"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

“Happy Halloween!” Será?

Será que Halloween é realmente uma festa feliz ("happy")? Ou será que há ocultismo da pesada nas suas origens? Será que essa festa envolve louvor à "divindade" da morte e negociatas com entidades do mundo tenebroso? Será que é um evento tão ingênuo como se diz?
Sempre quando chegamos no fim de outubro fico meditando sobre o perigo desta data. Porque somos cada vez mais sobrecarregados por costumes trazidos de outras culturas, e muitos de nós não tem discernido o mal que esta realmente por traz destas ditas festas ingênuas. Quando desejamos a outros "Happy Halloween!" estamos indiretamente desejando que estas pessoas façam negociatas com espíritos do mundo sobrenatural que supostamente controlam os processos da natureza. Nos links abaixo você pode ter acesso a uma pesquisa mais completa sobre o tema, vale a pena dar uma olhada.
http://www.chamada.com.br/mensagens/halloween.html
http://www.chamada.com.br/mensagens/happy_halloween.html

A Deus toda a glória!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fazei discípulos de todas as nações

No velho pacto Israel era destinatário exclusivo das revelações divinas, com o objetivo de abençoar todas as nações da terra (Gn 18.18). Na nova aliança a igreja assume esta condição partindo do primeiro núcleo de apóstolos, para mais tarde integrar judeus e gentios (Mt 28.18 e Ef 2.11-19).
Temos portanto a responsabilidade de alcançar todas as nações da terra para o Senhor Jesus Cristo. Este é o peso do coração de Deus, satanás não pode ficar ai enganando as nações. A igreja recebeu a grande comissão de desmascarar os principados e potestades, tornando conhecida ao mundo a mensagem apostólica: Jesus Cristo é o Senhor! Este é o primeiro passo da proclamação. O segundo passo é batizar as pessoas, identificando-as com esta nova realidade. O terceiro passo é ensiná-las à guardar todas as coisas que Jesus Cristo ensinou, isto é, mandamentos claros que as tornem parecidas com Jesus Cristo. Este terceiro passo se realiza plenamente na vida em comunidade (At 2.42), onde os discípulos de Jesus demonstram características que os tornam sal da terra e luz do mundo. Nosso testemunho portanto é eficaz quando nossa maneira de viver se encontra em harmonia com a vontade de Deus revelada na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Este é o desafio em nossos dias.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ser focado em Jesus

Uma característica de viver em uma cultura que oferece tantas possibilidades é perder o foco, não saber o que realmente importa. Vivemos de forma dispersa, seduzidos por uma infinidade de ofertas, criando uma ciranda de opções que mudam constantemente nosso olhar de direção. A perda do foco em Jesus nos conduz a uma dificuldade em lidar com as dificuldades do nosso dia a dia. Ficamos indiferentes, distraídos, ansiosos e inquietos. A obsessão pela auto-realização, auto-segurança e auto-imagem surge da necessidade de dar nitidez a um cenário sem foco. Temos a tendência de pensar que nossos problemas são externos. Porém, se nosso coração não tem o foco em Jesus, seguiremos à deriva. Perdidos em um mar de crises e frustrações. As distrações externas apenas refletem a falta de um coração centrado em Jesus. Tiago em sua carta (Tiago 4.13-17) nos adverte sobre o perigo de perdermos o foco em Jesus, caindo na sedução da presunção de acharmos que podemos dirigir nossa vida e nossas escolhas. A presunção vem de um entendimento errado de nós mesmos e de nossas ambições. A Presunção é fazer os nossos planos como se estivéssemos no total controle do futuro. É viver como se nossa vida não dependesse de Deus. A presunção é um sério pecado. Ela envolve tomar em nossas próprias mãos a decisão de planejar e comandar a vida à parte de Deus. A presunção olha para a vida como um contínuo direito e não como uma misericórdia diária. A presunção atinge várias áreas de nossa vida: Toca a vida hoje, amanhã, um ano. 1) Toca as escolhas: “...hoje ou amanhã iremos... Passaremos um ano.” 2) Toca a habilidade: “...negociaremos e ganharemos.” Obviamente Tiago não está combatendo o planejamento sem levar Deus em conta. É claro que a vida é feita de nossas escolhas. Por isso, precisamos ter alvos, planos, sonhos, mas não presunção. Diante de todo este quadro como lidar então com tantas escolhas?
Tendo consciência de nossa condição espiritual
4.13 “Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
4.14 Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã.
Pense em tudo o que envolve a vida: Hoje, amanhã, comprar, vender, ter lucros, perder, estar aqui, ali. A vida é feita de pessoas e lugares, atividades e alvos, dias e anos. Todos nós tomamos decisões cruciais dia após dia. Esta expressão é baseada em Provérbios 27.1: “Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia.” Tiago diz que esses negociantes estavam fazendo planos seguros para um ano, enquanto não podiam ter garantia de um dia sequer. Eles diziam: Nós iremos, nós permaneceremos, nós compraremos e teremos lucros. Essa postura é a mesma que Jesus reprovou na parábola do rico insensato em Lucas 12.16-21. Aquele que pensa que pode administrar o seu futuro é tolo. A vida não é incerta para Deus, mas é incerta para nós. Somente quando estamos dentro da vontade de Deus é que podemos ter confiança no futuro. Moisés diz: “...acabam-se os nossos anos como um suspiro... Pois passa rapidamente, e nós voamos” (Sl 90.9-10). Porque a vida é breve não podemos desperdiçá-la nem vivê-la na contra-mão da vontade de Deus.
Tendo consciência de nossa fragilidade
14. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
16. Mas agora vos gloriais em vossas presunções...
A presunção do homem apenas tenta esconder a sua fragilidade. O homem não pode controlar os eventos futuros. Ele não tem sabedoria para ver o futuro nem poder para controlar o futuro. Portanto, a presunção é pecado, é fazer-se de Deus. Em suma, qualquer tentativa para achar segurança longe de Deus é uma ilusão. Podemos afirmar que a vida humana está em certo aspecto sob o nosso controle. Precisamos tomar decisões e somos produto de nossas escolhas. Ai encontramos nossa condição, pois nossa vida na verdade não esta no nosso controle. Pois não conhecemos nosso futuro e não sabemos qual é o melhor para nós. Devemos procurar saber quais são os sonhos de Deus para a nossa vida. A verdade incontroversa é que a vida humana está sob o controle divino. Se Deus quiser iremos, compraremos e ganharemos (Vs. 15).
Tendo consciência de nossa total dependência de Deus
Conhecimento implica em responsabilidade. As pessoas conhecem a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedecem. Nosso pecado torna-se mais grave, mais hipócrita e mais danoso do que o pecado de um incrédulo ou ateu. Mais grave porque pecamos contra um maior conhecimento. Mais hipócrita porque declaramos que cremos, mas desobedecemos. Mais danoso porque os nossos pecados são mestres do pecado dos outros. O apóstolo Pedro diz: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2ª Pe 2.21). Porque as pessoas que conhecem a vontade de Deus, deliberadamente a desobedecem? 1. Por orgulho. O homem gosta de considerar-se o dono do seu próprio destino, o capitão da sua própria alma. 2. Por não conhecer a natureza da vontade de Deus. Muitas pessoas têm medo da vontade de Deus. Pensam que Deus vai fazê-las miseráveis e infelizes. Mas a infelicidade reina onde o homem está fora da vontade de Deus. O lugar mais seguro para uma pessoa estar é no centro da vontade de Deus.
Sendo assim, viver em uma cultura que oferece tantas possibilidades a chave é manter o foco centrado em Jesus, ficando atentos e sensíveis ao mover que Jesus tem para nossas vidas.

Transparência e Espiritualidade.

Para a grande maioria de cristãos, na prática transparência e espiritualidade são um paradoxo ou uma contradição porque não podem andar juntas. Daí, vive-se a hipocrisia e o isolamento que não possui conhecimento das necessidades básicas do ser humano. Deus criou o homem para ser suprido espiritual, psíquica e fisicamente de maneira correta. E dessa forma também estabeleceu meios apropriados para alcançarmos a integridade (1ª Ts 5.23). A distorção dos meios adequados ou a não realização de sua instrumentabilidade, resulta naquilo que é comumente conhecido como carência. Inevitavelmente a resposta dos mecanismos que compõe a personalidade humana será compensação ou gratificação como elemento de substituição. Aqui, penetramos num terreno onde torna-se impossível aferir a verdadeira espiritualidade. Um individuo pode ter unção e poder em alguma esfera de sua vida e ministério e não obstante, ter falhas irreparáveis de caráter. Neste caso, o poder espiritual pode ser usado como mascara (falta de transparência), que objetiva escolher as fraquezas do caráter. Deus quer operar a sanidade. Precisamos de relacionamento transparentes com Deus e uns com os outros. Afinal, espiritualidade não pode ser aferida pela imagem que eu possa ter de minha pessoa. Este é o caminho do orgulho, da presunção ou da baixa estima. A verdadeira espiritualidade pode ser vista na medida em que somos realmente supridos por Deus em nosso relacionamento com Ele e uns com os outros pelo relacionamento de irmãos. Precisamos, portanto, de abertura, de confissão de pecados, de transparência, de humildade, se quisermos alcançar a verdadeira ou genuína espiritualidade.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Somos um vaso nas mãos do criador!

Jeremias 18.1-4 “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu.”
Este é um dos textos mais perfeitos da Bíblia. O profeta não é chamado para cuidar de ninguém, mas para ser cuidado. Ele desce a casa do oleiro para ver o belo trabalho que este fazia: “Um belo vaso, útil e precioso.” Neste texto podemos ver algumas importantes lições para nossas vidas:
1. Deus não desiste de trabalhar em nossas vidas.
O profeta vai à casa do oleiro não para levar uma mensagem, mas para receber uma mensagem. Ali ele vê um homem simples trabalhando em seu trabalho diário: a tarefa de moldar vasos. O oleiro pega o barro trabalha nele e tenta colocar uma forma única e singular. Quando um vaso quebra em suas mãos, ele não joga fora, mas começa a moldá-lo novamente. Assim, Deus faz em nossas vidas. Ele não desiste de nós. Somos muito preciosos para Deus, Ele não nos descarta como se fossemos algo sem valor. Ele nunca desiste de nos moldar a imagem de seu Filho. Ele nunca desiste.
Jr 18.6 “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.”
O trabalho de criação é reiniciado, de forma hábil e pacientemente. Ele sabe quando o vaso esta danificado, Ele cuida, molda. Eu sei que às vezes este processo não é indolor. Dói, machuca, mas o seu resultado é glorioso. O oleiro não dá apenas forma ao vaso, mas também utilidade. Normalmente fazemos distinção entre o que é útil do que é belo, entre o necessário e o elegante. Um vaso é sempre útil. Ele é moldado para ser usado com um propósito. “O vaso é usado para destacar o seu conteúdo!” Como vasos de honra refletimos a glória de nosso Deus e transportamos sempre as promessas de Seu amor e Seu reino eterno. Todos somos úteis e temos um papel especifico em seu propósito divino. Fomos criados de forma única e diferentes uns dos outros. Deus não faz vasos em serie, cada um é singular diante d’Ele.
2. Deus nos capacita para Sua obra
Um vaso é feito para um propósito. Ele sempre tem uma utilidade. Deus nos prepara para sermos usados em sua obra. Antes de usar nossa vida, Ele trabalha em nossas vidas. Deus está mais interessado no que somos do que nós fazemos. Antes d’Ele trabalhar por meio de nós, Ele trabalha em nós.
O oleiro não dá apenas utilidade ao vaso, mas também beleza. A peça é modelada, desenhada, pintada, levada ao forno e vitrificada. Um vaso além de ser útil é belo. A palavra nos diz que somos feitura de Deus. Ele não apenas nos criou, mas também esta nos moldando e transformando a imagem de Cristo. Deus esta trabalhando em nós e nos refinando até que a beleza de Cristo seja vista em nós. “As digitais de Deus estão estampadas neste vaso” A glória do vaso não esta em seu material, mas o seu conteúdo é o que lhe da beleza e valor (“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” 2ª Co 4.7).
3. Deus nos faz um vaso novo
Deus não faz reparos em vaso velho, Ele tem feito um vaso novo. A vida cristã não é apenas colocar um verniz ético nas rachaduras de nosso caráter. A obra de Deus em nós não é apenas uma reforma da estrutura do velho homem. Deus nos modela e nos faz um novo vaso. Em Cristo somos novas criaturas (“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2ª 5.17). O oleiro faz um novo vaso conforme ele determina. Não é o vaso que diz ao oleiro a forma e o propósito para qual ele é criado. O oleiro é livre para moldar o vaso como deseja (“Mas quem é você, meu amigo, para discutir com Deus? Será que um pote de barro pode perguntar a quem o fez: “Por que você me fez assim?” Rm 9.20 NTLH). Não é a nossa vontade que deve prevalecer no céu, mas a vontade de Deus que deve ser feita aqui na terra.
Concluindo, a palavra nos ensina que Deus não faz um vaso de pedra, pois esta resiste a ser moldada. Deus molda o vaso de barro, pois o barro se submete a modelagem que o oleiro deseja. Depois o leva ao forno. O fogo não destrói, mas o torna solido e útil. Depois o vaso é destinado ao uso para o qual foi criado. Fomos criados para o louvor da glória de Deus. Vasos cheios do Espírito Santo de Deus. Úteis para toda boa obra.