"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pedir perdão é o clamor dos clamores!

Quando Davi foi obrigado a fugir de Jerusalém por ter sido derrubado do trono pelo próprio filho, certo parente de Saul, chamado Simei, aproveitou-se da ocasião e começou a chamar o rei de criminoso, a amaldiçoá-lo e a jogar pedras e terra sobre ele. A guarda pessoal não obteve permissão de Davi para cortar a cabeça de Simei (2Sm 16.5-14). Poucos dias depois, a revolução fracassou e Davi voltou vitorioso para Jerusalém. Simei, então, foi ao encontro do rei para pedir-lhe perdão: “Ó rei, eu peço que perdoe o mal que lhe fiz no dia em que o senhor saiu de Jerusalém. Esqueça o que eu fiz; nunca mais pense nisso. Eu sei que fiz uma coisa errada e é por isso que sou a primeira pessoa das tribos do Norte a vir encontrá-lo hoje” (2Sm 19.16-23).

Esse pedido de perdão é bem-feito e serve de modelo para todos que dele precisam. Além de confessar humildemente o seu pecado, Simei pediu o perdão que só o Senhor costuma dar. Quando perdoa, Deus não se lembra mais das nossas faltas nem pensa mais nelas. Ele tem compaixão de nós e lança os nossos pecados no fundo do mar (Mq 7.19). Pedir perdão a Deus vale mais do que suplicar alívio para o sofrimento, cura para a doença e prosperidade material. O clamor dos clamores é pedir perdão. Depois de ter sujado o seu nome e o nome de Deus, adulterando com Bate-Seba e matando o marido dela, Davi correu atrás do perdão e o obteve. Ele mesmo conta como resolveu o seu problema de culpa com Deus:

“Enquanto não te confessei o meu pecado, eu chorava o dia inteiro. Dia e noite, a tua mão pesava sobre mim. Minhas forças foram-se esgotando como a seca faz com um pequeno riacho. O sofrimento continuou até que eu acordei. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri mais minhas culpas. Preferi confessar as minhas transgressões... e não é que tu me deste pleno perdão! Como é feliz aquele cujo pecado é perdoado, aquele cuja consciência não o acusa mais, aquele cuja dívida é cancelada, aquele cuja culpa é lançada no fundo do mar, aquele que não tem mais insônia!” (Paráfrase do Salmo 32).

No mundo há 7,2 bilhões de seres humanos pecadores ou potencialmente pecadores, é o caso das crianças. Antes de pecar contra a criação e a criatura, eles pecam contra Deus. Eles estão sempre precisando de perdão. A grosso modo, mesmo depois de convertido e perdoado, o pecador continua pecando e propenso ao pecado. Mas, se confessar o seu pecado, ele volta a obter o perdão de Deus quantas vezes forem necessárias. O pecado repetido leva à confissão repetida e ao perdão repetido. O perdão repetido de Deus é o maior valor que o ser humano pode obter. Vale muito mais do que um negócio bem-sucedido, um carro novo, uma casa no campo e outra na praia. Ao pecar, o pecador assume uma dívida, uma dívida que precisa ser perdoada ou cancelada e não paga, o que é possível apenas pela maravilhosa graça. Na oração do Pai-Nosso, Jesus nos ensina a pedir ao Pai:

“Perdoe as nossas dívidas” (Mt 6.12).