"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



domingo, 25 de março de 2012

Indo, fazei discípulos...

Ser e fazer discípulos não é uma opção metodológica sujeita a nossa análise levando-se em conta a eficácia (produz crescimento?), a cultura (é aceitável aos padrões culturais?) e as dificuldades (não existem outras maneiras mais fáceis?).
Muitos confundem discipulado a Cristo como metodologia de crescimento numérico, outros com o programa de ensino da igreja, mas não relacionam nada com o senhorio de Jesus Cristo, “toda autoridade me foi dada no céu e na terra...” (Mt 28.18), e com a obediência clara a seus mandamentos: “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.19). O discipulado então é uma dinâmica de relacionamentos comprometidos com Jesus e uns com os outros, de forma que a vida de Cristo é transmitida e compartilhada na comunidade de fé, tendo como objetivos principais a edificação da igreja e a expansão do Reino de Deus.  Por “natureza” entendemos origem, razão de ser, fundamento, finalidade última. Por esta razão o discipulado (ser e fazer discípulos) tem os seguintes aspectos: É uma ordem de Jesus Cristo: “Ide, portanto, fazei discípulos...” (Mt 28.19). Muitos vêem o imperativo no verbo ide, que no original está no gerúndio “indo”, entretanto, o verbo que está no imperativo é fazei. É Um meio de transmissão e reprodução de vida: A vida cristã é transmitida e reproduzida no contexto mestre e discípulo (Lc 6.40; Cl 1.28 e 2ª Tm 2.1-2). Tem uma finalidade última: O discipulado responde concretamente à entronização de Jesus como Rei sobre a igreja e seu objetivo de expandir este reinado, recebendo as nações como Sua herança (Cf. Sl 2.6-10). No discipulado, as nações aceitam a autoridade de Jesus, se submetem a sua disciplina. Desta maneira, quanto à sua natureza, o discipulado é uma ordem do Senhor Jesus Cristo; um meio de transmissão e reprodução de vida; e tem uma finalidade última: Edificar a igreja e expandir o Reino de Deus.