração do publicano: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador” (Lc 18.13). Porém, depois de ser beneficiado pela paciência de Deus, obrigo-me a ser paciente com todos os meus credores, de acordo com a parábola do servo impiedoso (Mt 18.21-35).
Artigo extraído do site da Revista Ultimato - Seções - De hoje em diante - Edição 329 (Março/Abril) 2011.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Santidade Integral

“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1ª Tessalonicenses 5:23)

Certo pregador disse que a santificação é a parte visível da salvação. Sem santidade não há salvação. Sem santidade ninguém vera o Senhor (Hb 12.14). A santificação é semelhante à seiva que corre nas arvores levando alimento da raiz até ramos e as folhas, nossas vidas precisam ser santificadas na totalidade.
A santificação não é só vital para nossa salvação, mas também é o caminho para as maravilhas de Deus em nós. Tem um texto no livro de Josué onde Deus diz: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Js 3.5). E este texto nos ensina grandes lições acerca da santificação. 1. A santificação é uma ordem de Deus para nós: “Santificai-vos” é uma ordem clara para nós. A santificação não é uma opção, mas uma ordenança. A santidade não é um acessório em nossas vidas, algo que possamos desfrutar de alguns momentos em nosso dia a dia, mas é uma necessidade vital. Somos santos ou ainda não somos cristãos, será que conhecemos à Cristo?
Ser santo é ser separado do mundo e do pecado, para Deus. Paulo falando aos Colossenses diz que fomos arrancados do reino das trevas e transportados para o reino da luz (Cl 1.13). Fomos livres da tirania do pecado para podermos desfrutar da liberdade de Cristo em nossas vidas, sendo assim vivermos em santidade. Embora ainda estejamos no mundo, não somos do mundo. Pertencemos a Deus e devemos viver de modo digno de nossa vocação (Ef 4.1-3). Neste texto de Efésios, fica claro, que devemos viver de acordo com a vocação que recebemos. Essa vocação tem a ver com o desenvolvimento de virtudes que protejam a unidade do corpo. Quer dizer que Deus nos deu vida para ser vivida em santidade. Nossos pensamentos, palavras, ações, reações e desejos devem ser puros. Nossos relacionamentos precisam ser santos. Nossas vestes precisam ser santas. Tudo o que temos e o que somos, precisa ser dirigido pela santidade do Senhor. 2. A santificação é para hoje! E não para amanhã: A santificação não é conseqüência das maravilhas divinas, mas a sua causa. Deus é santo, por isso precisamos ser vasos de honra, úteis para toda boa obra. Precisamos nos santificar se queremos ser usados por Deus e experimentar-nos sua visitação. Uma pessoa santa é uma arma poderosa nas mãos de Deus. Somos seus pés, somos seus olhos, somos sua boca...
O processo de santificação exige transparência. Na prática, ser transparente e ser espiritual podem parecer conceitos contraditórios. Isto porque, para muitos, demonstrar fraquezas, confessar limitações, significa falta de fé e, portanto, falta de espiritualidade. Nós não somos a solução para nossos problemas, sim Deus, porém de natureza pessoal, onde Sua pessoa, Suas promessas e nossas necessidades se encontram na experiência de fé apropriadora, porque Deus é fiel (Hb 4:14-16). Se quisermos ver as torrentes de Deus caindo sobre a igreja, precisamos acertar nossa vida com Deus hoje! 3. A santificação é a preparação para vermos as maravilhas de Deus em nós! Deus disse a Josué: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Js 3.5). As maravilhas divinas são resultado da santificação do povo de Deus. As maravilhas sucedem a santificação. Onde o pecado é confessado e abandonado, Deus se manifesta. Onde há santidade Deus opera a graça, as maravilhas se cumprem em nossas vidas pela operação divina e não por méritos humanos. As promessas de Deus acontecem em nossas vidas, por meio de Cristo e não fora d’Ele. A sequidão espiritual em que estamos vivendo neste tempo pós-moderno se deve à falta de pureza e santificação.
Deus não mudou! Sua palavra não mudou! Se nos arrependemos dos nossos pecados, se nos voltamos de todo o coração para o Senhor e vivemos de modo digno da nossa vocação, santificando nossas vidas, certamente veremos as promessas de Deus se cumprindo em nossa vida.
Concluindo, “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1ª Tessalonicenses 5:23).