"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 15 de março de 2016

Deus quer curar as nossas feridas


“Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.”  (Ezequiel 37.12).
O texto trata de um povo ferido, cujas esperanças pareciam sepultadas para sempre no exílio na Babilônia. Foi em meio a esse desespero existencial que o profeta traz esta revelação de esperança. Talvez a sua experiência não seja a mesma que o povo hebreu estava enfrentando. Mas, pode ser que a sua necessidade seja real, porém, de outra ordem.   
Mas você pode me perguntar: “Chico, o que é essa sepultura? As vezes nos enterramos na tristeza, na amargura, no vicio, na pornografia, no medo, na solidão ou na angustia e sem perceber, nos afastamos demasiadamente do Senhor, acabamos abrindo espaços vazios em nosso íntimo que nos rouba a fé e esperança. Amados, há promessas do Senhor que ainda não se cumpriram em nossas vidas. Precisamos entender que existe uma luta em nosso íntimo e esta batalha é do Senhor! Há um vale de situações e circunstancias que precisam ser restauradas pelo Senhor. E gostaria de citar algumas verdades que podemos aprender com este texto do profeta Ezequiel: 
Em primeiro lugar, precisamos entender que existe um espaço ocupado ilegalmente por nossas feridas. É ilegal porque todo espaço disponível em nossa vida foi preenchido por Jesus: 1 Pedro 1.18-19: “...sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, Mas, pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo...” Nosso destino não é ficar preso em nossas emoções e sentimentos feridos. O inimigo ocupa espaços feridos e se alimenta de nossas dores. Lúcifer (satanás), tenta provocar nossos instintos naturais, com o fim de nos fazer pecar. Ele nos espreme tentando extrair nosso suco mais azedo (Como uma frase muito comum em nossos dias: “Há como eu sou má, hahahaha”). Para alcançar seu intento, ele nos fustiga com pessoas e situações que são capazes de exibir atitudes provocativas. Ele quer nos mostrar o que temos de pior dentro de nós. Em nossas feridas o inimigo estabelece domínio sobre nós. Ele nos fere para conquistar mais espaços em nosso interior, formando uma área de contaminação. É um instrumento nas mãos do inimigo para nos subjugar.  E deixa eu dizer algo a você: é possível ficarmos vulneráveis! Quando passamos por circunstancias ou problemas onde em nosso intimo nos sentimos prejudicados ou roubados.
Em segundo lugar, precisamos estar atentos pois as feridas são sepulturas que nos engolem, como disse agora a pouco, as vezes ficamos vulneráveis aos ataques do inimigo. Paulo nos mostra isso em 1Co 10.13: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”  Muitos relacionamentos têm sido enterrados na falta de compreensão, muitos hoje acabam se enterrando no medo, nas angustias. Se sentem incapazes diante das provações. Acabam dando ouvidos ao inimigo que diz que somos incapazes.  Amados, as feridas sufocam nossa vida com Deus. Sufocam nossa vida minando nossa fé, rouba nossa esperança, as feridas se transformam em águas amargas que ficam represadas em nosso interior, nos tornando amargos e indiferentes ao agir de Deus em nossas vidas.
E em terceiro lugar, as feridas são um espaço a serem conquistados por Cristo! Jesus aponta as nossas possibilidades. Uma ferida curada é um espaço a mais para o agir de Cristo e um a menos para o diabo. Quando Cristo governa nossas vidas não existe espaços vazios.
Em 2Co 2.10-11, Paulo apresenta a pratica do perdão como uma arma capaz de desmontar algumas das mais perigosas ciladas do inimigo, além de queimar eficientemente arquivos incômodos: “A quem perdoais alguma coisa, também eu perdoo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.”  O perdão é necessário para experimentarmos plena felicidade. Nenhum calmante químico pode aquietar uma alma desassossegada pela mágoa. Nenhum prazer deste mundo pode aliviar a dor de um coração ferido pelo ódio. A mágoa produz muitas doenças. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Mas, o perdão traz cura completa para o corpo e felicidade plena para a alma. Nós não somos perfeitos, não viemos de uma família perfeita, não temos um casamento perfeito, não temos filhos perfeitos nem frequentamos uma igreja perfeita. Consequentemente, nós temos queixas uns dos outros. Na verdade, nós decepcionamos as pessoas e as pessoas nos decepcionam. Nossas fraquezas transpiram em nossas palavras e atitudes. Sem o exercício do perdão ficamos entupidos de mágoas e a mágoa gera raiz de amargura no coração. Não somente isso, a amargura perturba a pessoa que a alimenta e contamina as pessoas ao redor. Hebreus 12.15 diz: “Cuidado para que não haja alguma raiz de amargura, que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. Feridas abertas e não tratadas são raízes de amargura. Uma ferida emocional não tratada cresce e se transforma em amargura, ressentimento e alienação porque não foram tomados os cuidados necessários quando ainda era pequena. Amados, o conhecimento das estratégias do inimigo nos torna capazes de saber como lutar contra ele. Será uma benção para nós, se respondermos a esse mal com o bem. Uma reação indevida, do tipo que o diabo gosta, provocará graves prejuízos emocionais (Provérbios 26.4). Ouvi certa vez, de um amigo a historia de um professor que pediu a seus alunos que levassem uma sacola com batatas para a sala de aula. Solicitou que separassem uma batata para cada pessoa que os magoara ou de alguma forma os fizera sofrer. Então que escrevessem o nome da pessoa na batata e a colocassem dentro da sacola. Eles começaram a pensar, e foram lembrando uma a uma... Algumas sacolas ficaram muito pesadas! A tarefa seguinte consistia em, durante uma semana, carregar a sacola com as batatas para onde quer que fossem. Com o tempo as batatas foram apodrecendo. Era um incômodo carregar a sacola o tempo todo e ainda sentir seu mau cheiro. Além disso, a preocupação em não esquecer a sacola em algum lugar fazia com que deixassem de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles. E foi assim que os alunos entenderam a lição de que carregar mágoas é tão ruim quanto carregar batatas. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.
Perdoar e deixar a mágoa ir embora é “tratar a ferida” é a única forma de trazer de volta a alegria. 
Jogue fora suas “batatas” e seja feliz!!!
Concluindo, Deus quer curar nossas feridas. É importante reconhecer que elas existem (“Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos, que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas iniquidades e das vossas abominações.” Ezequiel 36.31); O pecado está trabalhando contra nós, e temos que colocar toda a nossa confiança em Cristo! Então, confie n'Ele agora! Ouse, experimentar a obra de Deus por você, em você e através de você! Tenha coragem para experimentar a liberdade em Cristo, que não permite criar espaços para ficarmos presos aos vícios, hábitos e escravidão da velha vida da cova do pecado. Como um cristão Deus o ressuscitou, Deus o exaltou, Deus o fez assentar no trono com Jesus para que você seja um troféu da sua graça por toda a eternidade!

Andando em sabedoria


No texto de Tiago capitulo 3 ele nos fala dos versículos 1 ao 12 sobre o poder da língua:
· Ela tem o poder de dirigir (freio e leme);
· Ela tem o poder de destruir (fogo e veneno); e,
· Tem o poder de deleitar (fonte e fruto).
E nos versos 13 a 18, vemos Tiago nos ensinando sobre a sabedoria que tanto necessitamos para lidarmos em nossos dias com circunstancias e com as pessoas. Assim meus amados, como o rei Salomão pediu sabedoria para Deus, nós também precisamos clamar ao Senhor por sabedoria. Porem, pode nos surgir uma questão: O que é sabedoria? Uma definição bem simples, mas bem coerente é: Sabedoria é o uso correto do conhecimento.  Uma pessoa pode ser muito inteligente, mas não ser sábia. Em nossos dias se da mais valor para a inteligência emocional do que à inteligência intelectual. Uma pessoa pode ser muito inteligente, mas não sabe se relacionar com pessoas. Este é um dos conflitos de nossos dias, a intolerância e falta de relacionamentos, e como mensageiros de boas novas precisamos de muita sabedoria para proclamar o Reino de Deus as pessoas. Tiago nos mostra nos versos 13 e 14, que a sabedoria se reflete nos relacionamentos. E a melhor definição para sábio é aquele que é santo em seu caráter, profundo em discernimento e útil nos conselhos.
Meus irmãos nestes dias mais que nunca, precisamos ser sábios e inteligentes pela mansidão da sabedoria e pelas boas obras mostrando em nosso santo proceder o testemunho de Cristo Jesus em nossas vidas. Gostaria de comparar à sabedoria de Deus com a sabedoria do mundo, Tiago faz três contrastes quanto a sua origem, as suas características e ao seu resultado:
 1. A origem da sabedoria
Tiago nos mostra claramente dois tipos de sabedoria: a sabedoria terrena e a sabedoria celestial. Aqui me surge uma questão: Qual sabedoria governa nossa vida? Que tipo de vida estamos vivendo? Quais os frutos que este estilo de vida esta produzindo? Sua fonte é doce ou salgada (vs.12). Tiago nos ensina que há uma sabedoria que vem do alto e outra que é terrena. Uma vem de Deus e a outra é produzida pelo próprio homem. Ele nos diz que a sabedoria da terra tem três características: Ela é terrena, animal (não espiritual) e demoníaca.
· Terrena, pois é a sabedoria deste mundo (Paulo diz em 1Co 1.20-21 assim: “Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.”). A sabedoria do homem vem da razão, enquanto a sabedoria de Deus vem da revelação. A sabedoria terrena não conseguiu resolver os conflitos da humanidade. O homem tem conhecimento, dinheiro, poder, ciência, mas continua sendo mau e corrupto. Mais amante dos prazeres do que de Deus.
· Animal ou não espiritual: A palavra no original aqui é ψυχικη / psychikē tem um sentido da natureza da pessoa com seus desejos e impulsos das paixões carnais. Sendo assim oposta a natureza espiritual. Em Judas 1.19 ela é traduzida por sensual (“São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito.”). Essa natureza está em oposição às coisas de Deus, ela escarnece das coisas espirituais. A palavra de Deus não governa mais a vida familiar, econômica, profissional, sentimental. As coisas de Deus não importam mais.
· Demoníaca: Essa foi a sabedoria usada pela serpente que enganou Eva, induzindo-a a querer ser igual a Deus. Esta sabedoria faz as pessoas desacreditar em Deus para crer nas mentiras de satanás. Muitas pessoas hoje continuam a acreditar nas mentiras do diabo (Ler Rm 1.18-25). Foi nesta sabedoria que Pedro raciocinou que estava fazendo o bem em impedir Cristo de ir a Jerusalém (Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. Mc 8.33).
Tiago porem, fala sobre a sabedoria do alto. Amados a verdadeira sabedoria vem de Deus, do alto. Ela é fruto de oração, é dom de Deus. Esta sabedoria está em Cristo. Em Jesus temos todos os tesouros da sabedoria. Essa sabedoria está na palavra, visto que ela nos torna sábios para salvação (2Tm 3.15 diz assim: e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.). 
2. As características da sabedoria
Amados, não podemos estar indiferentes, pois se as duas sabedorias procedem de origens radicalmente diferentes, elas também operam em caminhos diferentes. A falsa sabedoria se manifesta onde há inveja amargurada, sentimento faccioso e mentira. Essa ambição esta ligada a cobiça, disputa, competição. Tiago nos alertou para o perigo de se cobiçar posição espiritual. No mundo a uma disputa cada vez maior por uma promoção pessoal. Você é o melhor! Você é o cara! A sabedoria do mundo exalta o homem e rouba de Deus a Sua glória. Há um perigo que nos ronda, que bate a porta, que nos ilude: “É UMA SUPER PREOCUPAÇÃO COM NOSSA POSIÇÃO, DIGNIDADE E DIREITOS.”
A sabedoria terrena funciona mais ou menos assim: A inveja produz sentimento faccioso. Este promove a vaidade e a vaidade se alimenta da mentira. Tiago nos dá porem uma lista de atributos da verdadeira sabedoria: “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” (vs.17).
3. Os resultados da sabedoria 
A origem determina os resultados.  Sendo assim a sabedoria do mundo produz resultados mundanos, mas a sabedoria espiritual produz resultados espirituais.
· A sabedoria do mundo: Produz problemas:  Inveja, confusão e todo tipo de coisas ruins. Pensamentos errados produzem atitudes erradas. Causa desordem e traz instabilidade emocional a vida das pessoas.
· A sabedoria celestial: Produz bênçãos: Uma pessoa sábia é conhecida por sua conduta santa e obras dignas. Sua vida é uma semeadura e uma colheita. Ele semeia justiça e não pecado, semeia paz e não guerra. Traz a paz e proclama as virtudes de Cristo com seu bom testemunho.

Concluindo, vamos andar em sabedoria quando Cristo dirigir nossos passos e determinar nossa conduta. E assim vamos demonstrar os frutos de uma vida reta e imitando a Jesus em nosso proceder diário: Como nos vamos falar, como nos vamos agir e como nós vamos reagir diante das dificuldades do nosso dia a dia. Pois ensinar a sabedoria é mais importante do que apenas transmitir conhecimento.
Que Deus nos ajude!

domingo, 10 de janeiro de 2016

Restaura, Senhor, a nossa sorte!


Sempre que chegamos ao final de mais um ano, sinto a necessidade de fazer uma retrospectiva, é tempo de fazer um balanço. Pensar em minhas ações neste ano e planejar novas metas para ano que se inicia. Nunca se ouviu tanto a palavra crise, para tudo se tem falado dela: crise hídrica (falta de água), crise na saúde, crise na segurança, etc... E a mais falada é que o país está em crise... Por isso, gostaria de deixar uma mensagem de esperança, pois a esperança vence a crise, derrota o medo, transpassa as barreiras. O salmista no salmo 126, nos ensina a vencermos este momento que estamos passando, ele nos ensina a como vencer a crise: 1. Devemos olhar para trás com gratidão, 2. Olhar para o presente com súplicas e 3. Devemos olhar para o futuro com esperança. O Salmo 126 ajuda-nos nesse exercício:
1. Devemos olhar para o passado com gratidão (“Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles. Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres.” Salmos 126.1-3). Quando olhamos para o passado, temos uma facilidade em lembrar de momentos de crises e dificuldades que passamos, e uma imensa dificuldade de lembrar de coisas boas que aconteceram no decorrer do ano. Somos herdeiros de Deus e estamos assentados com Cristo nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Há um cântico em nossos lábios e uma festa em nossa alma que precisamos expressar. Devemos ser gratos por tudo o que Deus tem feito por nós!
2. Devemos olhar para o presente com súplicas (“Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” Salmos 126.4). O salmista voltou os olhos do passado para o presente e percebeu que as vitórias do ontem não servem para nos manter de pé hoje. As vitórias do passado não são suficientes para nos tornar vitoriosos no presente. Todo o dia é tempo de andar com Deus. Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Não podemos viver do passado nem morar na saudade. Precisamos depender de Deus a todo tempo, o tempo todo. Mais do que isso, é preciso saber que não temos forças para restaurar nossa própria sorte, estamos vivendo dias terríveis onde a família tem sido atacada, os valores morais estão se desmoronando. Só Deus pode restaurar nossa vida. Sabe amados, a vida é feita de decisões e às vezes não decidimos entre se devo ou não tomar esta decisão, mas se ela vai ser boa ou melhor para mim. Aprendemos com isso, porém, que a crise não é o fim da linha. A sequidão de nossa vida não deve nos levar ao desespero, mas à súplica ardente. A consciência da crise espiritual pode nos levar aos pés do Senhor para uma virada bendita em nossa história. Somente o Senhor tem poder para nos restaurar. Só d’Ele vem a nossa cura. Essa restauração é uma obra milagrosa. Assim como os rios invernais rasgam as areias escaldantes do deserto do Neguebe, o maior deserto da Judéia, Deus também, faz nossa alma florescer em tempos de sequidão. Ele mesmo nos concede um novo vigor espiritual e transforma nossos vales em mananciais cheios de vida!
3. Devemos olhar para o futuro com esperança (“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Salmos 126.5,6). Depois de olhar para o passado com gratidão e para o presente com súplicas, precisamos agora rever quais são os nossos propósitos de vida, onde temos investido nosso tempo, nossa vida. Há uma palavra de Deus no livro do profeta jeremias (Jr 17.7-8) que gostaria de deixar para você como uma palavra profética: “Ultimamente só ouvimos falar que em 2016 a crise vai continuar, mas precisamos tomar posse desta palavra : “Quem confia no Senhor, mesmo no ano de sequidão (crise) não se cansa e nem deixa de dar fruto.”  Crise é oportunidade para crescer, para sermos melhor, fazer a diferença nesta sociedade tão carente de exemplos de fidelidade, de integridade e perseverança. É preciso sair para semear. A recompensa da colheita é maior do que o sacrifício da semeadura. Fazer a obra de Deus é investir para a eternidade.
Hoje, Deus nos convoca para sermos seus cooperadores. Concede-nos a graça de investirmos nosso tempo, bens, talentos e dons em seu trabalho. Portanto, levantemo-nos, irmãos, e coloquemo-nos a seu dispor. O Deus da nossa salvação e da nossa restauração, agora, nos alista em seu trabalho. Mãos à obra, sem esmorecer. Lança a semente, com a certeza de que o crescimento, Deus mesmo nos dará, ainda que seja em meio às crises!
Um feliz e abençoado 2016!
No amor de Cristo,
Chico

Crescimento Espiritual

“desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso.”
(1 Pedro 2.2-3)
Pedro nos ensina nestes versos acerca do crescimento espiritual, ele nos passa uma dieta espiritual que depende daquilo que evitamos e aquilo que nos tem alimentado. Pedro começa sua dieta nos mostrando um Santo proceder, onde abandonamos hábitos antigos e passamos a alimentarmos do alimento celestial (1Pe 2.1). Naturalmente falando quando nos alimentamos errado, não temos um crescimento saudável. A falta de apetite ou a ingestão demasiada de alimentos provocam doenças. Se alimentar pouco e inadequadamente nos torna frágeis e passiveis de doenças também.
O que quero dizer com tudo isso, Pedro nos exorta que há uma dieta correta para crescermos espiritualmente. Ele compara todo cristão a um recém-nascido. Assim como um bebê chora pelo leite materno, nós devemos desejar ardentemente o genuíno leite espiritual. O interessante aqui, é que Pedro usa uma palavra forte para demonstrar esse desejo (επιποθέω / epipotheō: É algo que necessitamos para viver; desejar ardentemente).
Para um discípulo, estudar a palavra de Deus não é um trabalho, mas é algo prazeroso. Porque sabemos que nela encontramos alimento para nossa alma. O crescimento espiritual se dá por meio de nos alimentarmos das escrituras, e eu gostaria de destacar alguns pontos importantes que podemos aprender com esta mensagem de Pedro: 
O alimento
“...desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual...”
Toda mãe sabe que um bebê recém-nascido age como se sua vida girasse em torno do leite materno. Ele vive para esperar a próxima refeição. Assim também, cada um de nós como discípulos de Cristo, devemos desejar ardentemente aprender de Sua palavra. Devemos ter fome por ela. Assim como os bebês se alimentam com regularidade, nós também devemos nos alimentar constantemente da palavra da verdade! 
Pedro usa a expressão grega para expressar seu desejo pela palavra: γάλα λογικός / gala logikos, que é traduzida em muitas de nossas versões em português por leite espiritual. E quero dizer que esta expressão tem um rico significado, pois, a palavra λογικός / logikos é um adjetivo correspondente ao substantivo logos: “A palavra”. Cristo é o logos de Deus. Pedro destaca aqui a palavra de Deus. Pedro tinha total convicção que a palavra de Deus vive e permanece para sempre (1Pe 1.23-25). Por isso, para Pedro, a palavra de Deus é o genuíno leite espiritual e dela devemos nos alimentar. E a uma curiosidade aqui, Pedro destaca o genuíno leite, ele deve ser racional (genuíno) e não falsificado (não contaminado). É um alimento onde não há fraude e nem engano. Pois é um alimento espiritual e não material. É um alimento onde não há impurezas, a palavra de Deus é pura. Não há crescimento onde a palavra de Deus não é apreciada. Não há saúde espiritual onde a sã doutrina não está no cardápio diário. Alimentar-se de falsas doutrinas, ao invés do trigo da verdade é como beber leite contaminado. A palavra de Deus tem a vida, dá a vida e sustenta a vida, por isso precisamos ter fome da palavra de Deus.
O Proposito
“...para que, por ele, vos seja dado crescimento...”
A palavra de Deus nos torna sábios e nos dá o crescimento que necessitamos (2 Timóteo 3.15-17). Precisamos crescer. O curso natural para o discípulo é crescer e multiplicar. Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados, coisas, benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não o Deus das bênçãos. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.
O livro de Neemias nos revela algo interessante acerca do crescimento espiritual. Quando o povo de Israel saiu do exílio na Babilônia, seu apetite espiritual estava fraco. Eles haviam se afastado de Deus e de Seus caminhos. Para que o povo voltasse a ter saúde espiritual, Neemias organizou um seminário bíblico e Esdras foi o professor. Esdras leu o livro da lei de Moisés desde a manhã até o meio-dia, alimentando o povo com a verdade de Deus (Neemias 8.3). E o povo ouviu atentamente. Na verdade, seu apetite pela Palavra de Deus foi tão estimulado que os líderes das famílias, os sacerdotes e os levitas se encontraram com Esdras no dia seguinte para estudar a lei com mais detalhes porque queriam compreendê-la (Neemias 8.13).
Quando nos sentimos distantes de Deus ou espiritualmente fracos, podemos encontrar nutrição e alimento espiritual na Palavra de Deus. “…desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento…” (1 Pedro 2.2). Peça a Deus que renove o seu desejo por um relacionamento com Ele e comece a alimentar seu coração, alma e mente com a Sua Palavra. Alimentarmo-nos da Palavra de Deus nos mantém fortes e saudáveis no Senhor.
A constatação
“...se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso.”
O nosso crescimento espiritual é resultado da bondade de Deus. Ele não nos dá somente a vida, mas Ele cuida de nós em todos os aspectos. Ele nos dá tudo aquilo que precisamos para crescer, para amadurecermos na fé.
O nosso crescimento é uma obra de Deus. Só Deus dá o crescimento. Só Deus pode abrir o coração. Sendo assim, precisamos depender mais dos recursos de Deus do que dos nossos recursos. O poder para realizar a obra de Deus não vem da nossa inteligência, ou dos nossos recursos financeiros, nem mesmo das nossas habilidades pessoais, mas de Deus. É ele quem escolhe, regenera, chama, justifica e glorifica. A salvação é obra de Deus do começo ao fim. Sabendo disso, devemos orar com mais fervor e com mais intensidade, como o fez a igreja primitiva. O crescimento espiritual retrata sua vida exuberante de oração. Oramos e os resultados aparecem. Os joelhos se dobram em oração e os corações se derretem na presença de Deus em sincera conversão.
Concluindo, Na medida em que a Palavra de Deus crescer e prevalecer, vamos experimentar um crescimento espiritual saudável. Todo crescimento está diretamente ligado à proclamação da Palavra de Deus. É ao anunciarmos o evangelho do Reino, que Deus chama os seus escolhidos. A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Cristo. Deus escolheu salvar o homem pela loucura da pregação. Crescemos espiritualmente na medida em que a Palavra de Deus cresce em nossas vidas. Não podemos produzir o nosso crescimento, mas podemos proclamar o evangelho do Reino com fidelidade e no poder do Espírito Santo, sabendo que a palavra que sai da sua boca nunca voltará para ele vazia.
E quando nos voltarmos para Deus por intermédio da oração fervorosa e se voltar para o mundo para proclamar com poder sua Palavra, então, vamos experimentar um crescimento extraordinário, pois Deus honra a oração e a Palavra, alavancas do crescimento de sua igreja.
No amor de Cristo,
Chico

sábado, 5 de dezembro de 2015

O diálogo entre Moisés e Faraó


Êxodo capítulos 7 a 12
“Deixa o meu povo ir, para que me cultue...”
NÃO VÁ, FIQUE
“Chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra.” (Ex 8.25).
A escravidão é um símbolo do pecado, Faraó é um símbolo de Satanás e o Egito é um símbolo do mundo. Faraó propôs a Moisés a continuar no Egito e a levantar ali mesmo altares a Deus. A princípio parecia uma proposta simpática e acolhedora. Mas, toda vantagem proposta por Satanás tem uma armadilha. Ainda hoje, Satanás usa a mesma estratégia, induzindo as pessoas a pensar que podem adorar a Deus sem sair da escravidão do pecado. Que podem entrar para a igreja sem romper com os esquemas do mundo. Que podem colocar uma bela máscara de santidade, sem mudar de vida. Que podem se tornar religiosas sem novo nascimento. Faraó propõe a religião da forma sem vida, do ritual sem conversão, da aparência sem novo nascimento. Moisés recusou com toda a sua força a sedutora proposta de Faraó e nós devemos, também, rejeitar firmemente as insinuações do diabo. Não basta levantar altares a Deus. Precisamos sair do Egito!
VÁ, MAS NÃO VÁ LONGE
“Então, disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que ofereçais sacrifícios ao SENHOR, vosso Deus, no deserto; somente que, saindo, não vades muito longe; orai também por mim.” (Ex 8.28).
Faraó propõe ao povo ir, mas não ir tão longe. Faraó que até então castigava o povo com duros açoites e com trabalhos forçados, agora se transforma em chefe de relações públicas. Quer relacionamento. Abre as portas de seu império para o povo voltar sempre que sentir saudade. Quer manter os vínculos. Não quer cortar as raízes. A ideia de Faraó é esta: Vá, mas não vá tão longe. Vá, mas volte. Vá, mas não vá definitivamente. Hoje, ainda, essa é uma proposta perigosa. O diabo além de acusador é também um sedutor. Depois de afligir seus súditos, tenta atrai-los, mostrando as vantagens do mundo. Oferece-lhes prazeres. Abre-lhes a porta da liberdade. Convida-os a vir e desfrutar do melhor do Egito. A tese de Faraó aqui é que você pode desfrutar o melhor dos dois mundos e viver com o coração dividido. Moisés, porém, rechaça com veemência essa sedutora proposta. Quem foi liberto da escravidão, não deve mais retroceder. A vida com Deus exige consagração plena!
VÁ, MAS NEM TODOS 
“Então, Moisés e Arão foram conduzidos à presença de Faraó; e este lhes disse: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus; porém quais são os que hão de ir?” (Ex 10.8).
Faraó propõe a Moisés levar o povo, mas deixar no Egito as crianças e os jovens. Com isso, está insinuando que o lugar para os jovens desfrutarem a vida é no Egito. Que levantar altares a Deus é uma atividade para aqueles que já são idosos e frágeis de saúde. Faraó quer induzir Moisés a pensar que o culto a Deus não tem atrativos para os jovens e que eles devem ficar no Egito, onde os prazeres são mais vibrantes. Essa mentira de Faraó traveste-se de muitas outras sedutoras propostas em nossos dias. Muitos jovens abandonam as fileiras da fé para retrocederem aos prazeres transitórios do pecado. Moisés, com firmeza, resiste a proposta de Faraó e não abre mão das crianças nem dos jovens. A família não pode estar dividida. Velhos, jovens e crianças, todos, devem estar na presença de Deus, a serviço de Deus, pois o lugar dos jovens desfrutarem a vida e encontrarem plenitude de alegria é na presença de Deus. 


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"Happy Halloween"


Será que o Halloween é realmente uma festa feliz ("happy")? Ou será que há ocultismo da pesada nas suas origens? Será que essa festa envolve louvor à "divindade" da morte e negociatas com entidades do mundo tenebroso? Será que é um evento tão ingênuo como se diz?
Sempre quando chegamos no fim de outubro fico meditando sobre o perigo desta data. Porque somos cada vez mais sobrecarregados por costumes trazidos de outras culturas, e muitos de nós não tem discernido o mal que esta realmente por traz destas ditas festas ingênuas. Quando desejamos a outros "Happy Halloween!" estamos indiretamente desejando que estas pessoas façam negociatas com espíritos do mundo sobrenatural que supostamente controlam os processos da natureza. Eu sei que este assunto divide muitas opiniões. Mas desde já, deixo claro que minha intenção é que possamos meditar com o  coração sincero perante Deus sobre o significado da celebração do halloween para que vocês avaliem, o que é melhor para nossos filhos.
O halloween tem uma origem pagã (o termo pagã vem da referência que os antigos gregos davam no latim para as pessoas que não são cristãs e adoravam outros deuses). A celebração do Dia das Bruxas se atribui a um povo que habitava na Inglaterra: os celtas. Esta festa tinha como objetivo principal celebrar os mortos. Acreditavam que na noite do dia 31 de Outubro, o deus da morte permitia aos mortos voltar a terra para criar um ambiente de terror. Esta influência foi diminuindo com a pregação do evangelho, e desapareceu totalmente no final do II século do cristianismo. (Fonte Wikipédia).
Bom, e o que tem a ver com a gente e com nossas crianças? 
Essa comemoração voltou aos poucos como uma festa para as crianças usarem fantasias de bruxas ou outros personagens maus. Para ganhar simpatia juntou-se o costume de distribuir doces. Pôr trás de algo aparentemente inofensivo existe toda uma trama para voltar a essas crenças pagãs.
O que tem por traz dessa celebração que para muitos é uma simples brincadeira?
Muitos grupos satanistas e ocultistas usam o dia 31 de Outubro como a sua data mais importante. Chamam a este dia de " Festival da morte", e é reconhecido pôr todos os satanistas, ocultistas e adoradores do diabo como véspera do ano novo da bruxaria.
Anton LaVey, autor da " Bíblia satânica " e sumo sacerdote da igreja de satanás, diz que o dia mais importante para os seguidores o maligno é o halloween. LaVey diz que nesta noite os poderes satânicos ocultos e de bruxaria estão no seu nível de potência mais alto, e qualquer bruxo ou ocultista encontrará mais êxito no dia 31de outubro, porque satanás e seus poderes estão em seu ponto mais alto nesta noite. Estes seguidores do príncipe da mentira asseguram que durante a noite do halloween, os anjos decaídos, assim como toda a classe de espíritos malignos percorrem o mundo inteiro. Também é um fato registrado e documentado que na noite do dia 31 de Outubro na Irlanda, Estados Unidos e outros países se realizam missas negras, cultos espíritas e outras reuniões relacionadas com o mal e o ocultismo.
Por isso a necessidade de todos os cristãos, que creem em Jesus como Senhor,  levantarem clamor e oração para combater o mau que está sendo celebrado nesse dia de hoje.
E por que não é uma festa inofensiva e apenas uma brincadeira para crianças? 
Este breve relato acima servem para mostrar o lado negativo do halloween, o que essa festa, que parece a princípio tão despretensiosa, traz contra o reino de Deus, cultuando a morte. A mensagem de amor, paz, caridade e esperança de Jesus Cristo é completamente contrária às imagens sangrentas, que retratam bruxas, mortos saindo de túmulos, vampiros e outros monstros. Halloween é na verdade uma celebração da maldade. Você pode dizer: "mas a maldade está dentro de nós e não em simples fantasias e brincadeiras de criança.". Mas o que importa é o que está sendo pregado, o que é cultuado nesse dia e as armadilhas que o mau encontra para chegar às famílias.
Precisamos afastar nossos filhos das coisas que o mundo diz que é "natural", pois na Bíblia diz para não nos conformarmos com esse mundo, do contrário, SEJAMOS LUZ, e não há como ser luz celebrando trevas, escuridão, bruxas, monstros. A Bíblia diz que o "princípe desse mundo" cegaria nosso entendimento, e entender essas festas como uma brincadeira normal e inofensiva faz parte do plano dele.
"Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pela vontade de escutar novidades, arrumarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas." (2Tm 4,3-4) 
Concluindo,
devemos festejar a vida e não a morte, pois quem festeja a morte vive nas trevas e nós cristãos devemos viver na luz e essa luz é Jesus: "Eu sou a luz do mundo, quem vem a Mim não andarás nas trevas".
A Deus toda a glória!