"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 15 de abril de 2014

Agir por instinto

“Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos...” (Lucas 19.42).
Certos pássaros migratórios mantidos em cativeiro se tornam irrequietos assim que o outono começa. Sabem por instinto que é tempo de voar para climas mais quentes. Eles se agitam na gaiola e, se a porta estivesse aberta, voariam para lugares ensolarados. Mas como permanecem fechadas, sua inquietação desaparece assim que o período migratório acaba. Eles não mais demonstram inclinação para voarem, mesmo se as portas da gaiola fossem abertas.
Há momentos em que o Espírito Santo age poderosamente em nossa alma e espírito. Sentimos o desejo de escaparmos da escravidão do pecado, de quebrar as cadeias das paixões mundanas, e encontrar segurança e aconchego nos braços amorosos do Senhor Jesus Cristo. Mas se o amor pelo mundo, o temor do homem, ou o prazer fugaz do pecado forem mais fortes que o desejo por santidade e uma vida de quebrantamento, os esforços da bondade de Deus que nos levam ao arrependimento (Romanos 2.4) cessam, e a oportunidade se perde para sempre. A voz do Espírito Santo, que adverte e incentiva, se cala, todo o anseio por uma vida de santidade some e voltamos à velha rotina. E qual será o fim disso? Quem ouvir a voz do Espírito Santo falando hoje é chamado para segui-Lo hoje, para que o Senhor Jesus não tenha de chorar sobre você e dizer: “Pois não conheceste o tempo da tua visitação” (Lucas 19.44). “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 3.15).