"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sábado, 6 de setembro de 2014

Elos da Evangelização

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que anunciam boas novas,” (Romanos 10.13-15).
Jesus é a esperança em nós. Jesus veio restaurar a imagem de Deus em nós, pois o pecado desfigurou o homem perante Deus.
Agora se não pregarmos o evangelho, como essa maravilhosa e tão completa graça (tudo o que Jesus fez na cruz), não terá nenhuma utilidade para o mundo. A salvação chegou até você porque alguém lhe pregou o evangelho! Por isso, o evangelho precisa ser pregado para que o sacrifício de Cristo tenha sentido e valor para eles.
A dinâmica da evangelização é composta de sete elos (partes ou componentes) de uma corrente:
1. ENVIAR
2. IR
3. PREGAR
4. OUVIR
5. CRER
6. INVOCAR
7. SER SALVO
Conforme Paulo nos mostra nestes versículos, temos três protagonistas ou responsáveis nestas partes: Deus, nós e os perdidos.
Deus: é o responsável por nos: ENVIAR e SALVAR.
Nós: somos os responsáveis por: IR e PREGAR.
Os perdidos: são responsáveis por: OUVIR, CRER e INVOCAR.
1. Enviar: Deus é aquele que envia. E Ele já nos enviou. Ele deu a ordem: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16.15). Também: "Ide e fazei discípulos de todas as nações" (Mateus 28.19). Portanto, o primeiro movimento desta corrente é de Deus.
2. Ir: Não está mencionado nessa passagem, porém está implícito. Isso pertence a nós. É nossa responsabilidade. Isso significa calçar os sapatos para sair às ruas. Há muitos crentes que vivem descalços. Alguém pode ficar descalço dentro de sua casa, mas não convêm sair assim à rua, nem ao campo, muito menos a uma guerra. Para sair deve calçar seus pés. Por isso Paulo diz em Efésios 6.15: "Calçados os pés com a preparação do Evangelho". O único ponto de contato com a terra são os nossos pés. Hoje existem muitas igrejas "descalças". Estão na comodidade de um tapete, no templo, porém não saem às ruas. Devemos estar calçados e sair.
3. Pregar: Ir e pregar. É nossa responsabilidade. Trata-se de soltar o kerigma. De dar a boa notícia. De abrir a boca. De levar Cristo a todos os lugares da terra. Em seguida, há três partes que correspondem ao pecador:
4. Ouvir: Se você prega, o pecador ouve. Querendo ou não ele ouvirá o que você disser. Alguns continuarão apenas ouvindo, outros não.
5. Crer: Quando o pecador ouve a palavra, esta carrega dentro de si o dom da fé. Portanto, lhe motivará a crer. Rm 10.17 diz: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” Aquele que não ouve a pregação não tem a possibilidade de crer.
6. Invocar: Aquele que crer tem que invocar. "Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo". Assim, primeiro deve ouvir, depois deve crer e, como consequência, invocará. São três ações que pertencem ao pecador.
7. Salvar: Isso pertence ao Senhor. Você não pode salvar nem converter alguém, nem sequer uma criança. É obra de Deus, do Espírito, da Sua graça. E Deus quer salvar a todos! Ele está pronto para fazê-lo. É o que Ele mais deseja. Tem disposição para fazê-lo. Porém, uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais frágil. Uma corrente pode ser muito forte, com elos grossos, mas se tem um só elo fraco, ela se romperá e não servirá. Qual é o elo mais frágil dessa corrente de sete elos? Deus é forte, Ele envia e salva. Há três ações que dependem dos pecadores. Porém, há duas que dependem de nós: ir e pregar. Gostaria de destacar duas formas de fazer isso:
            a. Evangelização espontânea.
      Quando você sai para trabalhar, estudar, levar seus filhos à escola, fazer compras etc., sempre se encontra com pessoas. Então, já que vai, pregue o evangelho. Devemos fazê-lo a tempo e fora de tempo. Mostre Cristo em todos os lugares e de todas as formas possíveis: através de sua vida, de seu amor, de seu exemplo, de sua amabilidade, de seu serviço, de sua oração. Você deve estar sempre disposto a ajudar, estar próximo ao que sofre, ao necessitado, ao que está aflito. Assim, já que você está nesta sociedade, nesta cidade, neste país, onde quer que vá pregue o evangelho para que as pessoas tenham a possibilidade de crerem e serem salvas. A Bíblia diz que um dia Jesus foi à sinagoga de Nazaré. Sentou-se como qualquer outro visitante. O encarregado da sinagoga lhe perguntou: "Tens alguma passagem bíblica que queres ler?" Aparentemente ele não havia ido lá com a intenção de pregar; mas a oportunidade lhe surgiu. E ele disse: "Sim". Para o povo judeu, quando alguém completa 30 anos já pode ler as Escrituras na sinagoga. Assim, ele se dirigiu ao púlpito, pegou o rolo do livro de Isaías, e o abriu no capítulo 61. E começou a ler: "O Espírito do Senhor está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos". Ele não pregou. Apenas fez o que qualquer visitante teria feito. Porém, os olhos de todos naquela sinagoga estavam fitos nele. Então ele disse uma frase final: "Hoje se cumpriu essa escritura diante de vós." Assim também nós devemos fazer onde quer que vamos, seja no trabalho, na escola, no supermercado, no clube... Devemos estar atentos e prontos para pregar o evangelho.
            b. Evangelização planejada.
      Sair e pregar intencionalmente, planejadamente. Jesus também fazia isso. Diz em Mateus 9.35: "Percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo". Ele fazia isso de forma planejada. A Palestina era um país muito grande. Tinha uns 200 km de comprimento por 80 km de largura, aproximadamente. Ele não tinha um carro, não tinha sequer um burrinho. No entanto, em três anos ele visitou todas as cidades e aldeias. Isso não se consegue fazer sem um bom planejamento. Jesus também formou 35 equipes de 2 discípulos cada uma, e os enviou a todos os povos e cidades aos quais ele havia ido. Que tremendo! Isso é planejamento! Não iremos a todos os lugares apenas esperando que esse dia chegue. O dia já chegou! Fomos enviados a todo o mundo. Devemos planejar em oração e irmos segundo a direção do Espírito. Paulo ficou por três anos em Éfeso, que era a capital da Ásia (uma província romana que se localizava a oeste da atual Turquia). Diz Atos 19.9,10, que todos os habitantes da Ásia (tanto judeus como gentios) ouviram a palavra do Senhor. Não sabemos como ele fez isso, mas ele fez. E em 3 anos! Devemos sair, orar, pensar e planejar o que fazer e onde ir. Porque se não formos, o que Cristo fez por todas as pessoas que vivem nessas cidades não servirá para nada. Cabe a nós nos movermos, colocar em ação esse elo da salvação.
      Concluindo, algo precisa acontecer entre nós! Tem que haver uma mudança, uma revolução em nossa forma de viver. Eu anseio ver uma revolução espiritual. Cada dia eu oro e peço: "Senhor, aviva em mim o Teu fogo, Tua paixão. Incendeia-me e faz-me voltar ao primeiro amor!"