"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

De Jesus, nada se pode esconder!

“E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã” (Mateus 9.22).
Aqui estava uma mulher em absoluta necessidade: nenhum médico foi capaz de curá-la. Ela já havia consultado a muitos, mas os esforços deles somente a fizeram piorar, aumentando seu sofrimento e acabando com todo o seu recurso financeiro (Marcos 5.26). Sua situação parecia impossível de ser solucionada. Então ela ouviu falar do Senhor Jesus de Nazaré, e tomou coragem e pensou consigo mesmo: “Se eu tão-somente tocar a sua roupa, ficarei sã”. Ela esperava que pudesse se aproximar d’Ele sem ser notada, caminhando entre a multidão, pois sua condição não podia ser revelada.
Então um milagre aconteceu: quando ela tocou nas vestes do Senhor, sentiu que havia sido curada. O Senhor também sentiu que d’Ele saíra poder. Ele Se voltou para a mulher, que foi forçada a declarar “diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara” (Lucas 8.47). A algo interessante neste ponto: Porque Jesus insistiu em saber que havia tocado n’Ele? Esta mulher queria continuar com o mesmo sentimento que antes ela tanto padeceu. Ela queria uma solução para seu problema, isto bastava para ela, mas Jesus queria curá-la por completo. Não só a sua enfermidade, mas também o seu coração. Sua alma precisava ser curada (“Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.” Marcos 5.33-34).
Jesus queria resgatar na vida desta mulher sua fé, sua esperança que por tantos anos lhe foi roubada. Anos que viveu fraca, carente, noites mal dormidas e um sofrimento sem fim.
Quem traz o fardo de seus pecados a Cristo para obter perdão pode aprender uma lição com esse episódio. Temos de confiar que Ele nos perdoa. “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores” (1ª Timóteo 1.15). Se nos aproximarmos d’Ele com toda a nossa culpa, a obra da salvação é uma questão pessoal entre Ele e nós. Não depende de ninguém mais. Porém, depois que tocamos o Senhor Jesus, a “cura” tem de ser manifesta publicamente. Quanto maior for nossa necessidade, mais fácil será. “Com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.10).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como achar a paz de consciência?

“...não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira. Somente reconhece a tua iniqüidade, que transgrediste contra o Senhor teu Deus...” (Jeremias 3.12-13).
Em Lucas 18, O Senhor Jesus conta uma parábola sobre dois homens que foram ao templo de Jerusalém. O primeiro, satisfeito consigo mesmo, agradecia a Deus por não ser como os demais homens, na opinião dele ladrões, injustos e adúlteros. O segundo homem fazia um trabalho desprezível naquele tempo: coletava impostos para os romanos. Este temia se aproximar de Deus e batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (v. 13). O Senhor Jesus disse a algumas pessoas que este homem voltou “justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (v. 14).
Não se trata de saber qual agiu melhor ou pior, mas de perguntar qual tomou a posição adequada diante de Deus. O primeiro, cheio de orgulho, esperava uma recompensa por suas “boas obras” e se vangloriava de sua moral ilibada. O segundo pranteava sua indignidade; sabia que tinha pecado e não se apoiava em seus méritos. O primeiro acreditava que Deus tinha de gostar dele; o segundo só esperava pela misericórdia divina.
E você, amado irmão, em qual posição está? A de uma pessoa honesta que se esforça por agradar a Deus? Se esse é o seu caso, deixa eu te dizer algo: Aos olhos de Deus isso não é suficiente. Mas se você reconhece sua pecaminosidade diante do Deus Santo, então pode confiar sem medo nesse Deus Senhor e Salvador de nossas vidas.
No amor de Cristo, Chico.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cristo e o sofrimento Humano

O Senhor Jesus ensina seus discípulos a tratar com o sofrimento humano. Stanley Jones em seu livro Cristo e o sofrimento humano (Editora Vida), diz que há duas espécies de mal: Um interior, que provem da escolha da nossa vontade, esse mal chama-se pecado. O outro proveniente do exterior, do meio social e da natureza. A este, chamamos sofrimento. O Senhor Jesus nos mostra na leitura destes versículos nove fontes de sofrimento, caminhos pelos quais nos vêm à amargura e a dor.
1. Sofrimento proveniente de confusões nos princípios religiosos.
Lucas 21.8: “Vede que não sejais enganados; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais.”
Vivemos dias de muita confusão e falta de critérios acerca da palavra de Deus. Em busca de uma liberdade no pensar e no agir, muitos, não mais tem certeza nas verdades contidas na Bíblia. E esta confusão tem trazido sofrimento a muitos, pois a alegria desaparece dando lugar a tristeza, porque a confusão teológica de nossos dias gera um conflito nas mentes tira a felicidade. Pois, ninguém pode ser feliz com incerteza no intimo.
2. Sofrimento proveniente de guerras e conflitos sociais
Lucas 21.9-10: “Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino”
Fazemos parte de uma sociedade humana em que há conflitos e guerras. Podemos não escolher estes conflitos, mas acabamos ficando de mãos atadas e assistindo de nossos sofás confortáveis, ao vivo, via TV de ultima geração nações atacando e sendo atacadas, tudo em prol da liberdade de idéias. A guerra perdeu o poder de proteger a nação e os fracos, hoje todos são atingidos pelas conseqüências de conflitos sociais e financeiros. E certamente nós, como discípulos de Cristo, não estamos isentos do sofrimento que estes conflitos têm causado em muitas nações. Há um desgaste físico e espiritual.
3. Sofrimento proveniente de calamidades naturais
Lucas 21.11: “Haverá grandes terremotos”
Os desastres naturais atingem uma pessoa sem lhe perguntar se ela é boa ou má. Jesus nos disse que sofreríamos por causa de desastres naturais. E realmente sofremos.
4. Sofrimento proveniente de doenças e enfermidades
Lucas 21.11: “Haverá epidemias”
Vivemos hoje uma insistência no cumprimento literal das promessas contidas na Bíblia diante das enfermidades. E muitos tem se perturbado e sofrido pela falta da cura e tem sua fé sido abalada.
5. Sofrimento proveniente de dificuldades financeiras
Lucas 21.11: “Haverá fome em vários lugares...”
As dificuldades econômicas em que vivemos hoje em dia têm gerado um mal constante e um sofrimento em muitas nações. Qual é nossa resposta a esse tipo de sofrimento? Jesus disse que os discípulos tinham que procurar o reino de Deus em primeiro lugar e todas estas coisas lhes seria acrescentadas. Mas, as coisas que deveriam ser acrescentadas eram o alimento e vestuário? Hoje a vida é tão complexa, os desejos se multiplicaram tanto, que para muitos ter só o alimento e o vestuário seria quase como passar fome!
6. Sofrimento proveniente dos semelhantes
Lucas 21.12: “Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós”
Vivemos em uma sociedade que se exige uma vida de uniformidade. Como discípulos temos que ser luz entre as trevas, ser um referencial e muitas vezes somos perseguidos e forçados a viver uma vida incoerente com os ensinamentos que recebemos de Cristo. E essa luta existencial tem gerado um sofrimento na vida de muitos cristãos.
7. Sofrimento proveniente da religiosidade
Lucas 21.12: “e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres”
Jesus fala aqui dois tipos de tribulações representadas pelas palavras “sinagoga” e “cárcere.” Uma religiosa e outra secular. Há algo interessante na palavra sinagoga, pois seria mais correto a palavra templo para representar a autoridade espiritual. O templo tem um sentido espiritual e sinagoga um sentido de liberdade. Entretanto, uma instituição criada para a liberdade torna-se agora instrumento de perseguição.
8. Sofrimento proveniente das crises familiares
Lucas 21.16: “E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós.”
O cristão nem sempre é poupado do sofrimento das crises familiares. E muitas crises são agravadas em virtude das diferenças de ideais e interesses.
9. Sofrimento proveniente de nossa união com Cristo
Lucas 21.17: “De todos sereis odiados por causa do meu nome.”
Jesus apresenta seu reino de tal maneira que ou crucificamos nossas paixões ou crucificamos a Ele! Precisamos entender e estarmos determinados a segui-Lo.
Vemos aqui, pois, que o sofrimento nos vem por nove caminhos diferentes:
  1. Pela confusão na mente e no espírito quanto às coisas mais profundas da vida;
  2. Por estarmos ligados a sociedade que poderá se envolver em guerras;
  3. Pelas calamidades físicas provindas das forças da natureza, como: terremotos, incêndios, inundações e tempestades;
  4. Pelas enfermidades que tem aparecido em nossos alimentos, no ar que respiramos, ou em nós através de epidemias e doenças que a muito já estavam erradicadas;
  5. Pelas dificuldades econômicas;
  6. Pelo fato de a sociedade não concordar com a fé que professamos e a insistência de nos conformar com este mundo;
  7. Pela opressão que provem de perseguições das autoridades religiosas e seculares;
  8. Pela falta de unidade na família e
  9. Pela nossa unidade com Cristo na cruz!
Porém há uma promessa do Senhor para nossas vidas: Lucas 21.18-19: “Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.”

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Voltando ao primeiro amor

Vivemos em meio a uma onda de quebra de valores e princípios cristãos. Há uma desestruturação nas famílias e relacionamentos, além de conceitos equivocados de amor. O Senhor nos tem concedido dons para que cada um de nós possa servir uns aos outros de forma única, colaborando para que todos se aproximem do amor gracioso e real de Cristo Jesus.
Paulo em sua oração pelos efésios nos dá uma dica de como devemos nos portar hoje em relação aos relacionamentos que fazem parte de nossa rotina diária. Paulo fala sobre estar arraigado e alicerçado em amor, para podermos compreender a dimensão do amor de Cristo por nós (Efésios 3.14-21).
Hoje há pessoas famintas de amor, mas um amor inatingível! Por isso, a importância de ministramos o amor “arraigado e alicerçado” em Cristo Jesus, porque só em Jesus podemos encontrar a plenitude do amor que necessitamos. Paulo descreve o amor de Jesus como algo que tem largura, comprimento, altura e profundidade. Quando compreendemos seu imenso amor por nós, experimentamos a plenitude de Deus.
Toda esperança de transformação pode parecer improvável até impossível, quando olhamos para o estrago que o amor imperfeito e irreal, que muitas vezes nos tem sido oferecido numa gama de ofertas e escolhas têm causado a nossas vidas e relacionamentos.
Mas o poder de Deus não pode ser desprezado, a uma promessa nas palavras de Paulo: “...aquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos...” Deus quer nos capacitar a viver este amor real, de forma que não mais nos sintamos famintos, feridos, irados. Deus é capaz de nos curar as feridas de um passado que nos consome. O amor que satisfaz, que dá vida, pode ser uma realidade, pois forma a base de uma estrutura correta e solida, digna de confiança e dependência na comunhão com os irmãos, em família e em todos os nossos relacionamentos. E este amor só podemos encontrar em Jesus: “e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor...”