"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 5 de julho de 2014

Falta de reverência, o perigo de nossa obstinação!

“Porque eu sabia que eras obstinado, e a tua cerviz é um tendão de ferro, e tens a testa de bronze.” (Isaías 48.4). Estava meditando neste texto de Isaías e comecei a refletir um pouco sobre a forma como o Senhor nos criou, Deus nos criou eretos, porem precisamos aprender a dobrar nossos joelhos e nos curvar, principalmente diante do Criador. Mas as vezes (ou quase sempre) esta é uma posição incomoda e não temos facilidade em nos curvar. Na maioria das vezes somos resistentes a nos dobrar e ajoelharmos (“Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo obstinado.” Êxodo 32.9). 
Algo que me chama a atenção neste texto, é que Deus está nos exortando, dizendo que o tendão do pescoço do povo era de ferro e a sua testa era de bronze. Fico imaginando como as vezes nos portamos assim, somos orgulhosos, obstinados e teimosos. Assim caímos no erro de se tornar alguém que não se dobra, não se ajoelha, não coloca o rosto no chão.
Amados, precisamos descobrir a graça que existe nos joelhos dobrados, em se humilhar na presença do Senhor. Quando nos ajoelhamos, quebramos o orgulho e tudo que impede o fluir da graça do Pai em nossas vidas. Ao nos ajoelharmos nos aproximamos de Deus e esta é uma reverencia aceita por Deus, demonstramos nossa confiança e comunhão com Ele (1 Pedro 5.6-7).
Podemos ver na Bíblia, pessoas extremamente necessitadas aproximando-se de Jesus e se ajoelhando diante d’Ele para suplicar por seu favor e vale a pena relembrarmos: Como Marcos cita o homem leproso que se ajoelha diante do Redentor: “Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me.” (Marcos 1.40). Ou o clamor de um pai desesperado diante da grave doença de seu filho: “E, quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água.” (Mateus 17.14-15). Precisamos voltar aos joelhos dobrados. Nossa oração rompe as barreiras e quebra as amarras que nos prendem. As vezes caímos no engano de achar que as circunstancias, dificuldades que enfrentamos são maiores e mais forte do que nós, neste momento precisamos olhar para o exemplo que vários homens e mulheres da Bíblia. Eles se punham de joelhos diante de decisões e dificuldades que estavam enfrentando, como Salomão, diante do desafio de governar a nação se põe de joelhos diante do Senhor: “Sucedeu, pois, que, acabando Salomão de fazer ao Senhor esta oração e esta suplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, se levantou diante do altar do Senhor.” (1 Reis 8.54). Vemos também Esdras em sua indignação pela nação, caindo de joelhos e clamando ao Senhor: e perto do sacrifício da tarde me levantei da minha aflição, havendo já rasgado as minhas vestes e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as mãos para o Senhor meu Deus...” (Esdras 9.5). Quantos de nós não somos colocados em situações difíceis de resolver, você inclusive neste momento pode estar sendo perseguido em seu trabalho ou escola, pode ainda estar sendo caluniado e tendo pessoas armando para sua vida. Deixa eu te dizer algo sobre este homem de Deus: Daniel! Ao saber dos planos que conspiravam contra ele, ao ponto dele ser lançado na cova dos leões, qual foi sua reação: “Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa... e se punha de joelhos, e orava e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer...” (Daniel 6.10). O Senhor enviou o Seu anjo e fechou a boca dos leões! Eu poderia ficar horas aqui escrevendo várias situações em que homens e mulheres se colocaram de joelhos diante do Senhor clamando por Seu socorro, mas eu gostaria de dizer algo a você amado irmão, Paulo escrevendo aos efésios revela uma graça valiosa: “Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai e oro para que Ele os fortaleça com poder, por meio do Seu Espírito.” (Ef 3.14-16).  Precisamos voltar a pratica da suplica, do rogo, pois em relação a oração nossos joelhos não podem ficar ociosos. Eles foram feitos para se dobrarem diante do Todo-Poderoso, por isso o salmista nos convida: “Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador” (Sl 95.6). Amados precisamos aprender a fazer isso para que, na plenitude da graça:  “...ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fp 2.10-11).
A Deus toda a gloria!