"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 14 de março de 2015

Construindo um altar de oração

“Porás o altar defronte do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me avistarei contigo...” (Êx 30.6).
Quando Deus mandou Moisés construir um santuário onde habitaria em meio ao Seu povo (Êx 25), determinou que no lugar Santo haveria um altar de incenso, onde o fogo jamais deveria ser apagado. O incenso deveria queimar continuamente. O incenso é símbolo de nossas orações:
“...e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5.8). “...Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono...” (Ap 8.3).
Devemos, igualmente, orar sem cessar. O altar de incenso nos ensina algumas lições sobre a oração em nossas vidas e queria destacar algumas destas lições:
       A centralidade da oração em nossas vidas
      O altar do incenso deveria ficar no centro do lugar Santo, de frente ao véu onde estava a arca da aliança. A posição geográfica do altar de incenso já definia a centralidade da oração na vida do povo. Fomos criados para o louvor da glória de Deus. Devemos desejar com todo o nosso coração a presença de Deus em nossas vidas, mais que Suas bênçãos. Por isso, a oração não é um enfeite ou um adorno na vida de um cristão, mas sua parte mais central e importante.
      O incenso deveria queimar continuamente. Ele era para ser queimado pela manhã, à tarde e continuamente perante o Senhor. O fogo do altar não poderia ser apagado. O altar de incenso não poderia ser coberto por cinzas. Da mesma forma, não podemos deixar de orar, para que as cinzas das dificuldades e circunstancias da vida não impeçam a presença e o mover de Deus por nossas vidas. Não caminhamos pelas nossas próprias forças, dependemos de Deus, mais do que nossos próprios recursos. Deus está sempre olhando dos céus buscando alguém que se coloque na brecha em favor de Seu povo (“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.” Ez 22.30).
          A pureza da oração
     “Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem ofertas de manjares; nem tampouco derramareis libações sobre ele.” (Êx 30.9).
      Deus não se agrada com uma oração com motivações erradas. O texto nos ensina que o incenso precisava ser puro, Santo e não estranho (Êx 30.9, 34). Deus não aceita incenso estranho, orações contaminadas pela vaidade, que são frutos de uma vida sem temor, que nasce em um coração endurecido. A oração do perverso é abominação para Deus (Pv 28.9: “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.”).
      Perde o sentido, se aumentarmos nossa vida de oração fora do propósito de Deus, se nossas orações e nossas vidas não estiverem de acordo com a vontade de Deus para nós. Não adiante honrar a Deus com nossos lábios se o nosso coração estiver longe de Deus (Mt 15.8: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”).
          Os componentes da oração:
     “Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma substâncias odoríferas, estoraque, ônica e gálbano; estes arômatas com incenso puro, cada um de igual peso e disto farás incenso, perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo. ...” (Êxodo 30.34-35).
     O incenso era feito de quatro componentes:
· Estoraque – Era extraído de um arbusto sem incisão, sem corte na árvore. A resina fluía espontaneamente. De igual modo nossas orações devem ser livres e espontâneas.
· Onicha – Extraído de um molusco marinho. Isso nos ensina que a oração deve partir das profundezas da nossa alma.
· Gálbano – Um arbusto do deserto. Suas folhas deviam ser quebradas e moídas para a extração do perfume. As orações devem brotar de um coração quebrantado e contrito.
· Sal – O sal é um símbolo de nossa vida (Mt 5.13) e nossa vida é a parte mais importante da nossa oração.
      Concluindo, nossa ardente expectativa é que Deus nos desperte para uma vida mais abundante de oração. Que o incenso de nossas orações suba sempre a presença de Deus como aroma suave e que o fogo jamais apague no altar de nossa vida.