"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Construindo relacionamentos significativos"

Precisamos construir relacionamentos que sejam significativos para o Reino de Deus. O relacionamento é o ingrediente mais importante para se alcançar qualquer objetivo no lar, na igreja e na sociedade. Segue alguns princípios que norteiam os relacionamentos: 
1. “A primeira relação que determina a qualidade dos relacionamentos é aquela que temos com Deus. Portanto, a relação vertical precede as relações horizontais. No texto de Jeremias 9.24, podemos ver como essa relação se processa e quais são as consequências que elas promovem: “...mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jr. 9.24).
2. “Um relacionamento não é construtivo quando ele é apenas uma construção humana e cultural não mediado por Cristo, seus ensinos e mandamentos conforme registrados nas escrituras.”
3. “Um relacionamento não é construtivo quando eu escolho os critérios para a relação. O texto de Rm 12.1-21 nos ensina que os relacionamentos devem contribuir para a edificação do corpo sem acepção de pessoas:

4. “O relacionamento não é construtivo quando ele menospreza os compromissos, as convenções e as autoridades estabelecidas em favor de uma liberdade individual e egoísta.”
5. “Um relacionamento não é construtivo quando a renúncia, o serviço abnegado, o estilo de vida simples, a doação integral da vida não se fizerem presentes na relação.”
6. “O relacionamento não é construtivo quando a liberdade como fruto da graça é negada em função de uma "liberdade" existencial e cultural.”
         7. “O relacionamento não é construtivo se a presença do Espírito Santo e a vida   de oração não se fizerem presentes.”
Concluindo, a igreja institucional organizada em denominações nunca, em tempo algum respondeu à dinâmica de relacionamentos do corpo de Cristo em sua natureza orgânica. É importante destacar que as relações ocorrem entre pessoas e não podem ser medidas por regras institucionais independentes da palavra de Deus e da ação do Espírito Santo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Mente de Cristo


A integridade do evangelho tem sido atacada em nossos dias. As pessoas buscam um evangelho hibrido que se mistura com a sabedoria humana e a filosofia do mundo. Buscam o evangelho e algo a mais. Temos visto uma grande rejeição a simplicidade e pureza do evangelho. Isto não é novo, já vivemos uma fase onde as pessoas misturavam o evangelho com a filosofia, com o saber humano e as grandes descobertas da ciência. Porem, toda esta descoberta tem afastado o cristão de sua fé em Jesus.
Com o avanço da tecnologia e uma facilidade e rapidez da informação, a essência do evangelho tem sido mudada, ele não leva mais as pessoas ao arrependimento e contrição, mas uma busca para satisfazer uma alma cada vez mais carente e egoísta. As pessoas não se satisfazem apenas com a mensagem da cruz, elas querem algo mais, buscam por experiências arrebatadoras que abasteçam um “EU” cada vez mais insaciável. Levando os cristãos a viver experiências novas e experimentar o mundo.
Amados, não podemos desprezar a mensagem da cruz! A cruz aponta para a justiça e para o amor de Deus. Não há outro evangelho a ser pregado a não ser “Jesus Cristo e este crucificado!” (1Co 2.2). Esse é o evangelho do reino, não precisamos de um evangelho maquiado pelo mundo, mas da simplicidade de Cristo e do poder do Espírito Santo. Quem transforma o coração do homem não é a beleza do mundo e das coisas do mundo, mas o poder do Espírito Santo que está em nós. Temos a mente de Cristo!
1Co 2.10-16, Paulo nos ensina que não nos tornamos sábios na medida em que recebemos uma informação de fora para dentro. Nós nos tornamos sábios quando o Espírito Santo, o agente da verdadeira sabedoria vem habitar em nós. É o Espírito Santo quem nos comunica Cristo, a verdadeira sabedoria! Sendo assim gostaria de colocar alguns pontos importantes para nossa compreensão:
1. O Espírito Santo sonda nossos corações (1Co 2.10-11)
O Espírito Santo não só habita em nós, mas Ele também sonda os nossos corações. Como esta o seu coração? Paulo diz aqui que ninguém entende o homem a não ser o espírito que está dentro do homem. Paulo está nos ensinando que ninguém fora de Deus pode conhecer e entender o Senhor!  “Deus revelou” para se conhecer as coisas de Deus é necessário dois elementos: 1. Uma revelação de Deus pelo Espírito Santo e 2. Uma resposta espiritual adequada pelo homem. 
Só o Espírito Santo pode sondar as profundezas de Deus. Deus criou todas as coisas e todas as coisas estão patentes aos seus olhos. Por isso precisamos depender do Espírito Santo para conhecer a vontade de Deus para nossas vidas, ser guiados por ele.
2. O Espírito Santo é quem nos ensina (1Co 2.12-13)
De que maneira o Espírito nos ensina? Paulo nos diz que Ele nos ensina conferindo as coisas espirituais com espirituais. Se quisermos experimentar da sabedoria de Deus precisamos entender a Bíblia. Jesus nos prometeu que o Espírito Santo nos: 1. Ensinaria: João 14.26; 2. Guiaria: João 16.13 e 3. Nos levaria a crer:  João 17.8. 
3. O Espírito Santo nos leva a maturidade espiritual (1Co 2.14-16)
O homem natural não entende e não aceita as coisas de Deus. Porque sua mente não as alcança. Ele não as aceita. Sua mente e sua vontade estão em oposição às coisas de Deus. Ele não entende porque elas se discernem espiritualmente e não aceita porque o evangelho parece loucura para ele. “discernem...” Esta palavra no original tem um significado muito importante para nós: examinar de forma criteriosa, coar a fim de obter compreensão. O homem natural não pode compreender as realidades espirituais, porque elas não estão ao alcance do intelecto humano.
Por que o homem natural não entende as coisas de Deus? Porque o evangelho não é entendido pela sabedoria humana. Um cientista pode não entender o evangelho e um analfabeto entende-lo. Não é uma questão de habilidade ou conhecimento acadêmico. Não se trata de ser uma pessoa com uma mente brilhante ou um QI especial, com uma alta capacidade de informações. Paulo está dizendo que o homem natural não entende as coisas de Deus pela ótica do mundo, pois elas são espirituais e precisam ser discernidas espiritualmente.
Concluindo, Paulo termina esta mensagem com uma pergunta: “Quem pode conhecer a mente do Senhor? Quem é capaz de lhe dar conselhos?” Mas nós pensamos como Cristo pensa.” (vs.16). Paulo diz que nós temos a mente de Cristo, porque nós cremos nas suas palavras. Portanto, quando alguém rejeita o evangelho de Cristo está rejeitando a própria mente de Cristo. A mensagem da cruz não é deste mundo. Ela veio de Deus, não é uma descoberta humana é revelação divina. A mensagem da cruz nos traz bênçãos para além deste mundo. Aquilo que nenhum olho viu e nenhum ouvido ouviu nem jamais subiu ao coração do homem, isto é o que Deus preparou para aqueles que O amam!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Jogue Fora o Fermento!


“Joguem fora o velho fermento do pecado para ficarem completamente puros. Aí vocês serão como massa nova e sem fermento, como vocês, de fato, já são. Porque a nossa Festa da Páscoa está pronta, agora que Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, já foi oferecido em sacrifício.  Então vamos comemorar a nossa Páscoa, não com o pão que leva fermento, o fermento velho do pecado e da imoralidade, mas com o pão sem fermento, o pão da pureza e da verdade.” (1 Coríntios 5.7-8 NTLH). 
Em toda Bíblia, o fermento é uma figura do mal. Na Páscoa nenhum fermento devia estar na casa dos israelitas. Em Deuteronômio 16.3, eles foram lembrados que saíram do Egito às pressas. Deus não iria redimir Seu povo se este carregasse qualquer coisa que Ele mesmo já havia julgado nos inimigos de Israel. Portanto, a separação dos israelitas tinha de ser imediata e definitiva; nenhum fermento egípcio podia ser levado para fora do Egito.
A redenção de Israel e a maneira como Deus tratou com eles estão registradas para nosso ensino. O juízo que nossos pecados merecem recaíram sobre Cristo, o verdadeiro Cordeiro pascal, e por Seu sacrifício temos uma redenção eterna. Somente por Seu sangue escapamos do julgamento que merecíamos devido aos nossos pecados. A libertação é efetiva apenas dessa forma. Reconhecemos isso ao nos colocar voluntariamente pela fé sob o sangue derramado por nós. Penetramos em seu significado profundo ao alimentar nossa alma com o Cordeiro assado no fogo. Estamos mentindo se nos aproximamos da morte de Cristo como meio de libertação do julgamento que cairá sobre o mundo e a carne e, ao mesmo tempo, continuamos a ser governados pelos princípios e regras que originaram tal julgamento! Se entendemos o significado de “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”, então temos de festejar com os pães sem fermento da sinceridade e verdade.
A cruz de Cristo é a condenação do mundo e da carne. Os que proclamam que foram libertos pela cruz jamais podem aceitar o que a cruz condenou!