"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Você é uma pessoa alegre?

Filipenses 4.4 “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”

Bilhões de dólares são gastos todos os anos para promover entretenimento e alegria às pessoas. O ser humano tem sede de alegria. Mas nessa busca intensa, muitos procuram a alegria onde ela esta presente apenas como uma miragem.
As vezes somos tentados a pegar atalhos, com o fim de chegar ao destino da felicidade mais depressa. E sendo assim, muitos acham que ser alegre é ter dinheiro, saúde, segurança, poder, prazeres, amigos. O interessante é que existem varias pessoas que têm todas estas coisas e são infelizes, enquanto há outras, que não têm nada e são muito alegres. Gostaria de compartilhar algumas verdades que podemos ver no texto de Filipenses 4.4, onde Paulo fala acerca da verdadeira alegria.
A alegria é real (Fp 4.4)
“Alegrai-vos...” Paulo não está sugerindo, pedindo, ou mesmo aconselhando, mas dando uma ordem imperativa. Ser alegre não é uma opção “é um mandamento.” O mandamento da alegria esta espalhado nas escrituras:
  • Na lei: (Dt 16.11) “E te alegrarás perante o SENHOR, teu Deus, tu, e teu filho, e tua filha, e teu servo, e tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão no meio de ti, no lugar que escolher o SENHOR, teu Deus, para ali fazer habitar o seu nome.”
  • Nos Salmos: (Sl 32.11) “Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.”
  • Nos Profetas: (Zc 9.9) “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.”
  • Nos Evangelhos: (Lc 10.20) “Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus.”
  • No Apocalipse: (Ap 19.7) “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.”
Não ser alegre é não obedecer a uma ordem clara dada pelo Senhor. A alegria é real em nossas vidas, além de ser um do fruto do Espírito em nós (Gl 5.22), ela é conseqüência dos atos reais de Deus em nossas vidas: Perdão e Salvação (Lc 10.20); é o que nos alimenta para cumprirmos a nossa missão (Sl 126.6 “Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres...”).
Ter alegria independente das circunstâncias (Fp 4.4) 
“Alegrai-vos sempre...” Paulo não nos fala como alguém que vive teoricamente, mas alguém que tem as marcas de Cristo em seu corpo, experimentado prisões, cadeias, algemas. Ele quando escreveu esta carta aos Filipenses estava passando por lutas tremendas, por perseguições, por humilhações, por injustiças. Mas a alegria de seu coração era real, pois sua confiança estava fundamentada em Cristo Jesus!
Ser cristão não é viver em uma redoma de vidro nem ser poupado dos problemas. O que nos diferencia do ímpio não são as circunstâncias, mas a fé que professamos. Jesus falou que a diferença entre o salvo e perdido não é a aparência da casa que cada um constrói, mas o alicerce. Sobre ambas as casas caem a chuva, sopram o vento e batem os rios. A que foi construía sobre a rocha fica firme. Porem a que foi edificada sobre a areia desmorona. Ser cristão é edificar a vida sobre a rocha, que é Cristo. Os problemas vêem, mas a alegria não vai embora, porque ela esta acima das circunstâncias. A genuína adoração nasce de uma boca cheia de riso, contagiada por um coração cheio de gratidão, ainda que esteja passando pelos vales da dor e sofrimento encontra em seus pensamentos a lembrança de um Deus fiel e justo que se inclina de seu trono de glória para ouvir seu lamento e o consola!
Jesus o centro de toda nossa alegria (Fp 4.4)
“Alegrai-vos sempre no Senhor...” Só podemos conhecer a verdadeira alegria amando e obedecendo Jesus. Só Jesus tem a verdadeira alegria para dar (“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo...”). A mensagem de Jesus é as boas novas para aquele que n’Ele crer! O reino de Cristo é alegria no Espírito Santo. Na presença de Deus, há plenitude de alegria. A alegria do Senhor é a nossa força.
Aquele que põe Jesus à sua frente dia após dia, momento após momento, escolha após escolha, além de não ser facilmente abalado, experimenta uma alegria tremenda e preciosa, como Davi nos relata no salmo 16.8-9: “Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.”
Trata-se de uma alegria profunda, nascida e preservada na centralidade de Cristo em nós. É uma alegria espiritual, que vem do intimo. Fruto de um relacionamento diário com o Senhor. Jesus nos dá uma estabilidade emocional genuína, e pela fé vencermos as circunstâncias adversas e nos tempos de dificuldades podemos afirmar como o profeta Habacuque, que em dias tão difíceis em seus dias declarou: “todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.18).
Concluindo, ao ver as palavras de Paulo aos Filipenses você pode declarar que é uma pessoa alegre?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O mal de Laodicéia

O grande pecado de nossos dias é a mornidão de Laodicéia, isto é, não ser frio nem quente: Apocalipse 3.14-15 “Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!
Embora o mundo seja ímpio e pecaminoso, a grande batalha de hoje não é do mundo e sim, a da igreja. O laodiceismo é uma paralisia espiritual. É abandonar o primeiro amor, é experimentar um esfriamento do fervor e passar a ser morno, é professar fé sem possuí-la, que é o mais sutil de todos os pecados. O laodiceismo é um culto medíocre, é orar com indiferença, conformar-se com a falta de fruto espiritual, ter complacência com a ociosidade. É ofertar reclamando, sacrificar relutando, é não ter espírito de testemunho nem doação de vida. O laodiceismo é não sentir peso, não ter espírito quebrantado e de discernimento. É um povo iludido, que caminha para um julgamento e não para o galardão.
O laodiceismo é uma grande mentira e nisso está o maior perigo. Ele não destrói a ortodoxia (correta doutrina) nem a respeitabilidade. A vitima desse mal desconhece sua verdadeira condição e não se importa de continuar como está. Não sente o seu problema. Orgulha-se de sua religiosidade sem saber que, aos olhos de Deus, ele é infeliz, miserável, pobre, cego e nu. É religioso, mas o Senhor detesta sua religião e está a ponto de vomitá-lo de Sua Boca (“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” (Ap 3.16-17).
Mas existe um remédio para este mal. E Jesus o apresenta:
“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. (Ap 3.18).
O ouro é sempre um símbolo de autenticidade. Se esse povo aceitar a disciplina e repreensão divinas haverá esperança para eles (“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.” Ap 3.19). O Senhor está à porta e bate, observe que Ele não está do lado de dentro, não. Se alguém ouvir (obedecer) Sua voz, Ele entrará e ceará, isto é, terá comunhão com ele (“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Ap 3.20).
Meu irmão dê ouvidos à exortação que Jesus dirige a igreja de Laodicéia. Tenha cuidado! Abandone a mornidão! Arrependa-se! Volte ao primeiro amor! Reavive o fervor, a pureza e o poder. Humilhe-se diante d’Ele em verdadeiro arrependimento.
Oremos irmãos, oremos!
Texto de A. A. Ronshausen, publicado em "Mensagem da Cruz."

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dica de leitura: Projeto do Eterno – Jorge Himitian

Este livro é um estudo estendido da Epístola aos Efésios, de grande clareza profética e didática. Consiste em 60 lições agrupadas em 12 semanas, e pensadas para incluí-las dentro do nosso tempo devocional diário e nos grupos de discipulado. Qual é a vontade de Deus para a nossa vida e para toda a humanidade? Teria Deus um projeto específico para crermos? Qual seria? Era um mistério, um segredo escondido durante séculos em Deus, e impossível de conhecer mediante esforços humanos. Mas o Senhor abriu completamente o telão e, numa visão panorâmica, revelou ao apóstolo Paulo seu projeto eterno, que este nos deixou na Epístola aos Efésios. Nela descobrimos o coração de Deus, seus planos e a plena realização destes em Jesus Cristo. Conhecer esta epístola em profundidade nos permitirá renovar nossa fé, alargar nossa visão e transformar nossa vida.