"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quarta-feira, 26 de setembro de 2012


Na Bíblia está escrito que há tempo para todas as coisas, por isso não fique preocupado. Confie em Deus e tenha um bom dia!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A bondade de Deus! Uma verdade consoladora.


“O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.” (Naum 1.7).
O profeta Naum viveu muitos séculos antes de Cristo. Profetizou a decadência do terrível império Assírio e a queda eminente de Nínive, uma cidade impiedosa e sanguinária. A preocupação com o porvir não é um sintoma exclusivo do homem moderno. Desde os primórdios da criação tais inquietações têm grande espaço nos corações das pessoas. Fazemos planos, criamos expectativas, e às vezes nos angustiamos por coisas que ainda não aconteceram, e talvez nem venham a acontecer. Embora haja uma quantidade significativa de versículos Bíblicos que nos estimulem a crer, confiar e descansar no Senhor parece que insistimos em não obedecer a essas razões. Insistimos em confiar em nossa própria força e, com frequência, nos limitamos ao nosso planejamento futuro. No meio, porém, dessa devastadora tempestade do juízo divino, Naum ergue a voz para anunciar três verdades consoladoras: A bondade de Deus, o socorro de Deus e o conhecimento de Deus. Gostaria de enfatizar estas três verdades que são fato em nossas vidas em meio aos dias tão atribulados que temos vivido.
A bondade de Deus é a fonte de nossa esperança
“O Senhor é bom...” Deus é bom, verdadeiramente bom. Em Sua bondade, Ele nos dá o que não merecemos. Ele faz o sol brilhar sobre os maus e cair chuva até mesmo sobre os que zombam d’Ele. Sua graça comum estende-se sobre ímpios e piedosos, sobre arrogantes e humildes, sobre ricos e pobres.
A terra está cheia da Sua bondade. As obras da criação e as ações de Sua providencia refletem Sua generosa bondade. Ele nos dá vida e preserva a nossa saúde. Ele nos dá pão de cada dia e nos dá prazer para saboreá-lo. Ele nos dá a família e nos alegra o coração com o banquete do amor. Porém, a bondade de Deus pode ser vista em sua grandiosidade por intermédio de Sua graça especial.
Jesus é o dom supremo da bondade de Deus e a salvação que Ele nos trouxe, Sua dádiva mais excelente. Porque Deus é bom, podemos navegar em segurança, mesmo pelos mares de dificuldade que surgem em nossa caminhada diária. 
O socorro de Deus é a nossa paz
“...é fortaleza no dia da angústia...”  Deus não abandonou o Seu povo nas batalhas mais amargas da vida. Ele não desampara os seus nas dificuldades de nosso dia-a-dia. Ele caminha conosco pelas ondas revoltas, pelos rios de muitas águas e pelas fornalhas acesas. Ele nos inspira um novo cântico em nossos corações em meio às noites que passamos em claro, Ele coloca em nossos lábios um hino de vitória, ainda que seja em meio a lágrimas. Ele é nossa cidade de refúgio, nosso escudo protetor, nosso amigo mais chegado, nosso abrigo em meio à tempestade.
Nem sempre Ele nos livra da angústia, mas sempre é fortaleza no dia da angústia. Nem sempre nos livra do fogo ardente das provas, mas sempre nos livra nas provas.
O fogo das provas só pode queimar nossas amarras, mas não pode queimar nem sequer um fio de cabelo de nossa cabeça. Nem sempre Deus nos livra da morte, mas sempre nos livra na morte e nos leva a salvo para Seu reino celestial. 
O futuro pode ser incerto para nós, jamais, porém, será para Deus! Li recentemente no blog de meu amigo e irmão em Cristo Anderson Paz, um artigo que me chamou a atenção: “o futuro não existe.” Quando penso nessa frase, lembro que o amanhã pode não existir para muitas pessoas. Pode não existir para mim, ou para alguém que amo. O futuro não existe, não significa necessariamente que o mundo acabará, ou que algum de nós vá morrer. O futuro não existe significa que tudo pode mudar. O amanhã é um dia que não foi gerado, que ainda não foi concebido, ou seja, ele não está em nossas mãos. Embora o amanhã seja conhecido por Deus, para nós ele é desconhecido. Por isso, devemos pedir a Deus o pão para hoje, cientes de que as necessidades de amanhã ainda são inexistentes (“O pão nosso de cada dia nos dá hoje...” Mateus 6.11). Lembrar-nos disso nos ajuda a não nos precipitarmos. Livra-nos de não nos estribar em nosso próprio entendimento. E a não limitar-nos ao que está previsto. Ajuda principalmente a enxergar que cada dia é um milagre.
O conhecimento de Deus é a nossa segurança
“...e conhece os que n’Ele se refugiam.” Nossa segurança está no fato de Deus nos conhecer. O conhecimento de Deus não é apenas um conhecer teológico ou intelectual, mas, sobretudo, um afeto relacional. Quando o profeta Naum diz que Deus nos conhece, quer dizer que Ele nos ama com amor eterno. Nossa segurança não está simplesmente no fato de o conhecermos, mas, sobretudo, no fato de Ele nos conhecer (“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus...” Gálatas 4.9). Deus conhece os que lhe pertencem e os que n’Ele se refugiam. A tempestade pode estar devastando tudo lá fora, mas se estamos refugiados nos braços do Pai, temos uma âncora firme e inabalável de esperança, paz e segurança!
Concluindo, ao experimentarmos o milagre de cada dia o nosso foco deve ser apenas um: fazer a vontade de Deus. Não precisamos andar inquietos e ansiosos com os cuidados de amanhã. Basta-nos tão somente nos entregarmos aos cuidados do Deus, cumprindo sua vontade. Só dessa forma poderemos ter a certeza de que nosso amanhã será escrito por um Pai que nos assegura: “eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11).

sábado, 15 de setembro de 2012

“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4.32).


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Marca de Barnabé


“José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação).” (Atos 4.36). Ele nasceu José, mas por causa de sua vida marcada pelo amor e cuidado com os demais, ganhou o apelido de Filho da Consolação. Os apóstolos observaram sua maneira de viver e viram que Barnabé era altruísta, e não egoísta. Toda vez que nos deparamos com Barnabé no Novo Testamento, ele está encorajando alguém. Em Atos 4.37, ele encoraja outros com a oferta obtida com a venda de uma propriedade sua. Vemos também Barnabé encorajando seu amigo Paulo. Quando Paulo veio a Jerusalém após sua conversão, os santos tinham medo dele, Barnabé foi o único que o aceitou e o levou aos apóstolos (Atos 9.26-30). Os dois formaram uma equipe que viajou junta milhares de quilômetros a serviço do Senhor. Barnabé também agiu da mesma forma quando seu sobrinho, João Marcos (Colossenses 4.10), que viajava com Barnabé e Paulo na primeira viagem missionária deles, resolveu deixá-los no meio da missão (Atos 13.1-3). Mais tarde Barnabé quis lhe dar uma segunda chance, mas Paulo recusou terminantemente a idéia. Então Barnabé tomou Marcos e partiu em outra direção (Atos 15.36-41). Diz-se que “Paulo teve a aprovação dos irmãos, mas Barnabé conquistou o veredito da História”. Barnabé se tornou mentor de João Marcos, o qual, por sua vez, um verdadeiro servo de Cristo (Colossenses 4.10-11). Tanto que o próprio Paulo mais tarde instrui Timóteo: “Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério” (2 Timóteo 4.11). Marcos falhou, e gravemente, e a pergunta de Paulo foi “o que ele pode fazer pela obra?”; no entanto, a atitude de Barnabé foi “o que eu posso fazer por ele?” Se você recebesse um apelido dos que lhe conhecem, qual seria? Qual marca você tem deixado na vida das pessoas?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um coração ocupado!


“Ouvi...” Diz o Senhor Jesus no início da parábola do semeador (Marcos 4.3). E ele encerra com uma palavra de admoestação: “quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” (vs.23). Estes dois avisos me chamam a atenção para a importância desta parábola. Mais tarde Jesus diz que ela é a chave para o entendimento de todas as parábolas (“E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?” vs.13). Mas como podemos comparar a parábola do semeador com o que está acontecendo em nossos dias? Os próprios discípulos não conseguiam entender o sentido das palavras de Jesus. Precisamos entender que por detrás deste ensino está a natureza do reino de Deus. Todos acontecimentos anunciavam que o reino de Deus, estava vindo com uma demonstração de poder de Deus, varrendo tudo diante de si. E esta crença era compartilhada por João Batista, pelos discípulos de Jesus e pela multidão. Mas, na verdade, isso não estava acontecendo, deixando assim, os discípulos desorientados e confusos. Como, então, podemos dizer que esta parábola esta relacionada com a expectativa do reino de Deus?
Amados, o reino de Deus já chegou! Ele está presente e ativo na pregação do evangelho. Contrariando as expectativas humanas ele não está destruindo o maligno. Os discípulos precisavam entender que eles foram escolhidos para compartilhar com outros o conhecimento que Deus tem se revelado a nós! O evangelho é a semente (palavra) que Deus tem revelado onde o seu reino prometido está sendo implantado.
Nesta parábola Jesus fala acerca dos quatro tipos de solo: O solo impenetrável, o solo superficial, o solo ocupado e o solo fértil.  E a diferença básica entre eles é que os três primeiros não frutificaram. No primeiro a semente não chegou sequer a brotar. Nos dois seguintes, o solo pedregoso e o solo tomado pelos espinhos, a semente brotou, mas não frutificou. Precisamos estar atentos ao ensino que Jesus nos dá nesta parábola, e principalmente ao que acontece com a semente que caiu entre os espinhos. Este é o solo disputado por outras coisas além da semente.  Preste atenção nas palavras de Jesus: “E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram, e não deu fruto.” (Marcos 4.7).  “E os outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas, e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.” (Marcos 4.18-19).
Jesus estava percebendo pessoas com o coração endurecido, preocupados com suas coisas, seduzidos por ofertas do mundo e desejos que sufocam a palavra ensinada. Os discípulos precisavam entender que seu ministério traz benção para aquele que crê, para que possam ter uma vida frutífera no reino. Sendo assim gostaria de compartilhar com os irmãos algumas características de um coração ocupado. 

Um coração ocupado ouve a palavra, mas dá atenção a outras coisas:

“E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram.” (Lucas 8.7). Marcos diz que a semente caiu entre os espinhos (Marcos 4.7), mas Lucas diz que os espinhos cresceram com a semente (Lucas 8.7). Estes espinhos formavam uma cerca viva fechada, onde nada consegue crescer. Este coração é um campo de batalha disputado. O mundo com seu espírito enganador sufocam a palavra com muitas opções e entretenimento. Onde uma oferta de interesses toma o lugar de Deus nesse coração. Há outras coisas que fascinam a alma deste coração, e este não tem ordem certa de prioridades, pois são muitas coisas que tiram Cristo da centralidade. Jesus passa a ser mais uma opção entre tantas outras... Este coração tem ouvido a palavra, mas as suas preocupações, impostas por este mundo tão cruel tem prevalecido (Marcos 4.18-19). O mundo tem falado mais alto que o evangelho! As glorias deste mundo tornam-se mais fascinantes que as promessas da graça. O pecado dos olhos, os desejos da carne e a tentação de vivermos uma vida sem compromissos no reino de Deus, têm tomado o lugar da palavra em nossos corações. Acabamos cedendo aos caprichos de um coração enganoso ao invés de coroarmos de glória ao Senhor com nossa dedicação. 

Um coração ocupado é sufocado pela concorrência do desejo por outras coisas:

Este coração tem dado valor mais a terra que ao céu. É mais importante os bens materiais que a graça de Deus. Este coração ama mais as bênçãos que Deus tem para oferecer a ele do que o Deus da benção. Procura Deus não por quem Ele é, mas por que Ele tem a oferecer. A palavra diz que precisamos buscar o reino em primeiro lugar: “Buscai, antes, o Reino de Deus, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Lucas 12.31). Marcos diz: “o desejo por outras coisas” (vs.19), e Lucas fala: “dos prazeres desta vida” (Lucas 8.14). Este coração é obcecado pelos prazeres desta vida. Por isso, não tem mais apetite pelas coisas espirituais. Não se deleita em Deus. Vive se arriscando em cair no erro de se abastecer nos prazeres e deleites deste mundo.

Um coração ocupado é infrutífero:

A palavra não toca mais este coração, a palavra não encontra espaço para crescer e fica difícil produzir frutos. Este coração acaba se tornando uma vida de aparências, uma casca vazia e insaciável. Nada mais o sacia. O seu testemunho é uma vida de aparências. É o perigo de ser um coração duro e advertido pelo Senhor como a igreja de Sardes: “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.” (Apocalipse 3.1).
Concluindo, nossa finalidade como discípulos de Cristo é produzir frutos de arrependimento, frutos de justiça, frutos que glorificam a Deus. Não sei como esta seu coração? Se ele esta desprovidos de frutos, meus amados irmãos, cuidado para não cair na tentação de viver uma vida de aparências, onde nossas vidas só têm folhas com aparência de frutos, mas ficamos desprovidos destes. O Senhor nos desafia a vencermos nossos obstáculos e sermos fiéis semeadores de Sua palavra e agindo assim esperarmos com confiança uma abundante colheita no reino de Deus.

sábado, 1 de setembro de 2012

A verdade sobre a mentira


“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.” (Efésios 4.25).
É vergonhoso como hoje em dia se lida levianamente com o conceito “mentira” ou com a própria mentira. Há pesquisas e estudos sobre a mentira, tenta-se explicá-la, procura-se a sua origem, mas em geral ela é considerada inofensiva, sim, até mesmo uma necessidade e, em última analise, como algo bom. Entretanto, como em todas as questões relativas a vida, também sobre a “mentira” somente a Bíblia (e não qualquer pesquisador da mentira) pode nos dar a melhor orientação. Ela nos mostra que a “mentira” não é um mistério, conforme tantos dizem, mas um pecado a muito revelado. A mentira consiste em rejeitar a verdade de Deus, como está escrito: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira...” (Romanos 1.25).
Por isso a mentira se estende por toda a história da humanidade. Ela é culpada pela queda do homem e causa de todos os sofrimentos e de muitas lagrimas. A mentira não tem sua origem na história, mas em satanás (ele é chamado o “pai da mentira”). O Senhor Jesus Cristo mostrou isso de maneira inequívoca quando disse: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, não me credes.” (João 8.44-45).
A verdade é reconhecer a mentira como aquilo que ela é: Um pecado que nos separa de Deus. A Bíblia nos relata vários ensinos sobre a mentira e suas consequências. Gostaria que pudéssemos refletir em dois textos: Gálatas 2.11 e Atos 5.1-11. 
A dissimulação de Pedro (Gálatas 2)
Dissimulação do grego ύπόκρισις/hipokrisis, a palavra passou a designar um desempenho teatral de alguém. É usada para explicar sobre papeis teatrais, para fingir, portanto agir sem sinceridade com hipocrisia. Significa agir com hipocrisia e era usada por atores que escondiam suas verdadeiras personalidades por trás dos papeis desempenhados.
No texto de gálatas a implicação é que Pedro e os demais judeus não estavam agindo com sinceridade quando se afastaram, agiam na realidade contra sua própria consciência e davam uma falsa impressão. Porque não condiz com a realidade que eles estavam vivendo.
“...não procediam corretamente...” a expressão significa literalmente que não andavam direito, o que sugere uma atuação desonesta. Pedro e seus companheiros estavam olhando numa direção, mas andavam em outra. Aqueles judeus nunca ficariam sabendo a verdade acerca do evangelho pela atitude dissimulada deles. Todo o testemunho que eles estavam vivendo, a graça de Deus em suas vidas, o milagre da unidade, todos vivendo em comum tanto judeu como gentio, seria perdido. Na história da igreja a dissimulação tem obscurecido o testemunho da verdade. A mentira nos leva ao engano!
O engano de Ananias e Safira (Atos 5.1-11)
Safira uma formosura enganosa. Casada com Ananias, Safira cujo nome significa “formosa”, foi a primeira mulher destacada com proeminência no livro de Atos. Mas Safira falhou em relação a Deus e ao fazer isso provocou sua morte. E seu nome não ficou associado a formosura, mas sim, ao engano deliberado.
Ananias e Safira aparentemente tinham um casamento satisfatório e colaboravam entre si. Como membros da igreja primitiva de Jerusalém e discípulos dedicados de Jesus se aliaram aos apóstolos. O casal, porém, cometeram um erro fatal de julgamento. Eles misturaram cobiça com generosidade. Os membros da igreja primitiva estavam vivendo um momento muito especial, havia um ambiente fraterno e vendiam suas propriedades e ofertavam o dinheiro da venda aos apóstolos. Tal desprendimento ganhou admiração e a quantia arrecadada foi, então, usada para ajudar os pobres.
Porém o egoísmo e o dolo entraram no coração desse casal. Eles venderam a propriedade deles, mas entregaram como oferta apenas uma parte dos lucros. Em seguida, mentiram sobre o preço recebido pelas terras, a fim de manterem parte do dinheiro, embora alegassem ter dado todo o lucro aos apóstolos. Com grande discernimento, Pedro desafiou Ananias a respeito de sua duplicidade e pecado contra Deus. Ananias, apanhado em mentira, caiu morto instantaneamente.
Algumas horas depois, Safira procurou Pedro. Ela também foi interrogada sobre o preço das terras. Sem saber da morte do marido, Safira confirmou a mentira dele. Pedro acusou-a de ter também ofendido o Espírito de Deus, informou-a do falecimento de seu marido e depois prognosticou a sua sentença mortal. Safira caiu imediatamente morta, sendo enterrada junto ao marido.
A morte deste casal espantou e amedrontou a pequena congregação. Deus mostrou ao casal e também a toda igreja que não permite desonestidade em Seu relacionamento com os discípulos.
Concluindo, mediante a trágica história de Ananias e Safira, mulher “formosa”, Deus continua a mostrar aos seus discípulos que o relacionamento que Ele espera deve basear-se além da beleza externa e das promessas vazias, isto é, na integridade de um compromisso sincero com Ele. Somente estas poucas afirmações da Bíblia nos colocam diante da verdade que nenhuma pessoa pode ser salva por meio dos próprios esforços. Bastaria pensar nisso, para mentir a si mesmo. Mas, Jesus Cristo veio para isto. Ele é a verdade de Deus em pessoa, a fim de tomar sobre si a nossa culpa, para que nós, exclusivamente pela graça, pudéssemos ser libertos da mentira e de suas consequências. “Jesus dizia, pois, aos judeus que criam n’Ele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.31-32).