"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Enquanto os homens dormem...

“Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.” (Mateus 13.24-30).
Nesta parábola Jesus utiliza uma expressão interessante ao dizer que “enquanto os homens dormiam...” veio o inimigo e semeou o joio em meio ao trigo. Ele estava se referindo ao que acontece no reino de Deus ou como gostaria de compartilhar aqui, o que o inimigo tem semeado em meio às famílias. Enquanto como povo de Deus, sacerdotes do Senhor, parecem estar adormecidos ou indiferentes, o inimigo tem semeado em nossas casas, por vezes de maneira sutil, realidades preocupantes que podem ter consequências dolorosas num futuro não muito distante. A um ataque contra os princípios e visão cristã da família.
A edificação da família é ameaçada não apenas pela atitude interior do coração, mas também por influencias externas. Como discípulos de Cristo sempre nos deparamos com uma batalha de duas frentes. Uma é a luta contra nosso inimigo interior, que vem de dentro, do “eu” (a nossa carne) e a outra é uma guerra contra nosso inimigo exterior, o diabo, que nos aflige por fora. Nesta parábola Jesus nos descreve o perigo exterior, e nossa conduta diante deste ataque. Há uma pergunta feita pelos empregados que me chama a atenção:
· “De onde vem, pois, o joio?” Muitas vezes acontecem situações em nossas vidas que também nos perguntamos por que esta acontecendo isso?  Humanamente falando esses homens eram acostumados a lidar com a terra e deveriam saber que a erva daninha cresce por si próprio. Mas, se aqui há um caso incomum, o motivo é que em anos anteriores a terra, que fora limpa por estes homens, não apresentava uma quantidade tão grande de joio (“Trigo do diabo”) como desta vez. Certamente a correria do dia-a-dia, os muitos afazeres nos leva a descuidar ou não estar atento às ervas daninhas que o inimigo vai semeando em nossas vidas. Ficamos insensíveis, descuidamos em nosso devocional.
· “Um inimigo fez isso...”  Outro ponto que precisamos estar atentos é como o dono da terra sabia com tanta certeza que enquanto todos dormiam o inimigo semeou o joio? A Bíblia esta sempre nos alertando que nosso inimigo vem como um ladrão. Sorrateiramente. No momento do cansaço, depois de um dia de trabalho exaustivo, quando abaixamos a guarda, relaxamos... Pedro nos advertiu que nosso adversário é como um leão que nos rodeia procurando uma forma de nos destruir.  
· “Queres que vamos e arranquemos o joio?” a resposta parece ser meio obvio, mas a algo profundo aqui, o trigo possui raízes mais frágeis que o joio. Ao arrancar o joio, também arrancaria o trigo. Muitas vezes a semente lançada por satanás em nossas vidas nos deixam indiferentes, frios, insensíveis e acabamos deixando nosso coração endurecido e na explicação da parábola Jesus adverte os discípulos para o perigo da colheita e porque deveriam esperar (Mt 13.36-43). O sentido da separação é julgar, condenar e punir. Não cabe a nós isto é obra do Senhor, no dia do juízo. 
     A questão da separação aqui é importante pois o Senhor nos deixou viver em meio ao joio para sermos luz! Nossa vida e conduta reflete a glória de Deus, essa separação será feita pelos anjos do Senhor (vs. 39-41), a separação prematura na época atual se torna mais destrutiva do que purificadora.  
     Concluindo, Mateus usa aqui a frase: Seu campo. Gostaria de dizer a você que há uma promessa de Deus para sua casa, uma promessa de colheita. O campo pode ou não parecer fértil! Pode ser semeado joio entre as sementes que você tem semeado, ou seu campo pode ser devastado pela seca (necessidade espiritual), mas em meio a todo o caos Deus nos promete uma colheita farta! Amem! Repleta de frutos, sua vida a vida de sua esposa e filhos é um campo fértil nas mãos do Pai!